quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Governo entrega quase 2 mil cisternas em escolas no Semiárido em 2015

000574ce11Balanço do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) indica que foram construídas 1,7 mil cisternas para captação de água da chuva em escolas públicas do Semiárido em 2015. A ação foi possível graças à parceria da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), com investimentos de R$ 23 milhões no programa Cisternas nas Escolas. O acesso à água é fundamental para garantir que os estudantes permaneçam em sala de aula durante o período de estiagem na região, além de combater a insegurança alimentar e nutricional.
Com orçamento total de R$ 69 milhões, o programa vai entregar 5 mil reservatórios até o final deste ano. Serão 255 municípios beneficiados nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. “A água armazenada serve tanto para consumo como para o preparo dos alimentos da merenda escolar. É um direito das crianças terem água de qualidade”, destaca o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos.
O sistema permite a captação de água da chuva que é armazenada em um reservatório com capacidade para até 52 mil litros de água. Construída com placas de cimento, a cisterna garante água de qualidade por até oito meses. “Os reservatórios também evitam a contaminação por verminoses e doenças, contribuindo para que as crianças entendam como conviver com a seca”, explica o secretário. Cada cisterna tem um custo médio de R$ 13 mil. Antes da construção do reservatório, pais e funcionários das escolas aprendem como armazenar e tratar a água. Durante a capacitação, também são abordados temas como higiene, segurança alimentar e nutricional e como conviver com a seca.

Quase 1 milhão de contratos serão beneficiados com prazo maior para pagar dívidas

Pequenos produtores respondem pela maior parte dos financiamentos, diz André Nassar
Quase 1 milhão de contratos de crédito foram contemplados com a decisão do governo federal de prorrogar por um ano a execução das dívidas dos produtores da área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) por causa da seca. Essa região compreende todos os estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, totalizando 1.989 municípios. O alongamento do prazo para pagamento favorece principalmente os pequenos agricultores com dívidas de até R$ 15 mil.
A medida, oficializada pela Medida Provisória 707, de 30 de dezembro de 2015, foi tomada com base em estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que vinha recebendo reivindicações do setor. Milhares de agricultores perderam sua capacidade de pagamento devido a sucessivas quedas de produção provocadas pela forte estiagem que atingiu a Região Nordeste nos últimos quatro anos.
De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, somente no Banco do Nordeste, 950 mil contratos de crédito - totalizando R$ 12,1 bilhões - estão irregulares, mas não poderão ser executados devido à prorrogação da Lei 12.844.  O número total de operações regidas pela lei nesse banco é de 1,07 milhão, com estoque de R$ 14,5 bilhões. O Banco do Nordeste é a principal instituição de tomada de financiamento na região. A quantidade de contratos em outros bancos não é expressiva.
Na linha de crédito de até R$ 100 mil, 93% dos contratos contemplados são de até R$ 15 mil, o que evidencia que os maiores beneficiados com a prorrogação são os pequenos produtores do semiárido. O número representa 56% do estoque total dessa linha.
Segundo o secretário de Política Agrícola, André Nassar, os produtores que não liquidaram suas dívidas até 31 de dezembro de 2015 não poderão ser executados pelo banco ao longo deste ano. Isso, avalia, garantirá fôlego para que possam recuperar sua capacidade de pagamento.
“Nem os bancos nem o governo querem que os produtores sejam executados. Queremos solucionar o problema porque os agricultores estão inadimplentes devido à incapacidade de pagamento causada pela queda da produção”, diz o secretário. “Se o produtor acaba sendo executado, ele é alijado, tem que dar todas as suas garantias para pagar a dívida e acaba deixando de ser produtor.”
Saiba mais
A prorrogação da Lei 12.844 suspende por um ano o encaminhamento das operações de crédito rural para inscrição em dívida ativa e para cobrança judicial dos produtores. A medida provisória não representa perdão de débitos, mas ampliação do prazo para quitação, que venceria em 31 de dezembro de 2015.
Estão contempladas todas as operações de crédito (custeio, investimento e comercialização) de até R$ 100 mil contratadas até 31 de dezembro de 2006 na área da Sudene. Também estão incluídos os contratos de até R$ 200 mil com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE e FNO), fechados até 31 de dezembro de 2006.
MAPA

Curso do cadastro ambiental abre nova turma


Paulo de Araújo/MMA
Inscrição no CAR: prazo até maio
São 10 mil vagas para preparar facilitadores na inscrição do cadastro ambiental de propriedades rurais, obrigatório em todo o País

Começam hoje (06/01) as inscrições para a quinta edição do Curso de Capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCar), realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Serviço Florestal Brasileiro (SFB), em parceria com a Universidade Federal de Lavras.
O curso tem como objetivo capacitar facilitadores para a inscrição de imóveis rurais no CAR, prioritariamente dos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, dando continuidade às ações de fomento e apoio à implementação da Lei nº 12.651/2012, o Novo Código Florestal Brasileiro.
Nesta edição do CapCar estarão disponíveis 10 mil vagas. Tem duração de quatro semanas, carga horária de 40 horas e previsão de início em fevereiro. O prazo de inscrição vai até 19 de janeiro.
O CapCAR é realizado com foco na plataforma de inscrição do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SiCAR, disponibilizado pelo SFB. Não contempla, portanto, plataformas de inscrição de estados que utilizam seus próprios sistemas, sendo eles: Bahia (BA), Espírito Santo (ES), São Paulo (SP), Pará (PA), Mato Grosso do Sul (MS) e Tocantins (TO).
As aulas serão ministradas integralmente a distância, por meio de atividades via Internet. Elas consistem em textos explicativos, videoaulas, exercícios de fixação e diversos tutoriais autoexplicativos. Ao todo, 30 mil pessoas em todo Brasil já participaram do curso.
Os candidatos à capacitação devem ter mais de 18 anos, ensino médio completo e conhecimentos básicos em informática, incluindo uso das ferramentas de navegação na Internet, edição de textos e ferramentas como o Google Earth.
PRÉ-REQUISITOS TECNOLÓGICOS
Para participar das aulas, o aluno dever ter acesso a um computador com processador Dual Core 1.33 ou equivalente,1 Gb de memória RAM, Windows 98 ou superior, com Windows Media Player versão 7 ou superior, Internet Explorer 6 ou superior como navegador padrão, caixas de som ou fone de ouvido e conexão mínima de 512 kbps, preferencialmente banda larga. O candidato também precisa ter uma conta de email para acessar diariamente.
CADASTRO OBRIGATÓRIO
A inscrição no CAR é obrigatória para todos as propriedades e posses rurais do país. O prazo de inscrição se encera em 05 de maio de 2016. O cadastro vai permitir acesso aos benefícios e financiamentos governamentais – como o Pronaf, por exemplo – além de ser necessário para a regularização ambiental dos imóveis rurais.

MMA fortalece uso sustentável do solo


Divulgação
Barramento: técnica inovadora
Em 2015, Ano Internacional dos Solos, iniciativas pioneiras e integradas promoveram o desenvolvimento no Semiárido.



 Iniciativas para difundir tecnologias adaptadas à seca no Brasil, promover a segurança hídrica para populações em áreas suscetíveis de desertificação e melhorar o ambiente para produção alimentar e energética, associada à conservação da paisagem e dos serviços ecossistêmicos. Essa foi a estratégia adotada pelo Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (DCD/MMA), em 2015, ano escolhido pelas Nações como o “Ano Internacional dos Solos” em sinergia com os compromissos acordados na Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca – UNCCD.
 Um dos responsáveis pelas ações promovidas pela ONU no sentido de dar maior visibilidade à riqueza, importância e a fragilidade dos solos, o DCD promoveu sete iniciativas pioneiras. A proposta foi fortalecer as bases para as ações estruturantes no combate aos efeitos da seca com tecnologias sociais.  O ano foi também de alerta às população para a importância da disseminação de boas práticas e do manejo sustentável de terras.
 A primeira iniciativa foi direcionar a edição de 2015 do prêmio Dryland Champions, promovido pela UNCCD, para boas práticas voltadas ao manejo e conservação do solo. Sob o lema “Eu sou parte da solução”, o prêmio destaca pessoas, organizações e empresas que contribuam para o manejo sustentável da terra, melhorando as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e seca.
 A segunda ação foi o apoio para a realização, em março, da Conferência sobre Governança do Solo, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o MMA, FAO, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Solos), Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Itaipu Binacional, Agência Nacional de Águas (ANA) e o Institute for Advanced Sustainability.
 O evento internacional abordou a questão dos solos e suas interfaces, e teve como objetivos sensibilizar a sociedade quanto à importância da conservação e do uso sustentável dos solos e suas implicações para as políticas ligadas ao desenvolvimento sustentável; apresentar iniciativas bem sucedidas ligadas à gestão dos solos, que possam indicar caminhos para as políticas públicas relacionadas ao tema; e formular recomendações e sugestões às instituições competentes para aprimorar os mecanismos de governança dos solos.
CAPACITAÇÕES
 A terceira iniciativa foi a realização do curso de Manejo e Conservação de Solos, em junho, em Campina Grande. Promovido numa parceria do MMA com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), Instituto Nacional do Semiárido (INSA/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), FAO e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Centro de Produção Industrial Sustentável da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (Cepis/PaqTcPB) e Fundação Araripe.
 Visando a disseminação de conhecimento sobre o assunto, o MMA promoveu sua quarta iniciativa: um ciclo de capacitações em conservação de solo que usa uma técnica inovadora: o barramento Base Zero. Realizado em julho, no Centro Xingó de Convivência com o Semiárido, em Piranhas (sertão de Alagoas), o evento reuniu engenheiros agrônomos, técnicos agropecuários, e estudantes universitários. Esse ciclo de capacitações foi realizado por meio de uma parceria entre o IABS, gestor do Centro Xingó, o MMA e o PNUD.
 A ideia da técnica é simples: as mesmas rochas que surgem nas áreas rurais em consequência do processo de erosão são reaproveitadas para evitar que o fenômeno de desgaste do solo tenha continuidade. Além de servirem para criar um ambiente adequado para produção de alimentos e conservar a água nos terraços que se formam com a terra que fica na barragem.
MAIS FORMAÇÃO
 A quinta ação foi o lançamento do livro “Caminhos para a Agricultura Sustentável, Princípios conservacionistas para o pequeno produtor rural”, dos agrônomos Geraldo Barreto e Osany Godoy. Chancelado pela vasta experiência de dois mestres no assunto, a publicação preenche uma lacuna na literatura voltada para a agroecologia. Vai do uso da água, da preservação da cobertura vegetal à conservação e recuperação do solo numa edição ilustrada em uma linguagem acessível.
 A sexta iniciativa também envolveu a formação dos produtores rurais. Em dezembro, o MMA lançou o Programa de Formação Técnica para o Manejo e Conservação de Solos e da Água no Semiárido nordestino. Serão abertas, em 2016, 500 vagas em 20 cursos para professores, extencionistas e agricultores multiplicadores promovidos conjuntamente pelo MMA, Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e ANA.  De acordo com o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA (SEDR/MMA), Carlos Guedes de Guedes, a ação visa fortalecer a agroecologia e a preservação do solo e dos recursos hídricos. Os cursos serão realizados com o apoio da cooperação técnica entre o MMA, IICA, PNUD e FAO.
POLÍTICAS PÚBLICAS
 Finalizando o ano, o MMA lançou o projeto "Manejo de Uso Sustentável de Terras do Semiárido do Nordeste Brasileiro - Sergipe", a ser desenvolvido em cooperação pelo Ministério e pelo PNUD, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
 O objetivo do projeto é fortalecer a estrutura de governança ambiental do manejo de terras, para combater os principais fatores da degradação de terras em Sergipe e no Nordeste do Brasil. A iniciativa foi pensada para aperfeiçoar e coordenar os programas e políticas públicas existentes, visando o manejo sustentável da terra para reverter a degradação em Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD).
COMPROMISSOS
 A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas - UNCCD (sigla em Inglês) são responsáveis pela condução das ações nos países membros. O Brasil, junto com outros 192 países signatários da UNCCD, assumiu o compromisso de buscar soluções qualitativas para atender as demandas socioambientais nos espaços áridos, semiáridos e subúmidos secos.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) 

Choveu bem hoje em Lajes.


A tarde desta quarta feira (06), foi de boa chuva em Lajes e região. A gente via o sorriso estampado na face do sertanejo que cair a primeira chuva do ano em nossa cidade,em um momento em que estamos enfrentando uma crise no abastecimento de água da cidade. A chuva caída nesta quarta feira reanima a esperança do sertanejo.
Blog Foco Sertanejo

O rebanho brasileiro de caprinos e ovinos volta a crescer

caprinos crescimentoSegundo dados do IBGE, o rebanho nacional de caprinos em 2014 alcançou 8.851.879 cabeças, sendo 8.109.672 cabeças na Região Nordeste (91,6%), enquanto o rebanho ovino registrou em 2014 o número de 17.614.454 cabeças no País, das quais 10.126.799 estão no Nordeste (57,5%) e 5.166.225 na Região Sul (29,3%). O país concentra hoje o 22º rebanho mundial de caprinos e o 18º maior rebanho de ovinos no planeta.
Em termos de tendência nota-se uma diminuição do rebanho de caprinos no período de 2005 a 2014: analisando-se os últimos dez anos, percebe-se que o rebanho reduziu em aproximadamente 14%. Entretanto, a partir de 2012 o rebanho caprino vem mostrando uma recuperação de 2,4% no efetivo.

Já o rebanho ovino, apesar de ter também sofrido redução entre 2011 e 2012, apresenta uma tendência de crescimento do efetivo nos últimos dez anos. Para os pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos, a menor concentração regional dos animais e a crescente demanda por produtos da ovinocultura nos últimos anos, possivelmente são algumas das razões que dão suporte ao crescimento do rebanho no país.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

MP evita execução de dívida rural
Resultado de imagem para DIVIDA RURAL
O governo federal vai publicar hoje a medida provisória que prorroga para 31 de dezembro de 2016 o prazo para iniciar as execuções das dívidas dos produtores rurais. A informação foi dada ontem à noite pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo de Oliveira, ao ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. A MP vai beneficiar os produtores que têm financiamentos com prazo de renegociação para vencer hoje. Com o adiamento, haverá tempo para se articular uma solução definitiva e evitar as execuções. A medida provisória vai estabelecer que os agricultores com financiamento regulados pela lei 12.884 terão o prazo para execução prorrogados o fim do próximo ano. Essa lei é que trata da renegociação e liquidação do crédito rural.

“A medida provisória ainda não é a ideal, uma vez que tentávamos uma solução definitiva. Mas, em função da mudança de ministro da Fazenda e, neste período do ano, não foi possível. Mesmo assim, a prorrogação do prazo de execução já é importantíssima para os produtores, que estavam tão apreensivos com o risco de terem os bens, patrimônio e terras executados a partir de janeiro. Esse risco não existe mais e agora temos um ano para a buscarmos a solução. Por isso, agradecemos ao ministro da Fazenda, à presidente e destacamos o empenho do secretário executivo”, disse Henrique Alves.

Tribuna do Norte

Cresce em 27,5% o total de incêndios florestais no País em 2015




O número de incêndios florestais no Brasil registrou uma alta de 27,5% em 2015. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Entre os principais fatores estão o tempo seco, a falta de fiscalização e o aumento do desmatamento.
Em 2015, foram detectados 235 mil pontos de calor por meio de satélites. Em 2014, foram 184 mil pontos encontrados. É o segundo pior ano de toda a série histórica, que começou em 1999.
O campeão de queimadas é o Pará, na região amazônica. A expectativa é a de que em 2016, o número de queimadas diminua. O motivo é que muitas matas foram completamente devastadas e, quando isso acontece, no ano seguinte, a tendência é de queda nos índices.
Veja abaixo o ranking com os focos de queimadas em todo o Brasil em 2015:
Pará — 44.794
Mato Grosso — 32.984
Maranhão — 30.066
Bahia — 18.373
Tocantins — 17.367
Amazonas — 15.137
Piauí — 14.712
Rondônia — 14.373
Minas Gerais — 10.593
Goiás — 6.849
Acre — 5.493
Mato Grosso do Sul — 5.304
Ceará — 3.419
Amapá — 2.643
Paraná — 2.185
Roraima — 2.056
São Paulo — 1.984
Rio Grande do Sul — 1.450
Pernambuco — 1.082
Espírito Santo — 1.026
Santa Catarina — 923
Rio de Janeiro — 664
Alagoas — 590
Paraíba — 586
Rio Grande do Norte — 439
Sergipe — 299
Distrito Federal — 172

 Nova redução da vazão de reservatórios do São Francisco será decidida hoje


Uma reunião hoje (5) na sede da Agência Nacional de Águas (ANA) vai definir se será implementada mais uma redução da vazão dos reservatórios das hidrelétricas de Sobradinho (BA) e Xingó (AL), no Rio São Francisco. A
ANA já autorizou a redução da descarga mínima dos dois reservatórios, de 1.300 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 800 m³/s, em uma resolução publicada no fim de dezembro. No entanto, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pediu que a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que opera as usinas, elabore um plano de contingência antes de colocar em prática a medida.
No encontro de hoje, o plano será apresentado para que seja definida a nova redução da vazão, que deverá ser implementada em etapas. Participarão do encontro representantes da ANA, do Ibama, da Chesf e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), além de prefeituras dos municípios afetados e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
O volume de água que sai do reservatório de Sobradinho em direção à foz do Rio São Francisco vem sendo modificado nos últimos anos por causa da falta de chuva na região. A vazão mínima do reservatório é de 1.300 m³/s, mas já foi reduzida, a pedido do ONS, para 1.100 m³/s, depois para 1.000 m³/s e, em junho, para 900 m³/s, que é o volume praticado atualmente.

Avançam os testes para criação da semente de algodão resistente à seca


algodão resiste à secaA obtenção de plantas geneticamente modificadas (GM) de algodão com maior capacidade de tolerar os longos períodos de veranico e seca a que são submetidas na principal região produtora do Brasil, o Cerrado, é decorrente de uma cooperação internacional iniciada em 2009 entre a Embrapa e o Japan International Research Center for Agricultural Sciences (Jircas), órgão vinculado ao governo japonês. Consistiu na introdução de um gene denominado DREB (dehidration responsive element bending) em plantas de algodão.
As plantas foram submetidas à retenção de água nas casas de vegetação da Embrapa Arroz e Feijão e mostraram maior desenvolvimento de parte aérea e raiz, assim como aumento de 26% na retenção das estruturas reprodutivas (botões florais, flores e frutos) em relação às plantas não transgênicas sujeitas às mesmas condições de estresse hídrico. O próximo passo é solicitar à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) autorização para testá-las no campo, o que deverá ser feito na Embrapa Cerrados.

“Trata-se de um resultado muito positivo e promissor para o agronegócio brasileiro”, comemoram a pesquisadora Maria Eugênia de Sá e a estudante de pós-doutorado Magda Beneventi, que conduziram os estudos na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sob coordenação da pesquisadora Fátima Grossi. Na Embrapa Algodão, as pesquisas foram realizadas pelo pesquisador Giovani Brito. As plantas de algodão tolerantes à seca podem ajudar os cotonicultores brasileiros a enfrentar uma das piores ameaças ao setor hoje no País: a alta ocorrência de veranicos do bioma Cerrado, marcados por longos e fortes períodos de seca.
EMBRAPA

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Produtividade agropecuária cresce 4% ao ano desde 2000

Plantio direto na palha é uma das tecnologias adotadas que incrementaram a produtividade nas lavouras
O crescimento da agropecuária brasileira, nos últimos cinco anos (2000 a 2014), foi impulsionado principalmente pela produtividade, que cresceu à taxa de 4% ao ano. As inovações decorrentes da pesquisa e a adoção de novas tecnologias agrícolas foram os fatores que contribuíram para o resultado que colocou o país em posição de destaque diante de competidores no mercado internacional de alimentos e fibras. 
 
As informações constam do estudo elaborado pelo Departamento de Estudos Econômicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e do Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (ERS/USDA), no período de 1975 a 2014.
 
O crescimento da produtividade agropecuária brasileira, segundo o estudo, é superior à média mundial, que tem crescido 1,84% ao ano, analisa o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques. Já entre 1975 e 1998, a produtividade brasileira crescia à taxa de 2,88% ao ano. A taxa anual de crescimento compreendido de 1975 a 2014 foi de 3,53%.
 
Um fluxo relativamente contínuo de recursos para a pesquisa, realizada no país principalmente pela Embrapa, foi essencial para a descoberta de novas tecnologias. “O efeito acumulado disso provocou um aumento significativo sobre a produtividade total dos fatores”, assinala Gasques.
 
Entre as tecnologias que viabilizaram o aumento da produtividade da agricultura brasileira, o coordenador-geral de Estudos e Análises cita a viabilização da segunda safra de verão, conhecida também como safrinha; a resistência genética às principais doenças além de práticas sustentáveis como o plantio direto na palha.
 
Plantio direto na palha                                                                         Foto: Embrapa Solos
 
Segundo Gasques, a pesquisa considerou itens que contribuíram para o crescimento da agropecuária brasileira, entre eles, estão mudanças na política agrícola e a estabilização econômica; gastos com pesquisa e a descoberta de novas tecnologias; crescimento do mercado interno e a demanda internacional; e finalmente, os preços dos insumos.
 
Ao longo do período analisado, constatou-se acentuada mudança na composição da produção agropecuária. Diversos produtos como café, arroz, milho, carne bovina e suína, perderam participação no valor total da produção. Outros ganharam participação como frutas, cana-de-açúcar, soja, leite, ovos, carne de frango e laranja. Essa mudança trouxe aumento do valor agregado com a maior incorporação de tecnologia. Mesmo produtos considerados tradicionais, como soja e milho, quanto ao sistema de produção passaram a incorporar novo conteúdo tecnológico. 
 
Outra mudança importante ocorrida no período da análise e que tem forte repercussão sobre a produtividade é o deslocamento espacial das atividades agrícolas. De acordo com o Gasques, os grandes municípios produtores de grãos deslocaram-se do Sul e Sudeste para regiões como o Centro-Oeste, parte do Norte e Nordeste, onde há possibilidade de cultivos em amplas áreas.

A história da raça bovina mais rústica do rebanho brasileiro

bovino nova genética 1A raça Curraleiro Pé-Duro foi formada no Brasil de animais vindos da Europa e chegou ao País pelas mãos dos portugueses, no período colonial. Os animais ganharam espaço, primeiramente, em fazendas dos estados da Bahia e Pernambuco. Depois, a raça foi levada para o Piauí, Maranhão, Minas Gerais e aos estados do Centro-Oeste. O Rio São Francisco teve importante papel na disseminação da raça.
Os exemplares que descenderam dos primeiros curraleiros pé-duro vindos de Portugal, segundo os historiadores, conseguiram se adaptar bem às condições ambientais adversas, principalmente do Nordeste. Eles suportaram longos períodos de seca, intenso calor e ataques de parasitas e insetos. Como resultado, a raça se consagrou como rústica e de fácil adaptação.
Hoje, o rebanho de curraleiro pé-duro no Brasil chega a quase cinco mil exemplares espalhados pelos estados do Piauí, Maranhão, Goiás, Ceará e Paraíba. O maior rebanho está concentrado no Piauí, com 3.500 exemplares, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Curraleiro Pé-Duro, com sede em Teresina.

A Embrapa mantém há 40 anos um núcleo de preservação da raça Curraleiro Pé-Duro numa fazenda experimental no Município de São João do Piauí, no sudeste do Estado. O plantel atual chega a 350 exemplares e é a base dos trabalhos de cruzamentos que são conduzidos desde 2008.