segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Orientações para o produtor fazer o controle da verminose bovina

EMBRAPA
verminose bovinaO controle de vermes no rebanho bovino é mais eficiente se realizado por meio de quatro vermifugações. Com o inicio do período seco, a Embrapa Rondônia, em Porto Velho,  recomenda que seja aplicada a primeira dose da vermifugação nos bovinos leiteiros e de corte. Esta primeira vermifugação, que deve ser realizada entre os meses de abril e maio, pode coincidir com a vacinação da febre aftosa, propiciando uma economia de tempo e de mão-de-obra, além de um menor estresse nos animais.
A segunda aplicação de medicamentos contra vermes deve ser feita em julho, a terceira em agosto e a última em dezembro. De acordo com as pesquisas, as datas de vermifugação variam de região para região, de acordo com as condições climáticas. É aconselhável que as vermifugações sejam feitas com o acompanhamento de um médico veterinário.

Os animais devem ser vermifugados no período da seca, alerta o pesquisador da Embrapa Rondônia, Francelino Goulart, pois é nesta época que as pastagens estão decadentes e com menor valor nutritivo. Com isso, os animais perdem peso, diminuindo sua resistência e tornando-se mais sensíveis ao ataque de vermes. Concentrados no organismo dos animais, os vermes são eliminados pelo medicamento, evitando um surto de verminose no próximo período chuvoso. De acordo com Francelino os animais devem ser vermifugados, principalmente, do desmame até os 36 meses.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Presidente da CNA defende fontes alternativas de financiamento para o agro

– Ao discursar na abertura do seminário “Agro em Questão”, na quinta (1), o presidente da CNA, João Martins, defendeu ações para o fomento de fontes alternativas de financiamento que proporcionem maior inclusão financeira dos produtores rurais.
O seminário “Agro em Questão – Financiamento para o Agronegócio”, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília, reuniu economistas, representantes do governo, de bancos, do setor produtivo, de cooperativas e produtores para debater desafios e alternativas que garantam o crescimento do setor.
Ao abrir seu discurso, João Martins afirmou que o crescimento da agropecuária gera preocupações com o crédito rural que tem um papel fundamental na busca da competitividade. “O crédito rural permitiu o aumento continuado da incorporação de tecnologias nos empreendimentos rurais, elevando a sua capacidade produtiva e o desempenho do setor”. 
Mas as mudanças conjunturais, os cortes orçamentários recorrentes, o prazo exíguo dos financiamentos e a maior seletividade das instituições financeiras na concessão do crédito rural, por exemplo, trazem desafios tanto para o produtor, associações e cooperativas como para os demais agentes do agro. “Precisamos pensar no futuro, pensar nas demandas da moderna agropecuária brasileira”, disse Martins.
O presidente da CNA afirmou que os investimentos nas propriedades rurais são essenciais à incorporação e uso intensivo de tecnologias, contribuindo para a sustentabilidade das atividades “dentro da porteira”. São necessários também para aumentar o poder de barganha do produtor e a sua rentabilidade.
“Por isso, hoje, produtores, técnicos e autoridades são convidados a debater sobre como deverá evoluir o financiamento do agronegócio para assegurar o seu crescimento”.
Em seu discurso, João Martins também destacou a necessidade de discutir propostas de aprimoramento dos instrumentos de gestão de riscos, além do aumento da competitividade na oferta de crédito, atração de investimentos externos e pulverização das fontes de financiamento para o setor e ações para amenizar o impacto das restrições fiscais sobre a política de crédito rural oficial.
“Temos a certeza que os produtores rurais e o Brasil vão ganhar muito com a realização desse debate”, finalizou João Martins.
Participam do encontro o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, a secretária de Tesouro Nacional, Ana Paula Vescosi, a deputada federal Tereza Cristina e o presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, José Mário Schreiner.      
BNDES – Também na abertura, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, falou sobre as linhas de financiamento da instituição financeira para o agro e os desembolsos para o segmento. Ele informou que o banco prepara a elaboração de um cartão para financiamento direto ao produtor, sem intermediação financeira.
  

Assessoria de Comunicação CNA

 Nova fórmula da vacina contra febre aftosa estará disponível somente em 2019

 – A nova fórmula da vacina contra febre aftosa em dose reduzida de 5 ml para 2 ml e sem a substância saponina estará disponível para o produtor somente em maio de 2019. A informação foi divulgada nesta quarta (31), durante reunião na Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em Brasília.
A mudança na vacina foi uma exigência do setor privado e dos produtores, diante dos constantes abscessos que têm trazido prejuízos diários à pecuária brasileira.
De acordo com o coordenador de Sanidade Animal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Décio Coutinho, o produtor está chateado com a decisão, já que aguardava o produto ainda em 2018. “A CNA está descontente com o resultado, mas pelo menos já temos um posicionamento para trabalhar daqui para frente”, afirmou.
Décio afirmou que a vacina com menor dosagem trará menos prejuízo ao produtor rural. “Quando o animal vai para o abate, a parte afetada pelo edema é retirada da carcaça antes de ser pesada, gerando prejuízo ao produtor. Então a ideia é que esse impacto seja zero ou o menor possível”, explicou.
 
Décio Coutinho, coordenador de Sanidade Animal da CNA
O secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Luis Rangel, explicou que os volumes das vacinas que estavam sendo produzidos pelos laboratórios não atingiram o mínimo necessário para os estoques e por isso a nova fórmula só estará disponível em 2019.
“A maior preocupação do setor era com relação às datas da disponibilização da vacina. Já foi definido, não tem mais dúvida quanto aos prazos. Agora precisamos divulgar essa informação, para que ela chegue da melhor forma possível”, disse Rangel. 
Prejuízos – Estimativas indicam que o produtor perde, em média, 2 quilos de carne por animal abatido, quando as lesões provocadas pela vacinação são encontradas. As entidades lembram que o pecuarista já possui gasto com a compra da vacina, além de não ser ressarcido pela carne descartada. 
Aproximadamente, são gastos R$ 600 milhões para vacinar 215 milhões de cabeças de gado no país.

Assessoria de Comunicação CNA/SENAR

Tesouro defende novo modelo para seguro rural que proteja renda do agricultor

Segundo a secretária do Tesouro Nacional, o governo já criou um grupo de trabalho para debater o tema


dinheiro-real-moeda-cedula-brasil-economia (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, defendeu a reformulação do seguro rural para permitir que a operação garanta renda ao agricultor em vez de buscar proteção à operação de crédito ou ao faturamento do produtor. "É muito importante construir modelo que proteja a renda do agricultor e que não gere necessidade de buscar refinanciamento, o que é custoso e moroso", disse a secretária em evento da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Ela defende mudar a estrutura do seguro rural e integrar as políticas para melhorar "a efetividade e a renda, principalmente dos menores, dos familiares". "Isso dará um ganho de eficiência muito grande. É um ganha-ganha. Ganha a produtividade e ainda abre mais espaço para o crédito rural", disse. Segundo a secretária, o governo já criou um grupo de trabalho para debater o tema.
CONTAG contribui com desenvolvimento de ferramenta da Repórter Brasil que avalia comportamento socioambiental de parlamentares

Pelo menos 313 deputados federais, ou 61% da Câmara, têm atuação parlamentar desfavorável à agenda socioambiental. Eles votam e elaboram projetos que têm impacto negativo para o meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores do campo.
Os dados são resultado de levantamento que levou em conta 14 votações nominais e 131 projetos de lei nessa área. Para medir se os projetos e proposições teriam impacto negativo ou positivo, oito organizações do setor socioambiental foram chamadas para fazer uma avaliação de mérito desses projetos. O cruzamento de dados faz parte do Ruralômetro, ferramenta jornalística para consulta sobre os deputados federais produzida pela Repórter Brasil.
Cada deputado foi pontuado dentro de uma escala equivalente ao que seria a temperatura corporal: de 36⁰C a 42⁰C. Quanto pior avaliado, mais alta a sua temperatura – podendo atingir níveis de febre.
Entre os febris, há ministros, ex-ministros, além de pré-candidatos. Dos 313 deputados que tiveram comportamento legislativo desfavorável à agenda socioambiental, quase a metade (49%) é da Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista. Mas nem todos os ruralistas estão mal avaliados.
Há 35 membros da bancada com atuações parlamentares avaliadas como favoráveis à agenda socioambiental. Entre eles, está o deputado Augusto Carvalho (SD-DF), com 36,2°C. Ele é autor do Projeto de Lei 324/2007 que proíbe a administração pública de comprar móveis de madeira rara ou extraída ilegalmente, projeto considerado como favorável pelas organizações avaliadoras.
O deputado pior avaliado é o presidente da bancada ruralista, Nilson Leitão (PSDB-MT), com febre de 42⁰C. Leitão é autor de oito projetos de lei desfavoráveis ao meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores rurais. Entre eles, está o polêmico projeto de lei 6442/2016, que permite o pagamento de trabalhadores rurais com comida e moradia.
Ainda entre os febris, estão o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), com 40°C e o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani (MDB-RJ), com 40,2°C. O pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem 38,7⁰C e o aspirante ao governo de São Paulo, Celso Russomanno (PRB-SP), 39,8⁰C.
As entidades consultadas foram o Instituto Socioambiental, a Comissão Pastoral da Terra, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e dos Trabalhadores Assalariados Rurais (CONTAR), o Conselho Indigenista Missionário, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, o Greenpeace e a Fundação Abrinq.
Entre os partidos, quatro têm 100% do quadro febril: MDB, PEN, PHS, PSL. Eles são seguidos por PSD e DEM, com 94% e 89% dos seus políticos com febre, respectivamente. O PSDB tem 75% dos seus deputados federais com mais do que 37,4⁰C.Em alguns casos, a pontuação do partido pode ser explicada pelo seu posicionamento como oposição ou situação ao governo. O PT, por exemplo, teve todos os seus deputados avaliados com temperatura saudável nessa legislatura.
Entre os Estados, o maior percentual de deputados febris está em Goiás, com 88% dos seus representantes com mais de 37,4⁰C. Seguido por Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, todos com 87% dos deputados febris.
O ministro Carlos Marun informou, por meio de nota, que como deputado pautou seus “votos pela garantia do Estado de Direito” e que sempre defendeu o bioma Pantanal. O Ministério dos Esportes afirmou que “parece que o levantamento comete um equívoco ao colocar no mesmo patamar de análise deputados que estão no exercício do mandato, enquanto o ministro [Picciani] licenciou-se em maio de 2016 para assumir o Ministério do Esporte.”
Russomanno disse que “procura sempre representar o interesse público, o que inclui defesa do meio ambiente, direitos indígenas, quilombolas”. A assessoria de deputado Bolsonaro informou que ele não responderia por estar em recesso.
A Repórter Brasil entrou em contato com os 13 deputados que têm febre acima de 41°. Nilson Leitão, assim como outros nove deputados pior pontuados pelo Ruralômetro, não respondeu aos pedidos de entrevista e nem às perguntas enviadas.
Relação com financiadores
Além da pontuação dos deputados, o Ruralômetro mostra quem recebeu financiamento de campanha, em 2014, de empresas autuadas pelo Ibama ou que foram flagrados com trabalho escravo. Segundo o levantamento, 57% dos eleitos receberam, ao todo, R$ 58,9 milhões em doações de empresas autuadas pelo Ibama por cometerem infrações ambientais. Outros 10% foram financiados com R$ 3,5 milhões doados por empresas autuadas por trabalho escravo.
Para o professor de Ética e Filosofia da Unicamp, Roberto Romano, o estudo revela uma estreita relação entre empresas financiadoras de campanhas e a atuação parlamentar dos deputados. “Trata-se do sucesso de setores interessados, tanto em termos econômicos quanto sociais, em conseguir no Congresso avanços para o seu grupo”, analisa.
Um exemplo que ilustra a análise do pesquisador é o caso do deputado Antônio Balhmann (PDT-CE), eleito em 2014 mas que se licenciou no ano seguinte para assumir um cargo no governo do Ceará. O político recebeu doação eleitoral oficial de R$ 20 mil da produtora de frutas Agrícola Famosa, alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal que proíbe a empresa de pulverizar agrotóxicos na Chapada do Apodi. Poucos meses após eleito, o deputado elaborou um projeto de lei que regulamenta o uso de agrotóxicos em plantações não tradicionais, o que inclui produtoras de frutas.
O ex-deputado afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o projeto não estimula o uso de agrotóxicos, mas cria legislação e regulamenta o setor. O político, no entanto, reconheceu que, ao elaborar o PL, tinha interesse de “ajudar os produtores de fruticultura com seus problemas e regulamentar e controlar suas atividades.”
“Quando analisamos os projetos de lei no Congresso, vemos que não são projetos que pensam o Brasil, mas pelo menos 40% deles são dedicados a defender interesses de setores específicos”, avalia Andréa Freitas, cientista política e professora da Unicamp. “Não é ruim que tenhamos dentro do Congresso alguém defendendo os ruralistas ou os comerciantes, mas seria importante que tivéssemos representantes defendendo com igual força os pequenos produtores ou os consumidores”.
Votações desde 2015
Nesta legislatura, 2017 foi o ano campeão em votações desfavoráveis ao meio ambiente. Em meados do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou três polêmicas medidas provisórias que geraram reação de ambientalistas e até de celebridades. Duas delas reduzem a área protegida de Jamanxim, um parque nacional na Amazônia paraense, e a outra amplia o programa de regularização fundiária, que ficou conhecida como ‘MP da Grilagem’. As medidas, segundo organizações de defesa do meio ambiente, devem aumentar o desmatamento e os conflitos no campo.
Um detalhe: as três medidas provisórias foram editadas pelo presidente Michel Temer às vésperas do Natal de 2016 e aprovadas pela Câmara dentro do prazo previsto para que não perdessem validade. No caso Jamanxim, a modelo Gisele Bündchen pediu no Twitter que Temer vetasse as medidas. O presidente seguiu parcialmente os conselhos da modelo: vetou artigos das MPs, mas enviou ao Congresso projeto de lei com conteúdo similar.
“A agenda ruralista ganhou mais poder nos últimos anos, o que coincide com a representação dela no Executivo. Antes, tínhamos o Executivo exercendo uma contra-força”, analisa Adriana Ramos, coordenadora do programa de política e direito socioambiental do ISA (Instituto Socioambiental).
Na questão trabalhista, sob o mandato de Temer, houve duas votações consideradas por organizações de defesa de trabalhadores rurais como desfavoráveis: terceirização e reforma trabalhista. Porém, no governo Dilma, o Executivo também editou medidas provisórias, depois aprovadas pela Câmara, que retiram direito dos trabalhadores. Caso, por exemplo, da restrição ao seguro-desemprego e da redução do acesso à pensão por morte do INSS.
Essas são algumas das 14 votações que constam na base de dados do Ruralômetro. O estudo considerou apenas votações desta legislatura que têm algum tipo de impacto socioambiental onde houve votação nominal, em que os deputados registram seu voto.
Projetos de lei
Dos 131 projetos de lei cujos autores são deputados eleitos em 2014 que constam na base de dados do Ruralômetro, 87 foram classificados como desfavoráveis e 44 como favoráveis. 26 deles alteram o processo de demarcação de terras indígenas ou pedem a suspensão da homologação de comunidades regularizadas. Outros seis considerados desfavoráveis tratam de mudança nas regras de licenciamento ambiental e três facilitam a liberação de agrotóxicos.
Há ainda um projeto defendido pela bancada ruralista que libera o porte de arma para trabalhadores ou proprietários de áreas rurais e uma Proposta de Emenda à Constituição que permite e regula compra de terras por estrangeiros.
Segundo os analistas ouvidos, para entender o fenômeno em questão é preciso diferenciar a agenda do agronegócio e do ruralismo – entendido como um setor que se preocupa menos com a produtividade, e mais com a propriedade sobre a terra.
“É uma forma antiga de se pensar o ambiente rural, mais ligada à questão fundiária, à apropriação da terra”, afirma a cientista política Andréa Freitas. Para ela, há uma relação direta entre ser ruralista e atuar favoravelmente a projetos que flexibilizam a questão ambiental. “Há pouca preocupação com a preservação da água, do solo”.
O coordenador de Direito de Propriedade da Frente Parlamentar Agropecuária, Jerônimo Goergen, afirma que a principal bandeira da bancada é “defender quem produz no Brasil”, mas reconhece que a questão da propriedade sobre a terra é uma prioridade. “Das defesas da FPA, a questão fundiária é sem dúvida uma prioridade. Mas como um direito, como uma segurança jurídica”, comentou.
FONTE: Repórter Brasil           

Tecnologia de inoculação incrementa a proteína do capim- braquiária em 25%

Inovação desenvolvida pela Embrapa Soja, em parceria com a empresa Total Tecnologia, promove o incremento na produção de biomassa e no conteúdo de proteína do capim-braquiária. A tecnologia consiste na inoculação do capim com Azototal, primeiro produto comercial com registro para braquiárias. Trata-se de um inoculante que contém estirpes selecionadas da bactéria Azospirillum brasilense. O lançamento da tecnologia ocorrerá no Show Rural Coopavel, entre 5 e 9 de fevereiro, em Cascavel (PR). “Com a inoculação, as forrageiras poderão dispor de 25% a mais de proteína, o que irá melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos animais”, relatam os pesquisadores da Embrapa Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira, que participaram do desenvolvimento da tecnologia.

Incremento de 15% na produção e 25% mais biomassa

A inoculação com o Azototal resultou em um incremento de 15% na produção de biomassa da braquiária e de 25% no conteúdo total de proteína, em comparação às parcelas que não receberam o produto. “Esses números são excepcionais e podem impactar positivamente a agropecuária”, afirma Mariangela Hungria. A Azospirillum brasilense é classificada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”. O principal efeito desse microrganismo é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes. “Com o maior crescimento das raízes, a capacidade da forrageira para explorar o solo em busca de nutrientes e água é ampliada e permite, inclusive, maior aproveitamento do fertilizante aplicado”, explica a cientista da Embrapa.

Recuperação de pastagens com baixo custo

Estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontram-se em algum estágio de degradação. “A recuperação de áreas com pastagens degradadas de braquiárias, usando a combinação de fertilizante nitrogenado e Azospirillum pode trazer, com baixo custo para o agricultor, um grande impacto na agropecuária brasileira, não só pela maior produção de biomassa, mas também por meio da melhoria na qualidade proteica na alimentação do gado”, relata a pesquisadora.

Benefícios adicionais ao meio ambiente

O processo de inoculação de braquiária com Azospirillum também traz benefícios ambientais, ao favorecer o sequestro de carbono da atmosfera pela maior produção de biomassa de forragem, estimado em, aproximadamente, 100 kg de carbono por hectare por ano (C/ha/ano). O carbono absorvido pela planta é convertido em biomassa, portanto, para gerar mais biomassa, a planta retira mais carbono da atmosfera.
Além disso, a inoculação eliminou a necessidade de uma segunda aplicação de 40 kg de nitrogênio por hectare (N/ha), contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa, estimada em 180 equivalentes de gás carbônico por hectare (CO2/ha). Isso ocorre porque parte do nitrogênio aplicado à lavoura é transformado em óxido nitroso (N2O), um gás de efeito estufa.  “São números que ajudam a viabilizar uma agricultura mais sustentável e com responsabilidade ambiental, sendo uma tecnologia em plena sintonia com as metas do governo brasileiro no Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC)”, afirma o pesquisador Marco Antonio Nogueira.

Como funciona a tecnologia

As estirpes Ab-V5 e Ab-V6 de Azospirillum brasilense vêm sendo utilizadas com sucesso nas culturas do milho e do trigo e na coinoculação com rizóbios nas culturas da soja e do feijoeiro. Para avaliar o desempenho da inoculação dessas estirpes da bactéria nas braquiárias (B. brizantha e B. ruziziensis), foram desenvolvidas formulações e averiguadas dosagens do inoculante. Em ensaios conduzidos no Paraná e no Mato Grosso do Sul, a inoculação foi realizada nas sementes, na implantação das pastagens. Todas as parcelas receberam 40 kg de nitrogênio-fertilizante por hectare (N-fertilizante/ha) como ureia, em cobertura, aos 30 dias após a emergência, uma vez que essas bactérias não possuem a capacidade de fornecer todo o nitrogênio de que a planta precisa.

Informações sobre a tecnologia

Embrapa Soja - (43) 3371-6000 / Total Biotecnologia - (41) 3347-1211

Instabilidade do tempo atinge sudeste, centro oeste e nordeste brasileiros

tempo instavel 1Áreas de instabilidade continuam bastante ativas sobre grande parte do Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Essas chuvas, com exceção do Mato Grosso, vêm mantendo os solos com bons níveis de umidade, favorecendo o pleno desenvolvimento das lavouras. Muitas lavouras já se encontravam sob forte estresse hídrico, porém, com o retorno das chuvas nessa semana, as condições melhoram substancialmente. Sendo assim, as perspectivas de produtividade são boas em todas as regiões produtoras do Centro-Oeste, Sudeste e do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia.
Em Mato Grosso, muitos produtores estão em plena colheita da soja, sendo que muitas áreas já estão dessecadas e em processo avançando de dessecação. Desse modo, as chuvas intermitentes que vem ocorrendo no estado estão prejudicando a realização da colheita e até mesmo o plantio do algodão e do milho segunda safra. Ainda é muito cedo para falar em perdas, mas é fato que essas chuvas estão causando muita apreensão aos produtores que têm soja a colher, já que a previsão ainda é de chuvas regulares para os próximos quatro dias.

Já em São Paulo e em grande parte da região Sul, a quinta-feira será marcada pelo tempo aberto e com possibilidades apenas para pancadas de chuva. O que não será de todo mal, uma vez que nos últimos dias houve registros de bons volumes de chuva sobre essas localidades, o que elevou os níveis de umidade no solo. Entretanto, as chuvas só deverão retornar à Região Sul do Brasil, incluindo São Paulo, em meados da semana que vem. Até lá o tempo seguirá aberto e sem previsão de chuvas generalizadas, apenas com possibilidades para eventuais pancadas de chuvas muito irregulares.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018



Preço da soja baixa com safra cheia no Brasil

Safra promete ser maior do que se esperava inicialmente
     
As cotações da soja tiveram na quarta-feira (31.01) um dia de perdas nos preços do mercado físico brasileiro, com influência da desvalorização nas cotações da Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, em média os preços desceram 0,62% nos portos e 0,37% no interior do País.

O analista da T&F, Luiz Fernando Pacheco, ressalta que as cotações não conseguiram romper os respectivos níveis de resistência: “De um lado, os compradores estão tranquilos quanto ao seu abastecimento, porque a safra promete ser maior do que se esperava inicialmente (deverá passar de 108MT para um mínimo de 112MT, talvez mais). Isto limita as disputas e a possibilidade de aumento dos preços internos. Por outro, os vendedores não estão querendo vender nos preços atuais, o que trava o mercado”.

Ainda de acordo com o especialista, as chuvas começam a atrapalhar a colheita da soja brasileira: “Começam as informações sobre a possibilidade de o excesso de chuvas atrapalharem não só a colheita, mas, em alguns casos, a própria qualidade da soja. A conferir, porque isto poderá afetar os preços mais adiante”.

ARGENTINA
A Consultoria AgResource aponta que o modelo climático europeu traz a chegada de uma modesta rodada de chuvas sobre o Centro da Argentina em meados de fevereiro: “Nenhum outro modelo de previsões tem confirmado tal projeção, diminuindo a confiabilidade em tal leitura. Pelo contrário, os modelos americano e canadense trazem a permanência do padrão seco nas duas primeiras semanas de fevereiro”. 
Nota do Blog: Será que essa baixa dos preços da soja, chega ao produtor rural? É só uma pergunta.

PALMA FORRAGEIRA - Agricultores de Angicos, Lajes e Afonso Bezerra foram beneficiados com distribuição de palmas










O Prefeito de Angicos, Deusdete Gomes de Barros, o Secretário de Agricultura, Ivan de França, e representantes da EMATER, STTR e Apasa, participaram na manhã desta quarta-feira 31, do projeto "PALMA FORRAGEIRA" que atendeu aos municípios da região, como Angicos, São Rafael, Lajes e Afonso Bezerra.


Este projeto veio beneficiar aos agricultores da região através do Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e da Pesca -SAPE, com a distribuição de raquetes de palmas forrageiras para agricultores do Rio Grande do Norte.

A ação tem como principal objetivo amenizar os efeitos da seca que perduram por seis anos no Estado, promovendo condições à população de convivência no campo. A distribuição das palmas para plantio nas propriedades de agricultores tem sido muito bem aceita e solicitada pelos municípios. A Empresa de Pesquisas Agropecuárias do Rio Grande do Norte (EMPARN), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do RN (Emater) e o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária o RN (IDIARN), órgãos vinculados a SAPE, participam diretamente de toda ação oferecendo suporte logístico, assistência técnica e extensão rural aos produtores.

fonte do blog de angicos noticias
Nota do Blog: Perguntar não ofende, ou pelo menos, não deveria:
"Porquê os agricultores de Fernando Pedroza não receberam a Palma Forrageira". É só uma pergunta.

 CONTAG contribui com desenvolvimento de ferramenta da Repórter Brasil que avalia comportamento socioambiental de parlamentares











Pelo menos 313 deputados federais, ou 61% da Câmara, têm atuação parlamentar desfavorável à agenda socioambiental. Eles votam e elaboram projetos que têm impacto negativo para o meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores do campo.

Os dados são resultado de levantamento que levou em conta 14 votações nominais e 131 projetos de lei nessa área. Para medir se os projetos e proposições teriam impacto negativo ou positivo, oito organizações do setor socioambiental foram chamadas para fazer uma avaliação de mérito desses projetos. O cruzamento de dados faz parte do Ruralômetro, ferramenta jornalística para consulta sobre os deputados federais produzida pela Repórter Brasil.

Cada deputado foi pontuado dentro de uma escala equivalente ao que seria a temperatura corporal: de 36⁰C a 42⁰C. Quanto pior avaliado, mais alta a sua temperatura – podendo atingir níveis de febre.

Entre os febris, há ministros, ex-ministros, além de pré-candidatos. Dos 313 deputados que tiveram comportamento legislativo desfavorável à agenda socioambiental, quase a metade (49%) é da Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista. Mas nem todos os ruralistas estão mal avaliados.

Há 35 membros da bancada com atuações parlamentares avaliadas como favoráveis à agenda socioambiental. Entre eles, está o deputado Augusto Carvalho (SD-DF), com 36,2°C. Ele é autor do Projeto de Lei 324/2007 que proíbe a administração pública de comprar móveis de madeira rara ou extraída ilegalmente, projeto considerado como favorável pelas organizações avaliadoras.

O deputado pior avaliado é o presidente da bancada ruralista, Nilson Leitão (PSDB-MT), com febre de 42⁰C. Leitão é autor de oito projetos de lei desfavoráveis ao meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores rurais. Entre eles, está o polêmico projeto de lei 6442/2016, que permite o pagamento de trabalhadores rurais com comida e moradia.

Ainda entre os febris, estão o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), com 40°C e o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani (MDB-RJ), com 40,2°C. O pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem 38,7⁰C e o aspirante ao governo de São Paulo, Celso Russomanno (PRB-SP), 39,8⁰C.

As entidades consultadas foram o Instituto Socioambiental, a Comissão Pastoral da Terra, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e dos Trabalhadores Assalariados Rurais (CONTAR), o Conselho Indigenista Missionário, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, o Greenpeace e a Fundação Abrinq.

Entre os partidos, quatro têm 100% do quadro febril: MDB, PEN, PHS, PSL. Eles são seguidos por PSD e DEM, com 94% e 89% dos seus políticos com febre, respectivamente. O PSDB tem 75% dos seus deputados federais com mais do que 37,4⁰C.Em alguns casos, a pontuação do partido pode ser explicada pelo seu posicionamento como oposição ou situação ao governo. O PT, por exemplo, teve todos os seus deputados avaliados com temperatura saudável nessa legislatura.

Entre os Estados, o maior percentual de deputados febris está em Goiás, com 88% dos seus representantes com mais de 37,4⁰C. Seguido por Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, todos com 87% dos deputados febris.

O ministro Carlos Marun informou, por meio de nota, que como deputado pautou seus “votos pela garantia do Estado de Direito” e que sempre defendeu o bioma Pantanal. O Ministério dos Esportes afirmou que “parece que o levantamento comete um equívoco ao colocar no mesmo patamar de análise deputados que estão no exercício do mandato, enquanto o ministro [Picciani] licenciou-se em maio de 2016 para assumir o Ministério do Esporte.”

Russomanno disse que “procura sempre representar o interesse público, o que inclui defesa do meio ambiente, direitos indígenas, quilombolas”. A assessoria de deputado Bolsonaro informou que ele não responderia por estar em recesso.

A Repórter Brasil entrou em contato com os 13 deputados que têm febre acima de 41°. Nilson Leitão, assim como outros nove deputados pior pontuados pelo Ruralômetro, não respondeu aos pedidos de entrevista e nem às perguntas enviadas.

Relação com financiadores

Além da pontuação dos deputados, o Ruralômetro mostra quem recebeu financiamento de campanha, em 2014, de empresas autuadas pelo Ibama ou que foram flagrados com trabalho escravo. Segundo o levantamento, 57% dos eleitos receberam, ao todo, R$ 58,9 milhões em doações de empresas autuadas pelo Ibama por cometerem infrações ambientais. Outros 10% foram financiados com R$ 3,5 milhões doados por empresas autuadas por trabalho escravo.

Para o professor de Ética e Filosofia da Unicamp, Roberto Romano, o estudo revela uma estreita relação entre empresas financiadoras de campanhas e a atuação parlamentar dos deputados. “Trata-se do sucesso de setores interessados, tanto em termos econômicos quanto sociais, em conseguir no Congresso avanços para o seu grupo”, analisa.

Um exemplo que ilustra a análise do pesquisador é o caso do deputado Antônio Balhmann (PDT-CE), eleito em 2014 mas que se licenciou no ano seguinte para assumir um cargo no governo do Ceará. O político recebeu doação eleitoral oficial de R$ 20 mil da produtora de frutas Agrícola Famosa, alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal que proíbe a empresa de pulverizar agrotóxicos na Chapada do Apodi. Poucos meses após eleito, o deputado elaborou um projeto de lei que regulamenta o uso de agrotóxicos em plantações não tradicionais, o que inclui produtoras de frutas.

O ex-deputado afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o projeto não estimula o uso de agrotóxicos, mas cria legislação e regulamenta o setor. O político, no entanto, reconheceu que, ao elaborar o PL, tinha interesse de “ajudar os produtores de fruticultura com seus problemas e regulamentar e controlar suas atividades.”

“Quando analisamos os projetos de lei no Congresso, vemos que não são projetos que pensam o Brasil, mas pelo menos 40% deles são dedicados a defender interesses de setores específicos”, avalia Andréa Freitas, cientista política e professora da Unicamp. “Não é ruim que tenhamos dentro do Congresso alguém defendendo os ruralistas ou os comerciantes, mas seria importante que tivéssemos representantes defendendo com igual força os pequenos produtores ou os consumidores”.

Votações desde 2015

Nesta legislatura, 2017 foi o ano campeão em votações desfavoráveis ao meio ambiente. Em meados do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou três polêmicas medidas provisórias que geraram reação de ambientalistas e até de celebridades. Duas delas reduzem a área protegida de Jamanxim, um parque nacional na Amazônia paraense, e a outra amplia o programa de regularização fundiária, que ficou conhecida como ‘MP da Grilagem’. As medidas, segundo organizações de defesa do meio ambiente, devem aumentar o desmatamento e os conflitos no campo.

Um detalhe: as três medidas provisórias foram editadas pelo presidente Michel Temer às vésperas do Natal de 2016 e aprovadas pela Câmara dentro do prazo previsto para que não perdessem validade. No caso Jamanxim, a modelo Gisele Bündchen pediu no Twitter que Temer vetasse as medidas. O presidente seguiu parcialmente os conselhos da modelo: vetou artigos das MPs, mas enviou ao Congresso projeto de lei com conteúdo similar.

“A agenda ruralista ganhou mais poder nos últimos anos, o que coincide com a representação dela no Executivo. Antes, tínhamos o Executivo exercendo uma contra-força”, analisa Adriana Ramos, coordenadora do programa de política e direito socioambiental do ISA (Instituto Socioambiental).

Na questão trabalhista, sob o mandato de Temer, houve duas votações consideradas por organizações de defesa de trabalhadores rurais como desfavoráveis: terceirização e reforma trabalhista. Porém, no governo Dilma, o Executivo também editou medidas provisórias, depois aprovadas pela Câmara, que retiram direito dos trabalhadores. Caso, por exemplo, da restrição ao seguro-desemprego e da redução do acesso à pensão por morte do INSS.

Essas são algumas das 14 votações que constam na base de dados do Ruralômetro. O estudo considerou apenas votações desta legislatura que têm algum tipo de impacto socioambiental onde houve votação nominal, em que os deputados registram seu voto.

Projetos de lei

Dos 131 projetos de lei cujos autores são deputados eleitos em 2014 que constam na base de dados do Ruralômetro, 87 foram classificados como desfavoráveis e 44 como favoráveis. 26 deles alteram o processo de demarcação de terras indígenas ou pedem a suspensão da homologação de comunidades regularizadas. Outros seis considerados desfavoráveis tratam de mudança nas regras de licenciamento ambiental e três facilitam a liberação de agrotóxicos.

Há ainda um projeto defendido pela bancada ruralista que libera o porte de arma para trabalhadores ou proprietários de áreas rurais e uma Proposta de Emenda à Constituição que permite e regula compra de terras por estrangeiros.

Segundo os analistas ouvidos, para entender o fenômeno em questão é preciso diferenciar a agenda do agronegócio e do ruralismo – entendido como um setor que se preocupa menos com a produtividade, e mais com a propriedade sobre a terra.

“É uma forma antiga de se pensar o ambiente rural, mais ligada à questão fundiária, à apropriação da terra”, afirma a cientista política Andréa Freitas. Para ela, há uma relação direta entre ser ruralista e atuar favoravelmente a projetos que flexibilizam a questão ambiental. “Há pouca preocupação com a preservação da água, do solo”.

O coordenador de Direito de Propriedade da Frente Parlamentar Agropecuária, Jerônimo Goergen, afirma que a principal bandeira da bancada é “defender quem produz no Brasil”, mas reconhece que a questão da propriedade sobre a terra é uma prioridade. “Das defesas da FPA, a questão fundiária é sem dúvida uma prioridade. Mas como um direito, como uma segurança jurídica”, comentou.


Segunda edição do Boletim do Centro de Inteligência traz análise da caprinocultura e ovinocultura em 2017 e perspectivas para 2018


O ano de 2018 deverá ser melhor que 2017 para as atividades de caprinocultura e ovinocultura, em função da dinamização da economia, que proporcionará um aumento do consumo de produtos de origem animal como carne, leite e derivados. Outro fator que beneficiará os produtores serão as condições climáticas mais favoráveis. No entanto, este crescimento poderá ser limitado por problemas estruturais causados pela seca dos últimos anos, que prejudicou pastagens, rebanhos e propriedades, bem como sua organização produtiva. Esta é a expectativa dos pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral,CE) que elaboraram a segunda edição do Boletim do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos.
O documento, intitulado “Ovinocultura e Caprinocultura – conjuntura econômica, aspectos produtivos de 2017 e perspectivas para 2018”, apresenta uma análise do ano passado apontando a recuperação do setor agropecuário em função de condições climáticas favoráveis nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e da ausência de grandes gargalos que afetassem diretamente a produção, resultando numa safra recorde. Na região Nordeste e norte de Minas Gerais, entretanto, o cenário foi outro, com a ausência de chuvas trazendo prejuízos para agricultores e pecuaristas pelo sexto ano consecutivo.
Os pesquisadores apontam como avanços para a ovinocultura  e caprinocultura, o financiamento da retenção de matrizes no Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 e a publicação da Instrução Normativa n°05/2017, com regras de inspeção e fiscalização sanitária nas agroindústrias de pequeno porte de leite, mel e ovos, o que deve contribuir para a inclusão de estabelecimentos da agricultura familiar no mercado formal. 
O Boletim produzido pela Embrapa Caprinos e Ovinos também traz uma análise da produção de caprinos e ovinos nos estados nordestinos da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí, além do norte de Minas Gerais e Rio Grande do Sul,  durante o período de 2006 a 2016. Entre as principais questões levantadas em todos os estados estão a falta de segurança, que ocasiona o roubo de animais; a necessidade de políticas públicas específicas para os setores; a informalidade do mercado; a legalização do abate; a carência de assistência técnica; e a necessidade de aumentar a capacidade de gestão do produtor.
Para o ano de 2018, as perspectivas são de melhoria das condições climáticas e  fortalecimento da caprinocultura e da ovinocultura. Para que isso ocorra, os pesquisadores apontam como um  dos pré-requisitos, justamente, o desenvolvimento dessa capacidade de gestão dos produtores rurais.
O Boletim do Centro de Inteligência e Mercado tem o objetivo de disponibilizar informações econômicas e de conjuntura de maneira organizada porque muitas delas encontram-se dispersas em várias fontes. “Estamos publicando o documento com a análise dessas informações para auxiliar o produtor na tomada de decisões e para que ele possa conhecer melhor a conjuntura na qual as atividades estão inseridas”, afirma o pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, Klinger Magalhães.
O documento pode ser acessado aqui.
Adriana Brandão (MTB/CE01067JP)
Embrapa Caprinos e Ovinos

Telefone: (88)3112.7463

Ranking de exportações brasileiras do agronegócio no ano passado

café exportaçãoAs marcas são de 2017. Um dos destaques vai para os Cafés do Brasil que exportaram mais de 30,7 milhões de sacas de café de 60kg e atingiram US$ 5,2 bilhões de receita cambial. Nesse mesmo ano, somente os cafés diferenciados, aqueles que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, somaram volume de 5,1 milhões de sacas exportadas e obtiveram US$ 1,02 bilhão com as vendas, o que corresponde a 19,6% das receitas auferidas com o produto.
Mesmo com um volume de sacas de café exportado menor do que em 2016, um ligeiro decréscimo de 10,1%, quando em 2016 vendemos 34,2 milhões de sacas, a receita cambial de 2017 garantiu aos Cafés do Brasil a 5ª posição no ranking das vendas ao exterior do agronegócio brasileiro, com 5,4% de participação na receita cambial.

Uma outra vantagem foi que o preço médio da saca exportada atingiu  a cotação média de US$ 169,36, valor superior em 6,6% ao do ano anterior, que foi de US$ 158,91. Assim, em primeiro lugar nesse ranking das exportações do agronegócio está o complexo soja, com US$ 31,7 bilhões; em segundo, carnes – US$ 15,5 bilhões; em terceiro, o complexo sucroalcooleiro com US$ 12,2 bilhões; e, produtos florestais, o quarto colocado, com US$ 10,2 bilhões. Os dados são do Relatório mensal de dezembro de 2017, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé.