terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Safra de soja 2016/17 deve passar de 101 milhões de toneladas, estima Abiove



Safra de soja 2016/17 deve passar de 101 milhões de toneladas, estima Abiove


Conab estima a área de soja plantada 2016/17 em 33,9 milhões de hectares
A safra brasileira de soja deverá bater o recorde de 101,7 milhões de toneladas no ciclo agrícola de 2016/17, frente as 96,1 milhões de toneladas registradas na temporada anterior, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
“A previsão é muito boa para a soja em 2017, pois a área cultivada superou 33,3 milhões de hectares e as condições climáticas são favoráveis para o país alcançar uma safra recorde, estimada em quase 102 milhões de toneladas”, analisa o secretário-executivo da instituição, Fabio Trigueirinho.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a área de soja plantada 2016/17 em 33,9 milhões de hectares. A estimativa da Abiove está bem próxima ao número do terceiro levantamento da safra 2016/17 feito pelo órgão estatal, divulgado no começo de dezembro. A Associação projeta a produção brasileira entre 101,5 milhões e 103,5 milhões de toneladas, um aumento de 6,4% e 8,5%, respectivamente.
A Conab, por sua vez, aposta em 102 milhões de toneladas, volume também semelhante à previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), que reduziu a projeção inicial da safra brasileira da oleaginosa de 106 milhões de toneladas para 102 milhões de toneladas, considerando uma possível quebra, causada por problemas climáticos.
O total de 102 milhões de toneladas é igual ao número projetado pela consultoria INTL FCStone, com base em problemas climáticos ocorridos em algumas regiões, como o sul do Mato Grosso do Sul, onde a chuva é inferior às necessidades das lavouras.
MERCADO EXTERNO
A Abiove também prevê aumento nas exportações, em 2017, para 58 milhões de toneladas da oleaginosa (ante 51,7 milhões de toneladas no ano anterior).  Este número está em linha com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que estima as vendas externas brasileiras da oleaginosa em torno de 58,40 milhões de toneladas, frente a 54,02 milhões de toneladas previstas para o ciclo 2015/16.
Conforme análise da equipe técnica da Conab, como a maior parte das exportações brasileiras de soja é para a China, e com o aumento previsto de 4,24% das importações para o país asiático, há possibilidade que os embarques brasileiros de soja alcancem o patamar previsto de 102 milhões de toneladas.
MERCADO ASIÁTICO
“Nossa meta é melhorar a presença de produtos com maior valor agregado na cadeia de soja (farelo e óleo), em mercados como a China e outros países da Ásia, onde há espaço para crescimento das exportações brasileiras”, afirma Carlo Lovatelli, presidente da Abiove.
Na opinião do executivo, o estresse entre Estados Unidos e China, causado pela crítica do presidente norte-americano eleito, Donald Trump, à ideia de uma China única, poderá beneficiar as exportações brasileiras de soja para o país asiático. “Se o Brasil souber conduzir bem as negociações, poderá aumentar as exportações da oleaginosa para a China”, acredita Lovatelli.
De acordo com o executivo, as projeções para 2017 são de aumento das exportações de soja em grão, de óleo e de farelo para os países asiáticos. Os principais focos do Brasil são Coreia do Sul, Mianmar, Malásia, Tailândia e Vietnã. “Os entraves para o acesso a esses países são as barreiras tarifárias à soja beneficiada”, afirma ele, acrescentando que a expectativa é aumentar, em até 3%, as exportações de farelo e óleo para a Ásia.
Uma das prioridades do setor é acessar a China que produz todo o farelo de soja consumido internamente. “O governo brasileiro e autoridades chinesas estão negociando a liberação de uma cota de 5 milhões de toneladas de farelo de soja para o país asiático”, conta Lovatelli, acrescentando que a produção de farelo de soja é uma questão política para o governo chinês, que prefere importar a soja em grãos e processá-la nas indústrias locais.
A Abiove prevê também um crescimento das exportações de soja em 2017, com aumento da demanda de vários clientes do Brasil, entre os quais a Europa, maior comprador, e ressalta a necessidade da abertura de novos mercados em médio prazo.
Maior consumidor global de farelo de soja (66,6 milhões de toneladas por ano), a demanda da China é abastecida por indústrias locais. Atualmente, esse mercado asiático importa mais de 80 milhões de toneladas de soja em grãos por ano, sendo que metade desse consumo é abastecido pelo Brasil.
PROCESSAMENTO E CONSUMO
A Abiove ainda aposta no aumento do processamento no próximo ano, em relação a 2016 (de 39,20 milhões de toneladas para 41 milhões de toneladas), e da produção de farelo (de 29,7 milhões de toneladas para 31,1 milhões de toneladas) e de óleo (de 6,8 milhões de toneladas, frente a 8,1 milhões de toneladas).
Quanto ao consumo interno, para o próximo ano, a estimativa é de 15,7 milhões de toneladas de soja, ante 15,3 milhões de toneladas em 2016. A exportação de farelo, está prevista em 15,5 milhões de toneladas, acima de 14,3 milhões de toneladas no ciclo anterior.
Já a demanda doméstica de óleo, deverá alcançar 6,8 milhões de toneladas em relação às 6,5 milhões de toneladas, na mesma comparação, enquanto as exportações devem ser de 1,35 milhão de toneladas em 2017.
Para 2016, a Associação estima uma queda no processamento e na exportação de soja em grãos, na produção, nas vendas externas e na demanda interna de farelo e de óleo para a alimentação e para a produção de biocombustível. A previsão é de esmagamento de 39,4 milhões de toneladas de soja (3,34% abaixo do ano anterior), exportações de 51,7 milhões de toneladas do grão, de 14,3 milhões de toneladas de farelo (queda de 3,35%) e de 1,35 milhão de toneladas de óleo.
Já a produção de farelo de soja deve ser de 29,7 milhões de toneladas (quebra de 3,46) e de óleo, 7,8 milhões de toneladas. O consumo interno de óleo de soja está previsto em 15,3 milhões de toneladas, 4,5% abaixo, na mesma comparação.
BIODIESEL
A partir de março de 2017, haverá um acréscimo de 8% (o chamado B8) na mistura obrigatória do biodiesel ao diesel, ampliando no ano seguinte para 9%, e chegando a 10% em 2019. De acordo com a Abiove, cada 1% de aumento na mistura equivale a mais 2 milhões de toneladas do grão para processamento, 400 mil toneladas a mais de óleo na produção anual de soja e 2 milhões de toneladas de farelo.
“O desafio das empresas é desovar o volume adicional de farelo, que dificilmente será absorvido pelas granjas brasileiras”, diz o gerente de Sustentabilidade da Abiove, Bernardo Pires.
Para o ano que vem, a Associação projeta uma produção de 3,8 bilhões de litros de biodiesel de soja, 3% abaixo do volume obtido em 2015, em decorrência da crise econômica que reduziu a demanda por diesel de veículos utilitários.
“Para o próximo ano, a expectativa é de aumento da produção, para 4,5 bilhões de litros, considerando que o consumo de diesel B volte aos patamares de 2015, com a entrada do B8 a partir de março, o que demandará cerca de três milhões de toneladas de óleo de soja”, prevê Pires.

Aumenta a quantidade de culturas na cobertura do Seguro da Agricultura Familiar


agricultura-familiarUma boa notícia para os agricultores familiares, no Brasil. Desde o dia 1º de janeiro, o leque de culturas atendidas pelo Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), instituído no âmbito do Proagro Mais, foi ampliado. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), por meio da Resolução 4547. A modalidade é destinada aos agricultores que acessam financiamento de custeio vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Na regra atual somente culturas incluídas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) tinha acesso ao Proagro Mais, que oferece cobertura de renda. Com a nova medida, todas as operações de custeio agrícola do Pronaf serão amparadas pelo Proagro Mais. Além disso, o seguro público para a agricultura familiar, que antes compreendia duas modalidades, Proagro Tradicional e Proagro Mais, agora está todo no Proagro Mais.
De acordo com o diretor Substituto do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Jose Carlos Zukowski, as lavouras não compreendidas no Zarc serão incluídas desde que tenham indicação de assistência técnica e extensão rural. “Há muito tempo temos trabalhado buscando alternativas para que isso fosse possível. O agricultor familiar terá mais segurança para plantar estando amparado por um seguro que oferece coberturas adequadas em caso de perdas por eventos climáticos”, disse.
Zukowski explica que quando o Seaf foi criado havia sete culturas no Zarc e atualmente o número chega a 50, porém o número de culturas financiadas pelo Pronaf é superior a 100 e a maior parte estava sem cobertura do Seguro. “Muitas culturas não têm grande participação percentual no PIB agrícola nacional, mas tem importância regional. Serão beneficiadas culturas como o tomate, cebola, alho, pimentão e diversas outras que compõem a cesta alimentar do brasileiro e tem relevância nos índices de inflação”, conclui. Ainda de acordo com o Diretor da Sead, a medida é importante, porém traz poucos impactos sobre os custos do programa, pois as culturas que agora serão cobertas, apresentam poucos riscos de perda.

Após solicitação da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou no último mês de setembro a elevação do limite de cobertura do Seguro da Agricultura Familiar, que opera no âmbito do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) – o Proagro Mais. Para lavouras permanentes e olerícolas (como café, verduras, legumes e fruticultura), o valor da Receita Líquida Segurável (RLS) passa de R$ 20 mil para R$ 40 mil. Já para as demais culturas, o limite passa de R$ 20 mil para R$ 22 mil. A medida também passou a vale a partir de 1° de janeiro de 2017.

Veterinária orienta como reduzir o estresse em cavalos

cavalos-impinandoPara a veterinária Luzilene A. de Souza, Supervisora Técnica de Equinos no Nordeste, da Guabi, após a domesticação, o cavalo passou a ser utilizado em diversos segmentos, desde o trabalho em fazendas, policiamento, terapias (equoterapia), lazer e no esporte. Mas é preciso lembrar que o equino é um animal de hábitos. Um deles extremamente importante é manter sua liberdade. Por ter nascido na natureza, há uma necessidade física de pastejar a maior parte de seu tempo. O animal que não desfruta deste habit natural não dispõe de saúde mental e nem física. É preciso respeitar estas particularidades, porque há outros fatores que, no dia a dia, podem desencadear estresse no animal como: relação homem-cavalo, ambiente, transporte, aglomerado de animais, competições, treinamento inadequado, alterações na alimentação, desmame, manejo incorreto, procedimentos cirúrgicos, entre outros.
Segundo a doutora Luzilena, o cortisol – considerado hormônio do estresse – está envolvido nos processos do metabolismo energético e, em respostas do corpo ante circunstâncias emergenciais, apresenta seus níveis séricos elevados. Com todo este cenário, o cavalo está propenso a desenvolver alterações fisiológicas, que interferem diretamente no aproveitamento dos nutrientes da dieta; nas respostas imunológicas; no desempenho atlético; e ainda podem ocasionar distúrbios digestivos graves, como: gastrite, diarreias e síndrome cólica.
Conhecendo o cavalo e os pontos críticos de sua criação e manejo, é imprescindível que algumas medidas sejam tomadas para contribuir com seu bem-estar (equilíbrio físico e mental) e alcançar o máximo de seu desempenho. Então, vejam as recomendações da veterinária Luzilene Souza:
– Cumprir os horários estabelecidos para as refeições;
– Disponibilizar água limpa e fresca;
– Ofertar um volumoso de boa qualidade, maior quantidade de folhas e pouco talo;
– Fornecimento de concentrado (ração) de boa digestibilidade pré-cecal;
– Mineralização adequada para suprir as grandes perdas dos eletrólitos pelo suor;
– Treinamento adequado em intensidade e duração com o nível em que o cavalo se encontra;
– Condições satisfatórias de transporte;
– Evitar alterações bruscas em seu regime alimentar.

Para uma alimento funcional de alta qualidade e palatabilidade, composto de substâncias que atuam a nível de sistema nervoso e metabolismo energético, tais como o triptofano, magnésio, cromo, associados a vitaminas e minerais, resultando na diminuição do estresse e suas consequências, a doutora Luzilena recomenda o Horsecrek que também pode ser utilizado como recompensa nutritiva após trabalho e manejo com os equinos, valorizando estes momentos e aprimorando a relação homem-cavalo.

Mais de cinco mil famílias de agricultores serão atendidas pela Embrapa


A empresa vai receber recursos não reembolsáveis no valor de R$ 30 milhões repassados pelo BNDES através do Fundo Social que serão destinados à implementação do Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável – InovaSocial. Programa é voltado à geração e difusão de conhecimentos e tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, e ao fortalecimento de redes de agricultores familiares nas cadeias produtivas de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas, nas regiões do Semiárido Nordestino, Goiás e Rio Grande do Sul.
O contrato de apoio financeiro não reembolsável será repassado através da Fundação Eliseu Alves (FEA), tendo como interveniente a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).  Com isso será possível promover a inclusão produtiva na agricultura familiar por meio da transferência de conhecimento da Embrapa para a produção animal e vegetal de pequenos agricultores beneficiando 5.530 famílias.
O Programa financiará a execução de seis projetos territoriais, sendo três para geração e difusão de conhecimentos e tecnologias nas etapas de produção, processamento e comercialização das cadeias de caprinos e ovinos; e três projetos para resgate, preservação, multiplicação, estoque, distribuição e comercialização de sementes agroecológicas.
O público-alvo do Programa são agricultores familiares e suas organizações (associações e cooperativas), incluindo assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, jovens e mulheres. Serão beneficiados 203 municípios de oito estados, sendo seis no Nordeste (Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia), um no Centro-Oeste (Goiás) e um no Sul do país (Rio Grande do Sul).
A escolha dos municípios foi feita com base no histórico de atuação da Embrapa, com prioridade para territórios com densidade de produção e relevância social e econômica na produção de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas por agricultores familiares.

Nanocápsula com antibiótico é aposta da ciência contra mastite bovina

Um presente de grego para as bactérias causadoras da mastite em rebanhos leiteiros. Essa é a alegoria usada pela pesquisadora Vanessa Mosqueira para explicar como atua o antibiótico nanoestruturado, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Mas, em vez de um enorme cavalo de madeira construído para esconder os guerreiros gregos que iriam invadir a cidade de Troia, a professora da Escola de Farmácia da Ufop e o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Humberto Brandão construíram uma nanocápsula (partícula um bilhão de vezes menor do que o metro) para transportar moléculas de antibiótico numa viagem até o interior da célula. Nessa jornada pela glândula mamária, as moléculas travam a guerra contra bactérias, como o Staphylococcus aureus, que causam a doença, uma das maiores inimigas do pecuarista de leite em todo o mundo.

Brasil deve iniciar neste ano programa de melhoramento genético do feijão fava

Trabalho será coordenado pela Universidade Federal do Piauí, em cooperação com a Embrapa
O país deve começar neste ano um programa de melhoramento genético do feijão fava. O trabalho será coordenado Universidade Federal do Piauí (UFPI), que contará com a cooperação técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de outras instituições de pesquisa e ensino do Brasil, México e da Colômbia.
O feijão fava (Phaseolus lunatus L.) é uma espécie alimentar de grande importância no Brasil, sobretudo na Região Nordeste. Entretanto, apesar dos benefícios para nutrição, saúde e segurança alimentar, ainda é uma cultura que tem recebido pouca atenção da pesquisa brasileira, especialmente no aspecto do melhoramento genético.
A UFPI e a Embrapa trabalham há mais de 10 anos para ampliar o conhecimento genético dessa cultura agrícola, investindo em ações de coleta de variedades tradicionais em diversas regiões brasileiras, caracterização molecular e conservação em seus bancos genéticos.
O conhecimento gerado aponta para a necessidade de iniciar no país um programa nacional de melhoramento genético do feijão fava, em colaboração com outras instituições nacionais de pesquisa e ensino e de países da América Latina que já possuem vasta experiência nessa área, como México e Colômbia.
A criação desse programa é uma das conclusões da primeira reunião internacional de pesquisa sobre feijão fava, realizada em Teresina, de 7 a 9 de dezembro de 2016. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais e discutiu estratégias para o melhoramento genético da cultura no Brasil, México e Colômbia.

Venda de estoques e ofertas de subvenção garantiram renda ao produtor em 2016

Operações também contribuíram para equilibrar o mercado interno
Com o objetivo de equilibrar a oferta e demanda de grãos e café no mercado interno, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, ao longo de 2016, diversas operações de venda de estoques públicos e oferta de subvenção, por meio de leilões públicos eletrônicos.
Para conter a alta do preço do milho em grãos e seu impacto nos preços das carnes de frango e de suínos, foram ofertadas 653,8 mil toneladas de milho e adquiridas, pelo mercado, 610,5 mil toneladas. O produto negociado é originário dos estoques formados por Aquisição do Governo federal (AGF), Contrato de Opção e da agricultura familiar (15,4 t).
A Conab também realizou leilões de venda de café arábica, oriundo tanto de AGF quanto de Contratos de Opção. Ao todo, foram ofertadas 55,9 mil t e negociadas 53,7 mil t do produto. As vendas ocorreram nos seguintes estados: produto oriundo de AGF, no Espírito Santo (78,8 t) e em São Paulo (38,8 t); café oriundo de Contrato de Opção, na Bahia (635,2 t), em Goiás (96,3 t), Minas Gerais (43 mil t), Paraná (1,7 mil t) e São Paulo (8,1 mil t). As ofertas regulares de café arábica serviram para regular o mercado interno e devem continuar em 2017.
Foram comercializadas ainda 73,2 mil toneladas de arroz dos estoques públicos, de um total de 80,4 mil t ofertadas. A quase totalidade foi negociada no Rio Grande do Sul (72,9 mil t). Tocantins arrematou 120 toneladas e Goiás, 95,7 toneladas. Essas operações ocorreram no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), por meio da qual a Conab compra o produto quando o seu valor está abaixo do mínimo e o devolve ao mercado quando está acima do preço de liberação dos estoques públicos.
Em dezembro, a Conab realizou operações de apoio à comercialização do trigo em grãos da Região Sul, por meio de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). A subvenção foi oferecida para o trigo procedente do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em atendimento a demanda do setor para equalização do preço do produto, negociado nesses mercados abaixo do preço mínimo fixado pelo governo federal, de R$ 0,6442/kg (trigo pão/melhorador). Em três leilões de PEP e três de PEPRO, foram comercializados PEP para a remoção de 47,7 mil t de trigo e PEPRO para a remoção de 397 mil t do produto. Novas ofertas estão previstas para o começo de janeiro.

Ministério divulga relatório sobre a Caatinga


Eraldo Peres/SBF/MMA
Caatinga: mapeamento da cobertura vegetal
Levantamento realizado pelo Centro de Sensoriamento do Ibama mostra redução no desmatamento do bioma entre 2009 e 2011. 

DA REDAÇÃO
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou nesta segunda-feira (02/01) dados relativos ao desmatamento na Caatinga. Os relatórios técnicos do Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite (PMDBBS) são referentes aos biênios 2009-2010 e 2010-2011.
A medida dá continuidade à divulgação de série de mapeamentos dos Cerrado, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica, também produzidos pelo projeto.
Houve redução significativa no desmatamento da Caatinga, segundo o levantamento, realizado pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Os dados mostram que foram suprimidos 494 km² de vegetação nos anos de 2010-2011, uma queda de 56% em relação ao período anterior. Os estados com maior registro de desmatamento foram Piauí, Ceará e Bahia.
PRECISÃO
Os dados foram validados pela Embrapa Semiárido, de Petrolina (PE), com resultados dentro do padrão de qualidade desejado, isto é, precisões globais de 71 e 74 %, respectivamente, para 2009-2010 e 2010-2011.
O projeto já lançou, até o momento, dados dos anos de 2002-2008 e 2008-2009 para Caatinga, Cerrado, Pampa, Pantanal e Mata Atlântica, e de 2009-2010 e 2010-2011 para o Cerrado – divulgados em 2015. Ainda serão lançados os números do desmatamento do ano de 2009-2010 para Pampa, Pantanal e Mata Atlântica, e de 2010-2011 para Pampa e Pantanal.
O PROJETO
O projeto foi criado por meio de acordo de cooperação firmado entre o MMA e o IBAMA para a realização do monitoramento sistemático da cobertura vegetal dos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O objetivo é quantificar desmatamentos de áreas com vegetação nativa, embasar ações e políticas de prevenção e controle de desmatamentos ilegais e subsidiar políticas públicas de conservação da biodiversidade e de mitigação da mudança do clima.
O projeto usa como referência os mapas de cobertura vegetal dos biomas brasileiros produzidos pelo MMA/PROBIO (Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira) e publicados em 2007 (cujo ano-base das imagens foi de 2002, em escala de 1:250.000). Iniciado em 2008, o projeto se encerrou, sendo que os mapeamentos a serem lançados estão em fase final de validação.
Em 2015, foi lançada a Portaria nº 365, que institui o Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros (PMABB), com o objetivo de mapear e monitorar o desmatamento, a cobertura vegetal, o uso das terras, a área queimada, os focos de queima, as áreas em recuperação e a extração seletiva. Assim sendo, dados de desmatamento produzidos pelo PMDBBS serão agora gerados pelo PMABB.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

SELEÇÃO DE BOLSISTAS: Prazo para inscrições é prorrogado até o dia 2 de janeiro


ASSECOM/EMATER

As inscrições para o processo seletivo de bolsistas, promovido pela Emater-RN em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (Funcitern), foram prorrogadas e se encerrarão às 23h59 do dia 2 de janeiro de 2017, próxima segunda-feira - o prazo dado anteriormente era até o dia 1 de janeiro. Além dessa data, outras também sofreram mudanças. Confira aqui o novo calendário.
Serão disponibilizadas 143 vagas temporárias, válidas por um período de 24 meses. Entre os cargos oferecidos, estão o de auxiliar administrativo, técnico agrícola (agropecuária ou agroecologia), técnico em informática – estes de nível médio; bacharel em Direito, administrador, arquiteto, assistente social, médico veterinário, engenheiro de pesca, nutricionista, publicitário, jornalista, entre outros de nível superior. Dependendo do cargo escolhido, as atividades serão realizadas em Natal ou no interior do Estado.
O edital foi lançado no dia 24 de dezembro e as inscrições começaram no dia 25, exclusivamente pela internet, através do site selecao.emater.rn.gov.br . A seleção ocorrerá por meio de análise curricular e entrevista. Somente serão convocados para entrevista os candidatos cujos currículos atenderem aos requisitos previstos no edital. Os participantes serão informados do dia e o horário da entrevista através da área do candidato, disponível no site selecao.emater.rn.gov.br.
O resultado final da seleção está previsto para o dia 9 de fevereiro de 2017, no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte e nos sites da Emater-RN (www.emater.rn.gov.br) e Funcitern (http://funcitern.wixsite.com/funcitern). As convocações iniciam a partir do dia 10 de fevereiro.
RETIFICAÇÃO 001 - SELEÇÃO DE BOLSISTAS - EMATER-RN/FUNCITERN 
RETIFICAÇÃO 002 - SELEÇÃO DE BOLSISTAS - EMATER-RN/FUNCITERN

O Governo do Estado, através da Emater-RN e da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (Funcitern) – fundação ligada à Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) – publicam neste sábado (24 de dezembro), no Diário Oficial do Estado, um edital para seleção de bolsistas de nível médio e superior.
Serão disponibilizadas 143 vagas, cujos selecionados desenvolverão na Emater-RN suas atividades durante 24 meses. Entre os cargos oferecidos, estão o de auxiliar administrativo, técnico agrícola (agropecuária ou agroecologia), técnico em informática – estes de nível médio; bacharel em Direito, administrador, arquiteto, assistente social, médico veterinário, engenheiro de pesca, nutricionista, publicitário, jornalista, entre outros de nível superior. Dependendo do cargo escolhido, as atividades serão realizadas em Natal ou no interior do Estado.
As inscrições começam no próximo domingo (25), exclusivamente pela internet, através do site selecao.emater.rn.gov.br , e continuam até o dia 1º de janeiro de 2017. A seleção ocorrerá por meio de análise curricular e entrevista. Somente serão convocados para entrevista os candidatos cujos currículos atenderem aos requisitos previstos no edital. Os participantes serão informados do dia e o horário da entrevista através da área do candidato, disponível no site selecao.emater.rn.gov.br da Emater-RN.
O resultado final da seleção está previsto para o dia 2 de fevereiro de 2017, no Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte e nos sites da Emater-RN (www.emater.rn.gov.br) e Funcitern (http://funcitern.wixsite.com/funcitern). Os aprovados iniciarão asuas atividades no dia 6 de fevereiro.
RETIFICAÇÃO 001 - SELEÇÃO DE BOLSISTAS - EMATER-RN/FUNCITERN 
RETIFICAÇÃO 002 - SELEÇÃO DE BOLSISTAS - EMATER-RN/FUNCITERN

Desmatamento florestal tem queda superior a 2,5% em cinco anos

Mapa

Estudo divulgado pelo IBGE destaca alterações de 4,6% na cobertura do território brasileiro nos últimos três anos

 Mapa de Cobertura e Uso da Terra no Brasil, com dados até 2014, indica significativa redução do desmatamento florestal no País
Mapa de Cobertura e Uso da Terra no Brasil, com dados até 2014, indica significativa redução do desmatamento florestal no País

O processo de desflorestamento no Brasil, que já havia caído 1,8% de 2010 a 2012, caiu mais 0,8% entre 2012 e 2014. Os dados são do Mapa de Cobertura e Uso da Terra no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estudo destaca que, nos três últimos anos analisados, houve alterações de 4,6% na cobertura do território brasileiro, com ligeiro aumento em relação aos 3,5% de alterações verificadas de 2010 a 2012.
A pesquisa ressalta que, de forma geral, prossegue a expansão da agricultura, das pastagens com manejo, da silvicultura e das áreas artificiais, além de continuarem as reduções nas áreas com vegetação natural não arbórea, predominantes nos biomas Cerrado e Caatinga, com como na pampa gaúcha.
A redução das pastagens naturais se intensificou, passando de 7,8% (2010-2012) para 9,4% (2012-2014). “Nota-se uma tendência de expansão das áreas agrícolas e das pastagens com manejo, preferencialmente sobre as áreas de pastagens naturais”, ressalta o IBGE.
Florestas Plantadas
As áreas voltadas para a silvicultura (florestas plantadas) tiveram um crescimento expressivo de 23,8%, de 2012 a 2014, comparado ao aumento de 4,6% nos três anos anteriores. O relatório indica que as áreas de silvicultura cresceram especialmente nos terrenos de pastagens, naturais ou com manejo.
De acordo com análise técnica, os aprimoramentos técnicos no mapeamento foram responsáveis por cerca de 50% do "expressivo acréscimo" nas áreas de silvicultura, pois houve melhora na qualidade das imagens captadas em 2014, com redução de nuvens em algumas regiões do País, como o litoral do Nordeste.
Em contrapartida, o relatório constatou continuação da expansão das áreas de uso agrícola, com taxa de crescimento praticamente no mesmo patamar, com ligeiro declínio de 8,6% (2010-2012) para 8,2% (2012-2014).
Também houve significativa redução na taxa de crescimento das pastagens com manejo, que caiu de 11,1% (2010-2012) para 4,5% na mesma base de comparação. Segundo o relatório do IBGE, “essa desaceleração está ligada, principalmente, à conversão de pastagens em áreas agrícolas e, numa proporção menor, em áreas de silvicultura”.

Incra prepara o assentamento de 12 mil novas famílias


O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está pronto para assentar 12 mil novas famílias. Os futuros beneficiários do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) ocuparão lotes em projetos de assentamento (PAs) criados, mas que ainda não tiveram iniciado o processo de ocupação; áreas onde a autarquia tem a imissão na posse; vagas não ocupadas em projetos já implantados; além de imóveis rurais pagos, ajuizados e que aguardam a imissão.
Para o presidente do Incra, Leonardo Góes, a entrada de novos beneficiários no programa representará um avanço importante na implementação da política de reforma agrária. “Em 2015, tivemos apenas 6.397 famílias ingressando no programa. Essas 12 mil novas famílias representam um aumento de 94%. Em um cenário de controle dos gastos públicos, o Incra mantém o seu compromisso de garantir o acesso à terra para quem produz”, destaca Góes.
Regularização – O Incra também promoverá o ingresso de cerca de 40 mil famílias no PNRA, por meio de um processo de regularização de lotes ocupados de boa-fé por pequenos agricultores. A autarquia já elaborou o normativo interno que norteará o início deste trabalho. As famílias regularizadas receberão o Contrato de Concessão de Uso (CCU), o que dará a elas segurança jurídica e permitirá o acesso às políticas específicas da reforma agrária. Com isso, terão condições de elevar a produção e aumentar a geração de renda. O presidente do Incra ressalta a importância da medida.
“Há famílias que estão nos lotes há mais de 20 anos, produzem, têm perfil, mas não integram a lista original de beneficiários. A partir da análise caso a caso, teremos condições de regularizar esses ocupantes de boa-fé e retirar aqueles que não apresentam os requisitos necessários para ingresso no programa. Isso é, antes de tudo, uma questão de justiça com quem produz e faz crescer a agricultura familiar no país”, explica o presidente.
Acórdão TCU – Atendendo às recomendações apresentadas no Acórdão 775/2016 do Tribunal de Contas da União (TCU), o Incra já tem pronto um novo normativo interno que tornará o processo de seleção de famílias para o PNRA mais transparente. Isso permitirá à Corte autorizar que novos beneficiários sejam assentados.
A liberação por parte do TCU e a edição da Medida Provisória 759, publicada no dia 23, dotarão o Incra de maior agilidade na criação de projetos de assentamento. Apesar da determinação do tribunal de suspensão temporária da seleção de famílias, o instituto manteve o investimento na aquisição e desapropriação de terras. Neste caso, em 2016, foram destinados R$ 252,7 milhões e incorporados 267.945,91 hectares para a implantação de novos PAs. Na comparação com 2015, houve aumento de 59,5% em termos de recursos financeiros investidos e de 69,1% na área destinada à reforma agrária.
“Levando-se em conta os desafios e a necessidade de adoção de mecanismos de gestão administrativa mais eficientes na autarquia, o Incra registrou um importante avanço no cumprimento de seu papel de formulador e executor das políticas de reforma agrária. Se analisarmos que em 2015 não houve nenhum decreto de desapropriação, veremos que 2016 foi um ano de retomada da importância do papel da autarquia”, avalia o presidente do instituto.
Consolidação dos PAs – Góes faz questão de frisar que o Incra não pode limitar-se a criar assentamentos. Ele aposta em um modelo de reforma agrária que combina a implantação de novos PAs com a consolidação daqueles já estabelecidos. “Ainda temos PAs com mais de 20 anos onde há falta de água, moradia, eletrificação e estradas. Precisamos equilibrar os esforços, de forma a criar novos assentamentos e, ao mesmo tempo, dotar os antigos da infraestrutura necessária. Reforma agrária não pode resumir-se apenas à entrega do lote; mas também oferecer ao assentado condições de se tornar um pequeno produtor rural”, alerta.
Titulação – Nos últimos meses, a autarquia concentrou esforços no sentido de preparar a retomada do programa de titulação nos assentamentos da reforma agrária. No dia 19, o Incra fez a primeira entrega de títulos a famílias do PA Merceds-Benz I e II, município de Taborã, no Mato Grosso. O evento, segundo Góes, marca o início de uma nova fase da reforma agrária no país.
“Antes de ser uma decisão de caráter administrativo, a titulação é uma antiga reivindicação e um direito dos assentados. O Incra, durante os últimos seis anos, não fez entrega de títulos. Agora vamos corrigir essa distorção. Tivemos o cuidado de incluir nos documentos um dispositivo que impede a reconcentração de terra. Com o título nas mãos, o assentado passará à condição de pequeno produtor rural e terá acesso a linhas de crédito mais robustas, além de usufruir de segurança jurídica”, enfatiza o presidente do Incra.
A meta da autarquia é entregar 280 mil títulos até 2018. Todas as 30 superintendências regionais do Incra estão mobilizadas e trabalham no levantamento dos assentados com condições de titulação.

País abre mercado em 17 países a mais 22 produtos agrícolas

Destaque foram os acordos comerciais com os Estados Unidos, Coreia do Sul, Vietnã e Japão


Exportações agrícolas somaram US$ 66,7 bilhões de janeiro a novembro (Appa/Fotos Públicas)

As negociações comerciais feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com 17 países, em 2016, resultaram na abertura de mercado para 22 produtos brasileiros.  Os destaques foram as conclusões de acordos para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos, carne de aves termicamente processada para a Coreia do Sul, carne de aves e suína para o Vietnã e carne bovina termicamente processada para o Japão, de acordo com balanço das atividades do ano da Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa.
No total, o comércio desses 22 produtos com 17 países representam US$ 8,3 bilhões anuais e, com os acordos, o Brasil se habilitou a disputar uma fatia desse montante. As negociações fazem parte dos esforços do Mapa para elevar de 6,9% para 10%, em cinco anos, a participação do Brasil no comércio agrícola mundial, um mercado de US$ 1,08 trilhão por ano.
De janeiro a novembro de 2016, as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões. Desse valor, 71,9% corresponderam a exportações dos produtos dos complexos soja e sucroalcooleiro e carnes.
Ao longo do ano, o Mapa participou de 571 negociações sanitárias e fitossanitárias, envolvendo 134 países. O Mapa também realizou 56 missões técnicas, voltadas à exportação do agronegócio para 16 países, segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio.
 “Também foram  realizadas missões com objetivo de prospectar oportunidades, realizar negócios e atrair investimento para o país, num total de 22, de alto nível a países da Europa, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático”, destacou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva.
O secretário ressaltou o fortalecimento da parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores, o que permitiu a ampliar de oito para até 25 o número de adidos agrícolas. De acordo com Ribeiro e Silva, o reforço do apoio técnico é importante para as negociações de interesse do agronegócio.
As negociações com diversos países e blocos econômicos foram intensificadas para reduzir tarifas e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado mundial. Entre elas, o secretário destacou a retomada de entendimentos com a União Europeia, o México, a Índia, o Canadá, a EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).
“Em todas essas negociações, o ministério desempenhou papel importante na defesa dos interesses do agronegócio brasileiro junto ao setor privado nacional e demais órgãos do governo brasileiro e do Mercosul”, diz o secretário.
Contenciosos e sustentabilidade
Na Organização Mundial do Comércio (OMC), assinalou Ribeiro e Silva, foram abertos contenciosos com a Indonésia, para carne de frango e bovina, e com a Tailândia, referente a subsídios para o açúcar.
O Mapa intensificou também ações internacionais em temas como propriedade intelectual, barreiras técnicas ao comércio, sustentabilidade, mudanças climáticas e biotecnologia. Na área de propriedade intelectual, houve o reconhecimento mútuo de tequila e de cachaça como indicações geográficas no México e no Brasil, respectivamente, e aprovação do Regulamento de Uso da Indicação Geográfica "Cachaça", no âmbito da Camex, possibilitando maior valorização do produto nacional no mercado externo.
“Já o tema sustentabilidade, principalmente ambiental, passou a ser pauta constante na agenda ministerial, culminando com a participação do ministro Blairo Maggi nos dois principais fóruns mundiais sobre clima e biodiversidade, a Conferências das Partes sobre Mudanças do Clima (COP 22) e a Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP 13)”, lembrou o secretário.
Nessas ocasiões, Mapa pode mostrar as políticas e as práticas que garantem sustentabilidade na produção agropecuária do país. Além disso, a delegação do Ministério da Agricultura atuou para minimizar eventuais propostas que pudessem retirar a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros.