sexta-feira, 6 de agosto de 2021

 

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Ação fiscaliza voos contra Peste Suína Africana

Com caso da doenças nas Américas o Brasil reforçou medidas para evitar a entrada
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O Brasil implementou algumas ações para evitar que a Peste Suína Africana (PSA), detectada recentemente na República Dominicana, não chegue aos suínos brasileiros. Estão reforças as medidas de biosseguridade com o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos do Ministério da Agricultura e o controle de quem ingressa no país tendo como origem aquela região.

Desde a última sexta-feira, (30), os auditores fiscais agropecuários federais do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO) passaram a inspecionar toda a bagagem dos passageiros que desembarcam em Porto Alegre (RS) nos três voos semanais da Copa Airlines provenientes do Panamá. 

“Os aeroportos com voos procedentes do Panamá receberam instruções para inspecionar 100% das bagagens, mas há uma necessidade de adoção de força tarefa nestes aeroportos por conta do déficit de pessoal”, afirma Consuelo Paixão Cortes, chefe da Unidade Descentralizada de Vigilância Agropecuária Internacional de Porto Alegre, localizada no Aeroporto Salgado Filho. Segundo Consuelo, foram apreendidas amostras de grãos e carne suína no aeroporto da Capital desde o início da operação.

Atualmente apenas sete auditores trabalham na unidade do aeroporto, em Porto Alegre, sendo que cada voo é inspecionado por três servidores. O número reduzido faz com que a média na liberação das bagagens chegue a 1h30min. “A falta de pessoal na fiscalização evidencia a necessidade urgente de concurso para auditores fiscais federais agropecuários, carência que não é exclusiva da área de vigilância”, alerta Soraya Elias Marredo, delegada do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Rio Grande do Sul.

A doença é altamente contagiosa, que não acomete o homem, afetando exclusivamente os porcos domésticos e os suídeos asselvajados, como javalis e javaporcos. É uma doença de notificação obrigatória aos órgãos de defesa sanitária animal. Por não haver vacina ou tratamento, sua introdução nos rebanhos suínos pode levar a significativos prejuízos socioeconômicos. A peste suína africana tem um período de incubação de quatro a 19 dias, caracterizando-se, principalmente, por sua forma hemorrágica. As manifestações clínicas podem variar entre morte súbita, febre alta, perda de apetite, letargia, hemorragias na pele e em órgãos internos, depressão, sinais respiratórios e aborto.

O rebanho suíno brasileiro concentra 4,8 milhões de matrizes, 1.9 milhão matrizes alojadas, 4,436 milhões de toneladas produzidas (4º lugar mundial) e 1,024 milhão de toneladas exportadas (4º lugar mundial). Em 2019, data do último levantamento do IBGE, foram contabilizados 40,6 milhões de suínos no Brasil, sendo a grande maioria na Região Sul. 

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