terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Governo compra quase 860 mil toneladas de milho em opções

Com a operação, estoques oficiais passaram a ser de 1,19 milhão de toneladas



agricultura-milho-colheita (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, nesta segunda-feira (4/12) ter adquirido quase 860 mil toneladas de milho para recompor estoques oficiais. A operação foi feita a partir do exercício de pouco mais de 31 mil contratos de opção de venda adquiridos por produtores de Mato Grosso neste ano, em uma ação do governo para elevar o preço do grão.
O lançamento das opções havia sido autorizado em meio às estimativas de volume recorde de milho na safra 2016/2017, um volume em torno de 97,2 milhões de toneladas. Com o preço caindo abaixo do preço mínimo oficial, principalmente no Centro-oeste, em abril deste ano, uma portaria interministerial permitiu a entrada do Ministério da Agricultura no mercado.

emperaturas em várias regiões brasileiras favorecem o aparecimento de doenças nas plantações

lavouraAs temperaturas continuarão tendo uma grande amplitude ao longo da semana, principalmente sobre a região centro-sul, isto é, dias bastante quentes e madrugadas com temperaturas mais amenas. Tais condições meteorológicas favorecem o aparecimento e a proliferação dos esporos das doenças, em especial a ferrugem asiática da soja e ferrugem do café. Os produtores terão que tomar muito cuidado, pois tais doenças poderão vir a reduzir o potencial produtivo das plantas, caso não tomem as devidas precauções.
Segundo pesquisa juntos aos produtores das grandes culturas, como soja, milho, café, cana de açúcar e pastagens, as lavouras não apresentam nenhum anomalia significativa que possa comprometer o seu pleno desenvolvimento e/ou até mesmo impactar no potencial produtivo. Com exceção apenas de algumas microrregiões que apresentam algumas intempéries climáticas, a grande maioria das lavouras, mais de 97%, estão em condições boas a excelentes. E a tendência é se manter assim, ao longo das próximas três semanas.
Um corredor de umidade vindo da Amazônia está direcionado sobre a região centro-norte do Brasil. Nesta semana há previsão de que venha ocorrer chuvas em grande parte das regiões produtoras do Sudeste, Centro-Oeste e do MAPITOBA, bem como em Rondônia e Pará. Com isso, os níveis de umidade do solo irão se manter adequados ao pleno desenvolvimento das lavouras.

Nesta semana, os produtores de algumas regiões de Mato Grosso e da Bahia vão dar início ao plantio do algodão. Como os níveis de umidade do solo estão bons, a tendência é que não venham ocorrer problemas na implantação da cultura.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Milho, algodão e laranja ajudam PIB da agropecuária no 3º trimestre

Segundo o levantamento, em outubro, são esperados avanços na produção de milho, algodão e laranja



laranja-laranjeira (Foto: Unsplash/Creative Commons)
O crescimento nas safras de milho, algodão e laranja ajudou a impulsionar a alta de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária no terceiro trimestre de 2017, em relação ao terceiro trimestre de 2016, segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados nesta sexta-feira, 1º de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, impactaram negativamente os cultivos de cana-de açúcar e de café. "A agropecuária continua crescendo muito, mas essa taxa é menor do que a taxa do segundo trimestre", lembrou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola apurado pelo IBGE em outubro, são esperados avanços este ano na produção de milho (54,9%); algodão (10,7%) e laranja (0,1%), mas perdas na cana (-6,8%) e café (-7,9%). Em relação ao segundo trimestre de 2017, o PIB da agropecuária caiu 3,0% no terceiro trimestre do mesmo ano.

Previsões Meteorológicas. Canindé CE.

Basílica de São Francisco-Canindé CE
Quando vai se aproximando o final do ano, o nordestino já se preocupa com as previsões para o ano seguinte. Existem experiências para todos os gostos. Da barra, das pedras de sal, da caraibeira, do mandacarú, etc. Eu nasci e cresci escutando os mais velhos dizerem, que quando chove em novembro em Canindé-CE, aqui pra nos, pode plantar no seco. 
Participando aqui em Natal da Festa de N.S. da Apresentação, nossa padroeira, no dia 21 próximo passado, conversei com diversos ambulantes que vem do Canindé para venderem artigos religiosos nas festas dos padroeiros em diversas cidades do interior do estado, inclusive Natal. Todos me disseram que não está chovendo em Canindé. E pelas experiências deles, que vem ao longo dos tempos, sempre que chove em novembro em Canindé, o ano é bom aqui para o nosso RN. A minha grande preocupação e a nossa barragem Armando Ribeiro, que segundo os mais estudiosos e experientes, só temos água até o mês de janeiro próximo. E o plano "B" da CAERN? levar água dos poços perfurados na comunidade de Santa Maria em Afonso Bezerra, para abastecer o canal do Pataxó. Pelo que se comenta, a adutora de engate rápido não saiu do papel. Mas, vamos aguardar e esperar bom tempo, primeiramente rogando a Deus, para que mande um bom período chuvoso para todos nos, acabando assim com o flagelo da seca. Amém.

A previsão do tempo para o início de dezembro


clima tempoA primeira quinzena de Dezembro será marcada por chuvas regulares em, praticamente, todo o Brasil. Isso porque, novas frentes frias estarão avançando sobre o Brasil neste período e organizando chuvas mais regulares sobre todas as regiões produtoras do país. Com isso, os níveis de umidade do solo irão se manter relativamente bons em todas as áreas dando plenas condições ao desenvolvimento das lavouras.
Porém, vale salientar que apesar das previsões de chuvas para todo o Brasil nos próximos 15 dias, os maiores volumes continuarão a serem observados sobre a região centro-norte. Entretanto, mesmo com a possibilidade de que as frentes frias passem rapidamente sobre a região Sul e venham a se concentrar sobre o Sudeste, os volumes previstos de chuvas para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e no Mato Grosso do Sul serão suficientes para permitir que as lavouras encontrem boas condições ao seu desenvolvimento.

Além disso, vamos observar uma grande amplitude térmica em toda a região centro-sul do país. Dias relativamente quentes e noites com temperaturas mais amenas. Esse padrão meteorológico manterá as condições bastante favoráveis à proliferação de doenças e mantém as condições favoráveis ao aumento da pressão de pragas. Assim, os produtores terão que ter muita cautela e, sobretudo, monitorar muito bem suas áreas, para tomar as devidas precauções.

Novos estados brasileiros ficam livres da aftosa com vacinação


É o que será anunciado amanhã, em Manaus, pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. O reconhecimento de Zona Livre de Aftosa, com vacinação, é para os Estados do Amazonas e Amapá, e de Zona de Proteção para o Estado do Pará. Agora é preciso esperar que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) faça o reconhecimento internacional da condição sanitária dessas Zonas em maio de 2018.
A assinatura da Instrução Normativa sobre o reconhecimento da Zona Livre de Febre Aftosa, com vacinação será nesta segunda feira, 11:00h, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. Além disso também será normalizada a instrução normativa  sobre sanidade animal, prevenção, controle e erradicação do mormo e uso de vacinas vivas atenuadas contra salmonela paratífica em aves matrizes.

Á tarde, o ministro viaja para Belém do Pará onde participa da abertura do V Encontro Nacional de Defesa de Sanidade Animal – ENDESA 2017 . O ministro também assinará as Instruções Normativas sobre sanidade animal, que reconhece as Zonas de Proteção do Pará como livres de Febre Aftosa, com vacinação. Em seguida, o ministro apresentará o aplicativo Pecuária Saúde Animal, destinado a veterinários, produtores e pessoas interessadas em saúde e bem-estar animal.
MAPA

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Produtor de Leite

PRÁ VOCÊS EU TIRO O CHAPÉU

Também tiro, amigo.

Fernando Soares

 Governo aponta indícios de fraudes em 64 marcas de azeite

O Ministério da Agricultura retirou do mercado 800 mil litros de azeite de oliva impróprio para o consumo, envolvendo 64 marcas e 84 empresas brasileiras que apresentaram indícios de fraude. Foi confirmada a presença de azeite lampante (não refinado) e outros óleos, como a soja, não permitidos pela legislação. Além disso, em 311
amostras coletadas em todo o país, constatou-se também erros de informação nos rótulos.
A auditora fiscal federal agropecuária Fátima Parizzi, coordenadora geral de Qualidade Vegetal do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), informou que no período de abril a novembro de 2017 foram fiscalizadas 76 marcas comercializadas e realizadas 240 ações fiscais em todo o país. Cento e vinte profissionais auditaram empresas envasilhadoras, assim como o comércio atacadista e varejista.


ANA realiza audiência sobre manuais da transposição do São Francisco

Rio São Francisco próximo a Paulo Afonso-BA (Foto: Zig Koch, banco de Imagens ANA)
Rio São Francisco próximo a Paulo Afonso-BA (Foto: Zig Koch, banco de Imagens ANA)
Entre 4 de dezembro e 2 de fevereiro de 2018 estará aberta a audiência pública não presencial para obter sugestões para o Manual de Contabilidade e para o Manual de Procedimentos para Gestão de Ativos Imobilizados, documentos relacionados ao Projeto de Integração do São Francisco (PISF). Os interessados podem participar por meio do Portal de Audiência Pública da Agência Nacional de Águas (ANA) ou do serviço de e-Protocolo.
No Portal estão disponíveis as minutas de ambos os documentos, que foram preparadas pelos servidores da ANA e estão disponíveis para balizar as sugestões a serem recebidas durante a audiência pública. O Manual de Contabilidade Aplicado ao PISF contém informações contábeis requeridas da entidade federal que será responsável pela operação do empreendimento, formas de fiscalização contábil a serem adotadas pela Agência, entre outras informações. Este tipo de fiscalização econômico-financeira visa a avaliar a eficiência da gestão da operadora federal do Projeto para garantir a preservação do equilíbrio econômico-financeiro da operação.
Já o Manual de Procedimentos para Gestão de Ativos Imobilizados Aplicado ao PISF tem a finalidade de definir critérios e procedimentos para registro e controle dos ativos do Projeto de Integração do São Francisco para gestão adequada desses bens. A CODEVASF receberá a infraestrutura do Projeto pronta para utilização, sendo responsável pela operação e manutenção. Os ativos imobilizados não serão registrados no balanço patrimonial da CODEVASF, que deverá realizar o controle patrimonial deste grupo de ativos.

Com a publicação da Lei nº 12.058/2009, que alterou a lei de criação da ANA (9.984/2000), a agência reguladora recebeu a atribuição de regular e fiscalizar a prestação dos serviços públicos de adução de água bruta em corpos d’água de domínio da União, como os interestaduais (como no caso do rio São Francisco), transfronteiriços e reservatórios construídos com recursos da União. Também cabe à Agência disciplinar a prestação desses serviços e fixar padrões de eficiência.


A iniciativa que visa modernizar o arcabouço legal da atividade da ovinocaprinocultura no Brasil, que passou a incluir o Rio Grande do Norte em recente ato da da Secretaria de Desenvolvimento Regional, do Ministério da Integração Nacional, foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (28). O debate foi proposto pelo deputado estadual Hermano Morais (PMDB).
“A chamada ‘Rota do Cordeiro Potiguar’ deverá promover o desenvolvimento econômico das regiões que produtoras de ovinos e caprinos. A inclusão do Rio Grande do Norte na política nacional do setor deve ser celebrada, mas também devem ser pensados projetos para que a gente não perca as oportunidades que se apresentam agora”, destacou o deputado Hermano Morais.
O empresário Ronaldo Lacerda, sócio diretor do Frigorífico Cabugi, participou da audiência. Em sua fala, reforçou o fato do frigorífico atuar como elemento catalisador da cadeia e canal de comercialização para os produtores do RN, que hoje perdem espaço para animais do Uruguai nos supermercados do estado.”
O polo, definido como “Cordeiro Potiguar”, é formado pelos municípios de Lajes, Fernando Pedroza, Pedro Avelino, Afonso Bezerra, Angicos, Santana dos Matos, São Rafael, Itajá, Ipanguaçu, Pendências, Carnaubais, Açu, Paraú (Espirito Santo do Oeste), Upanema, Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado, Felipe Guerra, Apodi e Severiano Melo. Juntos, esses 19 municípios são responsáveis por um rebanho de 463.524 animais, entre ovinos e caprinos.

Projeto ROTA DO CORDEIRO-Análise





A ovinocaprinocultura representa importante atividade econômica para o Nordeste Semiárido (NSA), graças às condições favoráveis da região para a exploração da atividade e à diversidade de produtos que podem ser explorados comercialmente (carnes, peles, leite e derivados).
A Região Nordeste detém 91% e 57%, respectivamente, dos rebanhos caprinos e ovinos brasileiros (IBGE, dados de 2007).
O cartograma mostra a densidade do rebanho por município da região.

A dimensão da problemática da região do Nordeste Semiárido alimentou a decisão da estruturação da Rota do Cordeiro. Este projeto piloto das Rotas originou-se de uma proposta apresentada pela EMBRAPA Caprinos e Ovinos, que foi discutida e ampliada pela SDR-MI.

Análise do cenário:
  • Precárias condições tecnológicas, baixos índices de produtividade e a falta de informações de mercado confiáveis sobre a atividade;
  • Apenas uma pequena parcela do consumo passa pelo abate certificado em frigoríficos legalizados;
  • Baixa adoção de tecno­logia, aliada à escassa organização dos produtores, que desenvolvem a ovinocultura e a caprinocultura como atividades de subsistência.
Principais barreiras
  • Falta de regularidade na oferta: pratica­mente não há oferta nos meses do meio do ano, durante a estação seca, quando o consumo é favorecido;
  • Falta de padrão de produto: os animais abatidos são de raças e idades diferentes, e são criados com alimentação e manejo diversificado; e;
  • Falta de integração entre produção e abate: há predominância de operações de compra e venda no mercado spot por intermediários, com poucas estruturas contratuais ou estritamente coordenadas.
Objetivo Geral
O objetivo geral do Projeto é profissionalizar a cadeia produtiva da ovinocaprinocultura no NSA, articulando os subsistemas de produção, processamento e comercialização por meio da criação de sistemas agroindustriais integrados.

Objetivos Específicos
  • Garantir nutrição adequada e a baixo custo durante todo o ano;
  • Melhorar as condições de sanidade do rebanho;
  • Melhoramento padrão genético dos plantéis;
  • Ampliação da produtividade e rentabilidade do negócio;
  • Prover soluções inovadoras e sustentáveis para a ovinocaprinocultura no NSA;
  • Regularizar e padronizar a oferta dos produtos da ovinocaprinocultura;
  • Promover o abate legal e certificado de ovinos e caprinos;
  • Criar e certificar a marca regional do ovino e caprino do NSA;
  • Promover o consumo de produtos derivados da ovinocaprinocultura.

A importância da criação de caprinos e ovinos para o semiárido brasileiro


caprinosUma das principais alternativas para produtores do Semi-Árido brasileiro é a criação de caprinos e ovinos. Com uma grande importância econômica e social para o País, esses animais são utilizados para o consumo das famílias, podendo ainda serem comercializados com facilidade nos mercados regionais.
Os pesquisadores da Embrapa Caprinos (Sobral – CE) destacam as diversas vantagens da criação de caprinos e ovinos: a pele tem uma maior maleabilidade, sendo usada para a confecção de vestuário; a carne desses animais, principalmente a dos caprinos, apresenta baixa taxa de colesterol; já o leite de cabra apresenta um alto valor biológico e nutricional, sendo indicado para crianças e pessoas com intolerância ao leite de vaca.

Produtores de caprinos, organizados em associações, podem conduzir pequenas agroindústrias de beneficiamento de leite de cabra para a produção de iogurte, doce-de-leite e comercialização do leite pasteurizado. O processamento da carne de caprinos e ovinos, para a produção de embutidos e defumados, é uma boa oportunidade de agregação de valor com uso de tecnologia de baixo custo e pequenos investimentos.