quinta-feira, 30 de junho de 2022

 

FUNASA inaugura novo auditório e entrega benefícios a 129 municípios do RN

 

                                                         

Por ocasião da inauguração do novo auditório de sua sede em Natal, a Superintendência Estadual da Fundação Nacional de Saúde no Rio Grande do Norte promoverá uma agenda de entregas em favor dos municípios potiguares.

Ao todo, serão 1663 entregas, beneficiando 129 municípios norte-rio-grandenses, com investimento de mais de 133 milhões de reais.

Além do certificado de conclusão de 554 obras no valor de R$ 29 milhões, serão emitidas ordens de serviço para a construção de 973 poços artesianos e 181 dessalinizadores, com valor superior a 74 milhões de reais. Também serão entregues 27 planos municipais de saneamento e 63 projetos de engenharia, totalizando um valor de 22 milhões de reais.

Por fim, serão assinados convênios com 5 municípios, para a construção de sistemas de esgotamento sanitário e para a destinação correta de resíduos sólidos, no valor total de 8 milhões.

O evento ocorrerá às 16h da próxima sexta-feira, 01/07/2022, na sede estadual da FUNASA, na Av. Almirante Alexandrino de Alencar, 1402, no bairro Tirol da capital potiguar e já tem a presença confirmada de 72 prefeitos, além de vários deputados estaduais e dos federais João Maia, Carla Dickson e General Girão.

Por Aluizio Lacerda

 

A importância do processamento da mandioca para o mercado agrícola

 

Alimento energético, rico em carboidrato, a mandioca é um dos principais ícones da agricultura brasileira e está presente à mesa do norte ao sul. A farinha, principal derivada da mandioca, faz parte da alimentação diária das pessoas que moram nas regiões amazônica e no nordeste. Ela é usada principalmente como acompanhamento de arroz, feijão, batata, milho, peixe e carne.

A produção brasileira, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, foi de 22,6 milhões de toneladas de raízes. Desse total, apenas 0,5% são exportados. O estado do Pará, com 17,9% dessa produção, é o primeiro colocado. A mandioca do País é consumida em forma de farinha e de fécula.

Hoje, a fécula vem ganhando espaço no mercado alimentar, com produtos embutidos, como salsichas,, e também na indústria de embalagens e colas. A maior presença da fécula é também em produtos das áreas têxteis e farmacêuticas.

 

Brasil, a caminho da autossuficiência na produção de trigo

Os cientistas brasileiros estão buscando tropicalizar a cultura do trigo. Já ficou comprovado através de pesquisas da Embrapa, que o trigo, nas regiões de baixas latitudes e altitudes superiores e 600 metros do Cerrado brasileiro, é viável, desde que se lhe forneça a umidade que falta nessa região tropical durante o período mais adequado para o seu desenvolvimento; abril a junho. Contudo, para que haja viabilidade econômica, é imprescindível respeitar o zoneamento de risco climático, as regiões de adaptação edafoclimática para indicação de cultivares (aptidão ecofisiológica) e o zoneamento de risco fitossanitário para a doença brusone.



Poderia parecer estranho para quem não conhece a realidade do Brasil, que um país predominantemente de clima tropical tenha se convertido em líder global na produção e nas exportações de soja, uma cultura que até a década de 1940 só era cultivada em regiões frias e com latitudes elevadas da China e dos Estados Unidos. Não se produzia soja em larga escala no Brasil. Em 1960, a produção brasileira de soja não passava de 200 mil toneladas; em 1970 já cultivava 1,3 milhões de hectares (Mha) e produzia 1,5 milhões de toneladas (Mt), em contraste com a área atual de 38,9 Mha (2020/21) e produção de 137,3 Mt (Conab 2021), a maior parte produzida em regiões tropicais do Centro oeste, Norte e Nordeste do País.

Mas o que aconteceu com a soja no Brasil, uma cultura predominantemente de clima temperado e subtropical, para, em poucas décadas, converter-se numa lavoura onde a maior parte da produção ocorre em áreas tropicais com baixas latitudes e com produtividades superiores às de regiões tradicionais de cultivo da Região Sul (RS, SC e PR), onde prevalece o clima subtropical?
Aconteceu o “milagre” da tropicalização da cultura, realizada por cientistas brasileiros por meio de alterações na genética da planta, o que permitiu seu desenvolvimento em regiões com baixas latitudes e, também, possibilitou antecipar a semeadura nas regiões tradicionais de cultivo (subtropicais e temperadas) em períodos de dias mais curtos, a exemplo do que ocorre hoje na Região Sul do Brasil.


Mas porque estamos comentando essa aventura com a cultura da soja, se nosso objetivo é falar de trigo? Porque os cientistas brasileiros estão buscando fazer o mesmo com a cultura do trigo; tropicalizá-lo. Já ficou comprovado através de pesquisas da Embrapa, que o trigo, nas regiões de baixas latitudes e altitudes superiores e 600 metros do Cerrado brasileiro, é viável, desde que se lhe forneça a umidade que falta nessa região tropical durante o período mais adequado para o seu desenvolvimento; abril a junho. Contudo, para que haja viabilidade econômica, é imprescindível respeitar o zoneamento de risco climático, as regiões de adaptação edafoclimática para indicação de cultivares (aptidão ecofisiológica) e o zoneamento de risco fitossanitário para a doença brusone. Alerta, também, quanto ao uso da água que é limitada e necessita de autorização oficial.

O Brasil produz apenas 7,9 Mt do total necessário para suprir suas necessidades de 12,7 Mt. Faltam 6,5 Mt para seu auto abastecimento e a região do Cerrado tem amplas possibilidades para suprir essa deficiência, embora áreas ociosas no inverno da região subtropical, também estão disponíveis para produção de mais trigo. A pesquisa do RS e SC já está explorando essa possibilidade.
O trigo é o principal alimento da maioria dos povos do planeta, não apenas para produzir o pão de todos os dias, mas, também, para suprir outras necessidades, como cultivo alternativo ao milho na alimentação de animais domésticos, assim como, também, pode constituir-se em importante matéria prima para a produção de etanol combustível e ração animal.
Considerando a real possibilidade de tropicalização da cultura do trigo, o Brasil tem enorme potencial de produção, não apenas para autoabastecer-se de pão e massas, como, também, para ser um grande exportador.

O Brasil sempre desejou ser autossuficiente na produção de trigo, mas o clima e as doenças o tem mantido distante da conquista de tal objetivo. A produção brasileira do cereal ainda se concentra na Região Sul (90% da área cultivada), mas o Bioma Cerrado sinaliza com potencial para assumir maior protagonismo no fornecimento do grão para o País. Em estudos conduzidos pela Embrapa nessa região, produtividades de 3.000 a 5.000 kg/ha têm sido recorrentes, desde que não lhe falte água e nem fertilizantes. Em Cristalina, GO, o produtor Bonatto alcançou a maior produtividade média mundial, com mais de 9.000 kg/ha em área irrigada, em 2021. Mas, atenção, porque o uso de água não é ilimitado e a disponibilidade de água pode ser um gargalo.

Além da água, os solos inférteis e ácidos do Cerrado brasileiro necessitam de muito fertilizante para desenvolver-se e produzir, o que poderá ser mais uma limitação se o conflito bélico entre Rússia e Ucrânia, importantes fornecedores dos fertilizantes utilizados na sua produção, persistir por muito tempo, restringindo a logística para o seu transporte impostas pela guerra.
Ao se concretizar a produção de trigo em larga escala no Cerrado brasileiro, igual aconteceu com a soja, o pão e o macarrão que os brasileiros comerão no futuro será muito mais brasileiro do que argentino, americano ou canadense. O que aconteceu com a cultura da soja, também poderá acontecer com a do trigo. Vamos torcer para que a ambição dos cientistas brasileiros de tropicalizá-lo, igual fizeram com a oleaginosa, se concretize e o Brasil não mais precise importar o cereal. Boa sorte para todos os brasileiros.


quarta-feira, 29 de junho de 2022

 

Governo Federal lança Plano Safra 2022/23 na quarta-feira (29)

O Governo Federal irá lançar, nesta quarta-feira (29), o Plano Safra 2022/23, que disponibilizará crédito rural para fomentar o desenvolvimento e apoiar a agropecuária nacional na próxima safra.

O evento será realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto, às 16h30. Estão previstas as presenças do Presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes; do ministro da Economia, Paulo Guedes; do presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro; e do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

O evento será transmitido, ao vivo, pela EBC e pelas redes sociais do Planalto.

Credenciamento de imprensa

O profissional de imprensa que não possuir a credencial permanente do Palácio do Planalto deve realizar o credenciamento diário por meio do link: https://www.gov.br/planalto/pt-br/credenciamento-de-imprensa/cobertura-diaria

Serviço

Lançamento do Plano Safra 2022/23
Data: 29 de junho de 2022, quarta-feira
Local: Salão Nobre do Palácio do Planalto
Horário: 16h30 (horário de Brasília)

 

Vaca ataca e mata idosa de 79 anos

Segundo informações de familiares, nesta segunda-feira (27), a idosa foi atacada ao tentar se aproximar de um filhote da vaca


Uma idosa de 79 morreu depois do ataque de uma vaca. O caso aconteceu nesta segunda-feira (27). Segundo informações de familiares, a idosa morreu ao tentar se aproximar de um filhote.

O animal reagiu de forma agressiva e atacou a mulher, que ficou gravemente ferida. 

A mulher foi encontrada inconsciente, por familiares, no quintal de casa, em São Gens, Fafe, em Portugal. Com ferimentos graves, ela foi levada para o Hospital de Guimarães. No entanto, não resistiu e morreu.


As informações são do Correio da Manhã.

Idoso também foi morto por vaca

vaca mata idoso


Um caso semelhante aconteceu na semana passada, quando um agricultor de 71 anos também foi morto por uma vaca. Ele também chegou a ser atendido, mas não resistiu.

A polícia disse que não há circunstâncias suspeitas em torno do incidente. Derek Roan foi atacado na Fazenda Barnbarroch, em Dalbeattie, na Escócia

“Estamos totalmente devastados e ainda em choque com o que aconteceu e levará algum tempo para aceitarmos não tê-lo por perto”, disse a família em comunicado divulgado na BBC.

A família de Roan trabalha há seis gerações com a produção de leite. Derek Roan era casado, tinha três filhos e seis netos.

 

Novidade na produção e criação de peixes no Brasil: uma vacina para melhoria na produção, rentabilidade e na segurança alimentar dos criatórios

   

A piscicultura tem ganhado espaço, profissionalização e rentabilidade no Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), hoje a atividade envolve mais de um milhão de produtores no país, gera cerca de um milhão de empregos diretos e outros dois milhões indiretos e, em 2021, a atividade movimentou R$ 8 bilhões. Ainda segundo a entidade, a tilápia é a espécie mais produzida no país: em 2021, a produção chegou a 534.005 toneladas, o que representou um aumento de 9,8% em relação ao ano anterior, colocando a tilápia como responsável por 63,5% da produção nacional de peixes de cultivo.

Diante desse cenário promissor, o desenvolvimento de novas tecnologias que auxiliem o produtor a melhorar a produtividade, reduzir custos de produção e aumentar a rentabilidade, aliados às práticas sustentáveis, é essencial para que o Brasil possa acompanhar a profissionalização que a piscicultura já conquistou em várias partes do mundo.

É com este intuito que a Hipra Aqua atua junto ao produtor. A empresa com 19 anos de mercado e pioneira global na prevenção e criação da imunidade na aquicultura, com a vacinação por imersão já consolidada no mercado do Mediterrâneo, que compreende a Turquia, Grécia, Chipre, França, Itália, chega ao Brasil com um pacote completo para vacinação de peixes nas modalidades por imersão e injetável.

A Hipra desenvolve uma vacina produzida a partir de microorganismos isolados e identificados de uma determinada propriedade onde estejam ocorrendo as enfermidades. “A Hipra realiza um trabalho customizado, já que desenvolve vacinas específicas para cada necessidade do produtor”, explica o gerente da Hipra Aqua para a América Latina, João Moutinho.

Isso permite um controle adequado de doenças, redução do uso de antibióticos, peixes mais fortes, além do aumento da sobrevida dos animais e redução do custo de produção, já que há necessidade de menor quantidade de ração para desenvolver os animais, assim como o aumento do valor agregado e bem-estar dos animais.

terça-feira, 28 de junho de 2022

 

Últimos dias para inscrição no curso técnico de agronegócio do Senar

   

Quem estiver Interessados em participar do curso tem até amanhã, 29 de junho, para tentar uma vaga. Curso é gratuito e é promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Pernambuco (Senar/PE). As inscrições podem ser feitas pelo site: https://senar-pe.com.br/. A formação técnica será ofertada nos Polos de Bezerros e Recife, na modalidade a distância e semipresencial: 80% da carga horária acontece a distância e 20% presencial nos polos e visitas técnicas.

Embora grande parte das aulas seja a distância, o candidato deve indicar o polo de ensino para participar das atividades práticas. A formação é focada na gestão da propriedade rural e no gerenciamento do processo produtivo. As vagas prioritárias são destinadas ao público do meio rural e é necessário que os candidatos tenham concluído o ensino médio. O curso é reconhecido pelo Ministério da Educação e o diploma é válido nacionalmente.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (81) 3312.8966 ou 99662.7451 com atendimento de segunda a sexta, das 8h às 18h (horário de Brasília).

 

Serviço:

Processo seletivo curso Técnico em Agronegócio

Data: Até 29 de junho

Link para acessar o edital e efetivar a inscrição: https://senar-pe.com.br/

Informações e dúvidas: 81 3312.8966 /99662.7451

 

Bolsonaro sanciona lei que prevê redução da conta de luz com créditos tributários

 

Foto: Shutterstock

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira, 27, em cerimônia reservada no Palácio do Planalto e fora da agenda oficial, um projeto de lei que prevê redução na conta de luz com a devolução de créditos tributários de PIS/Cofins cobrados dos consumidores de forma indevida. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essa compensação pode deixar a conta de luz até 5,2% mais barata.

“Além de fazer justiça a todos os brasileiros, nós trabalhamos para que a energia no Brasil possa ser mais barata para cada cidadão”, disse o autor da proposta, senador Fábio Garcia (União Brasil-MT), durante a solenidade. O projeto foi aprovado no Congresso em 7 de junho.

Essa medida de compensação já vem sendo adotada desde 2020 pela Aneel nos processos de reajustes tarifários, mas a avaliação é de que a aprovação de um projeto de lei dá mais segurança jurídica para a utilização dos recursos.

Os valores são referentes à cobrança de ICMS na base de cálculo de PIS/Cofins pagos a mais pelos brasileiros nas contas de luz nos últimos anos, reconhecida como indevida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Dos R$ 60 bilhões de créditos gerados com a decisão – referentes às ações judiciais movidas por distribuidoras – R$ 48,3 bilhões já estão habilitados pela Receita Federal, sendo que R$ 12,7 bilhões já foram revertidos.

Estadão

 

CI
 

Bahia espera colher 522,5 mil toneladas de algodão

A produtividade média no estado deve ficar em 275 arrobas por hectare (o equivalente a 1.700 quilos de pluma/ha), ante as 311 arrobas por hectare, apuradas em levantamento prévio
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Condições climáticas marcadas por seca na maioria dos estados produtores de algodão – dentre os quais a Bahia, segundo maior produtor nacional da commodity –, e mesmo geadas inéditas em outros, como o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, impactaram na estimativa de produção e produtividade da fibra para o ciclo 2021/2022, no Brasil. Na Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) reduziu em 12% o número previsto inicialmente, e espera colher 522,5 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma), contra as anteriormente projetadas 588,4 mil toneladas. A produtividade média no estado deve ficar em 275 arrobas por hectare (o equivalente a 1.700 quilos de pluma/ha), ante as 311 arrobas por hectare, apuradas em levantamento prévio. As informações são da Abapa.

Na safra em curso, a Bahia plantou em torno de 309 mil hectares com a cultura, sendo 303 mil hectares na região Oeste e 5,9 mil hectares na Sudoeste. Até agora, o estado já colheu em torno de 20% do algodão plantado. Os números baianos foram apresentados pela Abapa, durante a 67ª reunião da Câmara Setorial do Algodão e Derivados do Mapa, realizada na Ilha de Comandatuba, em Ilhéus/BA, no dia 24 de junho, como parte da programação do evento anual da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). No encontro, que reúne os líderes da cadeia produtiva da commodity, foi divulgado que a produção nacional de algodão deve ficar em cerca de 2,6 milhões de toneladas de pluma, contra os 2,8 milhões previamente projetados.

“Na Bahia, o principal problema foi a ausência de chuvas no final do ciclo, em especial, nos municípios de Jaborandi, Correntina e parte de São Desidério”, explica o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi. Ele diz que, apesar da distribuição irregular de chuvas ter prejudicado alguns municípios, nos demais, a oferta foi consistente, “o que, aliado à irrigação, ajudou a suportar um pouco a média de produtividade”. No estado, a o regime de sequeiro é predominante, e soma 258,4 mil hectares, contra 50,5 mil hectares sob irrigação. Até o momento, a colheita na Bahia está em torno de 20%.

Na ocasião, Bergamaschi também reportou as suas impressões sobre a mais recente missão internacional de promoção do algodão brasileiro na Ásia, a Missão Vendedores, que leva os produtores nacionais para conhecer o maior mercado global da fibra. Na edição de junho de 2022, os países visitados foram Indonésia, Tailândia e Bangladesh, onde os produtores brasileiros conheceram indústrias, empresários locais e participaram dos eventos realizados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), via Cotton Brazil, nestes locais.

“Merece um grande destaque o quanto somos conhecidos e respeitados em mercados como a Indonésia, país em que o algodão brasileiro, em algumas empresas, representa 100% do consumo, durante quase todo o ano”, disse Bergamaschi. Sobre Bangladesh, o presidente da Abapa diz acreditar que o Brasil tem um grande potencial para avançar neste mercado. “Nossa participação ainda é pequena, e há muito o que trabalhar neste sentido, já que estamos falando do segundo maior importador mundial”. Ele concluiu dizendo que os elogios ao algodão brasileiro e ao Brasil como origem superaram em muito as reclamações, que foram pontuais.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

 

Milho e capim colonião, plantados juntos, podem reduzir a infestação de plantas daninhas no campo

   

Pesquisa realizada no Cerrado mostra que o consórcio do milho com uma variedade de capim colonião desenvolvida pela Embrapa e parceiros diminuiu em 68% a infestação de plantas daninhas. Testes com a BRS Zuri apontam ainda a redução de 66% da buva, espécie de planta daninha resistente ao herbicida glifosato, em relação ao milho solteiro.

Esses resultados comprovam que o consórcio é eficaz no manejo de plantas daninhas no período de entressafra agrícola (outono/inverno) do Cerrado. Além disso, as produtividades dos milhos solteiro e consorciado foram semelhantes e houve menor diversidade de plantas daninhas no consórcio.

O estudo foi realizado a partir de levantamento fitossociológico, que avalia as plantas dos pontos de vista florístico e estrutural. O consórcio de plantas é uma opção sustentável para racionalizar o controle químico no Cerrado brasileiro.

Responsável pelo estudo “Levantamento fitossociológico de. plantas daninhas em áreas de milho com e sem consórcio com BRS Zuri”, a pesquisadora Núbia Maria Correia explica que a dificuldade de manejar espécies de plantas daninhas tolerantes ou resistentes a herbicidas exige mudanças não só na substituição ou inclusão de novos produtos no sistema de produção, como também no comportamento dos produtores, com a adoção do manejo integrado dessas plantas com o uso, na entressafra, de plantas de cobertura como as gramíneas forrageiras do gênero Urochloa (capins braquiárias) ou Panicum.

“Essa prática é importante, já que além de melhorias na qualidade física, química e biológica do solo, favorecerá o manejo de plantas daninhas, seja pela interferência das plantas vivas das espécies forrageiras ou pela cobertura morta depositada sobre o solo após a dessecação antes da semeadura da cultura de interesse”, afirma.

 

Autoridades políticas homenageiam Fernando Pedroza pelos 30 anos de História.


O município de Fernando Pedroza, completa mais um ano de Emancipação Política e Administrativa neste domingo, 26 de junho de 2022. Três décadas de história, trabalho e progresso.

O presidente da Câmara, Kleverlan Félix (PT) juntamente com o Vereador Magnos Paulo (PT) e o deputado estadual Francisco do PT, homenageiam a valente a terra do Sapo e o Povo Pedrozense pela passagem desta data tão especial.

A “Casa do Povo” faz parte desta história. Momentos marcados por muitos desafios, lutas e conquistas por cada um de nós.

Que Deus continue nos guiando, com muita sabedoria para juntos alcançarmos grandes vitórias em favor da nossa gente!

Um abraço fraterno ao nosso querido povo em nome dos 9 vereadores e os servidores que compõem o Poder Legislativo.

Fernando Pedroza, parabéns pelos seus 30 anos!

Fábricas clandestinas de produção de licor na Bahia são interditadas

Foram verificadas infraestruturas inadequadas, bebidas fora dos padrões de identidades e qualidade, rotulagem em desconformidade e do uso de matérias-primas sem procedência
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Uma ação conjunta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Polícia Federal interditou nesta terça-feira (21) duas fábricas clandestinas de produção de licor no município de Cachoeira, no estado da Bahia, após fiscalização. A ação, que visa evitar risco à saúde do consumidor, ocorreu após denúncias de irregularidades na produção e comércio de bebidas alcoólicas por mistura na região.

Auditores fiscais federais agropecuários constataram que os estabelecimentos estavam atuando em desacordo com a legislação. Nos locais foram verificadas infraestruturas inadequadas, bebidas fora dos padrões de identidades e qualidade, rotulagem em desconformidade com as normas estabelecidas e do uso de matérias-primas sem procedência.

Durante ação de fiscalização nas fábricas em 2021, foram coletadas 10 amostras de licores clandestinos variados. Após as análises realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), seis dessas acusaram algum tipo de não conformidade como a presença de metanol (composto orgânico da família dos álcoois que é tóxico e pode causar danos à saúde humana) acima dos limites determinados pela legislação brasileira, chegando em valores com quase o triplo da quantidade máxima permitida, e a presença de corantes como Amarelo Tartrazina e Amarelo Crepúsculo, substâncias com potencial alergênico. Também foram encontradas não conformidades como grau alcoólico abaixo do limite mínimo determinado para os produtos e teor de ácido sórbico acima do limite máximo permitido.

Os estabelecimentos foram autuados e devem atender às exigências de adequações como, por exemplo, obter o registro junto ao Mapa, adotar boas práticas de fabricação, adequar a rotulagem com lista de ingredientes, frases de advertência e graduação alcoólica e ter um Responsável Técnico habilitado pela produção, padronização e manipulação das bebidas.

“Orientamos que a população consuma sempre produtos que estão registrados no Ministério da Agricultura. Desta forma, evita-se o risco de consumir produtos que venham gerar intoxicações e prejudicar a saúde”, diz o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Bahia, Sérgio Cerqueira.

Registro de estabelecimento de bebidas

De acordo com a Lei nº 8.918/1994 e o Decreto nº 6.871/2009, o registro do estabelecimento e do produto junto ao Mapa é obrigatório para quem produz bebidas com fins comerciais. O registro é gratuito e válido por dez anos em todo o território nacional. 

O registro de estabelecimento de bebidas, fermentados acéticos, vinhos e derivados da uva e do vinho é feito pela internet por meio do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro). A solicitação de registro será recebida pela Superintendência Federal de Agricultura do estado e, caso não haja pendências documentais, será realizada vistoria no estabelecimento. A documentação e os procedimentos estão disponíveis aqui.

Após a concessão do registro de estabelecimento, a empresa deverá registrar os produtos. Desde 2019, esse processo é feito de forma automática no Sipeagro. O estabelecimento deverá registrar todos os produtos que pretende produzir.

“Um dos benefícios do registro do produto é poder comercializar ele em âmbito nacional. Além da garantia de qualidade para os consumidores da bebida, o produto pode até mesmo ser exportado futuramente”, destaca a coordenadora-geral de Vinhos e Bebidas, Juçara André.

O Mapa disponibiliza ainda um curso à distância gratuito para atendimento às boas práticas, registro e rotulagem de bebidas.

 

 

Hidrovias e rodovias são a base, no que tange ao escoamento da produção, na logística rural

As hidrovias são os caminhos marítimos, bastante desenvolvidos e com grande demanda no Brasil. O transporte de navio, muitas vezes, é feito até mesmo entre outras nações, mas, quando se trata de rotas de escoamento, o ponto mais importante é a entrega aos portos.

As rotas rodoviárias são as mais importantes, já que no Brasil o principal meio de transporte de carga são os caminhões. Naturalmente, isso acontece porque há mais trajetos importantes e capazes de oferecer o deslocamento adequado, especialmente nas épocas de colheita.

Ainda que o modal rodoviário tenha impacto grande na facilitação desse escoamento, ele ainda não se apresenta dentro das condições de infraestrutura necessárias. O principal problema enfrentado é a baixa conservação das estradas e, ainda que com opções extensas, o fluxo intenso de caminhões transitando por essas rotas nos períodos de escoamento.

Uma realidade que afeta o período de escoamento é o alto fluxo de transportadores, principalmente, nas estradas do Brasil. Assim, com a opção das ferrovias e, principalmente, das malhas hidroviárias, é possível distribuir o escoamento da safra, evitando congestionamentos e dificuldades no período de transporte desses volumes.

Uma parte da produção também demanda cuidados especiais, devido ao risco de perecibilidade e às necessidades mais específicas e dedicadas à conservação dos produtos. Por conta disso, o fator urgência também entra em questão, ou seja, esse escoamento precisa ser feito o mais rápido possível. Isso só se torna viável quando há amplas opções de rotas, em diferentes meios.

domingo, 26 de junho de 2022

 

Presidente confirma proposta de aumento do Auxílio Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o aumento dos índices de inflação tem, entre suas causas, problemas decorrentes do isolamento social, medida de combate à pandemia que, segundo ele, acabou por prejudicar a economia do país. Segundo o presidente, uma medida que deve ajudar na superação desses efeitos negativos causados pela pandemia na economia é o aumento no valor do Auxílio Brasil.

Jair Bolsonaro confirmou que pretende ampliar o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. O chefe do Executivo não detalhou como o benefício social será turbinado, especialmente em ano eleitoral. "Como a imprensa está anunciando, o Auxílio Brasil vai passar de R$ 400 para R$ 600. É o governo entendendo os sofrimentos dos mais humildes e, dessa forma, buscando atender a todos", disse o presidente da República durante discurso em cerimônia de entrega de moradias do Programa Casa Verde e Amarela em João Pessoa (PB).
Um eventual reforço do benefício precisará ainda de aprovação no Legislativo para virar de fato, realidade.


 

 

Milho na B3 tem mercado interno favorecido

Em Chicago o milho fechou em nova queda forte de 3,16% por melhoria das lavouras e maior produção
Por:  

Em relação ao milho na B3, com as fortes quedas em Chicago, os preços do mercado físico de exportação recuaram cerca de US$ 49/t no porto de Santos, o que não é pouca coisa, tirando grande parte do interesse dos compradores deste mercado. As informações são da TF Agroeconômica.  

“No mercado interno, os compradores começam a receber os contratos fechados anteriormente para entrega na colheita, abastecendo-os de imediato. Além disso, as boas perspectivas da Safrinha deixam os compradores tranquilos, sem precisarem aumentar os preços para se abastecer. Com a queda no físico, as cotações futuras fecharam em queda, no dia e na semana: o vencimento julho/22 fechou a R$ 86,70, queda de R$ 0,94 no dia e de R$ 3,32 na semana nos últimos 5 pregões (semana); setembro/22 fechou a R$ 88,96 queda de R$ 1,51 no dia e de R$ 3,85 na semana e novembro/22 fechou a R$ 91,84 com queda de R$ 1,45 no dia e de R$ 3,05 na semana”, comenta.

Em Chicago o milho fechou em nova queda forte de 3,16% por melhoria das lavouras e maior produção. “A cotação do milho para julho22 é período de referência para a exportação brasileira  fechou em queda de 3,16% ou $ 24,25 cents/bushel a $ 743,75. A cotação para março 2023, início da safra de verão, fechou em queda de 5,51% ou $ 38,50 cents ou a $ 660,50”, completa.

“Previsão favorável para o desenvolvimento das lavouras nos EUA, transmitindo calma do lado da oferta (temperaturas e chuvas mais baixas para os EUA). No Brasil, espera-se uma grande safra de milho de segunda geração, em torno de 89 milhões de toneladas. O Conselho Internacional de Grãos elevou a estimativa para a colheita mundial de milho em 6 milhões de tons para 1190 milhões de toneladas. O medo da recessão e a queda na demanda adicionaram um sentimento de baixa”, conclui.


sábado, 25 de junho de 2022

 

Governo Federal decide elevar Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 reais.

O governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu elevar de R$ 400 para R$ 600 o Auxílio Brasil, programa social criado em substituição ao Bolsa Família, a menos de quatro meses das eleições presidenciais.

O tema deve ser levado pelo Palácio do Planalto numa reunião de líderes do Congresso na próxima segunda-feira 27. A ideia é que o aumento do programa seja limitado até dezembro

Além disso, o auxílio para a compra do gás de cozinha deve ser dobrado. 

As medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso. Para viabilizar as ações, deve ser instituído um estado de emergência, a ser regulamentado na proposta de emenda à Constituição (PEC) em discussão no Senado.

 

Rodeio movimenta o agronegócio em todo o País

Rodeio movimenta o agronegócio em todo o País

O rodeio é uma prática presente em muitas localidades do país, em especial pelo interior do Brasil, e gira em torno de provas esportivas relacionadas a animais como boi e cavalo, cujas práticas consistem em permanecer até oito segundos sobre o animal. Esta prática é julgada por dois árbitros, que dão notas aos competidores de 0 a 50, totalizando a nota máxima de 100 pontos.

O rodeio é uma prática comum não só no Brasil, mas em outras localidades também, como México, Estados Unidos, Canadá, Austrália e também em outros países da América Latina.

Entre os principais rodeios do Brasil estão: Barretos (SP – um dos mais conhecidos), Americana (SP), Jaguariúna (SP), Limeira (SP) Rio Verde (GO), Colorado (PR), Aparecida do Taboado (MS), São José do Rio Preto (SP), Cajamar (SP); e tem ainda rodeios que acontecem em diversas cidades como o Villa Mix Festival que acontece em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e outras cidades; tem ainda o Caldas Country Show, em Caldas Novas (GO) estes dois últimos são festivais de música e cultura sertaneja já bem conhecidos; e tem ainda as festas agropecuárias, como a Expô Araçatuba, em Araçatuba (SP).

Estima-se que os amantes e frequentadores dos rodeios sejam mais de 36 milhões. Os milhares de rodeios que acontecem no país anualmente atraem sobretudo um público jovem, na faixa de 17 e 37 anos. Um cálculo do Ministério do Turismo estima que cada visitante gasta em torno de R$70 no destino.

De simples brincadeiras e competições entre peões, que após a lida com o gado, se reuniam para bater papo, tocar e cantar ao som da viola e fazer disputas entre si sobre habilidades desenvolvidas na condução dos rebanhos, nasceu, de modo despretensioso, o que já se tornou uma indústria de entretenimento no país, que são as festas de rodeio.

Rodeio de Barretos

Pelo menos em Barretos, essas disputas se iniciaram oficialmente em 1955. Período em que os rodeios se profissionalizaram e ganharam grandes proporções.

Já não são mais apenas disputas de peões. São eventos que movimentam uma variedade de agentes, players, negócios. Envolvem shows, rodeios com touros e provas de três tambores. Essas provas são com cavalos de raça, cuja montaria é feita por mulheres, as amazonas, como são chamadas. Também existem as provas de cutiano, estilo tipicamente brasileiro no qual o peão não utiliza sela para montar o cavalo, segurando-o por tiras de cordas presas ao animal, com uma mão obrigatoriamente livre, não podendo tocar em nada, e as esporas são sem pontas.

 

Neste caso, como no dos touros, o desafio é ficar mais do que oito segundos no dorso do animal. As provas são reguladas por Associação, Confederação, e até entidades internacionais, pois no caso da Festa do Peão de Barretos, ocorrem provas da Professional Bull Riders Brasil, que classifica o campeão para a competição mundial. A amazona ganhadora também recebe o passe para disputar internacionalmente.

 

Músicas sertanejas e eventos de vários dias são locomotores para o rodeio

 

Devido ao grande estouro da música sertaneja nos últimos anos, os rodeios também ganharam força, principalmente por conta das atrações musicais que muitas vezes trazem os melhores artistas da atualidade.

Um rodeio bastante conhecido por quem mora na cidade de São Paulo e grande São Paulo, é o rodeio de Itapecerica da Serra, por se tratar de uma cidade da grande São Paulo, torna-se um dos rodeios com o maior público do país, pois é uma oportunidade de quem mora na maior cidade do Brasil, poder prestigiar um incrível evento sem precisar se deslocar muito para as cidades do interior.

O maior, mais tradicional e mais conhecido rodeio no Brasil é o de Barretos, que acontece sempre no mês de agosto e que traz além das competições, muitos shows de conhecidos artistas sertanejos. Todo ano a cidade lota com esse evento que já é tradição no calendário.

O rodeio de Barretos já existe há mais de 60 anos e reúne as melhores atrações – não só da modalidade esportiva, como também as atrações culturais e gastronômicas em um único espaço de 2 milhões de metros quadrados. Na última edição realizada, antes da pandemia, movimentou em torno de R$ 900 milhões.

O evento em Barretos tem diversos espaços como: um espaço que inclui Feira Comercial, estacionamento de 10 mil veículos, Rancho do Peãozinho, Área de Camping, Rancho da Queima do Alho, Hípica, Fazendinha e o Estádio Polivalente, onde se realiza os rodeios, projetado por Oscar Niemeyer.

Cidades do agro que concentram os mais elevados números do PIB Brasileiro

Para quem gosta de badalar, o rodeio tem um super camarote que é patrocinado pela Brahma, chamado de camarote Brahma Country, que oferece todo conforto, segurança e vista privilegiada do evento. Dentro do camarote, o espaço ainda proporciona: open bar, buffet especial, receptivo e confortável ambiente, beauty center (espaço de beleza) e customização de camisetas.

Outro famoso rodeio e bastante conhecido no circuito nacional é a Festa de Boiadeiro de Americana (SP), geralmente são 10 dias de evento e acontece anualmente no mês de junho, na cidade de Americana.

A Festa de Peão de Jaguariúna, que está localizada a 125 km da capital paulista, é considerada o rodeio mais popular da região e que já tem mais de 25 anos de existência.

O segmento de eventos, rodeios e feiras, um dos mais prejudicados pela pandemia de Covid-19, já vê sinais positivos, com retomada do emprego e da atividade ainda neste ano. Segundo entidades setoriais, as medidas preventivas contra o novo coronavírus chegaram a atingir 97% deste setor que é responsável por 4,32% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

De acordo com a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), essa área permite a movimentação anual de R$ 270 bilhões, nas mais de 590 mil atividades que promove a cada ano no país. “Com a paralisação que atingiu 97% do setor em 2020, cerca de 350 mil eventos foram cancelados e o ramo deixou de faturar, ao menos, R$ 90 bilhões. Em 2021, mais de 530 mil eventos deixaram de ser realizados”, disse o presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior, referindo-se a eventos como shows, festas, congressos, rodeios, teatros, eventos esportivos e sociais.

 

História dos rodeios no Brasil

Considerado por muitos o esporte mais radical do planeta, o rodeio no Brasil surgiu em 1947, em um até então pacato e não mundialmente conhecido município do interior de São Paulo denominado Barretos, passagem obrigatória dos “corredores boiadeiros”, conhecidas vias de transporte de gado entre um estado e outro e cuja principal atividade econômica era a pecuária.

Situava-se também em Barretos a sede do frigorífico Anglo, conhecido por seu pioneirismo e tamanho na América Latina, durante aquele período da história. De propriedade da família real inglesa, o estabelecimento foi inaugurado em 1913 e suas instalações lembram uma autêntica vila do país europeu. Toda estrutura da cidade, considerando matéria prima e mão-de-obra, foi essencial para o crescimento e consolidação deste empreendimento na época.

Mas eram os peões das comitivas, que reunidos com o intuito de descansar e mostrar, simultaneamente, suas habilidades com o gado que atraíam grande parte da atenção da cidade. Até que em um sábado de 1947, na quermesse realizada pela Prefeitura Municipal de Barretos, mais precisamente na praça central da cidade, acontece o primeiro rodeio do país, dentro de um cercado com arquibancadas.

Em 1956, foi lançada a 1ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos pelo famoso e renomado grupo, criado no ano anterior, Os Independentes. Abaixo da lona de um velho circo, emergiu o modelo do evento rural de maior sucesso atualmente no Brasil. O rodeio, principal atração da festa, reunia os mesmos peões que passavam meses viajando pelos estados brasileiros e que na arena poderiam ser considerados estrelas.

 

Principais rodeios ao redor do mundo

Calgary Stampede – É o maior rodeio do mundo. Localizado na cidade de Calgary, no Canadá, o evento já conta com mais de 100 anos de existência. Para se ter uma noção sobre a sua grandeza, os campeonatos mundiais de montaria não realizam etapas relevantes durante a realização da festa. Além disso, o espaço conta com cassino, um completo parque de diversões e atrai, anualmente, mais de um milhão de turistas.

Houston Livestock Show and Rodeo – Localizado nos Estados Unidos, o Houston Livestock Show and Rodeo é um dos mais tradicionais rodeios do mundo e recebe todos os anos os melhores atletas de todo o planeta. Com mais de 80 anos de existência, o evento fatura, em média, US$ 1,3 mi dentro dos 20 dias de realização.

Agricultura 4.0: a virtualidade chega ao campo

San Antonio Stock Show & Rodeo – Com o intuito de construir uma arena para ser sede de uma série de eventos incluindo a exposição de gados para a juventude, Joe Freeman criou, no Texas, a San Antonio Stock Show & Rodeo. Sobretudo, o espaço fez tanto sucesso que, desde 1948, recebe os melhores competidores do mundo e é um dos eventos mais aguardados pelos cowboys e cowgirls.

Cheyenne Frontier Days – Sem dúvidas, o maior espaço de rodeio a céu aberto dos Estados Unidos, é um local que deve ser visitado por todo cowboy ou cowgirl. A infraestrutura do Cheyenne Frontier Days abriga uma vila no melhor estilo americano, uma cidade faroeste chamada de Wild Horse Gulch, além de um museu e inúmeras outras atrações. Ademais, no total, os eventos realizados por lá oferecem mais de US$ 1 milhão em prêmios.

 

PBR World Finals Las Vegas – Tida como a etapa final do campeonato mundial, onde os 40 melhores peões do mundo disputam o título internacional de montaria em touros, o PBR World Finals Las Vegas, é um dos mais tradicionais rodeios do mundo.

 

PRODUTOS ARTESANAIS

Decreto regulamenta o Selo Arte e o Selo Queijo Artesanal

Os selos asseguram que o produto alimentício de origem animal foi elaborado de forma artesanal, com receita e processo que apresentem características tradicionais, regionais ou culturais
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O governo federal publicou nesta quarta-feira (22) o Decreto Nº 11.099, que regulamenta o art. 10-A da Lei no 1.283, de 1950, que instituiu o Selo Arte, e a Lei nº 13.860, de 2019, que trata da elaboração e comercialização de queijos artesanais. Além de criar o selo Queijo Artesanal, o objetivo do novo decreto é esclarecer as competências de fiscalização, regulamentar a ampla comercialização nacional dos produtos e garantir a prestação de informações adequadas aos consumidores, em especial sobre saúde e segurança dos produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. 

Com a mudança, os queijos artesanais elaborados por métodos tradicionais, com vinculação e valorização territorial, regional ou cultural serão identificados por selo único com a indicação Queijo Artesanal. 

“Esse novo decreto veio para corrigir e melhorar o anterior. Ele reconhece que o procedimento para concessão do Selo Arte é o mesmo procedimento utilizado para o queijo artesanal, mas com as características do queijo artesanal, porque existem alguns pontos mais específicos. Ele também traz a novidade para o Selo Arte da concessão pelos municípios”, explicou a coordenadora geral de Produção Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcella Teixeira. 

Entre os benefícios da regulamentação está o estímulo à formalização de mais produtores no Brasil. Um produtor de queijo canastra, por exemplo, que já tem o Selo Arte poderá receber o selo do Queijo Artesanal, ou seja, ele pode escolher usar os dois ou usar só um. Isso porque é um queijo com vinculação com o território, produzido por uma região específica. No caso de alguns queijos temperados, que podem ser produzidos independente da região, eles estão aptos para receber o Selo Arte, mas não podem receber o selo de Queijo Artesanal. 

Outro ponto abordado pelo Decreto é a especificação mais clara das competências de fiscalização de produtos artesanais em relação aos aspectos higiênico-sanitários e às características artesanais para a concessão dos selos. O decreto anterior dizia que quem concede o Selo Arte são os estados e o Distrito Federal, desde que houvesse vinculação a um serviço de inspeção. Com o novo decreto, os dois selos podem ser concedidos também pelo Mapa e por secretarias municipais, desde que os produtos estejam vinculados a um serviço de inspeção. Dessa forma, a inspeção que tem o produto registrado fiscaliza no ponto de vista higiênico-sanitário e quem concede o selo fiscaliza do ponto de vista das artesanalidade do produto.

Certificações

O Selo Arte é um certificado que assegura que o produto alimentício de origem animal foi elaborado de forma artesanal, com receita e processo que apresentem características próprias, tradicionais, regionais ou culturais. Ele pode ser concedido a produtos lácteos, cárneos, pescados e seus derivados e produtos de abelhas. Já o Selo Queijo Artesanal é um certificado que assegura que os queijos artesanais foram elaborados por métodos tradicionais com vinculação e valorização territorial, regional ou cultural. 

Com as certificações, assegura-se que os produtos têm propriedades organolépticas únicas, diferenciadas e inerentes ao “fazer artesanal” próprio de determinada região, tradição ou cultura. Os dois selos levam à agregação de valor aos produtos de origem animal e permitem a livre comercialização em território nacional. Com o novo Decreto e a inclusão do Mapa como órgão concessor dos Selos, se vislumbra a possibilidade do reconhecimento dos produtos artesanais brasileiros em outros países, reafirmando a qualidade e valor destes produtos, já reconhecidos em concursos internacionais. 

Para os consumidores, é uma garantia de qualidade, com a segurança de que a produção é artesanal e respeita as boas práticas agropecuárias e de fabricação, além de caracterizar o produto como singular e genuíno. Muitos produtos tradicionais, hoje restritos às regiões onde são produzidos, poderão ser encontrados em lojas e mercados de muitos estados, caso possuam o Selo Arte. 

 

 

Senado aprova regulamentação de programas de Autocontrole

Auditores são contrários às medidas
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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal acabou aprovando o projeto de lei 1293/2021, que estabelece  a fiscalização agropecuária por autocontrole. Esse projeto responsabiliza o produtor e a indústria pelo cumprimento das normas determinadas pelo Estado nas atividades agropecuárias, em forma de autorregulação.

“Processo semelhante ao da declaração de imposto de renda, em que cidadão e empresas informam os rendimentos obtidos durante o ano. Se não houver recursos para análise do Plenário, a proposta segue para sanção presidencial”, diz a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), relator da proposta, destacou que este é um projeto muito importante para o agro brasileiro. “Nós teremos um crescimento muito importante não só das grandes empresas. Cito o exemplo de Minas Gerais onde temos inúmeros municípios que produzem queijos artesanais de excelente qualidade e a legislação não permite a comercialização porque o fiscal não chega.”

“O Ministério da Agricultura continua auditando as empresas, os profissionais privados apenas vão conferir se as normas estabelecidas estão sendo obedecidas,” explicou Heinze.

Para a Delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários no Rio Grande do Sul (DS-RS Anffa), isso pode ser prejudicial. “O PL do autocontrole quer acabar com a interferência do Estado sobre a produção agropecuária para que os interesses de particulares sejam atendidos e os lucros maximizados, em detrimento da segurança e dos interesses dos consumidores”, afirma Soraya Elias Marredo, delegada do Anffa Sindical no Estado.

Os auditores reforçam que a aprovação do Projeto de Lei torna ainda mais difícil a identificação e a punição de fraudadores em casos de adulterações do leite, contaminação de bebidas, misturas em azeites, excesso de água nos frangos e congelados carnes contaminadas, entre outras inconformidades.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

 Após dois Vereadores testam para covid; presidente do câmara municipal resolve adiar entrega de comendas e títulos.

A Câmara Vereadores do município de Fernando Pedroza-RN, gestão do presidente Kleverlan Félix (PT), comunica o adiamento da entrega de Títulos de cidadãos pedrozense, e a Comenda do Mérito Municipal, Prefeito Fernando Gomes Pedroza.

O evento faz parte da programação de comemoração dos 30 anos de emancipação politica do município pedrozense, onde se daria nesta sexta feira (24), no plenário da câmara municipal a partir das 17 horas.

O presidente do legislativo Kleverlan Félix informa que o adiamento se deu por motivo superior, onde dois vereadores testaram positivo para a covid-19.

Informação que recebemos é que os vereadores Junior Gonçalves e Messias Mariano testaram positivo para a covid-19. Os dois apresentam sintomas leves, estão clinicados e passam bem.

Uma nova data será em breve anunciada pelo presidente do legislativo pedrozense.

 

Incra e Polícia Federal firmam parceria para combater crimes fundiários no país

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado ao Mapa, e a Polícia Federal (PF) firmaram Acordo de Cooperação Técnica para combater com mais rapidez e eficiência ilícitos fundiários e territoriais no Brasil. Um dos principais alvos é a grilagem de terras, especialmente em áreas pertencentes à União.

O Acordo de Cooperação Técnica foi assinado nessa segunda-feira (20), pelo presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, e pela chefe de gabinete da PF, Maria Amanda Medina de Souza, representando o diretor-geral, Márcio Nunes de Oliveira.

O trabalho conjunto prevê o intercâmbio de informações constantes em bases de dados mantidas pelas instituições, a exemplo do Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF) e do Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR), do Incra, e o Sistema de Informações Criminais, da PF.

A partir de monitoramentos, estudos e análises, pretende-se desenvolver ferramentas visando reprimir práticas ilegais no campo. Entre os instrumentos, novas tecnologias voltadas a ampliar o conhecimento da malha fundiária nacional e auxiliar na condução de investigações que assegurem a efetiva punição aos responsáveis pelos delitos.

A cooperação inclui a capacitação dos servidores na utilização das ferramentas, além de workshops e oficinas que possibilitarão aos representantes do Incra e da PF planejarem, implementarem, acompanharem e avaliarem, juntos, os resultados alcançados.

Combate a ilícitos

Segundo o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho, a elaboração do termo de parceria consolida uma aproximação que já ocorre na prática e permitirá a disponibilização mútua de ferramentas para o aprimoramento das atividades dos dois parceiros. “A gente já vem trabalhando junto em algumas atividades na área de regularização fundiária e de assentamentos. A regularização fundiária é um desafio enorme, em especial na região da Amazônica – uma área gigantesca com centenas de milhares de famílias envolvidas”, destaca.

Melo lembrou que a autarquia administra uma área total de mais de 1 milhão de quilômetros quadrados entre glebas destinadas à regularização fundiária e assentamentos da reforma agrária, onde vivem mais de 5 milhões de pessoas. A magnitude dos números demonstra, segundo o presidente, a potencialidade de ocorrência de ilícitos. “A ideia é de que a gente evolua na regularização fundiária dando transparência e segurança para a sociedade de que isso está acontecendo de forma correta”, completa.

Em discurso preparado para a cerimônia e lido pela chefe de gabinete, o diretor-geral da PF destacou a importância do ato "Trata-se de um momento histórico para a PF. Muito trabalho nos aguarda, mas temos certeza do sucesso que a iniciativa alcançará. Espero que, além da assinatura do acordo de hoje, as iniciativas para a implementação da cooperação efetiva ocorram no menor prazo possível, para que possamos entregar à população brasileira os primeiros resultados positivos dessa iniciativa o quanto antes".

Os sistemas e rede de informações a serem construídos, capazes de mapear e ajudar a reduzir situações de risco de ilícito, também poderão ser compartilhados por outros entes da Federação.

A cooperação não envolve transferência de recursos. A vigência é de 60 meses, a contar da publicação no Diário Oficial da União, havendo a possibilidade de prorrogação.

A assinatura do acordo foi acompanhada pela diretora de Governança Fundiária, Eleusa Gutemberg, pelo diretor de Gestão Operacional, Adriano Varela Galvão, pelo diretor de Gestão Estratégica, Udo Gabriel Vasconcelos Silva, pelo Corregedor-Geral da PF, Marcello Diniz Cordeiro, pelo Diretor de Administração e Logística Policial, André Viana Andrade, pelo Coordenador-Geral de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Direitos Humanos, Guilherme Torres, e demais representantes da PF e do Incra.