segunda-feira, 2 de maio de 2016

Primeira etapa da vacinação contra aftosa na maioria dos estados

Cento e setenta milhões de bovinos e bubalinos devem ser imunizados contra a doença até o final de maio
Teve inicio ontem, domingo (01/05) a primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa na maioria dos estados brasileiros e no Distrito Federal. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cerca de 170 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos devem ser imunizados contra a doença até o dia 31 de maio.
A vacinação é obrigatória para todos os animais, independentemente da idade, no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. Nestes estados, a dose deve ser aplicada até o dia 31 de maio. Já em Mato Grosso do Sul, o trabalho deve ser concluído até 15 de junho.
Nos estados do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e São Paulo, os produtores vacinar apenas nos animais com idade até 24 meses. Em Roraima deverá ser realizada a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino.


Segundo o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, o produtor que não imunizar o rebanho sofre restrição quanto à movimentação do gado e pode ser multado. Depois de vacinar os animais, o criador deve ir até o local mais próximo do serviço veterinário oficial do estado ou do Distrito Federal para comprovar que aplicou a dose da vacina.
A primeira etapa da vacinação já havia começado em março no Amazonas e Pará.
Já em Rondônia e Roraima a campanha começou agora em abril. Em Rondônia a campanha vai até 15 de maio e Roraima a etapa de vacinação será prorrogada até o dia 30.
O Brasil tem um rebanho de 212 milhões de bovinos e bubalinos. Na segunda etapa da vacinação do ano passado, no segundo semestre, a vacinação contra a aftosa atingiu um índice de cobertura de 98,17%.
MAPA

Diálogo com sociedade civil encerra Dia da Caatinga


Arquivo MMA
Campello: projetos no semiárido
Em Aracaju (SE), programação especial para debater temas ambientais no bioma reúne governo, comunidade e organizações da área.


A agenda especial em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga (28 de abril), realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em Aracaju, terminou nessa quinta-feira (28/04) com duas programações na capital do estado de Sergipe.
A primeira delas foi a reunião do Grupo de Trabalho Interinstitucional Permanente de Combate à desertificação (GPCD), composto por representantes de instituições do estado e de municípios sergipanos, além da sociedade civil.
Durante o encontro foi debatida a importância da atuação do grupo no combate à degradação da terra e à desertificação. Foram discutidos também quais os desafios e alternativas, e a contribuição de cada instituição.
Valdinete Paes, coordenadora do GPCD, afirmou que o papel de Sergipe é extremamente importante, já que o estado será difusor de boas práticas desenvolvidas no semiárido nordestino. “Acredito que, com a integração de todas as esferas e de diferentes atores, conseguiremos reverter a situação de desertificação do nosso estado”, disse.
Na ocasião, o diretor de Desenvolvimento Rural e de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, lembrou que o GPCD possui um viés que extrapola o institucional, e que isso é permanente e independente de governos ou pessoas. “Por estar presente em vários municípios, os membros do grupo serão instrumentos para a difusão dos resultados do projeto em Sergipe, auxiliando para que as boas práticas sejam desenvolvidas, com sucesso, nos estados que possuem áreas suscetíveis à desertificação”, afirmou.
COMITÊ
Representantes do MMA também participaram de um encontro com o Comitê de Gestão Hídrica de Sergipe, com o intuito de implantar no estado a experiência do Conceito Base Zero (barreiras de pedras construídas de forma inovadora), do pesquisador Artur Padilha.
Tal ação será executada com o apoio do projeto “Manejo Sustentável da Terra no Semiárido do Nordeste Brasileiro (Sergipe)”, uma iniciativa do Ministério e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
O Comitê é formado por gestores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Defesa Civil e a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro).
Para o presidente da Deso, Carlos Melo, o grande mérito do projeto do MMA a ser desenvolvido no estado é integrar instituições e atores diferentes. “Dessa forma, os resultados terão outra força”, afirmou.
Durante o encontro, o professor Arthur Padilha explicou que o conceito Base Zero se caracteriza por considerar o ambiente como um todo, através da observância da harmonia entre o solo, a água, a vida do solo, as florestas e a infraestrutura necessária à vida humana. “A partir deste entendimento é possível planejar o crescimento de cidades”, destaca.
Para o secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, a reunião foi uma oportunidade de qualificar o debate que é feito semanalmente entre os gestores do Comitê.
Já o superintendente Estadual de Recursos Hídricos, Ailton Rocha, afirmou que o momento representou um “casamento de consensos, que nos dá a impressão de que estamos seguindo no caminho certo”.

Mais água doce para o semiárido potiguar


Paulo de Araújo/MMA
Comunidade recebe sistema
No entorno do município de Jandaíra (RN), onde chove a cada quatro anos, comunidades terão água de qualidade com sistema de dessalinização.


RAFAELA RIBEIRO - Enviada especial ao Assentamento Guarapes/RN
O que fazer quando a chuva só cai a cada quatro anos? A difícil vida do sertanejo que habita o semiárido do Rio Grande do Norte, lá pelas bandas de Jandaíra, deixou de depender somente da água que cai do céu, de vez em quando, e ganhou novos e melhores contornos. A partir de agora, água doce pra beber não vai mais faltar às mais de 1,6 mil pessoas que vivem no Assentamento Guarapes e de outras três comunidades do seu entorno.
Ao custo de R$ 98 mil, a coordenação nacional do Programa Água Doce (PAD) acaba de entregar às comunidades do entorno do município de Jandaíra, no início da tarde desta sexta-feira (29/04), um sistema de dessalinizadores capaz de beneficiar toda a região com água potável de excelente qualidade. De acordo com o representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e coordenador nacional do PAD, Renato Ferreira, “as ações conduzidas pela equipe do Programa, no Rio Grande do Norte, servem de modelo para o planejamento dos outros estados beneficiados”.
Veja fotos aqui
Ferreira explica que, das obras entregues até hoje, duas são projetos-pilotos que o MMA escolheu implantar no RN – o sistema de dessalinização alimentado por energia solar, na comunidade Maria da Paz, em João Câmara; e a recuperação do sistema de dessalinização da comunidade Caatinga Grande, onde funciona a criação de tilápias e a produção de erva-sal (atriplex), baseada na gestão integrada e participativa.
SEM SEDE
Para o prefeito de Jandaíra, José Roberto de Souza, “esse Água Doce é uma benfeitoria tão grande, tão grande na nossa situação de seca, que eu nem tenho palavras para agradecer”. Segundo Souza, além do sistema no Assentamento, já existem outros dois prontos e em funcionamento nas comunidades de Cabeço e Santa Inês, sendo que, nos próximos meses, será entregue mais um em Santa Terezinha, e haverá a recuperação de outro em Tubibal.
O titular da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) do estado, Mairton França, explica que, no município de Jandaíra, foi realizada também a recuperação de um sistema de dessalinização. “Toda essa ação exerce uma influência direta na melhoria da qualidade de vida das comunidades, pois os dessalinizadores geram um produto de excelente qualidade, diminuindo, além da sede, as doenças causadas pela água” diz ele.
O convênio firmado entre o MMA e a Semarh-RN, no valor de quase R$ 20 milhões, tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 120 sistemas de dessalinização em todo o estado. De acordo com Araújo Lima, coordenador do PAD/RN e secretário adjunto da Semarh, das 68 comunidades que serão beneficiadas na primeira etapa do convênio, 31 já receberam a tecnologia e mais sete obras estão em andamento. “Até dezembro, serão implantados 86 novos sistemas e 34 serão recuperados”, frisa Araújo.


MAIS QUALIDADE
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jandaíra e vice-presidente da Associação Comunitária de Guarapes, Daniel Martins de Sousa, conta como é ter esse sistema em funcionamento: “Nós somos uma região do semiárido seco, onde chove de quatro em quatro anos. Então, você faz ideia do que isso significa para nós?”. Daniel comemora: “É maravilhoso ter a água com qualidade de água mineral para atender nossas famílias e ainda ajudar os vizinhos”.
Antes da instalação do sistema do Programa Água Doce, os moradores eram abastecidos com água de açudes, de caminhão-pipa e de água da chuva, “que davam verme e diarreia”, recorda Daniel de Sousa. “Agora, só temos de agradecer e cuidar bem disso aqui para nunca mais faltar água”, diz.
EXECUÇÃO
As ações do Programa Água Doce (PAD), desenvolvidas no Rio Grande do Norte pela Semarh, foram discutidas nesta quinta-feira (28/4), durante o III Encontro do PAD/RN. O evento foi realizado com o objetivo de acompanhar a execução do convênio com o estado e o aprofundamento das discussões técnicas para a implantação dos sistemas de dessalinização previstos para o semiárido potiguar. Técnicos do MMA e do Núcleo Estadual do Programa participaram do encontro, que se encerra com a entrega do dessalinizador do Assentamento Guarapes, em Jandaíra.
O PAD é uma ação do governo federal, coordenado pelo MMA com o objetivo de estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para consumo humano, por meio da implantação de dessalinizadores. Os equipamentos atendem aos municípios, tomando por base o critério adotado pelo MMA, que corresponde ao Índice de Condições de Acesso à Água (ICCA). Esse índice leva em consideração fatores como a distribuição das chuvas (pluviometria), o nível de pobreza, taxa de mortalidade infantil e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 

Maquinas misturadoras de ração oferecem mais qualidade para o alimento certo do rebanho

gado no cocho 2A dieta do gado deve ser equilibrada, com a quantidade exata de cada ingrediente. A ausência ou o excesso de proteínas e nutrientes podem desencadear diversas desordens metabólicas, como a acidose ruminal, a laminite, que é a inflamação do casco, e o baixo desempenho. Por esta razão uma boa mistura de qualidade na dieta dos bovinos, tanto de corte quanto de leite influencia diretamente nos resultados em relação ao desempenho, ganho de peso e produtividade.
Para ter maior controle na mistura dos ingredientes na dieta dos bovinos, otimizar o ganho de peso, aumentar a produtividade e a eficiência alimentar, minimizando a ocorrência de desordens metabólicas, as misturadoras de ração total têm auxiliado os pecuaristas para alavancar seus negócios. Dentre as funções destes equipamentos estão: garantir a quantidade exata de cada ingrediente formulado para um determinado ganho de peso ou produção de leite; evitar a seleção de ingredientes pelo animal; controlar o consumo de matéria-seca no cocho e reduzir as sobras, entre outras.
Com a utilização de misturadoras de ração, a mão de obra pode ser melhor planejada; aumentar o número de animais em confinamento; otimizar as etapas de criação; reduzir o tempo ao abate e gerar maior qualidade na produção de leite. Mas é essencial que o pecuarista faça uma análise junto a um especialista para escolher a misturadora ideal para sua fazenda e o momento de seu negócio. Misturadoras com roscas horizontais são mais flexíveis quanto aos componentes da dieta, indicadas para trabalhar com pequenos fardos de fenos e/ou silagem de fibra curta e de capim. São muito utilizadas em propriedades leiteiras. Já as misturadoras de rosca vertical, em alguns casos exigem um tempo maior de mistura devido ao fato de serem muito eficientes para repicar e misturar fardos de feno, silagens de fibra longa e palma forrageira consorciada com feno. Misturadoras de rotor são ideais para dietas de alto grão e forrageiras com fibra curta, ou até mesmo 100% de grãos. Por possuir tempo máximo de três minutos de mistura, se encaixam perfeitamente para obter eficiência e agilidade no trato.

O diretor presidente da Casale, Celso Casale diz que “A linha Rotormix oferece vários modelos e capacidades de carga para atender qualquer exigência de projeto. Nosso objetivo é oferecer a melhor tecnologia com diferenciais exclusivos onde o criador possa ter o menor custo e mais rentabilidade em seu negócio de confinamento”, comenta.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dia Nacional do Bioma

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Hoje é o dia nacional da caatinga. No semiárido nordestino este bioma vem sofrendo consequências diversas produzidas pela mão do homem e pelas intepéries, que são constantes. O que podemos fazer para tentar pelo menos amenizar a situação da caatinga. Merece uma reflexão mais apurada por parte dos órgãos governamentais.

 EM CASO RARO, OVELHA DÁ À LUZ QUADRIGÊMEOS EM CRIAÇÃO FAMILIAR EM MT







Os donos de uma propriedade rural de Nova Ubiratã, município distante 506 km de Cuiabá, foram surpreendidos com um caso considerado raro por médicos veterinários: o nascimento de ovelhas quadrigêmeas. A mãe pariu os filhotes há pouco mais de três semanas num sítio no qual são criadas 300 cabeças de ovelhas das raças Santa Inês e Dorpe.

"Venho desde os meus pais, que sempre tiveram para consumo de 10 a 12 ovelhas. E daí a paixão foi crescendo e eu vi que podia associar a paixão a lucros também. Então eu participei de uns dias de campo. Achei bacana, achei legal e comecei a comprar mais fêmeas e investir na produção", disse o dono da fazenda, Volmir Ros.


EMPARN promove licitações para comprar ração e pivô central

ASSECOM/EMPARN
Pivô Central

Para atender as necessidades de expansão das pesquisas e manter a qualidade genética dos produtos, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) promove nesta semana duas concorrências de aquisição. A primeira foi realizada ontem (26), para a aquisição de um pivô central, que será instalado na Estação Experimental de Ipanguaçu, no Vale do Assu, como parte de um sistema de irrigação para o desenvolvimento de pesquisas de diversas culturas.
     
Para atender a suplementação dos rebanhos, a EMPARN fará um leilão na próxima quinta-feira (28), às 10 horas, em sua sede localizada no Jiqui, em Parnamirim. Os interessados em participar deverão atender a todas as exigências do edital, que pode ser obtido na página da empresa de pesquisa ou através do telefone (84) 3232-5864, das 8h às 13h.

Como se faz um composto orgânico para ser usado na adubação

adubo orgânico 1O composto orgânico é um adubo de uso rotineiro nas propriedades orgânicas, especialmente nas de pequeno porte. Apresenta-se como excelente forma de aproveitamento dos restos vegetais e animais oriundos da atividade agropecuária. Pode ser elaborado apenas com resíduos vegetais ou em mistura com resíduos animais. Entretanto, para obtenção de um composto de qualidade, é necessário combinar resíduos ricos em carbono, como os capins, com outros materiais ricos em nitrogênio, como palhada de feijão ou estercos animais.

O composto orgânico é aplicado para adubação de canteiros, covas ou sulcos, durante o plantio, bem como em processos de cobertura. As etapas para o preparo de 2500 kg de composto orgânico, que é o suficiente para 800 a 2400 m² de canteiros, são: 1) escolha de local seco, arejado, plano e de fácil acesso; 2) composição da pilha com 15 carrinhos de mão de capim brachiaria roçado, 30 carrinhos de capim napier, 20 carrinhos de cama de matriz de aviário e 14 kg de termofosfato; 3) montagem das mesas em 4 camadas de brachiaria, napier, cama de matriz e termofosfato, obedecendo esta ordem, sendo umedecidas sem excesso; 4) reviramento após 10 dias e os demais a cada 15 dias, por um período de 60 dias, sendo molhado a cada revirada. Mais informações sobre como preparar o Composto Orgânico através dos pesquisadores da Embrapa Hortaliças, no Comunicado Técnico No. 53.

Conferência Mundial de Pesquisa do Algodão reúne os maiores especialistas da cultura em Goiânia

Fabiano Perina - Durante os cinco dias de evento serão realizadas palestras com pesquisadores de renome internacional e apresentação de trabalhos científicos desenvolvidos em várias localidades do mundo
Durante os cinco dias de evento serão realizadas palestras com pesquisadores de renome internacional e apresentação de trabalhos científicos desenvolvidos em várias localidades do mundo
Os principais especialistas mundiais da cultura do algodão estarão reunidos em Goiânia, GO, na próxima semana, durante a 6ª Conferência Mundial de Pesquisa do Algodão (WCRC-6, sigla em inglês) e a Conferência da Iniciativa Internacional de Genômica do Algodão, que acontecem simultaneamente, de 2 a 6 de maio, no Centro de Convenções. Cerca de 300 estudiosos de 35 países estão inscritos nos eventos.

O objetivo é promover o debate entre os pesquisadores envolvidos com o setor cotonícola e o intercâmbio das principais inovações científicas voltadas para a sustentabilidade econômica, social e ambiental da cultura do algodão.

Durante os cinco dias de evento serão realizadas palestras com pesquisadores de renome internacional e apresentação de trabalhos científicos desenvolvidos em várias localidades do mundo, além de duas visitas técnicas, sendo a primeira numa lavoura de algodão e unidade de beneficiamento, e a segunda no laboratório de classificação do algodão da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e no campo experimental da Embrapa, em Goiás.

Na manhã do dia 2, acontecerão duas conferências com os temas "Soluções inovadoras de pesquisa para melhorar a produção de algodão: quão perto estamos?" e "Conectando produtores com a pesquisa". Nas manhãs dos dias 3 a 6 de maio serão realizadas oito sessões plenárias, com tradução simultânea para o português e espanhol, assim como as conferências do dia 2. As sessões paralelas e as oficinas serão no período da tarde, exclusivamente em inglês.

Entre os palestrantes estão pesquisadores do Brasil, Austrália, Estados Unidos, Índia, Alemanha, França e Tanzânia. O pesquisador da Embrapa Algodão, Camilo de Lelis Morello, apresentará sua pesquisa sobre desenvolvimento do germoplasma do algodão adaptado ao Cerrado brasileiro.

O WCRC-6 já passou por Grécia, Austrália, África do Sul, Estados Unidos e Índia. Segundo os organizadores, o Brasil foi escolhido para sediar esta edição do evento por sua expressiva participação na produção mundial de algodão e por ser uma referência internacional em pesquisa agropecuária. O Brasil é o quinto maior produtor mundial de algodão e terceiro maior exportador, graças a sua bem estruturada cadeia produtiva e aos investimentos em pesquisa e tecnologia, com mecanização total do processo do plantio à colheita. O país também é um grande consumidor de algodão, com um consumo interno de mais de um milhão de toneladas de pluma por ano. O Estado de Goiás é terceiro maior produtor nacional de algodão e foi escolhido estrategicamente para proporcionar aos participantes a oportunidade de conhecerem as áreas produtivas e o sistema de cultivo do algodoeiro no Cerrado brasileiro.

Os eventos serão realizados pela Agopa, Embrapa, Fundo de Incentivo à Cultura do Algodão em Goiás (Fialgo), Fundação Goiás, Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC) e Associação Internacional de Pesquisadores do Algodão (ICRA), com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), Centro Internacional para a Agricultura e Biociência (CABI) e Governo do Estado de Goiás.

Câmara temática se reúne pela primeira vez para discutir lei agrícola

Texto deve possibilitar um melhor planejamento da atividade agrícola
Representantes do governo e dos setores produtivo agrícola e financeiro debateram, nesta quarta-feira (27), as metas e os parâmetros da nova lei plurianual agrícola. Eles participaram, em Brasília, da primeira reunião Câmara Temática da Lei Plurianual Agrícola, criada em caráter temporário para discutir o assunto.

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) pretende que a nova lei estabeleça os pilares de um planejamento estratégico de longo prazo para a agricultura brasileira. O órgão colegiado foi criado pela ministra em agosto de 2015, durante o Fórum das Entidades do Agronegócio.
Com validade de cinco anos, a lei plurianual vai permitir um melhor planejamento das atividades dos produtores rurais. O texto consolidará leis que regem importantes mecanismos e políticas agrícolas, como o Programa de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Fundo de Catástrofe, além de estabelecer o seguro agrícola de faturamento.

A reunião da câmara temática foi coordenada pelo diretor de Crédito, Recursos e Riscos do Mapa, Vitor Ozaki.  Segundo ele, o governo quer criar uma política de gestão de riscos do agronegócio, estabelecendo parâmetros para o crédito rural, preço mínimo dos grãos, seguro rural e garantia da atividade agropecuária.

A minuta da proposta da lei foi apresentada durante a reunião. Representantes de entidades – entre elas, a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Organização das Cooperativas Bolsa de Mercadorias e Futuros e Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais –, do Banco Central e dos ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento Agrário, apresentaram sugestões ao texto da lei.

As próximas reuniões da câmara temática estão agendadas para 2 de junho, 6 de julho e 11 de agosto.

Projeto promove uso sustentável da Caatinga


Foto: Fábio Souza
Seminário reúne agricultores familiares
"Esperamos desmistificar que o uso do bioma destrói seu potencial”, diz o diretor de Desertificação do MMA, Francisco Campello.

MARTA MORAES
Enviada especial a Aracaju (SE)
Durante seminário sobre o projeto Manejo do Uso Sustentável da Terra no Semiárido do Nordeste Brasileiro (Sergipe), realizado em Aracaju (SE), nesta quarta-feira (27/04), em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga (28 de abril), foram explicados aos participantes do evento todos os detalhes da iniciativa. Participaram do seminário, representantes das instituições parceiras e das agências implementadoras do projeto, e agricultores familiares dos municípios contemplados.
Foi o diretor de desenvolvimento rural e de combate à desertificação do MMA, Francisco Campello, quem explicou ao público todos os por quês. O por quê do projeto, da escolha pelo estado de Sergipe, da seleção das agências implementadoras, e dos municípios e assentamentos contemplados. “O projeto vem com um DNA: como trabalhar os recursos naturais com base no resultado positivo de tecnologias sociais em cima da realidade do semiárido brasileiro. Vem com o esforço de aliar o conhecimento tradicional de quem está ali, no dia a dia, trabalhando na terra, com a ciência”, explicou.
O objetivo da iniciativa é fortalecer a estrutura de governança ambiental do manejo de terras, para combater os principais fatores da degradação de terras em Sergipe e no Nordeste do Brasil, criando interlocuções com os programas e políticas públicas relacionados ao combate à desertificação. A expectativa é a de reverter a situação atual: 74,2% da área de Sergipe são de terra degradada e apenas 13% da vegetação original da Caatinga ainda permanecem.
TEMAS
O projeto encontra-se em implementação e é fruto de cooperação técnica firmada entre o MMA e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o apoio de instituições nacionais e estaduais.
A proposta é divulgar as ações estratégicas desenvolvidas nacionalmente e coordenadas pelo MMA, com participação da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), permitindo que o modelo de governança do manejo sustentável de terras seja disseminado para outros estados, facilitando a aplicação na região do Semiárido brasileiro.
Além dos assentamentos de reforma agrária (Jacaré Curituba, Walmir Mota, Florestan Fernandes) e da comunidade Poço Preto, selecionados para as intervenções, também participam os municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Gararu, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora de Lourdes (SE).
LIÇÃO
Para Campello, saber usar para manter lá, “resumindo de forma simples, é a lição que o projeto quer deixar para os estados suscetíveis à desertificação. Esperamos desmistificar que o uso da Caatinga destrói seu potencial, desde que feita de forma sustentável, o uso é possível e acessível”. Ele ainda complementou: “Através do reconhecimento do valor da Caatinga, e na simplicidade do manejo correto da terra, baseado nas boas práticas, nas tecnologias sociais, podemos trazer mais qualidade de vida para o agricultor familiar e conservar o meio ambiente”, disse.
Tecnologias essas que já vêm sendo apoiadas pelo MMA, tais como o Barramento Zero e o Fogão Ecológico, entre outras, que têm um impacto muito grande a longo alcance para quem vive no semiárido.
Finalizando a palestra de abertura, Campello lembrou que um dos resultados esperados do projeto é a qualificação da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), para que o resultado seja, de fato, replicado em outros estados.
TRANSFORMAÇÃO E DIÁLOGO
Para Rose Diegues, oficial do PNUD, presente ao evento, o projeto é um exemplo de referência para o estado e para as outras áreas suscetíveis à desertificação. “Durante a sua vigência serão realizadas ações transformadoras, que podem ser replicadas nacional e internacionalmente”, afirmou ela.
O secretário de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos do estado disse que o governo local vê o projeto com uma atenção especial. “Essa é uma iniciativa que vai dar condições para o agricultor aprender o manejo sustentável da terra e se conscientizar mais”.
Para Fábio Costa, produtor e articulador do Território do Alto Sertão, um dos méritos do projeto é que, mesmo antes de ser implementado, houve um diálogo com os agricultores familiares no campo. “O que, certamente, auxiliará na execução das atividades”, ressaltou.
Silvio Santos, superintendente do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), concordou com ele. “Acredito nesse modo de construção. Essa iniciativa contempla a participação de vários atores e instituições. Começa por Sergipe porque o estado iniciou um trabalho exitoso e reconhecido”, destacou.
Após a palestra de abertura foi realizada a formalização do Comitê Consultivo do projeto, composto por quinze membros, representantes das instituições envolvidas.  Durante a tarde as instituições parceiras do projeto apresentaram suas trajetórias e seus principais resultados.
Foi realizada também uma exposição sobre o Sistema de Alerta Precoce de Desertificação e Seca (SAP), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com o MMA. O sistema foi criado para responder aos desafios das mudanças climáticas. “O sistema é fruto de monitoramento e gestão. Mostra o que está sendo feito nas áreas e onde está impactando exatamente”, afirmou Rita Vieira, consultora do MMA.

Treinamento para quem quiser aprender mais como se cultiva mandioca

Uma oportunidade para os produtores nordestinos aprenderem mais a forma de cultivo de uma das culturas mais usadas na região: a mandioca. A partir do dia 2 e até o dia 6 de maio, em Cruz das Almas, na Bahia, vai acontecer o Curso sobre Cultivo e Processamento de Mandioca, realizado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura.As inscrições vão até 29 de abril.
O treinamento tem como público-alvo técnicos da iniciativa privada, professores e agentes de assistência técnica e pretende dar uma visão geral sobre diversos aspectos da cadeia produtiva da mandioca no Brasil. “O objetivo é difundir o conhecimento das principais tecnologias da cultura, permitindo um aumento na produção e na renda dos agricultores”, explica Herminio Souza Rocha, supervisor do Setor de Gestão de Transferência de Tecnologia (STT), organizador do evento, juntamente com o pesquisador Joselito Motta.
Conservação do solo, nutrição, manejo integrado de pragas e doenças, diversos sistemas de produção, identificação de pragas no campo são alguns dos assuntos abordados no curso. Além do conteúdo teórico em sala de aula, estão incluídas na programação várias viagens técnicas. Em Cruz das Almas, o grupo vai visitar uma unidade de produção de beijus no distrito de Cadete e o mercado municipal de farinha e derivados de mandioca.
No município vizinho de Sapeaçu, será visto, na prática, o uso da manipueira – líquido tóxico originado no processo de prensagem da massa de raízes de mandioca – na alimentação animal, em particular, do gado leiteiro. Em Laje, a parada será na Cooperativa dos Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia (Coopamido) e na indústria de processamento de amido Bahiamido. Em Tancredo Neves, a visita será à Casa Familiar Rural e à Cooperativa de Produtores Rurais.

Mais informações sobre o treinamento pelo telefone (75) 3312-8144 ou e-mail cnpmf.inscricao@embrapa.br.