Brasil já tem método de diagnóstico da peste suína africana com validação oficial
Essa
validação é imprescindível para estruturar o País em meio aos surtos
que estão atingindo a Europa e a Ásia. Os Auditores Fiscais Federais
Agropecuários (Affas) treinados no laboratório de referência da União
Europeia em Madri, Espanha, validaram métodos de diagnóstico da Peste
Suína Africana (PSA) utilizados pela Rede de Laboratórios Federais de
Defesa Agropecuária (LFDAs). O anúncio foi feito pela Secretaria de
Defesa Agropecuária. Com a validação, o país está preparado para atuar
caso a doença seja introduzida no território. Atualmente o Brasil está
livre da Peste Suína desde 1984.
A rede de laboratórios trabalha desde 2015 para padronizar e verificar seus métodos e concluiu agora a validação completa das técnicas moleculares para diagnóstico da doença. A preparação é de grande importância em meio ao número de surtos da Peste Suína Africana pelo mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), são 7.642 surtos em andamento, sendo que 131 novos casos foram registrados na segunda quinzena de outubro.
“É uma necessidade. Há uma grande quantidade de voos que chegam desses países e as pessoas trazem comida na bagagem, como linguiça e outros embutidos” conta o Affa Leandro Barbiéri, da Coordenação-Geral de Laboratórios Agropecuários. “Por mais que os países alertem e fiscalizem, sempre há a chance de algum material contaminado passar e o vírus acabar chegando até as granjas de criação de suínos”, continua.
É importante lembrar que, apesar da Peste Suína Africana não atingir humanos, ela é devastadora para as criações de suínos e pode levar ao sacrifício de milhares de animais e à suspensão das exportações, causando grave impacto econômico.
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