sexta-feira, 24 de setembro de 2021

 

Ração produzida no Brasil ganha mercado internacional

 

Este ano, os produtores brasileiros já conseguiram exportar mais de 92 mil toneladas de ração animal. O resultado foi uma rentabilidade de US$ 39,28 milhões. Os principais compradores foram os países do Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos foram os responsáveis por 93% das importações das rações brasileiras, gerando uma receita de US$ 25 mil. Os dados são da ComexStat.

As rações exportadas foram para atender o mercado de aves, bovinos, cães e gatos, equinos, peixes e outros. O mercado está em expansão e tende a crescer nos próximos anos. Para exportar para a maioria dos países árabes muçulmanos é necessário que a empresa tenha a certificação halal, comprovando que o produto e o processo de produção foram produzidos de acordo com as normas da jurisprudência islâmica.

Essa certificação nada mais é do que o atestado de que as rações são halal (que em árabe quer dizer permitido). “Para que o muçulmano possa consumir proteínas animais, não somente o produto deve ser certificado, mas como todo o processo produtivo, inclusive a nutrição, atestando boas práticas de fabricação, segurança e de qualidade “, comenta o gerente de Relações Internacionais da Cdial Halal, Omar Chahine.

Atualmente, são 1.8 bilhão de muçulmanos no mundo e a previsão é chegar a 3 bilhões até 2030.

 

Governo suspende PIS/Cofins na importação de milho para desonerar custo do grão no mercado interno

Com isso, os custos dos criadores de animais devem ter redução. A medida vale até 31 de dezembro deste ano

O Governo Federal suspendeu a cobrança de PIS e Cofins na importação de milho até 31 de dezembro deste ano. O objetivo é desonerar o custo de aquisição externa com foco no aumento da oferta interna buscando reduzir a pressão de preços e os custos dos criadores de animais, já que o grão é importante insumo na alimentação de bovinos, suínos e aves. 

A medida consta na Medida Provisória Nº 1.071, publicada nesta quinta-feira (23) e foi proposta pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em razão da quebra na produção de milho por causa da seca, e do cenário de aperto no abastecimento, o que provocou alta no preço do milho para os criadores de animais.

Segundo a MP, ficam reduzidas a zero, até 31 de dezembro de 2021, as alíquotas de contribuição incidentes na importação do milho. A Medida Provisória entra em vigor no quinto dia útil após a data de sua publicação.

A suspensão permitirá a compra de milho de outros mercados fora do Mercosul de maneira competitiva, melhorando o abastecimento interno e evitando reajuste nos preços das carnes para o consumidor. A expectativa é que a retirada da cobrança da tarifa represente redução de 9,25% no custo de importação ou R$ 9 por saca.

De acordo com o levantamento mais recente da Conab (setembro), a produção nacional de milho safra 2020/2021 deve chegar a 85,7 milhões de toneladas, uma redução de 16,4% em comparação ao ciclo anterior (102,5 milhões de toneladas), impactada por problemas climáticos.

Outra medida tomada, recentemente, pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), foi a retirada do imposto de importação (8%), a Tarifa Externa Comum (TEC), do milho até o fim deste ano, e a facilitação para as compras de milho geneticamente modificado cultivado nos Estados Unidos. Ambas normativas foram propostas pelo Ministério da Agricultura.

Milho balcão

O Governo Federal também autorizou leilões públicos de compra ou de remoção de estoque de milho realizados pela Conab de forma a garantir a regularidade do abastecimento do cereal, beneficiando pequenos criadores de animais, inclusive aquicultores.

A previsão é adquirir até 110 mil toneladas para atender o Programa de Venda em Balcão (ProVB) até o final do ano. Os leilões deverão ter início este mês.

Com a publicação da Medida Provisória 1.064, em 17 de agosto deste ano, foi definida a compra, anual, de até 200 mil toneladas de milho, em condições de mercado, para atendimento ao Programa, por meio da Política de Formação de Estoques Públicos. O anúncio foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro e pela ministra Tereza Cristina.

 

Executivo e Legislativo se unem em busca da Regularização fundiária urbana de Fernando Pedroza.


Os Poderes Executivo e Legislativo de Fernando Pedroza estão unindo forças em busca da Regularização Fundiaria do município. O Presidente da Camara Municipal de Fernando Pedroza, Kleverlan Félix (PT) esteve nesta quarta-feira (22) participando de uma importante reunião no Gabinete Civil com a Prefeita Sandra Jaqueline (MDB) e o assessor do Departamento de Regularização Fundiária do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o Sr. Gildo Bezerra. O assunto em pauta tratou sobre o Convênio 004/2018 que versa sobre o benefício para o Bairro Miguel Trindade no Conjunto Alto de Santa Luzia. O programa da Companhia Estadual de Habitação Desenvolvimento Urbano - CEHAB tem por finalidade desburocratizar o processo de escrituração e regularizar imóveis, facilitando a titularização, principalmente para pessoas carentes, que deixarão de pagar o registro e impostos.

No total, 59 famílias serão beneficiadas com escrituras públicas de suas residências totalmente gratuitas através de uma parceria firmada entre a Prefeitura Municipal e o Governo do RN por meio da CEHAB.

As escrituras já estão sendo averbadas em cartório, aguardando apenas a elaboração dos títulos e definição de data que em breve será divulgada para a entrega dos referidos documentos aos seus beneficiários.

O Presidente do Legislativo destacou esta importante ação entre a Gestão da Prefeita Sandra e o Governo do Estado: “Essa ação é uma questão de cidadania e dignidade para o nosso povo Pedrozense. A entrega desses documentos tão sonhado é de grande importância para o município e para as famílias beneficiadas, pois terão seus imóveis devidamente regularizados e sem custo financeiro nenhum”, frisou Kleverlan Félix.

 

Governo zera tributos para importação de milho

Medida vale até 31 de dezembro
Por:

O presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP) que zera, até 31 de dezembro, os tributos sobre a importação do milho. O texto foi publicado nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União . 

A medida é necessária para aumentar a importação do grão devido à escassez no mercado interno. Essa é mais uma das medidas tributárias do governo para ajudar a indústria a lidar com os altos custos do milho no Brasil. Em abril, o governo brasileiro já havia suspendido uma alíquota do imposto de importação aplicada às compras de milho, soja, óleo e farelo da oleaginosa vindos de países de fora do Mercosul.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a operação beneficia a toda a cadeia produtiva da avicultura e da suinocultura, mas é especialmente relevante às empresas que não operam no mercado internacional de proteína animal, que não têm acesso ao sistema Drawback. Em nota oficial a Associação salientou que, a medida, alcançada graças à liderança e o empenho da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com apoio de Senadores e Deputados que acompanham a avicultura e a suinocultura, deverá contribuir na contenção das sequentes altas históricas do milho, que tem gerado forte elevação nos custos totais de produção, com consequente elevação de preços para o consumidor brasileiro e perda de competitividade no mercado internacional para os setores de proteína animal.

Atualmente o milho representa 70% dos custos de produção. A expectativa do governo é que a medida também impacte na diminuição de preços dos alimentos ao consumidor.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

 

Deputada denuncia falta de alimentação nos hospitais por descaso da Sesap com terceirizados

 

A greve dos funcionários terceirizados da empresa JMT, prestam serviço aos hospitais estaduais, especialmente o Walfregdo Gurgel, pautou o pronunciamento da deputada estadual Cristiane Dantas, no plenário da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (22). 

A deputada disse que, por causa da greve que já tem uma semana, os pacientes; acompanhantes e os próprios funcionários dos hospitais estão sem alimentação. "Esse é um problema muito grave. Os funcionários terceirizados estão reivindicando seus direitos pelos serviços prestados e Sesap precisa regularizar essa situação", frisou a deputada. 

E continuou: "Os servidores estão com salários atrasados desde agosto e sem auxílio transporte, funcionários da empresa JMT. Atualmente as equipes da empresa encontram-se reduzidas com apenas 30% dos funcionários trabalhando e, por este motivo, acompanhantes de pacientes e servidores do Hospital Walfredo Gurgel, por exemplo, estão sem alimentação.

Cristiane acrescentou que, além da JMT, trabalhadores da SAFE também estão com atividades paralisadas por falta de pagamento. "Na SAFE, empresa responsável pela limpeza e maqueiros dos hospitais, muitos trabalhadores estão com quatro férias atrasadas, além de vale transporte e salários atrasados, trabalhando em péssimas condições, sem data certa para receber seus proventos, sendo castigados pela empresa e pela Secretaria de Saúde do RN", denunciou.

Diante dessa situação, a parlamentar finalizou cobrando a regularização dos pagamentos dos terceirizados. "É desumano para trabalhadores, pacientes e acompanhantes ficarem sem alimentação numa área tão essencial quanto a saúde. A SESAP precisa regularizar essa situação urgentemente".

 

Uma nova semente de trigo mais precocidade e com alto rendimento

 

É a BRS Jacana, lançada semana passada pela Embrapa Soja e a Fundação meridional. A cultivar BRS Jacana é um trigo da classe Pão, com grãos duros, indicados tradicionalmente para o fabrico de pão francês. De acordo com os pesquisadores Manoel Bassoi e Salvador Foloni, da Embrapa Soja, o BRS Jacana é uma opção rentável de trigo pão, tanto para o produtor, quanto para a indústria, pela precocidade, alto rendimento de grãos, estabilidade de produção, aliados à qualidade tecnológica. O BRS Jacana é indicado para as regiões: 1, 2 e 3 do Paraná; 1 e 2 de Santa Catarina; e 2 de São Paulo.

Bassoi, que avaliou o potencial de rendimento médio dos grãos em ensaios, nos três estados, mostra que as produtividades, no Paraná, foram de 4.315 kg ha-1, 4.898 kg ha-1 e 3.962 kg ha-1, nas Regiões 1, 2 e 3, respectivamente. Em Santa Catarina, foram de 5.514 kg   ha-1 e 4.457 kg ha-1, nas Regiões 1 e 2, respectivamente. Na Região 2 de São Paulo foi de 5.355 kg ha-1.

Com relação a doenças, o BRS Jacana é moderadamente resistente à ferrugem da folha e às manchas foliares. O BRS Jacana tem ciclo precoce, de 59 dias de espigamento e 95 dias de maturação. É moderadamente suscetível à germinação pré-colheita e moderadamente resistente ao acamamento.

“O BRS Jacana entra no mercado revigorando as opções de cultivo do produtor que busca um trigo precoce. É uma cultivar que combina excelência no potencial produtivo, ampla adaptabilidade e o produtor já pode garantir sua semente para a próxima safra”, destaca a chefe de Transferência de Tecnologias da Embrapa Soja, Carina Rufino.

Para Ralf Udo Dengler, gerente executivo da Fundação Meridional, o lançamento do BRS Jacana traz mais uma grande opção ao produtor de trigo, com conceito TOP 5000 de rendimento. “Em todas as regiões de recomendação, seu elevado potencial produtivo e sua ótima estabilidade, aliados às características ideais de qualidade tecnológica, trazem ao agricultor e à indústria, uma excelente opção de trigo pão”, destaca Dengler.

As sementes da BRS Jacana podem ser adquiridas com a Fundação Meridional. Acesse: www.fundacaomeridional.com.br. WhatsApp: (43) 9 9923-2603 – Alana

 

Evento on-line sobre as Mudanças Climáticas e o bioma Caatinga está com inscrições gratuitas abertas

Estão abertas as inscrições gratuitas para o VI Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido brasileiro, III Simpósio do Bioma Caatinga e VII Workshop de Sementes e Mudas da Caatinga. Nesta edição, os três eventos serão realizados de forma conjunta e totalmente on-line, nos dias 28 a 30 de Setembro de 2021.  A organização é da Embrapa e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental para o Semiárido, da Universidade de Pernambuco (UPE). 

Também está aberta a chamada para submissão de resumos, que segue até o dia 15 de Agosto. Os trabalhos científicos poderão ser selecionados para a publicação em um dos periódicos parceiros do evento. Os resumos aprovados terão os pôsteres expostos na plataforma digital do evento.

O evento reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir as inovações e os desafios da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável no Semiárido frente às alterações climáticas. Será uma continuação dos debates e discussões técnicas e científicas iniciadas nas edições anteriores, contribuindo para consolidar as redes de Pesquisa & Desenvolvimento voltadas para as temáticas.

Podem participar pesquisadores, profissionais das diversas áreas relacionadas aos temas, estudantes de graduação e pós-graduação, produtores rurais e todos os demais interessados. A realização se dará por meio de uma plataforma digital, por videoconferência e telepresença. 

De acordo com a presidente da Comissão Organizadora do evento, a pesquisadora da Embrapa Semiárido Francislene Angelotti, “o formato foi definido em razão das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, mas traz a grande vantagem de possibilitar o acesso a um maior número de participantes e de diversas localidades do país, enriquecendo ainda mais as discussões”. 

A programação conta com duas palestras em cada uma das três manhãs, além das sessões de apresentação de trabalhos. No período da tarde, são realizados três workshops simultâneos em cada dia, que os participantes poderão optar conforme a área de interesse.  

A abertura do evento conta com palestras sobre segurança hídrica, alimentar e energética, com a experiência do Observatório Nacional da Dinâmica da Água e Carbono no Bioma Caatinga, e sobre o Sistema SmartCampo como ferramenta de inovação no monitoramento do risco climático, proferidas, respectivamente, pelos professores Rômulo Menezes, da UFRPE, e Clyde Fraisse, da Universidade da Flórida (EUA).

A programação completa e outras informações sobre o evento estão disponíveis em: www.smud-sibic-wsmc.com.br, onde também são realizadas as inscrições e a submissão de trabalhos.

 

Serviço:

O que: VI Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido brasileiro, III Simpósio do Bioma Caatinga e VII Workshop de Sementes e Mudas da Caatinga

Quando: 28 a 30 de Setembro de 2021

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

 

O uso de energia solar na pequena propriedade rural só oferece benefícios

Energia solar é a designação dada a qualquer tipo de captação de energia luminosa e energia térmica proveniente do sol e sua posterior transformação em alguma forma utilizável pelo homem, seja diretamente para aquecimento de água ou ainda como energia elétrica ou mecânica. Já foi desenvolvido um kit básico e de fácil aquisição que permite essa transformação.

A Engenheira Agrônoma Darcy de Andrade Regis da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) informa que, na Bahia, o uso da energia solar já foi comprovado e é utilizado neste estado para diferentes fins como aquecimento de água para cozinhas e chuveiros, secador rural de café, cacau, mandioca, abacaxi e banana, sistemas de bombeamento para irrigação, para piscicultura, para consumo comunitário, cercas eletrificadas para contenção de amimais (caprinos, ovinos, bovinos), eletrificação em escolas, aldeias indígenas, em creches e em casas de farinha.

“A energia solar não traz qualquer tipo de prejuízo para o produtor ou mesmo para o residente urbano que queira utilizá-lo. É só uma questão de saber utilizá-la e, para isso, deve-se procurar um técnico que tenha conhecimento para providenciar a adequação ao que se quer usar” afirma o técnico da EBDA e engenheiro agrônomo José Eduardo Colonnezi.

Abundante e permanente, renovável a cada dia, a energia solar não polui e nem prejudica o ambiente, apresentando-se como uma das alternativas energéticas mais promissoras para enfrentarmos os desafios do novo milênio. É uma boa solução para áreas afastadas e ainda não eletrificadas, especialmente num país como o Brasil onde se encontram bons índices de insolação em qualquer parte do território.

 

Um dia para lembrar a conservação da natureza

 

Ontem dia 21 de setembro, foi o dia escolhido para homenagear a Árvore, um importante e imprescindível componente para a manutenção na vida da terra. As árvores desempenham um papel essencial na conservação de ecossistemas, biomas e no abrigo de toda a nossa biodiversidade. São responsáveis por proteger os solos e nascentes da luz solar, realizar a manutenção do ar e da umidade, além de servirem como fonte de alimento e abrigo para diversas espécies de animais.

Por isso mesmo, precisamos, mais uma vez, alertar a humanidade para planejar e controlar a  exploração da natureza, visando desmatamentos e queimadas que impactam o equilíbrio do ecossistema, levando muitos animais à extinção e uma série de problemas ambientais.

Muitas empresas e pessoas para ajudar no reflorestamento de áreas impactadas, acabam realizando a compensação ambiental, mas nem sempre utilizando métodos corretos, devido à falta de conhecimento da necessidade de plantio de árvores nativas nessas áreas. O correto é estudar o solo em que a árvore vai ser plantada, a região, como o solo está, analisar a espécie da árvore para saber se ela é nativa do Brasil e da região em que vai ser plantada para que, assim, comece o processo de plantio.

Muitos optam, por exemplo, pelo plantio do eucalipto, mas sem estudo e com plantio inadequado e por não ser nativa do Brasil, acaba trazendo diversos problemas para a fauna e para a flora local. O eucalipto é uma árvore que exige muita água do solo, drenando os lençóis freáticos, levando locais ao racionamento, torneiras secas e até a crise hídrica, causando um desequilíbrio natural da biodiversidade. Daí a importância de ter especialistas para ajudar no processo de reflorestamento.

 

Segurança alimentar

Mapa cria Grupo de Trabalho para discutir combate ao desperdício de alimentos

O tema será tratado na Cúpula dos Sistemas Alimentares, da ONU, que ocorrerá no dia 23 deste mês

Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (21) a Resolução CDSA/Mapa nº 1/2021, que cria o Grupo de Trabalho de Enfrentamento a Perdas e Desperdício de Alimentos no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio - CDSA.

O tema será debatido na Cúpula dos Sistemas Alimentares, a ser realizada no dia 23 de setembro, em Nova York (Estados Unidos),  pela Organização das Nações Unidas (ONU). Como forma de  garantir a segurança alimentar e nutricional mundial de forma sustentável, o Brasil liderou as discussões que resultarão numa proposta unificada de países da América do Sul bem como da América Central e Caribe a ser apresentada na cúpula.

O Grupo de Trabalho é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ainda reúne representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A duração das atividades é de 180 dias, podendo ser prorrogadas uma vez por igual período. 

A primeira reunião está prevista para o mês de outubro de forma a iniciar a proposição de um plano de ação nacional convergente com os compromissos internacionais do Brasil para a redução de perdas e desperdício de alimentos.

O grupo também desenvolverá estratégias, alinhadas à economia circular, para o aproveitamento integral dos alimentos e fortalecimento das ações de redistribuição para redução do desperdício, por meio de recomendações de ajustes regulatórios, estímulo e aprimoramento de programas sociais.

Em evento em junho deste ano, a ministra Tereza Cristina já havia ressaltado a importância do debate sobre o tema. “Há muito tempo deveríamos estrar tratando deste tema de maneira mais objetiva ao conectar o desperdício com o mapa da fome. A gente poderia fazer uma adaptação, sem precarizar nada, para rever nossa legislação numa série de fatores e gargalos para melhorar o prazo de validade dos alimentos. A pandemia nos trouxe este tema de forma muito perceptível, então temos que agir rapidamente”, declarou ao propor a criação do Grupo de Trabalho em evento do mercado de abastecimento.

A discussão permeia modelos já utilizados ao redor do mundo, de forma adequada e segura para o consumo. Países como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Alemanha, Canadá, França e Noruega adotam o conceito “Best before” (consumir preferencialmente antes de, em tradução livre). A partir desse conceito regulatório, os produtos, mesmo após o período indicado no rótulo, ainda podem ser consumidos, desde que armazenados adequadamente e com a embalagem fechada. Isso permite, inclusive, que os produtos sejam comercializados nos mercados a preços promocionais.

Nesses casos, há apenas a indicação de um período mínimo no qual são mantidos o sabor e valor nutricional dos produtos. No entanto, se esse prazo expirar, não significa necessariamente que o alimento não possa ser consumido, mas apenas que ele perdeu parte de suas características sensoriais de frescor. O modelo “Best before” pode ser aplicado a produtos que mantém sua estabilidade em temperatura ambiente. São exemplo os alimentos que possuam atividade de água baixa, passam por processo de esterilização ou que sejam embalados a vácuo como biscoitos, conservas, grãos e macarrão.  

Ao Grupo de Trabalho de Enfrentamento a Perdas e Desperdício de Alimentos compete:

I - promover o levantamento de ações, iniciativas e estratégias já existentes e classifica-las em função de sua relevância para o enfrentamento de perdas e desperdício de alimentos;

II – propor indicadores para o MAPA monitorar perdas e desperdício de alimentos, que deverão estar alinhados ao ODS 12.3 e relacionados às principais iniciativas vigentes e vindouras;

III – promover debates públicos sobre o tema perdas e desperdício de alimentos a fim de disseminar conceitos e ampliar a participação da sociedade no tema;

IV – prospectar e desenvolver estratégias dentro do conceito de economia circular para o aproveitamento de alimentos e redução do desperdício, por meio de recomendações de ajustes regulatórios, estímulo e aprimoramento de programas sociais;

V – propor plano de ação nacional convergente com os compromissos internacionais do Brasil para a redução de perdas e desperdício de alimentos;

VI – apresentar relatório mensal de atividades ao presidente da CDSA; e

VII – divulgar o resultado do trabalho, por meio de página eletrônica na rede mundial de computadores, durante toda a vigência dos trabalhos e com prévia autorização do presidente da CDSA.

 

Segurança alimentar

Mapa cria Grupo de Trabalho para discutir combate ao desperdício de alimentos

O tema será tratado na Cúpula dos Sistemas Alimentares, da ONU, que ocorrerá no dia 23 deste mês

Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (21) a Resolução CDSA/Mapa nº 1/2021, que cria o Grupo de Trabalho de Enfrentamento a Perdas e Desperdício de Alimentos no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio - CDSA.

O tema será debatido na Cúpula dos Sistemas Alimentares, a ser realizada no dia 23 de setembro, em Nova York (Estados Unidos),  pela Organização das Nações Unidas (ONU). Como forma de  garantir a segurança alimentar e nutricional mundial de forma sustentável, o Brasil liderou as discussões que resultarão numa proposta unificada de países da América do Sul bem como da América Central e Caribe a ser apresentada na cúpula.

O Grupo de Trabalho é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ainda reúne representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A duração das atividades é de 180 dias, podendo ser prorrogadas uma vez por igual período. 

A primeira reunião está prevista para o mês de outubro de forma a iniciar a proposição de um plano de ação nacional convergente com os compromissos internacionais do Brasil para a redução de perdas e desperdício de alimentos.

O grupo também desenvolverá estratégias, alinhadas à economia circular, para o aproveitamento integral dos alimentos e fortalecimento das ações de redistribuição para redução do desperdício, por meio de recomendações de ajustes regulatórios, estímulo e aprimoramento de programas sociais.

Em evento em junho deste ano, a ministra Tereza Cristina já havia ressaltado a importância do debate sobre o tema. “Há muito tempo deveríamos estrar tratando deste tema de maneira mais objetiva ao conectar o desperdício com o mapa da fome. A gente poderia fazer uma adaptação, sem precarizar nada, para rever nossa legislação numa série de fatores e gargalos para melhorar o prazo de validade dos alimentos. A pandemia nos trouxe este tema de forma muito perceptível, então temos que agir rapidamente”, declarou ao propor a criação do Grupo de Trabalho em evento do mercado de abastecimento.

A discussão permeia modelos já utilizados ao redor do mundo, de forma adequada e segura para o consumo. Países como Estados Unidos, Portugal, Reino Unido, Alemanha, Canadá, França e Noruega adotam o conceito “Best before” (consumir preferencialmente antes de, em tradução livre). A partir desse conceito regulatório, os produtos, mesmo após o período indicado no rótulo, ainda podem ser consumidos, desde que armazenados adequadamente e com a embalagem fechada. Isso permite, inclusive, que os produtos sejam comercializados nos mercados a preços promocionais.

Nesses casos, há apenas a indicação de um período mínimo no qual são mantidos o sabor e valor nutricional dos produtos. No entanto, se esse prazo expirar, não significa necessariamente que o alimento não possa ser consumido, mas apenas que ele perdeu parte de suas características sensoriais de frescor. O modelo “Best before” pode ser aplicado a produtos que mantém sua estabilidade em temperatura ambiente. São exemplo os alimentos que possuam atividade de água baixa, passam por processo de esterilização ou que sejam embalados a vácuo como biscoitos, conservas, grãos e macarrão.  

Ao Grupo de Trabalho de Enfrentamento a Perdas e Desperdício de Alimentos compete:

I - promover o levantamento de ações, iniciativas e estratégias já existentes e classifica-las em função de sua relevância para o enfrentamento de perdas e desperdício de alimentos;

II – propor indicadores para o MAPA monitorar perdas e desperdício de alimentos, que deverão estar alinhados ao ODS 12.3 e relacionados às principais iniciativas vigentes e vindouras;

III – promover debates públicos sobre o tema perdas e desperdício de alimentos a fim de disseminar conceitos e ampliar a participação da sociedade no tema;

IV – prospectar e desenvolver estratégias dentro do conceito de economia circular para o aproveitamento de alimentos e redução do desperdício, por meio de recomendações de ajustes regulatórios, estímulo e aprimoramento de programas sociais;

V – propor plano de ação nacional convergente com os compromissos internacionais do Brasil para a redução de perdas e desperdício de alimentos;

VI – apresentar relatório mensal de atividades ao presidente da CDSA; e

VII – divulgar o resultado do trabalho, por meio de página eletrônica na rede mundial de computadores, durante toda a vigência dos trabalhos e com prévia autorização do presidente da CDSA.

 

Saiba as orientações para plantio e manejo da soja

Produtores devem ficar atentos à época de plantio de cada cultivar
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No último dia 15 de setembro, encerrou-se o período de vazio sanitário da soja no Mato Grosso do Sul e já é permitido a semeadura da cultura em todo o território estadual. Para que o agricultor obtenha boas produtividades na safra 21/22, o pesquisador responsável pelo setor de Fitotecnia Soja da Fundação MS, Dr. André Bezerra, ressalta que há uma série de fatores que devem ser considerados antes e durante o plantio, para alcançar sucesso na implantação e desenvolvimento da lavoura. 

“Nesse primeiro momento, o produtor deve se assegurar, principalmente, de que as sementes adquiridas correspondem a cultivar adaptada à janela de semeadura e ambiente de produção em questão”, destacou o pesquisador. 

Ele lembrou ainda que o produtor necessita estar atento se dispõe de insumos de qualidade e máquinas revisadas e reguladas para a aplicação da quantidade correta. O próximo passo é garantir uma boa dessecação para semeadura no limpo. Durante a semeadura é importante verificar a correta distribuição das sementes e observar a emergência, ocorrência de pragas e doenças nos estágios iniciais. 

Os resultados dos estudos relacionados à cultura, que podem ser consultados no Portal do Associado, da Fundação MS, mostram que o setor está investindo cada vez mais em tecnologia para que haja maior desempenho no campo.

Esse comportamento é corroborado com os números apresentados nos últimos anos. O mercado tem visto um crescimento no volume de produção e na produtividade de grãos, superarem as estimativas. Na safra passada, segundo informações apresentadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) e Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a colheita no estado chegou a 13,3 milhões de toneladas, tendo um aumento de 17,8% em comparação com a safra 2019/2020, fechando em 62,8 sacas por hectare. Outro destaque fica por conta da área plantada, que teve aumento de 4% em relação ao período anterior, chegando a 3,5 milhões de hectares. 

Com expectativa ainda maior para a safra 21/22, Bezerra explica que a janela ideal de semeadura pode variar de acordo com a localidade da propriedade. Para áreas no Cone Sul, o melhor período para o plantio é no mês de outubro. Já em outras regiões de Mato Grosso do Sul, como ao norte, Bezerra destaca que é possível semear mais cedo. Em alguns municípios mais ao leste do estado, que possuem clima mais seco, a época ideal para plantio necessita de regularização das chuvas para que haja umidade no solo. “O entendimento sobre a melhor janela de cada região, onde estão reunidas as melhores condições climáticas, chuva, temperatura e fotoperíodo, maximiza o rendimento da cultura”, disse. 

O pesquisador também ressalta que pode haver variação da época de semeadura de acordo com a cultivar que o produtor escolheu. Se a opção foi por uma semente adaptada para a semeadura no final de setembro, esta possui ajuste populacional ideal para esse período. Com a mudança de janela, é preciso verificar qual se adapta melhor para o momento. O produtor também terá que fazer ajustes de cultivares em função da fertilização. “Sempre deverá observar os fatores do ambiente de produção, época e cultivar que ele está trabalhando. Se adquirir sementes de uma cultivar adaptada ao planto no final de outubro, por exemplo, e plantar no início, esta pode não expressar o máximo potencial”.

O pesquisador também alerta para a inspeção das máquinas que serão utilizadas na semeadura. A regulagem dos equipamentos precisa atender o planejamento do produtor e ao entrar em cada área é preciso conferir se todos os elementos estão de acordo. As regulagens variam conforme as características físicas dos insumos. Para sementes com tamanho e formato diferentes, o mesmo disco pode não servir para atender as duas igualmente.

Outro ponto importante para melhorar a qualidade da semeadura é a velocidade da máquina no campo. Segundo Bezerra, o recomendado, atualmente, é que o trator trafegue a 5 km/h. “Assim ele terá tempo de fazer todo o processo, que é cortar palha, abrir sulco, depositar o adubo, abrir o sulco da semente, depositar a semente e fechar o sulco, garantindo boa distribuição longitudinal da semente e profundidade adequada”, explica.

Após o plantio, o monitoramento do desenvolvimento da cultura nos primeiros dias é fundamental. É importante ficar atento durante todo o ciclo para ocorrência de pragas e doenças. O acompanhamento permite o controle ainda no início dos danos, minimizando as perdas de produtividade. O pesquisador da Fundação MS reforça que o avanço das tecnologias embarcadas nas sementes, como as biotecnologias, está tendo resultados significativos. “Vemos que não há uma pressão forte de lagartas, mas para os percevejos, percebemos a necessidade de monitorar a lavoura durante todo o ciclo. A mosca branca também tem sido um problema, tem aumentado, então precisa de uma atenção especial para essa praga”.