segunda-feira, 24 de maio de 2021

Incentivos a Produção Nacional do Mel

 

Dia Mundial das Abelhas

Políticas do Mapa incentivam a produção nacional de mel

Assistência técnica, indicações geográficas e Selo Arte são exemplos de trabalhos para promoção interna e externa dos produtos oriundos de abelhas

O dia 20 de maio foi instituído como o Dia Mundial das Abelhas, pela Organização das Nações Unidas. A data foi escolhida para lembrar a importância da polinização para o desenvolvimento sustentável. Na agricultura, as abelhas são importantes agentes polinizadores que contribuem para aumentar a produtividade em culturas de grande relevância agrícola no Brasil, como soja e café. 

Um dos principais produtos desses insetos é o mel, que teve sua produção nacional incrementada em 19,61% entre 2014 e 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). No Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estão sendo desenvolvidas medidas para apoiar a apicultura. O Plano Agronordeste trabalha a apicultura em quatro territórios (Piauí, Ceará, Minas Gerais e Bahia) e visa fomentar a inclusão produtiva de pequenos e médios produtores rurais da região. 

Além da articulação de políticas públicas já existentes, está sendo executada a assistência técnica dos produtores para a melhoria da produção, da produtividade e da qualidade dos produtos das abelhas, além da capacitação em gestão dos negócios.

O Mapa também vem trabalhando para promoção interna e externa dos produtos brasileiros. No Brasil, atualmente, há cinco Indicações Geográficas (IG) registradas relacionadas a produtos de abelha. São duas regiões produtoras de mel reconhecidas como Indicação de Procedência e três regiões, uma de mel e duas de própolis, registradas como Denominação de Origem. 

As IGs fazem referência a produtos que têm forte vínculo com o seu território de origem. Estes produtos, por seu diferencial de qualidade ou outra característica, passam então a ser reconhecidos pelo nome geográfico a que estão associados. 

As Indicações de Procedência são: “Pantanal”, para o produto mel, que tem a característica peculiar de estar localizada em dois estados, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso; e “Oeste do Paraná”, registrada para os produtos mel de abelha Apis Melífera Escutelata (Apis Africanizada) e mel de abelha Tetragonisca Angustula (Jataí). Como Denominações de Origem temos: a própolis vermelha e o extrato de própolis vermelha da região dos “Manguezais de Alagoas”, a “Região do Própolis Verde de Minas Gerais”, composta por 102 municípios, e o mel da região de “Ortigueira” no Paraná”.

O Brasil tem potencial de registrar ainda outras 15 regiões vinculadas a produtos de abelha, como própolis, mel e pólen. Esse levantamento e outras informações sobre IGs podem ser consultadas no site do Mapa

O Mapa também está trabalhando no enquadramento dos produtos de abelhas como artesanais. Assim, os produtores poderão solicitar o Selo Arte, reconhecer seu processo artesanal de produção e comercializar seus produtos em todo o país. A consulta pública sobre o processo de elaboração dos requisitos mínimos de Boas Práticas para a concessão do Selo Arte aos produtos de abelhas e seus derivados está aberta até o dia 25 de junho.

Exportação de mel

Em 2020, o Brasil exportou 45,7 mil toneladas de mel natural, com faturamento de US$ 98,560 milhões. Os Estados Unidos são responsáveis por 72% das aquisições de mel do Brasil, em valor. Em 2020, foram exportados para o país 34 mil toneladas de mel, com US$ 71,2 milhões.

ETANOL DO MILHO

 

Etanol do Milho


As duas fontes mais comuns de etanol são a cana-de-açúcar e o milho. O Brasil lidera a produção a partir da cana e Estados Unidos, do milho. O etanol de milho é o tipo mais comum de etanol nos Estados Unidos, mas é considerado menos eficiente do que outros tipos de etanol (de cana de açúcar, etc), porque apenas o grão é usado, e muitos produtos à base de petróleo fertilizantes,pesticidas, etc) são utilizadas na sua produção. 

O milho utilizado para a produção de etanol é retirado de uma área conhecida como Cinturão do milho, É uma região localizada no EUA,especializada no cultivo do milho. Foi determinada pelo governo,pois essa região possui o clima mais adequado para a plantação do mesmo. Inclui os estados de Iowa, Indiana, Illinois e Ohio. Aproximadamente 50% de todo o milho plantado nos EUA é proveniente destes quatro estados.

O cinturão do milho também inclui partes da Dakota do Sul, Nebraska, Kansas, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Missouri e Kentucky. 
Cada hectare de plantação de milho produz cerca de três toneladas do produto (nos Estados Unidos, essa quantidade salta para dez toneladas). E cada tonelada de milho pode render até 380 litros de etanol. 

Quanto às colheitas, o milho tem seu cultivo variado em função da época de chuva, produzindo, portanto, por um tempo menor. A safra principal ocorre durante o verão e a chamada safrinha, após o verão. A vantagem é que ele pode ser estocado em silos. 

Produção

O etanol é produzido a partir de milho como uma biomassa industrial através de fermentação, destilação e tratamento químico. A produção de etanol pode ocorrer através de dois métodos de transformação do milho: moagem seca ou úmida . No processo à seco são obtidos produtos tais como: canjica especial, canjicas para cereais matinais e para produção de pipocas expandidas, canjicão, gritz de milho, óleo de milho bruto e refinado e a sêmola de milho. Esse processo não requer muita tecnologia e também não gera muitos produtos sofisticados. Os derivados tecnologicamente superiores são oriundos do processamento via úmida.

As técnicas modernas de processamento do milho foram iniciadas nos Estados Unidos do Norte, na época da Guerra Civil com o desenvolvimento da produção de amidos por hidrólise.

No processo via úmida, o etanol é obtido após a hidrolise do amido liberando as moléculas de açucares que são transformados em álcool pelo processo de fermentação.

Nesse processo o milho passa por uma moagem. Ele sai em forma de pó. Uma mistura feita com o pó desse grão, água e enzima entram em um forno de aquecimento alto, onde ela é liquefeita. A enzima ajuda a quebrar o composto do grão para ajudar no processo de liquefação. A mistura liquefeita é resfriada e recebe outra enzima, esta enzima converte o amido em açúcares, que podem ser fermentados pra fabricar álcool; 

A levedura é acrescentada à mistura de açúcar para iniciar o processo de fermentação. Os açúcares são quebrados em etanol (uma forma de álcool) e em dióxido de carbono; 

A mistura fermentada é destilada. O etanol é separado dos sólidos, um processo de desidratação remove a água do etanol separado, uma pequena quantidade de gasolina é adicionada ao etanol para que ele não possa ser ingerido.
 
Custo

O custo de produção do etanol de milho é de U$ 0,45/L e custa 18% a menos que a gasolina.

Viabilidade

Estudos concluem que a indústria do etanol de milho apenas prospera e se torna viável nos EUA por causa dos subsídios (o fornecimento de fundos monetários a certas indústrias, e possuem o intuito de abaixar o preço final dos produtos vendidos por tais companhias, para que estes produtos possam competir com os produzidos em outros países a preços menores) à prática, que atingiram U$ 4,1 bilhões em 2006, e porque é protegido por barreiras tarifárias que ficam em torno de R$ 0,27 por litro. 

Vantagens e Desvantagens

1. O processo de produção é praticamente o mesmo. Ambos são feitos por meio da fermentação. No caso do milho é necessário quebrar as grandes moléculas de amido antes de fermentá-lo até se transformar em açúcar, o que requer mais tecnologia para a produção. Já com a cana o processo é direto, assim agilizando o procedimento. 

2. Quanto às colheitas, , o período da cana varia de local para local, mas ocorre no final da estação seca, geralmente de abril a setembro. "A cana colhida não pode ser estocada, devendo ser imediatamente processada.". Já o milho tem seu cultivo variado em função da época de chuva, produzindo, portanto, por um tempo menor. "A safra principal ocorre durante o verão e a chamada safrinha, após o verão. A vantagem é que ele pode ser estocado em silos."

3. Apesar de a tonelada de milho render 380 litros de etanol e a da cana, apenas 70 litros, a área explorada pela cana é menor. "Como as áreas são pequenas e a produtividade é alta (planta-se mais vezes no ano), o impacto na agricultura é menor." No Brasil, cada hectare gera de 60 a 120 toneladas de cana, dependendo da fertilidade e do cultivo. Já para o milho, um hectare produz cerca de três toneladas. Nos Estados Unidos, essa quantidade salta para dez toneladas. 

4. O custo de produção do etanol de cana-de-açúcar é U$ 0,28/L e o de milho U$ 0,45/L. O etanol de cana custa 27% a menos que a gasolina, já o etanol de milho custa 18% a menos que a mesma.

5. A redução de gases do efeito estufa na produção e combustão do etanol de cana-de-açúcar, comparada com combustíveis fósseis, foi de 66%. Para o etanol de milho, esta redução foi de apena 12%.

Equilíbrio Energético

O balanço energético é o rendimento da fonte de energia, ou seja, estimam a quantidade de energia fóssil necessária para produzi-lo além do necessário para gerar o etanol, o que dá um índice alto, caso da cana, com 8,4. Já o milho corresponde a 1,3, ou seja, quase cinco vezes inferior. 

O balanço de energia para converter milho em energia é negativo (1:1,29), ou seja, para cada 1Kcal de energia fornecida pelo etanol de milho, foi necessário 29% a mais de energia (1,29Kcal) para produzi-lo. O balanço energético da cana-de-açúcar é positivo (1:3,24), ou seja, cada 1 Kcal investida tem 3,24 Kcal de retorno.

Em termos de ganhos energéticos, quando você investiu a energia equivalente a 1 litro de gasolina na linha de produção em 2006, você produziu o equivalente a 9 litros de gasolina a partir do álcool de cana-de-açúcar; 1.5 litros de gasolina a partir de álcool de milho e 0.8 litros de gasolina ,ou seja, extrair, refinar e transportar gasolina não vale a pena em termos energéticos.

Emissões de Gases de Efeito Estufa

Todo o processo da produção do etanol de milho libera também grande quantidade de dióxido de carbono, e é aí que o rótulo verde do etanol começa a ficar pardo. A maioria das usinas de etanol depende da queima de gás natural ou, cada vez mais, de carvão mineral para gerar o vapor utilizado na destilação, adicionando emissões de combustíveis fósseis ao dióxido de carbono produzido pela levedura.

O cultivo de milho requer ainda fertilizantes com nitrogênio, fabricados com gás natural, e o emprego intensivo de equipamentos agrícolas movidos a óleo diesel. Alguns estudos sobre o equilíbrio energético do etanol de milho, apontam a irracionalidade do processo, que requer mais combustível fóssil emissor de carbono do que aquele que viria a substituir. Outros estudos, porém, indicam uma ligeira vantagem positiva. Entretanto, seja qual for o cálculo, o etanol de milho não representa nenhuma panacéia contra o efeito estufa.

A Agência de Proteção Ambiental, a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Energia do governo Americano anunciaram as novas referências, segundo os quais o etanol de milho reduz em 16% as emissões de poluentes (em comparação com a gasolina), enquanto o de cana reduz em 44%.

Esses índices levam em conta a emissão de poluentes durante o transporte e a distribuição, pela queima de combustível nas usinas. Mas consideram também o controverso cálculo do uso indireto da terra: com o aumento da demanda por milho ou cana para produzir etanol, aumenta o preço dessas commodities e cresce a área cultivada em outros lugares, o que causa desmatamento e, consequentemente, emissão de poluentes. O cálculo foi adotado pelo governo por pressão de grupos ambientais, preocupados com os efeitos dos biocombustíveis no preço dos alimentos e no desmatamento.

Para ser "avançado", o combustível precisa reduzir em pelo menos 50% a emissão de poluentes, com tolerância de 10 pontos porcentuais, que estão na meta da lei de combustíveis renováveis. O etanol de milho ficou de fora, com apenas 16%. Para ser qualificado apenas de “renovável”, o combustível precisa reduzir em pelo menos 20% a emissão de poluentes. Como o etanol de milho só reduz emissões em 16%, está comprometida toda a justificativa ambiental do lobby do milho para receber subsídios e manter tarifas sobre o etanol importado.

Segundo pesquisadores, os produtores sob pressão econômica para produzir biocombustíveis irão usar cada vez mais áreas de floresta e pastos, liberando muito do carbono anteriormente armazenado nas plantas e solos através de decomposição ou queimadas. Em um nível global, mais áreas de pasto e floresta serão convertidas ao cultivo de lavouras para substituir a perda de grãos quando os produtores dos Estados Unidos converterem terras para os biocombustíveis.

Eles esperam tornar mais vantajosos o aproveitamento energético e a neutralização do efeito estufa por meio de um sistema de circuito fechado - e é aí que entram as vacas. A idéia é abastecer os aquecedores com o gás metano obtido em dois biodigestores gigantes, cada qual com capacidade de 15 milhões de litros, alimentados com o esterco recolhido na área dedicada ao gado - na verdade, usando biogás para produzir biocombustível.

Biocombustíveis: Ecológicamente correto?
 
Biocombustíveis são combustíveis de origem biológica, fabricados a partir de vegetais. Os biocombustíveis podem ser usados em veículos integralmente ou misturados com combustíveis fósseis (etanol+gasolina). 

Principal componente dos biocombustíveis, a biomassa é toda fonte de energia renovável, que vem de materiais orgânicos. Servem como biomassa, por exemplo, os vegetais, restos de madeira, galhos e folhas de árvore, óleo vegetal e lixo urbano.

Os principais biocombustíveis são: etanol (produzido a partir da cana-de-açúcar e milho), biogás (produzido a partir da biomassa), biodiesel, entre outros.

- Etanol: também conhecido como álcool etílico, é o álcool usado como combustível. Feito, principalmente, da cana-de-açúcar, também pode ser obtido através do milho e da celulose. É o biocombustível mais difundido no Brasil e se tornou a principal alternativa para a gasolina;
- Biodiesel: feito do óleo de sementes de girassol, soja e mamona, reduzindo em até 68% a emissão de gás carbônico e em 90% a de fumaça. Pode ser usado em qualquer veículo com motor diesel e já contamos com mais de 150 usinas de biodiesel espalhadas pelo país;
- Biogás: substitui gases minerais como o GLP e o gás natural. Pode ser usado para gerar energia elétrica;
Vantagens
1. Sua fonte de produção é renovável, ou seja, não se esgota com o consumo, como no caso do petróleo (saiba mais no nosso guia de combustíveis);
2. Reduz consideravelmente a emissão de gás carbônico, preservando o meio ambiente e controlando o efeito estufa;
3. Combustíveis como o biodiesel são ótimos lubrificantes e podem aumentar a durabilidade do motor do veículo;
4. A produção de biocombustível gera mais emprego e renda para quem trabalha no campo;
5. Não é necessário mudar peças e componentes do veículo para usar os biocombustíveis.

Desvantagens

1. Para lucrar mais, muitos agricultores preferem produzir milho, soja, cana-de-açúcar, entre outros, para transformar em biocombustível, ao invés de vendê-los como alimentos;
2. Florestas passaram a ser derrubadas para aumentar o espaço das áreas de cultivo de sementes. Com o estímulo ao pró-álcool, grande área de Mata Atlântica foi substituída por plantações de cana de açúcar, particularmente no nordeste brasileiro. Isto acarretou graves problemas climáticos e edáficos, com elevação das temperaturas e da erodibilidade dos solos
3. As queimadas empregadas para derrubar as matas causam exorbitantes emissões de gás carbônico, o que só aumenta o efeito estufa. Alem disso, um canavial, por exemplo, não consegue armazenar tanto CO² quanto a floresta tropical que foi derrubada para lhe ceder lugar.
4. Tem uma produção ligeiramente mais baixa de energia, se comparada a um volume equivalente do diesel regular;
É fácil perder a fé nos biocombustíveis quando se conhece apenas o etanol de milho. Um quadro mais animador encontra-se no Brasil, onde milhões de motoristas usam carros movido pelo álcool produzido nos canaviais do interior do país.

domingo, 23 de maio de 2021

Recomendações para o Bom Cultivo e Produção da Ata

 

Recomendações para o bom cultivo e produção da ata

 

A ATA, também conhecida como fruta do conde, se adapta muito bem ao clima quente e pouco chuvoso, o que torna fácil seu cultivo no nordeste brasileiro. Em pequenos pomares a propagação da espécie se dá por meio de sementes. Já para cultivos destinados ao comércio são usadas mudas enxertadas, pois a produção e a qualidade dos frutos são mais uniformes.

Para o início do plantio a área deve ter sido adubada quarenta dias antes. A melhor época para plantar a ateira é no início da estação chuvosa. Já em áreas irrigadas o plantio pode ser feito em qualquer época. Outro fator que vai influenciar a produção é o espaçamento entre plantas e entre linhas, que deve ser, no mínimo, de quatro por quatro metros. No cultivo, o produtor deve estar atento às plantas indesejadas e às podas.

A ateira é uma planta de produção tardia, ou seja, demora para começar a dar frutos. Se o plantio usar mudas enxertadas, os frutos começam a aparecer depois de dois anos. Se os pomares forem de sequeiro, aqueles que não utilizam nenhum sistema de irrigação artificial, a produção pode demorar três anos.

sábado, 22 de maio de 2021

Importância e a Forma de Usar Cobertura Para Cultivo de Hortaliças

 

A importância e a forma de usar cobertura para cultivo de hortaliças

 

Essa técnica pode ser aplicada ao solo ou às plantas. A cobertura do solo é usada para manter a temperatura e a umidade do terreno e, por isso, ajuda no desenvolvimento das hortaliças. Já a cobertura das plantas serve para proteger as hortaliças da chuva, do frio ou do calor, dependendo da cultura e da região, e, também, diminui o ataque de insetos.

Para o agricultor definir que tipo de cobertura deve construir para proteger a plantação é preciso levar em conta o clima da região, se é frio, se chove muito, etc.. Existem diversos tipos de estruturas para fazer essa cobertura, como as casas de vegetação, túneis altos, túneis baixos, coberturas com tela ou plásticos.

“As principais vantagens dessa técnica estão ligadas ao aumento da produtividade, melhoria da qualidade e à possibilidade de produção durante todo o ano, na safra e na entressafra”, explica o agrônomo da Embrapa Hortaliças (Brasília / DF) Werito Fernandes.

Brasil e China Discutem Ações Para a Agricultura

 

Seminário

Com foco na sustentabilidade, Brasil e China discutem ações para a agricultura em diálogo bilateral

No evento, serão discutidas potenciais formas de cooperação entre os dois países para desenvolvimento da agricultura sustentável

Foto: Antonio Araujo/Mapa

Representantes do governo, setor produtivo e sociedade civil do Brasil e da China se reúnem a partir desta quinta-feira (20) para discutir a sustentabilidade na agricultura. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou, hoje, da abertura do Diálogo Brasil-China sobre o tema, em evento online, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e o think tank chinês Institute of Finance and Sustainability (IFS).

“A sustentabilidade é um conceito inerente à agropecuária do Brasil. Investimentos, nos últimos 50 anos, em ciência e inovação permitiram a adaptação altamente produtiva de variedades de plantas e animais aos trópicos. A intensificação sustentável, com produção integrada de grãos, carnes e florestas, possibilitou a realização de duas, ou mesmo três, safras por ano na mesma área”, declarou a ministra brasileira.

A China é o principal parceiro do agronegócio brasileiro, tendo o Brasil como um dos mais importantes fornecedores de alimentos para a população do país asiático. “Construímos uma relação de confiança na entrega perene, com qualidade, inocuidade e sustentabilidade, em escala suficiente para contribuir com a segurança alimentar da China”, complementou Tereza Cristina sobre a parceria sino-brasileira.

A sustentabilidade na agropecuária é um tema de fundamental importância para ambos os países, que buscam conciliar segurança alimentar e preservação do meio ambiente com uso de inovações tecnológicas e aumento da produtividade. É o que destacou o ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Tang Renjian.

“Promover a sustentabilidade depende de uma cooperação internacional baseada em boa-fé, confiança mútua e benefício recíproco. O Brasil é o primeiro país em desenvolvimento a criar uma parceria estratégia com a China e também um importante parceiro no agronegócio”, disse.

O evento vai explorar potenciais formas de cooperação entre os dois países nessas áreas e apresentar práticas corporativas ligadas à agricultura sustentável. Ao longo de dois dias serão realizados quatro painéis sobre assuntos fundamentais para a cooperação sino-brasileira: finanças verdes, agricultura sustentável, biodiversidade e economia circular.

Também será discutida a relação entre agricultura sustentável e biodiversidade, considerando-se que a China sediará em outubro a COP15 sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas.

Baixa emissão de carbono

A produção agropecuária com baixa emissão de gases de efeito estufa já é realidade no Brasil e foi apresentada pela diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Mariane Crespolini.

De importador de alimentos básicos na década de 1970, o Brasil, atualmente, é considerado o celeiro do mundo, responsável pela alimentação de mais de 1 bilhão de pessoas em 180 mercados. A cada quatro pratos de comida servidos no mundo, um conta com ingredientes originários do Brasil.

Para manter tamanha produção sustentável, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desenvolveu o Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que, na última década, permitiu ultrapassar a meta de mitigação de carbono na produção agrícola, atingindo 50 milhões de hectares. Ou seja, 20% da área cultivada brasileira passaram a adotar práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa a partir de tecnologias como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio.

O Plano ABC foi atualizado até 2030 e busca avançar nas soluções tecnológicas sustentáveis para a produção no campo e a melhoria da renda do produtor rural, com foco no enfrentamento da agropecuária às mudanças do clima. “Chamado de Plano ABC+, é uma forma de estreitar as relações bilaterais e econômicas”, ressaltou Crespolini. 

Outra ação citada no evento foi a certificação “Carne Carbono Neutro”. Produtos com esse certificado já estão disponíveis nas gôndolas dos supermercados e é garantia de que o gado é criado com manejo adequado das pastagens e em áreas com árvores plantadas (integração lavoura-pecuária-floresta), neutralizando, assim, o metano exalado pelos animais, além de conferir maior bem-estar animal.

Na sexta-feira (21), o secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério, Cléber Soares, participa do painel Agricultura Sustentável e Biodiversidade.

Acompanhe o Diálogo Brasil-China sobre Agricultura Sustentável pelo Youtube.

Dia 20: https://youtu.be/F_58i5x4GPc   

Dia 21: https://youtu.be/p1vqpVPxZhI 

Brasil-China

Fundado em 2004, o Conselho Empresarial Brasil-China é uma instituição bilateral sem fins lucrativos formada por duas seções independentes, uma no Brasil e outra na China, e dedicada à promoção do diálogo entre empresas dos dois países.

O CEBC concentra sua atuação nos temas estruturais do relacionamento bilateral sino-brasileiro, com o objetivo de aperfeiçoar o ambiente de comércio e investimento entre os países.  Em 2015, o Conselho foi reconhecido oficialmente no Plano de Ação Conjunta assinado entre o Brasil e a China, como o principal interlocutor dos governos na promoção das relações empresariais entre os dois países.

Mercado Brasileiro do Milho

CI
 
COTAÇÕES

Confira o mercado brasileiro de milho

Em Santa Catarina, a ‘queda de braço’ entre compradores e vendedores continua
Por:  

No Rio Grande do Sul, a Emater/RS relata avanço de 3% em relação à semana anterior, com lotes negociados em Cruz Alta e Ijuí, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Segundo a entidade, o grão está 88% colhido, ante 85% referentes à semana passada (dia13/05). Em relação à evolução do ciclo passado, encontra-se praticamente em linha, em que a colheita se situava dentro de 89%”, comenta. 

“As regiões que apresentam um maior avanço, segundo o mesmo, são de Porto Alegre (90%), e Erechim (100%). Santa Maria apresentou 80%, e em Pelotas, apenas 53% está colhido. As produtividades variam muito entre as lavouras; em Pelotas, por exemplo, há aquelas que colheram 5.400 kg/há, e em outras, a produtividade foi de 9.100 kg/ha”, completa. 

Em Santa Catarina, a ‘queda de braço’ entre compradores e vendedores continua. “O dia de hoje foi novamente bastante calmo, com pouquíssimos lotes no mercado, e uma certa falta de interesse – segundo relatos – em realizar negócios. Em um comentário de um de nossos correspondentes, o mesmo diz que alguns lotes poderiam vir com origem do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas que por lá, as baixas ainda não são ‘realidade’”, indica, se referindo ao dia anterior. 

Os vendedores estão cedendo à pressão no estado do Paraná, que vê negócios no Sudoeste a R$ 95,50 e perto de Curitiba a R$ 96,00 a saca. “O avanço de dias que antecede a colheita vai confirmando as perdas de lavouras no Paraná. Hoje falamos com agrônomos de campo da região oeste do Estado, que foi mais afetada pela seca, que revelam que há uma grande disparidade de potencial produtivo em suas áreas de monitoramento”, conclui. 

 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Cultivo Orgânico de Abacaxi Produz mais que no Sistema Convencional

 

Cultivo orgânico de abacaxi produz mais do que no sistema convencional

 

Uma importante conquista, levando-se em consideração que no cultivo orgânico não é permitido o uso de produtos químicos, que facilitam a produção. A Embrapa, em parceria com a Bioenergia Orgânicos, está na vanguarda na elaboração de sistemas orgânicos de produção (SOP) de frutas no País, importante frente de atuação na busca de uma agricultura mais sustentável. Entre esses sistemas, está o de abacaxi. Assim como os de maracujá e manga, o SOP Abacaxi foi construído com base nos experimentos realizados em Lençóis, na Chapada Diamantina (BA).

De acordo com o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tullio Pádua, um dos editores técnicos da publicação, a produção no SOP chega a cerca de 49 t/ha em cultivo irrigado por microaspersão, com densidade de 35.712 plantas/ha e espaçamento de plantio de 1,0 m x 0,40 m x 0,40 m, considerando ainda uma perda padrão de 30% de frutos do  Pérola em função da fusariose (principal doença da cultura) e da ocorrência de frutos sem valor comercial.

“A produtividade média nacional de abacaxi, em 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 36,14 t/ha. Obtivemos, assim, nos experimentos, cerca de 35% a mais comparado ao convencional no País. Agora, em relação à produtividade média na Bahia, de 21,11 t/ha em 2019, alcançamos mais que o dobro. Vale deixar claro que a irrigação influencia nessa diferença, já que a maior parte da produção de abacaxi no País é em sistema de sequeiro. Mesmo assim, é um resultado excelente.”

Outro aspecto positivo observado no cultivo orgânico é a quantidade de frutos classificados como de melhor qualidade, chamados de “frutos de primeira” (acima de 1,5 kg), no caso da variedade Pérola: mais de 90% da produção apresentou frutos de peso médio elevado, de 1,8 kg a 2 kg, quando em cultivo irrigado. “O preço do fruto de segunda representa aproximadamente metade do preço do de primeira. Então, quanto mais frutos de primeira o produtor tiver, maior é o seu lucro. No convencional, a produção fica entre 50% e 60% de frutos de primeira. E no orgânico conseguimos mais de 90% quando cultivado com irrigação por microaspersão”, relata o cientista que, ao lado da pesquisadora Ana Lúcia Borges, representa a Embrapa na Comissão de Produção Orgânica da Bahia, fórum composto por membros de entidades governamentais e não governamentais.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Governo divulga novo reajuste do S. Mínimo para 2022

 

Governo divulga novo reajuste do salário mínimo para 2022




A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira (18) o novo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que estava previsto para 4,27% e segundo estimativa já chega em 5,05% para 2021.

O INPC é o índice utilizado pelo governo para prever a correção anual do piso salarial do ano seguinte. Caso o índice de inflação permaneça como na nova projeção da SPE de 5,05% o novo salário mínimo para 2022 saltará de R$ 1.100 para R$ 1.155,55.

Vale lembrar que no mês passado o governo havia divulgado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem prevendo uma alta de 4,27% nos índices de inflação, o que elevaria o salário mínimo para R$ 1.147.

Reajuste não é um aumento real

Mesmo com a correção do salário mínimo em 4,27% ou em 5,05% como previsto, isso não significa um ganho real aos trabalhadores, apenas corrige o salário mínimo para que o trabalhador não tenha perdas conforme a evolução da inflação.

Quinta Feira com Chuva no Norte e Nordeste-Diz Agrotempo

 


 
AGROTEMPO

Quinta-feira com chuva no Norte e Nordeste

Avanço das instabilidade sobre SC, PR, SP e MS, ocorrerá especialmente no sábado (22/05)

Nesta quinta-feira (20/05) o maior destaque fica para o fortalecimento da região de baixa pressão sobre o sul do país, que poderá provocar pancadas de chuva pontuais. Ao norte e nordeste do Brasil, os sistemas favoráveis a chuvas continuam atuando e provocando chuvas fortes, especialmente na região norte. No entanto, na parcela central do país, a condição do tempo prevalece sob a atuação da massa de ar seco. 

Garantia-Safra autoriza pagamento para 44 mil agricultores familiares

 

Benefício

Garantia-Safra autoriza pagamento para mais de 44 mil agricultores familiares

O benefício será pago em parcela única de R$ 850 para agricultores de 54 municípios

Foi publicada nesta terça-feira (18), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 22, que determina o pagamento do benefício Garantia-Safra aos agricultores que aderiram na safra 2019/2020. Neste mês, receberão o pagamento agricultores de Alagoas e Bahia. O montante em recurso autorizado para esses agricultores chegará a mais de R$ 37,5 milhões.

Diante do cenário imposto pela Covid-19, a Secretaria de Política Agrícola decidiu antecipar, de forma excepcional, o pagamento do Programa Garantia-Safra na safra 2019/2020. Conforme publicado na Portaria nº 15, de 14 de abril de 2020, esse pagamento do Garantia-Safra será feito integralmente em parcela única de R$ 850.

O Garantia-Safra tem como objetivo garantir a segurança alimentar de agricultores familiares que residam em regiões sistematicamente sujeitas à perda de safra, por razão de estiagem ou enchente.

Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até 1 salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção nos municípios igual ou superior a 50%. O benefício Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Notificação de agricultores com benefício bloqueado

Com o lançamento do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br, os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios que tiveram autorização do pagamento no mês de maio/2021 devem cumprir com as orientações dispostas na Portaria Nº 25, de 08 de julho de 2020 para regularização do benefício. 

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra neste link e verificar o motivo do bloqueio através da notificação que consta na inscrição. O agricultor deverá realizar a consulta no prazo de 30 dias, contados do ato de publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício. Após esse prazo, o agricultor é considerado automaticamente notificado podendo se manifestar quanto ao bloqueio do benefício até o dia 17/07/2021, solicitando o requerimento de defesa neste link. 

A relação dos agricultores que tiveram o benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas Coordenações Estaduais aos gestores municipais. Clique aqui para verificar a relação dos agricultores que tiveram a concessão do benefício bloqueado, de forma cautelar, conforme Portaria Nº 25, de 08 de julho de 2020.

Nota do Blog: O RN ainda  fora do programa. Vamos aguardar.

Um incentivo ao turismo rural e ao agroturismo

 

Um incentivo ao turismo rural e ao agroturismo

 

Foi a assinatura de um convênio de cooperação entre a A Codevasf e a Embratur. O objetivo é promover o turismo rural e do agroturismo em 15 estados brasileiros. A assinatura do acordo ocorreu na sede da Codevsaf, em Brasília. Assinaram o documento o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, o diretor-presidente da Embratur, Carlos Brito, o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e o diretor do Departamento de Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Francisco Soares de Lima Júnior, que representou o ministro Rogério Marinho.

Entre as ações previstas no acordo estão a construção de banco de dados econômicos e turísticos e a promoção nacional e internacional de locais da interesse turístico situados nas áreas de atuação da Codevasf. Com a assinatura do acordo, as instituições agora devem elaborar plano de trabalho conjunto para desenvolvimento das atividades.

“Na nossa missão está o desenvolvimento econômico e social de todas as áreas onde atuamos. Estamos em 15 estados com funcionários que conhecem as culturas locais, que estão presentes no dia a dia das cidades e que vão contribuir muito ajudando com ideias, com ações e com infraestrutura logística para colocar esse projeto em prática”, afirmou durante o evento o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.

O presidente da Embratur, Carlos Brito, ressaltou o papel do turismo para a geração de emprego e renda. “Hoje estamos oficializamos o termo de cooperação da Embratur com a Codevasf, em continuidade ao trabalho que vínhamos desenvolvendo. O nosso empenho continua. Vamos fazer com que o turismo do agronegócio e o turismo rural sejam realmente, na retomada do turismo, um diferencial para todos que precisam de emprego e renda”, afirmou.

O ministro Gilson Machado Neto avaliou ser importante no momento o estímulo à fidelização de turistas estrangeiros e brasileiros. “A gente sabe do potencial que o nosso país tem. O Brasil sempre foi exportador de turistas. Esse turista agora começou a visitar o Brasil, a conhecer o Brasil e, o que é mais importante, ele começou a ver que o Brasil melhorou muito”, disse. “Tenho certeza de que agronegócio e turismo andam de mãos dadas”, acrescentou.

“Acredito muito na atividade turística como impulsionadora do desenvolvimento. É a atividade que com o menor custo gera maior número de empregos”, avaliou durante o encontro o diretor do Departamento de Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Francisco Soares de Lima Júnior. “O Ministério do Desenvolvimento Regional tem todo interesse para que isso seja ampliado para todas as regiões”, destacou.

O que muda com o novo licenciamento ambiental

 CI

 
O que muda com o novo licenciamento ambiental
Texto foi aprovado na Câmara e agora segue para o Senado
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Os deputados aprovaram, no dia 13 de maio, o Marco Legal do Licenciamento Ambiental. O Projeto de Lei 3729/04 altera as regras para solicitação e obrigatoriedade de licenças ambientais no país.

O parecer do relator em Plenário, deputado Neri Geller (PP-MT), estabelece regras gerais a serem seguidas por todos os órgãos envolvidos, como prazos de vigência, tipos de licenças e empreendimentos dispensados dessas obrigações. O projeto traz a ideia de que o licenciamento ambiental levará em conta as diferentes lógicas da mineração, da infraestrutura e do agronegócio.

Especificamente no agronegócio o substitutivo dispensa de licenciamento ambiental certas atividades se a propriedade estiver regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), se estiver em processo de regularização ou se tiver firmado termo de compromisso para recompor vegetação suprimida ilegalmente. Nesse caso estão inclusos o cultivo de espécies de interesse agrícola, temporárias, semiperenes e perenes; pecuária extensiva e semi-intensiva; pecuária intensiva de pequeno porte; pesquisa de natureza agropecuária que não implique risco biológico.

A ausência de licença para essas atividades não dispensa a licença para desmatamento de vegetação nativa ou uso de recursos hídricos. O produtor terá também de cumprir as obrigações de uso alternativo do solo previstas na legislação ou nos planos de manejo de Unidades de Conservação.

O texto permite ainda a renovação automática da licença ambiental a partir de declaração on-line do empreendedor na qual ateste o atendimento da legislação ambiental e das características e porte do empreendimento, além das condicionantes ambientais aplicáveis.

Se o requerimento for pedido com antecedência mínima de 120 dias do fim da licença original, o prazo de validade será automaticamente prorrogado até a manifestação definitiva da autoridade licenciadora.

Quando o empreendimento afetar unidade de conservação específica ou sua zona de amortecimento, o licenciamento não precisará mais da autorização do órgão responsável por sua administração – no caso federal, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os licenciamentos ambientais estavam em discussão há mais de duas décadas na Câmara Federal e agora o projeto segue para a apreciação do Senado. “O agro não é inimigo do meio ambiente. É um setor que gera empregos, renda, que concilia na mesma área a floresta, a pecuária e a agricultura, e que tem um custo de produção altíssimo”, destacou o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR).