quarta-feira, 5 de agosto de 2020

OVINOCULTURA

 
ENTREVISTA

Assistência técnica pode melhorar ovinocultura

Orientações ajudam a tirar o melhor do potencial do rebanho e adequar custos
Recentemente o Portal Agrolink mostrou o caso de um ovinocultor de Terenos (MS) que conseguiu melhorar a produção em 2000% com auxílio da assistência técnica. O rebanho de ovinos do país é de 18,9 milhões de cabeças, a maior parte concentrada no Nordeste, cerca de 65%. A expansão da atividade não só para lã, atingindo o mercado de carne, leite e derivados tem despertado o interesse de produtores.
Conversamos com a zootecnista do Senar MS, Kedma Ferelli,  que atende 30 produtores Campo Grande, Terenos e Dourados, para entender como a produção pode ser aperfeiçoada com acompanhamento.  
Portal Agrolink: como a assistência técnica pode alavancar a produção de ovinos?
Kedma:
uma vez que a ovinocultura brasileira ainda está em desenvolvimento e por possuirmos uma variedade enorme de condições edafoclimáticas, as técnicas utilizadas nem sempre são adequadas as condições dos produtores brasileiros, sendo baseadas em experiências internacionais. Considerando que a ovinocultura brasileira na sua maioria é presente em pequenas e médias propriedades rurais e auxilia a manutenção do homem no campo, a assistência técnica vem surgindo como uma oportunidade de alavancar a atividade adaptando os sistemas de produção de ovinos a real condição de cada propriedade, tendo por objetivo principal associar as práticas aos custos, indicando quais são os pontos fortes da propriedade e indicando como ter uma melhor eficiência visando o retorno do capital investido na atividade. 
Portal Agrolink: o que o produtor que está desanimado com a atividade deve fazer? Achar novos usos como leite e queijo é uma boa?
Kedma:
é muito comum o produtor desanimar, quando passa por alguma dificuldade na atividade que acarreta na perda de receita. Mas vale lembrar que, na maioria das vezes, as ações corretivas dentro ovinocultura são de médio a longo prazo, porém quando comparada a bovinocultura de corte é considerada de curto a médio prazo. A diversificação entre leite e carne ovina torna-se interessante, porém quando realizada utilizando animais de dupla aptidão para tal objetivo. Os produtos de derivados de leite ovino atendem um nicho de mercado exclusivo, onde os produtos possuem alto valor agregado.
Portal Agrolink: como foi o caso lá do produtor de Terenos? Que resultados tiveram?
Kedma:
 o produtor de Terenos nos procurou pois estava tendo alguns problemas sanitários, estava a procura de informações técnicas pois havia iniciado na atividade recentemente e enfrentava uma alta taxa de mortalidade de cordeiros, uma vez que o produtor assertivamente realizava o controle através de anotações. Verificamos que a idade média do óbito dos cordeiros era na faixa dos 45 a 90 dias de vida. Desta forma, adotamos um manejo sanitário de vacinação adequado a todas as categorias e iniciamos o manejo de mamada controlada. Outra ação foi direcionar o produtor a usar seu capital de forma mais racional, direcionando à categoria que lhe traz maior retorno econômico que é o cordeiro. Atualmente, após 12 meses de assistência, conseguimos aumentar a produtividade ou seja quantidade kg de cordeiros comercializados, através da redução da taxa de mortalidade e ou melhora da taxa de desfrute para 48,8 através das técnicas indicadas e da dedicação do produtor e sua família.
Portal Agrolink: é um serviço gratuito? Como o produtor acessa?
Kedma: 
a Assitência Técnica e Gerencial do SENAR é um serviço gratuito, com duração de 2 anos, o produtor deve solicitar a participação no programa através dos sindicatos rurais da sua região, a demanda sendo levantada abre-se curso de capacitação e posteriormente a avaliação do produtor e propriedade para validação da assistência. Ela é aberta a todos os produtores.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Embrapa divulga estudo inédito sobre tendências para a cadeia de carne bovina

Um dos pilares do agronegócio brasileiro, a cadeia da pecuária de corte movimentou o correspondente a 8,7% do PIB do país em 2018, totalizando R$ 597,22 bilhões. Para os próximos anos, o setor continuará a crescer, sustentado por um mercado consumidor de carne bovina crescente, com o aumento considerável da demanda, em especial pelos países asiáticos, como China e Hong Kong. Os dois países, só em 2018, compraram o correspondente a 43,6% de todo o montante exportado.
A busca por cortes diferenciados e de denominação de origem abrirão novas oportunidades de agregação de valor. No entanto, o maior grau de exigência do consumidor será um gatilho transformador da atividade, bem como a concorrência com outras fontes de proteína, que forçarão a cadeia a produzir melhor. O bem-estar animal será mandatório, desde a cria ao abate.
Os dados são do estudo que integra a mais recente edição da série “Desafios do Agronegócio Brasileiro”, elaborada por pesquisadores da Embrapa que integram o Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte (Cicarne) e o Sistema Agropensa. Participaram do estudo os pesquisadores Guilherme Malafaia, Fernando Dias, Paulo Biscola e Elísio Contini e o analista Adalberto Araújo.
As projeções elaboradas pelo estudo indicam que os próximos anos serão de muito desenvolvimento e sucesso para os bons gestores. A pecuária brasileira produzirá mais carne em menos área, liberando terras para a agricultura e silvicultura. O setor ocupará espaço no cenário internacional, exportando desde genética a produtos altamente especializados e de elevado valor agregado. “O Brasil terá uma pecuária altamente tecnificada, profissional, competitiva e uma referência global, não só pelo gigantismo, mas também por sua tecnologia, qualidade, segurança e sustentabilidade”, afirmam os autores.

INCRA

Editais convocam famílias em situação irregular no Rio Grande do Norte

 
imagem sem descrição.

Editais coletivos do Incra no Rio Grande do Norte notificam agricultores de três assentamentos no estado para retornarem aos lotes e apresentarem defesa por escrita sob pena de exclusão do Programa Nacional de Reforma Agrária.

O edital 351/2020 convoca notifica agricultores dos assentamentos Frei Damião em Apodi e Três Marias em Governador Dix-Sept Rosado. Já o edital 353/2020 cita agricultores do assentamento Morada do Sol em Carnaubais.

Os documentos estão disponíveis para consulta no portal do Incra no endereço eletrônico www.incra.gov.br/notificacoes-beneficiarios-sr-19-rio-grande-do-norte.

Os agricultores citados têm prazo de 30 dias para atender o disposto nos editais. Mais informações na Divisão de Desenvolvimento de Projetos de Assentamentos do Incra no Rio Grande do Norte pelo e-mail divisao.desenvolvimento@ntl.incra.gov.br ou pelo telefone (84) 4006-2168.


ARMANDO RIBEIRO

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves teve redução nas restrições do uso do seu manancial, aprovada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), após verificação de disponibilidade hídrica e reunião com os usuários de água do reservatório. A partir deste próximo mês de agosto até julho do ano que vem os usos de água com outorga poderão ocorrer entre 25% e 100% do permitido na barragem, o que não ocorria desde 2012.

Segundo a ANA a maior oferta de água permitirá o aumento das atividades econômicas na região como agricultura, carcinicultura, indústria e abastecimento hídrico contribuindo para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte num contexto de pós pandemia. O reservatório está com mais de 60% da sua capacidade máxima que 2,3 bilhões de metros cúbicos de água.
O potencial hídrico da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves será aproveitado na geração de energia. Uma grande obra está em andamento e após a conclusão as válvulas dispersoras também conhecidas como véu de noiva só estarão em operação em casos excepcionais...

Postado por Fernando Caldas

MANDIOCA

 
MANDIOCA

Informações sobre processamento de mandioca vão ser divulgadas no YouTube

Canal da Embrapa vai apresentar o seminário Processamento de mandioca

Nesta terça-feira, 4 de agosto, a partir das 14h, o canal da Embrapa, no YouTube, vai apresentar o seminário Processamento de mandioca, realizado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Moderado pelo engenheiro-agrônomo Alfredo Alves, o evento organizado pelo Setor de Gestão de Transferência de Tecnologia vai ter duas apresentações. A primeira, intitulada “Mandioca: alimento sem glúten, tapioca e tapioca colorida”, tem como palestrante o engenheiro-agrônomo e pesquisador Joselito Motta. A segunda, “Processamento de aipim”, vai ser proferida pela engenheira-química Luciana Oliveira, pesquisadora do Laboratório de Ciência de Tecnologia de Alimentos, que vai abordar as diversas formas de comercialização da raiz.

Rica em carboidratos e fibras, a mandioca tem sido consumida por pessoas preocupadas com a saúde e a estética e tornou-se alternativa de carboidrato para os celíacos — portadores de intolerância aguda ao glúten. A chamada mandioca-brava é processada para obter a farinha e o polvilho, utilizados na fabricação de diversos produtos, como biscoitos, beijus, tapiocas, bolos e bolachas de goma. Já o aipim (macaxeira ou mandioca de mesa) ganhou novas opções, sendo comercializado fresco, minimamente processado, refrigerado, congelado ou pré-cozido congelado, na forma de chips, snack e palito.

Serviço:
Evento: Processamento de mandioca
Data:  4/8, às 14h
Palestrantes: Joselito Motta e Luciana Oliveira
Link direto para o evento: https://youtu.be/evInnNOLQy8

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Cuidados com a escolha das sementes para o plantio de algodão

 
Uma das dificuldades de expansão das áreas de cultivo do algodão, depois do ataque do bicudo, é, sem dúvida, a oferta de sementes de algodão certificadas. Para suprir essa demanda, a Embrapa Algodão firmou parceria com a empresa Semilla Sementes, que está multiplicando sementes das cultivares transgênicas BRS 368 RF e BRS 433FL B2RF para a próxima safra. Serão produzidas cerca de 11 toneladas de sementes da BRS 368RF – o que será suficiente para cultivar cerca de 860 hectares – e 71,68 toneladas de sementes da BRS 433FL B2RF, o suficiente para plantar cerca de 5.500 hectares.
Também estão sendo instalados campos de multiplicação de sementes da cultivar convencional BRS 286 (não transgênica), por meio de parceria firmada pela Embrapa com a produtora Francieli Silva. A expectativa é ter sementes para plantar 540 hectares na próxima safra.
O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Algodão, João Henrique Zonta, salienta que o uso de sementes que não sejam certificadas é um risco para o produtor e a Agência de Defesa Agropecuária do Ceará, com o Ministério da Agricultura, estão fiscalizando o comércio desse tipo de semente para evitar que a baixa qualidade da semente comprometa o crescimento da produção de algodão no estado. “O objetivo da Embrapa e seus parceiros licenciados é oferecer sementes com tecnologia para atender a todos os produtores da região, desde aqueles que fazem o cultivo orgânico, convencional, em pequenas propriedades familiares, até os mais tecnificados, com materiais transgênicos de alta tecnologia, com resistência a lagartas e herbicidas, e alta qualidade de fibras, inclusive com materiais indicados para o plantio de áreas de refúgio”, afirma.

Atenção para as alterações na Lei da Cédula de Produto Rural - CPR

A Lei n. 13.986/2020 alterou, dentre outras coisas, a Lei n. 8929/94 que trata da CPR.

Com a novidade, passou a constar, expressamente, menção sobre a garantia de alienação fiduciária sobre bem imóvel em CPR.

Tal espécie de garantia passará a ser cada vez mais comum no agronegócio.

Mas, o que significa, na prática?

A alienação fiduciária é uma forma de garantia que consiste em transferir (provisoriamente) a propriedade do imóvel do devedor (sítio, fazenda, etc.) para o credor (banco, cooperativa, trading, etc.) até que haja o pagamento integral do empréstimo.

Em caso de não pagamento como ajustado, basta uma simples notificação, encaminhada pelo próprio Cartório de Registro de Imóveis, para que o devedor pague o débito no prazo de 15 dias.

Se não pagar, perderá direito à propriedade (obviamente há diversas regras a serem obedecidas) e esta será levada à leilão para pagamento do débito.

Isso tudo, ressalte-se, sem necessidade de intervenção judicial.

Trata-se de situação muito gravosa e agressiva para a atividade de produção agrícola, diminuindo as chances de defesa e até restringindo direitos como o de prorrogação de débitos por perda de safra, por exemplo.

Assim, sempre que possível, os produtores rurais devem buscar alternativas que não onerem o patrimônio por meio de garantia de alienação fiduciária, o que poderá levar à situações de difícil reparação.

MAPA-CMN

CMN aprova medidas para agricultores prejudicados por ciclone e pela pandemia de Covid-19

Também foram aprovadas resoluções sobre crédito para agroindústria familiar, valor base para os preços do algodão e renegociação para agricultores atingidos pela estiagem
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Por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem à noite (30), em reunião ordinária, medidas que beneficiam o setor agrícola, especialmente a agricultura familiar. As decisões foram anunciadas pela ministra Tereza Cristina em suas redes sociais e serão apresentadas a autoridades e representantes de entidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em videoconferência, na manhã de hoje (31). 
Entre as medidas está a redução da taxa de juros para agricultores prejudicados pelo ciclone bomba na Região Sul entre os dias 30 de junho e 1° de julho de 2020. O CMN deu autorização aos agentes financeiros para que os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, cujas atividades foram prejudicadas pelo ciclone, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o ano agrícola 2020/2021. 
Logo após a passagem do ciclone, o Mapa fez visitas às regiões atingidas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina para ouvir as demandas e acompanhar de perto as consequências do evento do ciclone bomba. O Ministério também editou uma resolução incluindo a cultura da banana no projeto-piloto para estimular a contratação de seguro rural entre os produtores enquadrados no Pronaf.  O objetivo é possibilitar a contratação de seguro rural com uma subvenção maior para os agricultores familiares do Pronaf, muitos deles atingidos pelas intempéries climáticas, principalmente do "ciclone bomba".
Na videoconferência com representantes dos governos, produtores e trabalhadores rurais dos dois estados, a ministra Tereza Cristina destacou que as medidas aprovadas estão alinhadas com os pedidos feitos pelas entidades e que, agora, devem ser implementadas. "Espero que todos os produtores que sofreram prejuízos sejam inseridos nessas medidas", disse. Com as medidas adotadas pelo Mapa e aprovadas pelo CMN, estima-se que os bananicultores, por exemplo, terão recursos e prazos suficientes para a recuperação das plantações. 
De acordo com o diretor de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, as ações apoiam a concessão de crédito e o Ministério irá conversar com os agentes financeiros para que não haja qualquer trava na contratação dos recursos. 
Os representantes da Região Sul agradeceram o empenho e agilidade do Mapa no socorro aos produtores. "Foi uma ação rápida e certeira e nos traz um alento", disse o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa. "As ações foram cumpridas na íntegra", reforçou o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Covatti Filho. "Quero agradecer a rapidez com que o Mapa atendeu os nossos pedidos", afirmou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel Silva. "A pauta foi cumprida", ressaltou o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira. 
Outras medidas
O Conselho Monetário Nacional também decidiu prorrogar de 15 de agosto de 2020 para 15 de dezembro de 2020 o prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e investimentos de mutuários cujas atividades foram prejudicadas pelas medidas de distanciamento social ligadas à pandemia de Covid-19. 
Também foi aprovada a elevação dos limites de crédito de industrialização para agroindústria familiar, no âmbito do Pronaf. O objetivo é apoiar os agricultores familiares, por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais, especialmente por causa das consequências da pandemia. "Essa é uma mudança muito significativa e que vai impactar o  setor cooperativista, que é uma das prioridades do Ministério", disse o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke. 
O Conselho aprovou também medidas sobre o valor base para os preços do algodão em pluma e a renegociação de parcelas para agricultores atingidos pela estiagem, ampliando o número de municípios e de produtores beneficiados. 
Estiagem
Sobre medidas para produtores afetados pela estiagem (veja abaixo), principalmente no Sul do país, Schwanke informou que as ações valem para produtores atingidos em todo o país, não somente para os estados do Sul.
Na videoconferência, a ministra Tereza Cristina defendeu ainda a intensificação das conversas entre governos e entidades sobre planos de irrigação para minimizar os efeitos de problemas climáticos, como a seca. 
O diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, informou que o Proagro e o seguro rural irão desembolsar, no primeiro semestre, R$ 2 bilhões para produtores rurais afetados por estiagem. A ministra pediu que as entidades do setor trabalhem na popularização da contratação do seguro agrícola. 
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão colegiado presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos, e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. 
Confira as medidas aprovadas pelo CMN:
1 - Prorrogar de 15 de agosto de 2020 para 15 de dezembro de 2020, o vencimento das parcelas vencidas ou vincendas no período de 1º de janeiro de 2020 a 14 de dezembro de 2020, das operações de crédito rural de custeio e investimento contratadas por produtores rurais, inclusive agricultores familiares, e suas cooperativas de produção agropecuária, cuja comercialização da produção tenha sido prejudicada em decorrência das medidas de distanciamento social adotadas para mitigar os impactos da pandemia provocada pelo COVID-19, de que trata a Resolução Bacen nº 4.801/2020.
2 - Autorizar as instituições financeiras a renegociar as parcelas e as operações de crédito rural de custeio e de investimento, vencidas ou vincendas no ano de 2020, inclusive aquelas que já foram objeto de prorrogações anteriores, contratadas pelos produtores rurais e pelas cooperativas de produção agropecuária que tiveram prejuízos em decorrência da seca ou estiagem em municípios com decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública no período de 20 de dezembro de 2019 a 30 de junho de 2020, reconhecida pelo Governo Estadual, de que trata a Resolução nº 4.802/2020. A medida amplia o número de municípios e de produtores beneficiados, dado que, até então, a resolução somente alcançava os municípios cujos decretos tenham sido emitidos entre 1º de janeiro e 9 de abril de 2020.
3 - Admitir que a instituição financeira possa considerar o indicador de preços de algodão em pluma CEPEA/ESALQ como valor base para o Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) aos produtores de algodão, em operações contratadas até 15 de outubro de 2020, ao amparo de recursos controlados do crédito rural. A possibilidade da adoção desses preços, se reveste de significativa importância, quando os preços de mercado estão substancialmente acima do Preço Mínimo, referência básica para operações dessa natureza. Essa medida complementa o disposto na Resolução Bacen nº 4.824/2020, que elevou de R$ 4,5 milhões para R$ 32,5 milhões o limite de financiamento para estocagem, devido as dificuldades de fechamento de contratos e escoamento da produção ocasionadas pela pandemia do novo corona vírus.                                                   
4 - A passagem do "Ciclone Bomba" pela região Sul entre os dias 30 de junho e 1° de julho de 2020 provocou danos em vários municípios dos estados dessa Região, sobretudo em Santa Catarina, onde, segundo o governo do estado, ao menos 241 municípios foram atingidos. O ciclone afetou a atividade de muitos produtores rurais, especialmente os agricultores familiares. Diante desses problemas e por solicitação da Senhora Ministra da Agricultura, o CMN deu autorização aos agentes financeiros para que os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, cujas atividades foram prejudicadas pelo “Ciclone Bomba”, possam acessar o crédito de custeio e investimento com as taxas de juros mais baixas aplicadas ao programa (2,75% a.a.), no decorrer de todo o anos agrícola 2020/2021, desde que os municípios afetados tenham decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública em decorrência do “Ciclone Bomba”, com reconhecimento pelo Governo Estadual.
5 - Foi aprovada a elevação dos limites de crédito de Industrialização para Agroindústria Familiar, no âmbito do Pronaf. A medida visa a apoiar os agricultores familiares, empreendedores rurais familiares e as cooperativas de agricultores familiares por meio do financiamento de suas atividades agroindustriais, especialmente nesse momento de crise em função das medidas de distanciamento social decorrentes da pandemia de Covid-19. Diante disso, em caráter excepcional no ano agrícola 2020/2021, autorizou-se o aumento dos seguintes limites, por beneficiário:
I - Pessoa física: de R$ 45.000,00 para R$ 60.000,00;
II - Empreendimento familiar rural - pessoa jurídica: de R$ 210.000,00 para R$ 300.000,00;
III - Cooperativa singular: de R$ 15.000.000,00 para R$ 20.000.000,00;
IV - Cooperativa central: de R$ 30.000.000,00 para R$ 40.000.000,00

sábado, 1 de agosto de 2020

incra regulariza todo o território de comunidade quilombola na Paraíba


    Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos / Foto: Kalyandra Vaz
    Comunidade Quilombola Caiana dos Crioulos / Foto: Kalyandra Vaz

    As 98 famílias da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, localizada nos municípios de Alagoa Grande e Matinhas, no Agreste paraibano, conquistaram, na manhã desta quarta-feira (29), a totalidade do território de quase 450 hectares identificado e delimitado pelo Incra como área remanescente de quilombo.

    Os autos de imissão da autarquia na posse dos imóveis Sítio Balanço e Sítio Bulandi, que somam pouco mais de 157,64 hectares, foram assinados na presença de alguns representantes da comunidade quilombola, do superintendente do Incra na Paraíba, Kleyber Nóbrega, do chefe da Divisão de Governança Fundiária da autarquia no estado, Antônio de Lisboa Dias, e do Oficial de Justiça Federal, Silas Batista de Menezes.

    O Incra já havia sido imitido na posse do imóvel que representa a maior parte do território da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, o Sítio Sapé, com 292 hectares, em 3 de fevereiro deste ano.

    A presidente da associação de Caiana dos Crioulos, Edinalva Rita do Nascimento, contou que, desde fevereiro, quando o Incra tomou posse da primeira das três áreas que compõem o território, a produção de alimentos aumentou consideravelmente. De acordo com a representante, agora as famílias se sentem seguras e possuem mais áreas para o plantio de culturas de subsistência, como feijão-macáçar e feijão-guandu, fava, milho, mandioca, inhame e batata-doce, e ainda para desenvolver a criação de animais e a fruticultura.

    “O número de famílias que plantavam triplicou”, afirmou Nalva, como ela é mais conhecida. “Antes tinha família que não tinha espaço para colocar um quadro de roçado. Hoje, nesse momento difícil da pandemia de covid-19, podemos dizer que nossas famílias estão asseguradas, que podem produzir seus próprios alimentos e não dependem de doação de cestas básicas”, completou. 

    Para o superintendente do Incra/PB, Kleyber Nóbrega, a conquista da totalidade do território de Caiana dos Crioulos deu garante estabilidade às famílias, que agora podem plantar com mais tranquilidade e preservar a cultura da comunidade, que é uma das mais conhecidas comunidades tradicionais da Paraíba.

    “A cultura quilombola é importante não só para as comunidades, mas para a história do Brasil”, afirmou Nóbrega, que destacou ainda a parceria com a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) para a conquista dos imóveis que compõem o território de Caiana dos Crioulos.

    Tradição

    As famílias de Caiana dos Crioulos mantêm vivas tradições e manifestações culturais herdadas de seus antepassados africanos, a exemplo dos grupos de coco de roda e de ciranda, que se apresentam em eventos artísticos e educacionais na Paraíba e em outros estados.

    Segundo o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) de Caiana dos Crioulos, elaborado pelo Incra a origem da comunidade não é clara. Alguns autores afirmam que descenderia de escravos africanos que por lá se instalaram entre os séculos XVIII e XIX, rebelados quando do desembarque de um navio negreiro aportado em Baía da Traição, no litoral norte da Paraíba.

    Outros entendem que teria surgido a partir da chegada, a Alagoa Grande, de sobreviventes do massacre do Quilombo dos Palmares, o que justificaria a existência da localidade denominada Zumbi, nas proximidades do município.

    “Quando perguntados, os moradores afirmam que seus pais e avós nunca lhes contaram como ela se originou. O que podemos dizer, com certeza, com base nos depoimentos dos mais velhos, é que o grupo está estabelecido no local há mais de 150 anos”, explicou a antropóloga do Serviço de Regularização de Territórios Quilombolas do Incra/PB, Maria Ester Fortes.

    Regularização

    A missão de regularizar territórios quilombolas foi atribuída ao Incra em 2003, com a promulgação do Decreto nº 4.887, que regulamentou os procedimentos para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata a Constituição Federal em seu Artigo 68.

    Trata-se de grupos étnicos predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias.

    Após obterem a Certidão de Autodefinição expedida pela Fundação Cultural Palmares, encaminham ao Incra solicitação formal de abertura dos procedimentos administrativos visando à regularização.

    Mais informações sobre todos os passos da política realizada pelo Incra podem ser obtidas por meio do endereço:  http://www.incra.gov.br/pt/quilombolas.html.

    Assessoria de Comunicação Social do Incra/PB

    nOTA DO bLOG A comunidade Quilombola de Livramento, próximo a Fernando Pedroza, embora seja município de Angicos, o processo de regularização parou no tempo e no espaço.


    JUVENTUDE RURAL


    FOTO: Arte: Fabricio Martins

    Na primeira ação de massa virtual da CONTAG, a juventude rural quer olhar para o futuro

    Como será o mundo depois da pandemia? Como podemos fazer diferente, e melhor? Essas perguntas têm sido feitas quase que diariamente por diversos setores da sociedade. As consequências das ações erráticas de combate ao novo coronavírus já estão sendo sentidas agora, por todas e todos nós. Por isso, a juventude rural quer mergulhar de cabeça nessas reflexões durante o 1º Festival Juventude Rural Conectada - Construindo um mundo novo, que será realizado nos dias 06, 07 e 08 de agosto, pelas redes sociais da CONTAG.

    “Entre os objetivos construídos pela Comissão Nacional de Jovens para este momento inovador do nosso movimento sindical estão refletir sobre os desafios sociais e econômicos impostos pelo novo coronavírus para a juventude rural e para a agricultura familiar; dialogar sobre os caminhos que podem ser percorridos para superar esses desafios, construindo novas perspectivas para o presente e o futuro, assim como dialogar sobre que tipo de sociedade queremos agora e no futuro, em que prevaleça a igualdade, a solidariedade, o respeito e o amor entre todas as pessoas”, explica a secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon Augusto.

    Gostinho da programação

    No primeiro dia, o diálogo será sobre o processo eleitoral de 2020 e sua importância para lidar com os impactos sociais, políticos e econômicos da pandemia para a juventude rural, assim como o debate sobre as consequências da elaboração e disseminação de notícias falsas (fake news) para o processo democrático de nosso país, especialmente depois da Eleição de 2018, que foi profundamente influenciada pela veiculação de notícias falsas pelas redes sociais.

    O segundo dia vai trazer questões fundamentais sobre o respeito às diversidades, pois a luta por pela igualdade deve incluir o respeito às diversas formas de existir e de amar, assim como todos os tons de pele. “Um dos passos é dar visibilidade aos desafios enfrentados pela juventude negra rural, assim como pela juventude LGBTQIA+ do campo, floresta e águas. Quais são esses desafios e qual a importância de superá-los? Nossa intenção é discutir como a sociedade e a luta do movimento sindical se fortalecem ao abraçar essa causa.”, explica Mônica Bufon.

    O terceiro e último dia trará também um olhar sobre as novas formas de comercialização da agricultura familiar que foram potencializadas pela necessidade de isolamento social, e também sobre a produção agroecológica, uma vez que não é possível construir um mundo novo sem pensar a produção de alimentos de maneira sustentável, respeitando todos os elementos envolvidos nesse processo, sociais e naturais. Como o movimento sindical está participando e potencializando essas questões fundamentais para a agricultura familiar e toda a sociedade?

    Baixe AQUI a programação completa.

    Importância da mobilização

    A Comissão Nacional de Jovens está engajada no trabalho de mobilizar suas bases nos estados para assistir e interagir nesta que é a primeira ação de massa virtual da CONTAG. Um dos pontos que deve ser levado em conta nos debates é a necessidade de ampliar e melhorar o acesso à internet para os povos do campo, da floresta e das águas do Brasil. De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, cerca de 70% dos municípios rurais brasileiros não têm acesso à internet.

    “O acesso à internet e às novas tecnologias sempre foi uma bandeira da juventude rural e este momento de pandemia tornou ainda mais evidente a exclusão do meio rural aos meios de informação e comunicação proporcionados pela internet. Em um mundo cada vez mais tecnológico e conectado, esta é mais uma forma de aumentar a desigualdade social existente em nosso país”, aponta a secretária de Jovens da CONTAG. “Mas, a juventude rural continua a luta mesmo com todos os desafios e estamos empenhadas e empenhados em realizar excelentes debates, para ajudar na construção de um mundo novo, cada vez melhor”, afirma Mônica Bufon.

    FONTE: Secretaria de Jovens da CONTAG

    M D R - Projeto Seridó

    Governo do RN aguarda definição do MDR para iniciar execução do Projeto Seridó

    O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), está preparado para iniciar o processo de licitação das obras de execução do Projeto Seridó. Para isso, aguarda sinalização por parte do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), sobre a formalização de parte do convênio, no valor de R$178 milhões.

    “O Estado do Rio Grande do Norte já inseriu na plataforma ‘Mais Brasil’ todos dados necessários para a aprovação do convênio, conforme orientação do próprio governo federal. Em recente reunião com o ministro Rogério Marinho, entreguei, em mãos, todo o plano de execução de parte do convênio, orçado em R$ 178 milhões. Vamos continuar lutando para que essa obra estruturante e tão grandiosa para os seridoenses saia do papel. Temos todas as condições técnicas e expertise profissional e estamos prontos para executá-la”, ressalta a governadora Fátima Bezerra.

    O secretário da Semarh, João Maria Cavalcanti, explica que o projeto, que foi finalizado pela pasta no início desse ano e já tinha sido apresentado ao Ministro Gustavo Canuto, prevê a implantação de dois eixos adutores dividido entre Seridó Norte e Seridó Sul. “O valor total do projeto é de R$ 280 milhões, mas nesse primeiro momento o MDR só disponibilizou um montante de R$ 160 milhões para o Estado entrar com uma contrapartida de R$ 18 milhões. Planejamos, então, iniciar a implantação do eixo Norte, que tem a captação na barragem Armando Ribeiro e leva água para Florânia, São Vicente, Cruzeta, Currais Novos, Acari, cidades mais castigadas pela estiagem” explica o titular da Semarh.
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    O Projeto Seridó está incluído no Plano Nacional de Segurança Hídrica, o que reforça sua importância. Ele consiste num plano básico de sistemas adutores, bem com suas interligações entre grandes reservatórios, que visa a garantia de suprimento de água para consumo humano e atividades produtivas da região. O projeto consiste na construção de um sistema com sete adutoras totalizando 300km de extensão. Ele vai dar sustentabilidade hídrica para o abastecimento humano para os próximos 50 anos da população do Seridó e vai permitir que os perímetros irrigados e açudes da região possam se manter perenes atendendo também o setor produtivo.

    O Eixo Seridó Sul é composto por vários trechos dispostos no território, cada um exercendo uma função específica no contexto da solução conjunta, e que considera o aporte do sistema operacional do Projeto de Integração do São Francisco (PISF) na bacia do rio Piranhas – Açu e um reforço com a utilização das águas da futura Barragem de Oiticica.

    Assecom-RN

    Produção de Leite

    Inscrições abertas para a 6ª Prova de Produção de Leite a Pasto no DF

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    Criadores de novilhas Gir Leiteiro, Sindi e cruzamentos têm mais uma oportunidade de participar da Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro no Centro de Tecnologias Para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados (DF). Já estão abertas as inscrições para a 6ª edição da prova zootécnica, que busca o melhoramento genético das raças zebuínas de aptidão leiteira com a identificação de matrizes, dentro de grupos contemporâneos de cada raça, com potencial genético para a produção de leite a pasto, nas condições de Cerrado do Brasil Central.

    Coordenada pela Embrapa Cerrados e pela Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), a prova será realizada no CTZL, localizado na rodovia DF-180 km 64. Durante 305 dias de lactação em pasto rotacionado com suplementação, os animais são avaliados quanto a produção de leite, reprodução, idade ao parto, qualidade do leite, persistência de lactação e avaliação morfológica.

    A prova tem a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. A entrada dos animais terá início em 26 de outubro de 2020. As novilhas deverão parir no período de 9 de janeiro 2021 a 28 de fevereiro de 2021. Para isso, devem ter sido inseminadas ou cobertas entre 20 de março de 2020 e 24 de abril de 2020.

    São oferecidas 25 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 12 vagas para novilhas da raça Sindi e seis vagas para novilhas de cada cruzamento, que serão preenchidas de acordo com a ordem de chegada das inscrições. Cada criador pode inscrever até dois animais de cada raça, podendo inscrever uma terceira novilha caso as vagas não sejam totalmente preenchidas.

    As inscrições dos animais são realizadas na ACZP até a data de entrada dos animais, pelo e-mail: aczp.df@uol.com.br. Mais informações pelo e-mail isabel.ferreira@embrapa.br ou telefone (61) 3506-4063) ou, ainda, com Marcelo Toledo (61-3386-0025). O investimento é de R$ 2,8 mil para uma novilha inscrita, R$ 5 mil para duas novilhas inscritas (R$ 2,5 mil por animal) ou R$ 6,6 mil para três novilhas inscritas (R$ 2,2 mil por animal). Os valores serão divididos em cinco pagamentos mensais. Acesse o regulamento da prova aqui.

    A 6ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro do CTZL tem o apoio da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, da Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Associação Brasileira de Produtores de Leite, da Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e de empresas ligadas ao setor pecuário.