Cuidados com manejo sanitário na pecuária de corte evitam perdas e melhoram resultados
Da qualidade da água que é fornecida ao rebanho ao calendário de vacinas, especialista explica como o bom manejo pode fazer a diferença na atividade
Da qualidade da água que é fornecida ao rebanho ao calendário de vacinas, especialista explica como o bom manejo pode fazer a diferença na atividade
O
oídio é uma doença que, até pouco tempo, não preocupava os produtores
de caju. Mas, nos últimos anos, a doença vem provocando graves perdas
para a cultura do cajueiro, afetando a produção da amêndoa e do falso
fruto.
As plantas afetadas apresentam um pó branco ou acinzentado nas folhas maduras e o mesmo pó nas folhas jovens. Pode ocorrer ainda abundante produção de espuma no local afetado. As plantas em viveiros não estão imunes e também podem ser atacadas pelo oídio.
Para prevenir o avanço da doença, a Embrapa Agroindústria Tropical recomenda realizar pulverização preventiva no início do ataque, empregando enxofre misturado na água e aplicada repetidas vezes com intervalos de sete dias até a formação completa dos frutos.
PREVISÃO DO INMETRO Precipitação Acumulada
O acumulado de chuva registrado entre os dias 5 e 9 de janeiro de 2022 é apresentado na Figura 1. Nesse período, as chuvas ocorreram de forma mais significativa em áreas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ocasionou acumulados de chuva em torno de 80 mm a 150 mm na faixa oeste do Pará, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. A ZCAS tem como principal característica a persistência de uma faixa de nuvens que fica, praticamente estacionada, provocando muita chuva sobre as mesmas áreas por, pelo menos, 4 dias consecutivos.
Na Região Norte, os maiores acumulados foram observados nos estados do Pará e Tocantins, os acumulados variaram entre 50 a 150 mm. Destaque para os totais de chuva no período nas Estações Meteorológicas do INMET de Conceição do Araguaia (PA) com 158,4 mm em Taguatinga (TO) com 142,0 mm.
Na Região Nordeste, os maiores acumulados foram no extremo oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão, com acumulados de chuva acima de 100 mm no período, com destaque para estações em Correntina (BA) com 136,8 mm e Balsas (MA) com 103,4 mm.
Na Região Centro-Oeste os maiores acumulados de chuva, acima de 100 mm, se concentraram no oeste de Goiás e Mato Grosso. Destaque para os totais de chuva no período nas estações Diamantino (MT) com 152,4 mm e São Miguel do Araguaia 140,0 mm.
Na Região Sudeste, foram observados volumes de chuva acima dos 200 mm no centro de Minas Gerais, nas estações de Ibirité (Rola Moça) e Belo Horizonte (Cercadinho) foram registrados no período acumulados de chuvas de 360,0 mm e 329,8 mm respectivamente. Destaque para Ibirité (MG) com 207,6,3 mm, Florestal (MG) com 183,2 mm, Belo Horizonte (MG) com 144,6 mm de chuva acumulado em 24 horas no dia 09 de janeiro de 2022.
Na Região Sul, as chuvas continuaram irregulares e escassas, o acumulado de chuva não ultrapassou 40 mm em grande parte da Região com exceção para o leste de Santa Catarina e do Paraná onde o acumulado de chuva ultrapassou 100 mm, nas estações de Bom Jardim da Serra (SC) com 160 mm e Urussanga (SC) com 117,4 mm no período. Destaque para os acumulados de chuva registrados em 24 horas nos municípios de Bom Jardim da Serra (SC) com 119,2 mm e Urussanga (SC) com 108 mm no dia 06 de janeiro de 2022.
Figura 1: Acumulado de chuva entre os dias de 5 a 9 de janeiro de 2022. Fonte: INMET.
INMET – portal.inmet.gov.br / acs.inmet@inmet.gov.br / Tel: (61) 2102-4610
1.2 Temperatura
De forma geral, as temperaturas máximas variaram entre 20°C e 38°C sobre o Brasil no período de 05 a 09 de janeiro de 2022. As maiores temperaturas predominaram na Região Norte e Nordeste do país.
A Figura 2 apresenta o mapa de temperaturas máximas registradas no dia 07 de janeiro, às 15 horas (horário de Brasília). Observa-se que as maiores temperaturas foram registradas principalmente a oeste da Região Norte, ainda em áreas do Nordeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. As temperaturas também estiveram elevadas, em torno de 38°C em Patos (PB), 37°C em Jardim (MS) e 36°C em Parque Estadual Chandless (AC).
Figura 2: Temperatura máxima no dia 07 de janeiro às 15 horas. Fonte: INMET.
INMET – portal.inmet.gov.br / acs.inmet@inmet.gov.br / Tel: (61) 2102-4610
Previsão de Tempo
2.1 Precipitação Acumulada
A previsão de chuva acumulada entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2022 é apresentada na Figura 3. De acordo com o modelo numérico do INMET, os maiores acumulados tendem a ocorrer nas regiões Norte, parte do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.
Na Região Norte, os maiores acumulados de chuva concentram-se no sudeste e sul do Pará e norte do Tocantins com acumulados entre 80 mm a 150mm. Podendo alcançar aproximadamente 200 mm em áreas pontuais, principalmente no estado de Pará.
Na Região Nordeste, os maiores acumulados se concentram ao norte do Piauí e sul do Ceará podendo ultrapassar 100 mm em áreas pontuais. Para uma grande área do Nordeste incluindo toda a faixa leste, não são previstos volumes de chuvas significativos.
Na Região Centro-Oeste há previsão de chuva para maior parte da região, com acumulados de 80 mm a 150 mm, podendo alcançar 200 mm em áreas pontuais no nordeste do Mato Grosso e oeste do Goiás.
Na área do MATOPIBA, os maiores acumulados chuva se concentram no norte do Tocantins e sul do Maranhão, com acumulados de chuva acima de 100 mm no período.
Na Região Sudeste, os maiores acumulados de chuva se concentram ao centro-sul de Minas Gerais e ao norte do Rio de Janeiro, com maiores acumulados entre 70 mm e 100 mm, podendo alcançar 150 mm em áreas ao centro-sul de Minas Gerais.
Na Região Sul, a semana será novamente com poucas chuvas principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e oeste do Paraná. Estão previstos volumes de chuva significantes apenas no leste do Paraná e Santa Catarina, podendo ultrapassar 100 mm de chuva no período.
Figura 3: Previsão de chuva entre os dias 11 e 17 de janeiro de 2022. Fonte: INMET.
INMET – portal.inmet.gov.br / acs.inmet@inmet.gov.br / Tel: (61) 2102-4610
A previsão do acumulado de chuva entre os dias 18 a 26 de janeiro de 2022 é apresentada na Figura 4. De acordo com o modelo de previsão numérica, as chuvas serão mais significativas em áreas na Região Norte, e parte do Sul e Sudeste e do Brasil.
Na Região Norte os maiores acumulados tendem a se concentrar no oeste da região, variando entre 70 mm e 90 mm.
Na Região Nordeste e área do MATOPIBA, o acumulado de chuva tende a ser inferior a 70 mm, principalmente na faixa leste da Região Nordeste.
Na Região Centro-Oeste, os acumulados de chuva se concentram na faixa de 10 mm a 40 mm, com maior concentração ao norte do Mato Grosso e sul do Mato Grosso do Sul.
Na Região Sudeste, os acumulados de chuva se concentram na faixa de 30 mm a 70 mm.
Na Região Sul, os maiores acumulados de chuva deverão ocorrer no leste do Paraná e Santa Catarina, podendo variar entre 50 mm e 90 mm. No Rio Grande Sul, o período ainda será de pouca chuva. As chuvas seguirão irregulares com totais que não deverão ultrapassar os 30 mm.
Figura 4: Previsão de acumulado de chuva para a 2ª semana. Fonte: GFS.
INMET – portal.inmet.gov.br / acs.inmet@inmet.gov.br / Tel: (61) 2102-4610
2.2 Temperatura
As temperaturas máximas deverão se manter elevadas em grande parte da Região Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste, pelo menos até o dia 16 de janeiro de 2022. Está previsto uma onda de calor a partir de amanhã (11 de janeiro) e nos próximos dias no Rio Grande do Sul, com temperaturas máximas em torno de 5°C acima da média climatológica.
A Figura 5 apresenta a previsão de temperatura máxima para os dias 14 e 15 de janeiro às 15h (horário de Brasília). De maneira geral, as temperaturas deverão variar entre 26°C e 42°C, com temperaturas máximas mais elevadas na Região Sul, avançando para as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. No leste do Mato Grosso do sul e oeste de São Paulo as temperaturas máximas tendem alcançar a faixa dos 38°C. Temperatura máxima para 14 e 15 de janeiro de 2022 às 15 horas. Fonte: INMET.
Acompanhe a atualização das previsões na página inicial do INMET, onde diariamente, são divulgados os avisos meteorológicos especiais.
Crédito rural
De julho a dezembro de 2021, o equivalente a seis meses da Safra 2021/2022, os produtores rurais contrataram R$ 159,7 bilhões em crédito rural, uma elevação de 30% em comparação ao mesmo período da safra anterior.
Para apoio à comercialização, as contratações somaram R$17,3 bilhões (+ 65%); custeio R$ 86,8 bilhões (+29%); investimento R$ 46,7 bilhões (+24%) e a industrialização, R$ 8,8 bilhões (+23%). Entretanto, o número total de contratos apresentou queda de 7% em relação ao período anterior, sendo que nos investimentos essa redução foi de 15%, conforme levantamento da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A Região Norte, apesar de ter menor representatividade no crédito rural, continua apresentando melhor desempenho nas contratações de crédito rural, com aumento de 30% em número de contratos e 46% no valor contratado. As demais regiões apresentaram decréscimo no número de contratos de investimento.
A participação dos recursos controlados no valor total das liberações foi de 68%, a mesma observada em igual período da safra anterior. Essa participação foi de 50% para os Recursos Obrigatórios e os da Poupança Rural Controlada.
Os recursos da Poupança Controlada concentraram-se nas finalidades custeio (70%) e investimento (30%), e os da fonte Recursos Obrigatórios foram majoritariamente destinados para custeio (74%) e industrialização (20%).
Em decorrência dos remanejamentos de recursos equalizáveis em dezembro último, houve aumento de R$ 1,72 bilhão na disponibilidade para custeio, sendo R$ 710 milhões para Pronaf, R$ 270 milhões para Pronamp e R$ 741 milhões para Demais Produtores. Em relação aos investimentos, o maior aumento na dotação de recursos ocorreu para os programas ABC (+ R$ 195 milhões) e PCA (+R$ 93 milhões).
Os programas de investimento com maiores recursos contratados foram: Procap-Agro (95%), Moderfrota, 65% e o Pronaf (62%), sendo 83% para os programas que utilizam recursos não equalizáveis. O aumento expressivo das contratações do Procap-Agro (+ 4.237%) justifica-se pelo fato dos recursos disponibilizados na safra 2021/22 serem aproximadamente quatro vezes superior ao da safra passada, situando-se em R$ 1,5 bilhão.
Já a diminuição das contratações do PCA (-40%) e Prodecoop (-74%) ocorreu em função da alteração, em outubro de 2021, do prazo para registro das operações de 180 dias para dois dias úteis, que por serem de elevado valor e complexas, demandam mais tempo para sua realização. De acordo com os agentes financeiros, essa redução não corresponde ao tamanho das operações de financiamento realizadas por já terem comprometido parte significativa do montante programado com operações em fase de aprovação.
Por fim, os saldos totais dos recursos equalizáveis, remanescentes no final de dezembro de 2021, foram de 36% para os investimentos e de 37% para o custeio, comercialização e industrialização.
Desde 2006, o Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE) vem defendendo a diversificação na produção de Feijão, tanto para abastecer o mercado interno, quanto para exportar o excedente. Nesse tempo, muito se investiu em pesquisas de novas cultivares que atendam os diferentes mercados mundiais. Para que o Brasil atenda com preço justo o mercado interno, é necessário produzir mais do que consumimos. Contudo, uma das preocupações dos produtores é o excedente, o que fazer caso não haja consumo para não ficar no prejuízo. A sobra do Feijão-carioca tem sido um problema para o setor, produzido e consumido.
Desde 2006, o Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais (IBRAFE) vem defendendo a diversificação na produção de Feijão, tanto para abastecer o mercado interno, quanto para exportar o excedente. Nesse tempo, muito se investiu em pesquisas de novas cultivares que atendam os diferentes mercados mundiais.
Para que o Brasil atenda com preço justo o mercado interno, é necessário produzir mais do que consumimos. Contudo, uma das preocupações dos produtores é o excedente, o que fazer caso não haja consumo para não ficar no prejuízo.
A sobra do Feijão-carioca tem sido um problema para o setor, produzido e consumido somente no Brasil, essa cultivar faz com que produtores fiquem à mercê do mercado, muitas vezes dependendo de subsídio do governo para não amargarem grandes perdas de investimento.
Solução
Para dar mais tranquilidade aos personagens da cadeia produtiva do Feijão e Pulses, a diversificação na produção é uma estratégia trabalhada com ênfase pelo IBRAFE. Em parceria com grandes institutos de pesquisa, como a Embrapa e o IAC, várias pesquisas foram iniciadas para que houvesse diversidade de cultivares que atendessem o paladar do nosso consumidor e, ao mesmo tempo, dos consumidores pelo mundo afora.
Para que essa estratégia gere resultados, é necessário o envolvimento de toda cadeia, desde a pesquisa até o supermercado, chegando também ao consumidor. Os empacotadores podem se mobilizar para atuar com estes Feijões, como o rajado, o vermelho, os brancos e os caupis, citando os mais importantes.
Em números, o mercado de exportação se torna ainda mais atrativo, com crescimento contínuo desde 2019, quando as exportações US$112 milhões e mais de 166 mil toneladas. Até outubro de 2021, esse valor já tinha ultrapassado os US$167 milhões, com mais de 181 mil toneladas, somente em Feijões.
Esses números já refletem os esforços em diversificar a produção, o potencial de crescimento desse mercado é gigantesco e a capacidade produtiva do Brasil pode atender uma boa fatia desse montante.
Viva o Feijão
Incentivar o consumo de Feijões e Pulses sempre esteve entre os principais objetivos do IBRAFE. O projeto Viva o Feijão, que está começando pelo Paraná, promove, com apoio do SEBRAE e da ABRASEL e com chefs reconhecidos, o consumo de Feijões especiais.
A ideia é levar esse projeto para outros estados. O mercado encontrará o seu preço para cada Feijão e se ajustará aos poucos. Na medida em que esta válvula de escape passe a ser cada vez mais usada, não haverá tanta dependência de consumo interno. Exportar é o que poderá garantir que tenhamos alimentos. A alternativa de abrir o mercado mundial de Feijões para o nosso agro está dando certo. Esta é a razão para o novo recorde de volume e de valor.
A estação apenas começando, e chuvas de verão já causaram desastres pelo Brasil, enquanto, ao mesmo tempo, várias regiões sofrem com estiagem.
Em Minas Gerais, mais de 17 mil pessoas estão desalojadas e outras seis morreram por causa das chuvas fortes que atingem praticamente todo o estado, de acordo com boletim da Defesa Civil de Minas Gerais divulgado nesta segunda-feira [10/jan.2022].
Apesar de não serem esperadas para o Nordeste neste período, precipitações também castigaram a Bahia.
Mais de 850 mil pessoas foram afetadas, 26 morreram e duas estão desaparecidas, segundo a Defesa Civil estadual.
A região afetada pelas chuvas [na Bahia] é caracterizada por intensa estiagem, normalmente as chuvas são esperadas no estado somente entre março e junho.
O Brasil não tem dados oficiais sobre as cidades mais vulneráveis à ocorrência de desastres naturais de grande porte, mas o Serviço Geológico Brasileiro monitora áreas consideradas propensas a desabamentos, inundações, deslizamentos de rochas, etc.
Atualmente, o Serviço considera que 1.601 cidades têm "alto e muito alto risco" de deslizamentos de terra, inundações, enxurradas e queda de rochas, o equivalente a 28,74% do território brasileiro.
Como será o verão de 2022
Para a segunda semana de 2022, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já emitiu dois avisos meteorológicos classificados como "de grande perigo (vermelho)" para Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por outro lado, também há estiagem em parte do país.
Oportunidade
para quem já concluiu o ensino médio. O Serviço Nacional de
Aprendizagem Rural de Pernambuco (Senar/PE) está com inscrições abertas
para os cursos técnicos em Agronegócio, Fruticultura e Zootecnia, na
modalidade a distância. As vagas prioritárias são destinadas a
produtores rurais e seus familiares, além de trabalhadores do meio
rural. Para ler o edital e o formulário acesse site etec.senar.org.br
Os três cursos são reconhecidos pelo Ministério da Educação e o diploma é válido nacionalmente. Zootecnia: oferecido pela primeira vez pelo Senar, no polo Garanhuns, o curso tem carga horária de 60% a distância e 40% em atividades presenciais. Agronegócio: a formação, que acontece nos polos Recife e Petrolina, tem carga horária de 80% de atividades a distância e outros 20% de atividades práticas. Fruticultura: o curso, realizado no polo Petrolina, é 70% online e 30% presencial com carga horária total de 1350 horas.
Antes de efetivar a inscrição, os candidatos devem ler o edital atentamente. Embora os cursos sejam a distância, o candidato deve indicar um dos polos de ensino para participar de aulas e atividades práticas. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3312.8966 com atendimento de segunda a sábado, das 8h às 20h (horário de Brasília).
Os
roçados sustentáveis, são um novo modelo de uso da terra, que aumenta a
capacidade produtiva das áreas de cultivo de modo permanente. Os
roçados sustentáveis permitem ao produtor rural abandonar, de vez, o
uso do fogo, que desgasta e degradado o solo. Além de rentáveis, esses
roçados sustentáveis recuperam as áreas degradadas e ampliam como
condições de segurança alimentar, das famílias dos agricultores.
Os ganhos desse modelo são, portanto, sociais, ambientais e econômicos. E o melhor: as técnicas utilizadas são simples e baratas, e tem como base o plantio direto e o uso de plantas de cobertura, como a mucuna preta, o feijão guandu e a crotalária.
O economista e professor da Universidade de São Paulo especializado em mercado de trabalho, José Pastore, defendeu os avanços promovidos pela reforma trabalhista no Brasil, e afirmou que ela não só manteve os direitos previstos no texto original da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como também acrescentou novas seguranças.
É o caso, de acordo com ele, de novos formatos de trabalho como o trabalho intermitente (por prazos determinados), terceirizado, de período parcial e à distância (teletrabalho ou “home office”).
O debate sobre a reforma trabalhista voltou à tona depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, falaram em revogar a reforma, mencionando a revogação de reforma trabalhista de 2012 na Espanha para criticar a nova legislação brasileira.
“O que a Espanha está tentando fazer é reduzir muita insegurança que aquelas maneiras expeditas de contratar – por dia, por hora, por tarefa – introduziram no país”, disse Pastore, que é presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP.
“Lá, o trabalhador é contratado por hora, por tarefa, e não tem direitos trabalhistas. Não é o caso do Brasil. A reforma trabalhista preservou todos os direitos constitucionais e, além disso, estabeleceu novos que nem faziam parte da CLT.”
É o caso, menciona, do trabalho à distância ou do emprego terceirizado, que ganharam regulamentação própria com a reforma. Pastore também menciona flexibilizações trazidas ao trabalhador como a possibilidade de fatiar as férias anuais em até três períodos e o fim da contribuição obrigatória aos sindicatos.
“A reforma trabalhista foi aprovada em 2017 e, naquela altura, ninguém tinha a menor ideia de que teletrabalho, o home work, viessem a ser tão demandados; foi a reforma que veio regular essa maneira de trabalho, antes não havia nenhuma segurança”, afirmou.
“Quando a empresa vai terceirizar um trabalho, ela é obrigada a prover ao trabalhador alimentação, ambulatório, transporte, exames periódicos, treinamento. Nada disso existia na CLT e passou a existir com a reforma. São direitos novos que foram criados”, acrescentou
Venda em balcão
Nesta quarta-feira (5), o Governo Federal publicou a Lei nº 14.293/2022, que institui o Programa de Venda em Balcão (ProVB), com o objetivo de promover o acesso do pequeno criador de animais aos estoques públicos de milho. De acordo com a norma, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá comercializar o produto para o criador que tenha a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP-Pronaf) ativa, ou outro documento que venha a substituí-la.
“O programa antes era operacionalizado pela Conab por meio de portarias, que tinham que ser editadas anualmente”, explica o diretor de Operações e Abastecimento da Companhia, José Trabulo Júnior. “Com a promulgação da lei, fica assegurada a manutenção do programa e o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional, que é o de produção de proteína animal.”
O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, também destacou a importância da publicação da lei. “O milho a ser adquirido certamente contribuirá para a manutenção do pequeno criador na sua atividade, assegurando consequentemente renda e empregos”, afirmou.
A norma instituída também prevê a inclusão dos aquicultores entre o público beneficiado pelo Programa. “Para garantir esse acesso, a Conab também procederá um estudo sobre o consumo per capita para atendimento dos plantéis e o método para fiscalização dessas criações ”, pondera a superintendente de Abastecimento Social da Companhia, Diracy Lacerda.
Aquisição do milho
Com a sanção da lei, pelo presidente Jair Bolsonaro, a Conab ganha uma nova ferramenta para adquirir milho com objetivo de abastecer o Programa de Venda em Balcão, além da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A operação de compra será estabelecida anualmente por Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Economia, não podendo exceder 200 mil toneladas. Em situações excepcionais, esse limite poderá ser alterado. A medida visa assegurar o suprimento de insumos de maneira regular a inúmeras propriedades rurais, especialmente após a quebra de safra do milho.
Vale ressaltar que a PGPM é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta de alimentos, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional. De acordo com esta norma, o Governo Federal pode adquirir quaisquer produtos contemplados pela Política, desde que os preços pagos aos produtores estejam abaixo do mínimo estabelecido.
Programa de Venda em Balcão
O ProVB tem como objetivo promover o acesso do pequeno criador de animais ao estoque público de milho. Serão beneficiários do programa os pequenos criadores de animais, inclusive os aquicultores, caracterizados de acordo com a política nacional de agricultura familiar. O volume permitido para a compra por produtor é avaliado de acordo com o tamanho do plantel, não podendo superar o limite máximo de 27 toneladas mensais.
Para ter acesso ao Programa, o interessado deverá estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas, Associações e demais Agentes (Sican), da Conab, além de estar em situação regular junto ao Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes (Sircoi), da Conab, entre outras exigências.
Agricultura de sequeiro é uma técnica agrícola para cultivar terrenos onde a pluviosidade é diminuta. A expressão sequeiro deriva da palavra seco e refere-se a uma plantação em solo firme(o contrário de brejeiro, ou de brejo, como é comum nos países asiáticos e em Santa Catarina, no Sul do Brasil). Mas isso não impede que o plantio seja irrigado em época de seca. O plantio de sequeiro é intensivo e desenvolve-se nos planaltos da África, com pouca rotação de culturas e aproveitamento do estrume. Essa forma de agricultura é comum no sertão nordestino.1 Também é utilizada no Cerrado brasileiro e na fronteira dos Estados Unidos com o México, uma região muito seca: máquinas escavam para revirar a terra úmida do solo e expô-la ao solo, reciclando o solo.
Nota do Blog: Muita gente pergunta: o que é Agricultura de Sequeiro?
A
nova cultivar de batata-doce de polpa roxa é o foco da publicação que
apresenta a BRS Anembé, suas características e adequação para diversos
usos, do campo à mesa. Produzido por uma equipe multidisciplinar de
pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), o Comunicado Técnico
(CT) destaca as qualidades agronômicas da cultivar, assim como o seu
desempenho observado nos experimentos instalados em diversas regiões do
Brasil.
A história da BRS Anembé começa a partir de 2013, quando foram iniciados os primeiros experimentos para seleção de genótipos de polpa roxa na Embrapa Hortaliças. Em 2017, seis genótipos mais produtivos foram selecionados e, dando seguimento ao plano de trabalho, nos anos de 2018 e 2019 foram instalados ensaios em Brasília (DF), Canoinhas (SC), Estiva (MG), Petrolina (PE) e Uruana (GO). Em Presidente Prudente (SP), um dos principais polos de produção no País, ocorreu a etapa de validação em área comercial.
Segundo a pesquisadora Larissa Vendrame, que coordena as pesquisas de melhoramento genético de batata-doce da Embrapa Hortaliças, e assina a publicação juntamente com os pesquisadores Raphael Melo, Giovani Olegário, Geovani Amaro, Lucimeire Pilon, Jorge Anderson, Jadir Pinheiro e Ricardo Borges, “esses ensaios comprovaram o bom desempenho agronômico da cultivar, notadamente sob a forma de uma boa qualidade de raiz para o processamento industrial, em função de matéria seca acima de 30%, e ainda o alto potencial para uso culinário.”
Nos ensaios, que também incluíram a avaliação de danos por pragas e doenças, a cultivar BRS Anembé se destacou por demonstrar ampla adaptabilidade, estabilidade de produção em diferentes ambientes e manutenção da qualidade de suas características.