segunda-feira, 9 de abril de 2018

Brasil valoriza mercado de energia solar que tem crescido nos últimos anos

energia solarO país está entre os 30 países do mundo que mais implantam energia solar no planeta. Segundo os números anuais da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) os investimentos mundiais em energia solar somaram US$ 160,8 bilhões em 2017, representando um aumento de 18% a mais que o ano anterior. Dentre as energias renováveis, a solar é a que mais tem se destacado nos últimos anos, representando 48% de todo o investimento mundial em energia limpa. Já no Brasil, o investimento no ano passado foi de US$ 6,2 bilhões com alta de 10% em relação a 2016.
De acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) o país recentemente atingiu 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica. Esta potência é suficiente para abastecer 500 mil residências do país, produzindo energia renovável, limpa, sustentável e competitiva capaz para atender o consumo de dois milhões de brasileiros.
“A marca histórica de 1GW de potência instalada em energia solar é um marco, um divisor de águas. Os projetos e as instalações estão ganhando escala, um fator extremamente importante para os fabricantes e para toda cadeia na geração solar fotovoltaica. Nós acreditamos muito no potencial do país. Hoje, graças a nossa empresa, o Brasil pertence a um seleto grupo dos 30 países que mais implantaram energia solar no mundo”, complementa Anaibel Novas, gerente solar da Fronius.

Segundo a ANEEL, até 2024, cerca de 1,2 milhão de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energética brasileira e até o ano 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

Embrapa lança manual de qualidade de leite para pequenos produtores


Para atender as exigências e a crescente valorização da qualidade do leite, a Embrapa lança um manual para manutenção da qualidade do leite cru refrigerado armazenado em tanques coletivos para pequenos produtores, técnicos, transportadores e coletores de amostras de leite. A publicação traz recomendações para a produção de leite com qualidade, desde a ordenha até o transporte para o laticínio, com foco em protocolos de higienização de tanques coletivos ou comunitários de armazenamento refrigerado de leite cru. A publicação é um trabalho conjunto realizado entre pesquisadores e analistas da área de transferência de tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e Embrapa Gado de Leite (MG).
O manual aborda, de forma detalhada, questões técnicas, normativas e legais relacionadas à produção, armazenamento e transporte de leite, contendo um guia para coleta de amostras para análise. “Esse manual apresenta os protocolos mais modernos para obtenção e manutenção de leite com qualidade proveniente de agricultores familiares, que armazenam leite em tanques comunitários; desde a ordenha do animal até o transporte para a unidade de processamento”, informa Letícia Mendonça, analista da área de transferência de tecnologia da Embrapa Gado de Leite. Esses tanques caracterizam-se como unidades coletivas de resfriamento de leite, geralmente utilizados por pequenos produtores, que compartilham o equipamento para armazenar o leite cru a ser entregue ao laticínio. “Mesmo no leite resfriado ocorre multiplicação de microrganismos, caso a higienização desses tanques não seja realizada adequadamente. Normalmente, há formação de películas com microrganismos que contaminam e alteram as características do leite. Por isso, é preciso implementar protocolos não só na ordenha, mas também nos processos de armazenamento e transporte do produto”, ressalta André Dutra, analista da área de transferência de tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), líder de um projeto que prevê o incremento de qualidade do leite produzido por agricultores familiares no Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. 
A aplicação dessas recomendações na cadeira leiteira de pequena escala contribui para o aumento do lucro, através do pagamento por qualidade; do rendimento industrial e da qualidade dos produtos lácteos ofertados ao consumidor final.
O manual está disponível gratuitamente para download no Portal da Embrapa. Acesse aqui.

Embrapa Agroindústria de Alimentos

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Prefeita Sandra inaugura Sistema de Dessanilizador ao lado do secretário estadual Ivan Júnior, vice-prefeito, secretários e vereadores


Os moradores do aglomerado Pelo Sinal I e II/ Velho Tomaz, na zona rural de Fernando Pedroza, estão sendo beneficiados com um sistema de dessalinização implantado pelo Governo do RN, através do Programa Água Doce (PAD), em parceria com a Prefeitura Municipal. 


No início da tarde de hoje (05), a prefeita Sandra Jaqueline (PSD) ao lado do secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ivan Júnior, entregaram e autorizaram o uso da máquina, que vai fornecer água de excelente qualidade para mais de 40 famílias, além de agricultores do entorno. 

Sandra falou de sua alegria em poder entregar essa importante obra para o homem do campo Pedrozense. “Vinhemos aqui juntamente com nossa equipe, nosso vice-prefeito João, vereadores e com o secretário estadual de Recursos Hídricos, Ivan Junior, onde expresso toda nossa satisfação em ver se concretizar em nossa gestão uma obra que irá trazer segurança hídrica para o homem do campo”, comemorou a prefeita Sandra.



O Presidente da Associação de moradores, seu João França Tales Felipe, comemora a chegada da água doce e ressalta que o assentamento esperava por essa benfeitoria, há muitos anos. “É um sonho realizado que vai mudar muito nossa qualidade de vida” diz ele. 

O ato de entrega contou além da presença da prefeita Sandra Jaqueline, também do secretário estadual da SEMARH, Ivan Júnior, do vice-prefeito João de Chota, de secretários municipais, vereadores e lideranças comunitárias. 


Crescimento

Setor agropecuário foi o de maior crescimento em 2017

Economia cresceu 1%, dos quais, segmento foi responsável por quase ¾
     
A agricultura novamente é destaque no crescimento econômico do Brasil e foi o setor que mais cresceu em 2017. Com o melhor resultado da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1996, segmento cresceu 13%. O desempenho foi o de mais peso no Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 e representou 70% do crescimento da economia brasileira.

Os cultivos que mais favoreceram o resultado positivo em 2017 foram os de milho e soja. Ambos registraram crescimento expressivo – 55,2% na safra de milho e 19,4% na safra de soja, em relação a 2016. “São duas culturas muito importantes”, ressaltou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

As tecnologias de plantio e colheita aliados ao preparo correto do solo e irrigação adequada são fatores que contribuem para o destacado desempenho. Muitas inovações poderão ser encontradas na AgroBrasília. Com exposição de máquinas e equipamentos modernos para preparo do solo, plantio, irrigação e colheita – a palestras e dias de campo – a grande Feira do Cerrado brasileiro contribui para o crescimento do setor.

Em 2017, a AgroBrasília movimentou R$ 710 milhões em negócios, teve 430 expositores e recebeu 99 mil visitantes. Durante a Feira, os agricultores tem acesso a tecnologias de ponta e conhecimento técnico. A disseminação de informação e a disponibilização de técnicas modernas criam condições para o setor agropecuário ter um bom desempenho econômico.   

Recorde

Exportação de milho brasileiro foi recorde em 2017

Milho foi um dos itens na lista que teve recorde de exportação
     
Segundo a Abramilho, o Brasil exportou 29,25 milhões de toneladas do cereal no ano passado Farming Brasil Na segunda-feira (02/04), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgou os resultados da exportação do mês de março, de acordo com a publicação houve um crescimento de 9,6% sobre março de 2017, pela média diária. No mês, as importações totalizaram US$ 13,8 bilhões, com acréscimo de 16,9% sobre o mesmo período do ano passado. O milho foi um dos itens na lista que teve recorde de exportação.  

Desempenho em 2017 Segundo o MDIC, em 2017 o Brasil exportou um total de 29,25 milhões de toneladas de milho. O volume de milho exportado foi recorde. Na comparação com 2016 houve aumento de 33,8% no total embarcado e frente a 2015 (ano, até então, recorde) a alta foi de 1,2%. De acordo com informações da Associação dos Produtores de Milho (Abramilho), o milho brasileiro continua sendo muito valorizado no exterior pela qualidade e pela diferença cambial.

Outra razão apontada por ele é o recente interesse pelo mercado mexicano em vista dos problemas que estão tendo em adquirir o milho americano. Leia mais: Preço do milho aumentou 32% no mês de março em Mato Grosso do Sul.   Exportação de milho Entre os principais países compradores do milho brasileiro no ano de 2017 estão os países asiáticos como Japão, Vietnã, Taiwan, Coréia do Sul e Malásia com US$1,82 bilhão.

Outro grande comprador é o Irã com US$ 782,61 milhões de dólares, na Europa um dos principais compradores é a Espanha com US$ 436,93 milhões. Leia mais: Chuvas frequentes garantem boas condições para a segunda safra de milho. “Estamos frente ao final da segunda safra e, definitivamente, precisamos plantar mais milho”, afirmou Cesário Ramalho, vice-presidente da Abramilho. “Existe sim, mercado para o nosso milho.

Já temos mais de 500 plantas de produção de etanol, hoje sabemos que várias destas plantas estão aceitando milho para a produção. Ou seja, nosso produtor precisa estar atento às novas oportunidades.”  

O Manto da Natureza

O manto da natureza



Técnica simples pode favorecer a captação de água e conservação de solo

camalhõesO armazenamento da água da chuva na propriedade podem melhorar a qualidade de vida das famílias rurais, que aproveitam essa água para fornecer aos animais ou para o plantio das lavouras. Atualmente, um programa de muita repercussão que está sendo adotado no campo é a construção de cisternas.
Para os técnicos da Embrapa Semi-Árido, em Petrolina, sertão de Pernambuco, o sistema de captação de água da chuva in situ, ou seja, no local do plantio é bastante útil. Com o uso de tração animal ou mecânica, o agricultor faz um plano inclinado entre dois sulcos, formando camalhões. A água da chuva fica acumulada, possibilitando uma maior infiltração da água no local onde estão as raízes das plantas.
Segundo os pesquisadores, a disponibilidade de água para as plantas por mais tempo pode representar uma enorme diferença na produtividade. Um aumento de 25% na quantidade de água disponível para as plantas eleva as chances de colheita de uma cultura de 10% para até 90%.

Evite prejuízos no rebanho bovino apenas com o controle de vermes


vacas vermifugadasOs efeitos dos parasitas em bovinos dependem do grau de infestação, o que depende, por sua vez, de diversos fatores, tais como clima, solo, vegetação, raça e idade do animal e o tipo de pastagem. O controle estratégico é, por definição, preventivo e seus efeitos são notados somente a médio e a longo prazos.
Segundo a equipe da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, metade dos tratamentos para verminose não tem o efeito desejado, o que é um grande problema para o produtor, que gasta dinheiro e não acaba com os vermes dos animais.
A alternativas que podem ajudar no combate dos vermes são o sistema de pastejo rotacionado, o controle biológico, a aplicação de fungos e o tratamento com exposição à luz. A verminose prejudica o crescimento do gado e pode matar até 10% do rebanho.
  propriedade podem melhorar a qualidade de vida das famílias rurais, que aproveitam essa água para fornecer aos animais ou para o plantio das lavouras. Atualmente, um programa de muita repercussão que está sendo adotado no campo é a construção de cisternas.
Para os técnicos da Embrapa Semi-Árido, em Petrolina, sertão de Pernambuco, o sistema de captação de água da chuva in situ, ou seja, no local do plantio é bastante útil. Com o uso de tração animal ou mecânica, o agricultor faz um plano inclinado entre dois sulcos, formando camalhões. A água da chuva fica acumulada, possibilitando uma maior infiltração da água no local onde estão as raízes das plantas.

Segundo os pesquisadores, a disponibilidade de água para as plantas por mais tempo pode representar uma enorme diferença na produtividade. Um aumento de 25% na quantidade de água disponível para as plantas eleva as chances de colheita de uma cultura de 10% para até 90%.


Emater-RN promove oficina de ordenha mecânica para produtores do Serido


O Governo do Estado através da Emater-RN, realizou, nesta quarta-feira (04), na Fazenda da Esperança, em Caicó, uma oficina tecnológica sobre ordenha mecânica, “ordenha mecânica – tecnologia para o leite” reunindo 30 médios produtores e agricultores familiares além de técnicos da Emater, de nove municípios do Seridó.
A Oficina teve a parceria da REAFRIO, empresa do ramo de tecnologias para o leite, do IDRIAN, das agências do BB e BNB de Caicó. Teve o apoio ainda do Escritório Regional de Caicó, do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Jardim do Seridó e da Prefeitura Municipal de Caicó, através da Secretaria Municipal de Agricultura.
Dividida em dois momentos, teórico e prático, os produtores participaram de uma palestra sobre os aspectos de operação, manutenção e higienização, visando à obtenção de leite de qualidade. No segundo momento, atividade prática, na qual os participantes puderam ver e experimentar o funcionamento geral da máquina, bem como, os cuidados necessários a boa higiene na produção.
Também esteve na pauta do evento, a campanha da brucelose que ficou a cargo do IDIARN, e sobre acesso ao crédito rural que foi conduzido pelo assessor regional de crédito da Emater, Guaraci Gomes. Os representantes do BB e do BNB também levaram sua mensagem de apoio a atividade e de fortalecimento da parceria, bancos/Emater-RN.

Temer comemora na Embrapa reconhecimento internacional "Brasil Livre da Aftosa"

Kátia Marsicano - presidente Maurício Lopes destaca a importante contribuição da ciência na erradicação da febre aftosa
presidente Maurício Lopes destaca a importante contribuição da ciência na erradicação da febre aftosa
Na semana em que o Brasil comemora o reconhecimento internacional por se tornar um país livre da febre aftosa para a pecuária, o presidente da República Michel Temer anunciou a intenção do governo federal de ampliar o mercado brasileiro da carne para mercados que remuneram melhor pelo produto exportado, como o Japão e outros países da Ásia. Temer participou hoje (5), na Embrapa, do evento de lançamento do selo "Brasil Livre da Aftosa", emitido pelos Correios e que integra o conjunto de comemorações da semana. Durante a cerimônia, o presidente Temer ressaltou a contribuição de instituições públicas como a Embrapa, Banco do Brasil e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o desenvolvimento do País.
"Este selo simboliza a excelência da nossa carne, da nossa agropecuária e dos serviços brasileiros de inspeção sanitária", destacou o presidente da República. Temer falou também sobre a importante trajetória de contribuição da Embrapa para a pesquisa agropecuária,  "um orgulho para o governo e para o povo brasileiro".
O reconhecimento do Brasil como país livre da aftosa, com vacinação, será concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e está previsto para ocorrer em maio durante reunião da entidade em Paris. A recomendação, com esse objetivo, foi feita pelo Comitê Científico da OIE, que é composto por 180 países. Com esse novo status, a pecuária brasileira partirá para um patamar mais alto, permitindo um novo desafio de conquistar, até 2023, o reconhecimento internacional, para todo o País, de livre de febre aftosa sem vacinação.
O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, destacou ser o reconhecimento uma conquista almejada há mais de cinco décadas. Um trabalho, segundo ele, baseado no fortalecimento do sistema de defesa e vigilância do país e o desenvolvimento de uma ciência voltada para a pecuária brasileira a partir da genética, do controle de doenças, da vacinação, da nutrição e da produção de pastagens mais sofisticadas.
"É também uma grande conquista dos produtores brasileiros que ganharam a consciência que é preciso buscar um padrão de produção coerente com a situação do Brasil de um grande player internacional, um provedor de alimentos para o mundo", ressaltou Lopes, lembrando a importância do mercado brasileiro de proteína animal. "Por isso temos de galgar padrões tecnológico e de vigilância coerentes com que o mundo quer".
Para o ministro do Mapa, Blairo Maggi, o reconhecimento internacional é resultado de tudo o que  foi feito no passado e que contribuiu para colocar o país hoje na vanguarda do futuro. Ele lembrou que nos anos de 1960 o Brasil iniciou o combate mais intenso à febre aftosa por meio de campanhas de vacinação em regiões pioneiras. De lá para cá as campanhas evoluíram até chegar, no ano passado, ao lançamento do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa que buscou consolidar a condição sanitária e avançar na meta nacional de zona de livre da doença sem vacinação, o que deverá ser concluído em 2023. "Estamos colhendo hoje os frutos do que fizemos no passado. Essa conquista é consequência do que vem sendo desenvolvido há muitos anos".
Avanços tecnológicos
Na última década, as novas tecnologias contribuiram para melhor aproveitamento da terra, aumentando a produtividade e colocando o Brasil em destaque no mercado internacional. De acordo com dados do Mapa apresentados pelo ministro durante o evento, em 1990, a pecuária brasileira produzia em torno de 145 milhões de cabeça de gado em 190 milhões de hectares de terra, o que totalizava 0,7 cabeças de gado por hectare. Atualmente, são 220 milhões de cabeça de gado em 160 milhões de hectares de terra, totalizando 1,3 cabeças de gado por hectare.
"Crescemos na qualidade e no manejo da pecuária. E as áreas antes ocupadas pela pecuária, hoje estão migrando para a agricultura, o que tem feito do país um grande produtor de alimentos", explicou Maggi, lembrando que essas áreas desocupadas voltaram para o meio ambiente.
Também participaram do evento na Embrapa, o secretário de Defesa Sanitária do Mapa, Luís Eduardo Rangel, o vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, o presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, entre outras autoridades, como parlamentares e representantes de outros ministérios.
Sobre o selo
Os Correios colocaram em circulação a Emissão Especial Febre Aftosa.  O selo celebra uma grande conquista da pecuária brasileira: o reconhecimento do Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como zona livre da febre aftosa com vacinação.  A certificação será entregue ao Brasil durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, que será realizada entre os dias 20 a 25 de maio, em Paris.
O selo é estampado com a imagem de um boi Nelore, uma das raças zebu, que representa mais de 80% do rebanho bovino nacional. O verde do campo, o azul do céu e o amarelo do sol remetem às cores da bandeira brasileira. Outro detalhe é o brinco da orelha do boi, que garante sua rastreabilidade com registro da genealogia desde o seu nascimento. Foram usadas técnicas de fotografia e computação gráfica. O selo tem tiragem de 150 mil unidades ao valor de R$ 1,85 cada.
A semana
As comemorações pelo reconhecimento internacional da condição de país livre da doença ocorreram ao longo de toda essa semana. Na segunda-feira (2), foi realizada sessão comemorativa no Senado, presidida pelo senador Waldemir Moka (PMDM/MS),  e com as presenças do ministro Blairo Maggi e do presidente da Embrapa, Maurício Lopes. Na terça-feira (3), aconteceram a sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal, pela manhã, e na parte da tarde a inauguração do "túnel do tempo da febre aftosa no Brasil" - exposição de painéis no túnel que liga o edifício sede do Mapa ao seu anexo, narrando fatos relevantes do combate à doença, desde o primeiro registro da febre aftosa no Brasil, com imagens das campanhas de vacinação e mais informações.
Na quarta-feira (04), o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, e o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques – delegado do Brasil na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) – visitaram o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Referência para análises e diagnósticos de aftosa, o Lanagro Pedro Leopoldo foi reconhecido pela ONU/FAO na área de Biossegurança e Manutenção de Laboratórios de Alta Contenção Biológica no início de 2018.

quinta-feira, 5 de abril de 2018


Mandioca

Oferta segue baixa e preços da mandioca sobem

Com poucas lavouras de segundo ciclo disponíveis para comercialização e a retração de parte dos agricultores
     
Com poucas lavouras de segundo ciclo disponíveis para comercialização e a retração de parte dos agricultores, a oferta de mandioca continua baixa nas regiões acompanhadas pelo Cepea. Este quadro foi agravado por chuvas em parte das áreas e pelo feriado da Paixão de Cristo.

Enquanto a oferta vem dando sinais constantes de diminuição, a demanda industrial segue firme, especialmente das fecularias. Entre 26 e 29 de março, o valor médio nominal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 525,44 (R$ 0,9138/grama de amido na tabela de renda 20), elevação de 0,6% frente ao do período anterior.
Algodão

Congresso derruba vetos ao Refis do Funrural

Derrubada dos vetos foi aprovada com votação expressiva
Em votação expressiva, o Congresso Nacional aprovou na terça-feira (3 de abril) a derrubada dos vetos presidenciais à Lei 13.606/18, que institui o programa de parcelamento para a dívida do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, o Funrural. A Casa também votou o Refis das micro e pequenas empresas.

Para a presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina (DEM-MS), a aprovação é uma vitória ao setor produtivo brasileiro que passou por momentos, desde o ano passado, de total insegurança jurídica. “A decisão de hoje mostra que o programa de parcelamento é a alternativa mais segura e viável ao produtor rural no momento. Agora é solicitar ao STF que julgue a constitucionalidade da contribuição previdenciária o mais rápido possível”, afirmou a deputada. 
Dentre os principais itens garantidos, após a suspensão dos vetos, estão a redução em 100% dos juros da dívida passiva; a cobrança em cascata, quando o produtor paga o imposto em várias etapas da cadeia; e a redução da alíquota de 2,5% para 1,7% aos produtores rurais Pessoa Jurídica, como aconteceu para Pessoa Física. “Foi uma redução de 40% na alíquota de contribuição assegurada aos produtores rurais”, ressaltou a deputada Tereza Cristina. 
O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), ex-presidente da FPA, esclareceu que missão da FPA foi de amenizar a situação do produtor rural, após a decisão do STF. “Fizemos remissão das multas, dos juros e todos os encargos. Os produtores também terão redução da contribuição, agora estendida para os produtores pessoas jurídicas. Fizemos tudo que foi possível”, disse o deputado que é um dos autores do PL 9.206/17, junto com o deputado Zé Silva (SD-MG), que originou a Lei 13.066/18.

O senador Cidinho Santos (PR-MT) alertou para o prazo final de adesão que vence no próximo dia 30 de abril. Para ele, os parlamentares garantiram segurança jurídica no processo do Funrural. “Os produtores terão oportunidade de parcelar em 176 vezes o valor da dívida. Pode não ser a melhor opção, mas foi o que conseguimos fazer com responsabilidade e transparência”, destacou.
Conquistas - No final de fevereiro deste ano, os parlamentares aprovaram por votação simbólica a MP 803/2017 que prorrogou o prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR) para 30 de abril. 
Com a nova legislação, a quitação dos débitos será concedida mediante o pagamento imediato de uma alíquota de 2,5% do valor da dívida em até duas parcelas iguais, mensais e sucessivas. O restante poderá ser parcelado em até 176 vezes com mais 60 meses para quitação total, caso o montante ainda não tenha sido liquidado. Também foi incluído na Lei o parcelamento dos débitos vencidos até o dia 30 de agosto de 2017.
Entenda - O Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), o chamado Refis Rural, foi criado em meio a um impasse judicial quanto à legalidade da cobrança do Funrural. A contribuição foi considerada inconstitucional em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas a mesma Corte voltou atrás em março de 2017 e declarou a cobrança constitucional. 

Desde então, muitos produtores rurais deixaram de pagar a contribuição previdenciária respaldados pela decisão do Supremo. Com o intuito de acabar com o passivo do Funrural, a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) apresentou a resolução 15/2017. No entanto, assim como a decisão da constitucionalidade ou não da contribuição pelo STF, a resolução também segue sem validade, aguardando decisão. 
Para descrever de forma detalhada a situação pela qual os produtores rurais se encontram desde o início do ano passado, a FPA produziu uma linha do tempo com as principais ações referentes ao Funrural. Confira: 
  • 0 de março/2017 – decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela constitucionalidade da cobrança do Funrural. Com a determinação, todo produtor, que deixou de recolher, tornou-se devedor de um passivo previdenciário. Após novo posicionamento, entidades do setor entram com recursos (embargos) no STF com o objetivo de mudar a decisão da corte, pois em 2011, o próprio Supremo considerou a contribuição inconstitucional.
  • 31 de julho/2017 - Medida Provisória (MP) 793/2017 – cria um programa de parcelamento do débito do passivo do produtor, com benefícios fiscais: o PRR (Programa de Regularização Tributária Rural).
  • 12 de setembro/2017 - Resolução n. 15 de 2017 do Senado – entidades do setor apoiam a resolução, contudo o Governo Federal questiona seu alcance após 2001 (Parecer PGFN/CRJ 1447/2017). Obs: A resolução n. 15 de 2017 do Senado Federal e os recursos das entidades ainda não foram julgados pelo STF e não há garantias de que a corte mudará sua decisão.
  • 07 de novembro/2017 – Aprovado em Comissão Mista no Senado Federal relatório da deputada Tereza Cristina (DEM-MS), atual presidente da FPA, sobre a MP 793/2017. A relatora aperfeiçoou o texto, baseado nos pleitos das entidades representativas do setor, melhorando de forma substancial os benefícios originais da MP.
  • 28 de novembro/2017 – MP, que tinha como prazo de validade esta data, perde a eficácia e se transforma no PL 9206/2017, de autoria dos deputados Zé Silva (SD-MG) e Nilson Leitão (PSDB-MT), então presidente da FPA. 
  • 29 de novembro/2017 – Aprovado Requerimento de Urgência para votação do PL 9206/2017 no Plenário da Câmara dos Deputados.
  • 12 de dezembro/2017 –Aprovação final do PL 9206/2017 no Plenário da Câmara dos Deputados, com relatoria da deputada Tereza Cristina (DEM-MS).
  • 14 de dezembro/2017 – Aprovado no Plenário do Senado Federal o PL 9206/2017 que foi transformado no PLC 165/2017, com relatoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). 
  • 9 de janeiro/2018 – Governo Federal instituí o Programa de Regularização Tributária Rural por meio da Lei 13.606/2018, com vetos ao projeto de lei advindo do Congresso (PLC 165/2017 ou PL 9206/2017):
  1. Art. 2 e Art. 3 -  desconto de 100% nas multas e encargos legais; 
  2. Art. 15 -  redução da alíquota para 1,7% à pessoa jurídica da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; 
  3. Art. 14 e Art. 15 – retirada da cumulatividade da cobrança para pecuária, florestas plantadas, sementes e pesquisa; 
  4. Art. 18, Art. 32 e Art. 36 - renegociação de dívidas para a agricultura familiar. 
Por conta dos vetos presidenciais, a ineficiência por parte da Receita Federal de atender os produtores rurais, bem como a insegurança instalada, o prazo final para aderir ao programa de parcelamento, 28 de fevereiro de 2018, não podia ser cumprido.
Parlamentares da FPA articulam com Governo Federal e conseguem revogar a vigência da adesão por meio da MP 803/2017 para mais 60 dias, ou seja, 30 de abril de 2018.
  • 21 de fevereiro/2018 - Aprovada em Comissão Mista a MP 803/2017 com relatoria da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) que prorroga o prazo de adesão ao PRR até 30 de abril de 2018.
  • 28 de fevereiro/2018 – Aprovada MP 803/2017 nos plenários da Câmara e do Senado com a prorrogação do prazo de adesão ao PRR até 30 de abril de 2018.
  • 01 de março/2018 – MP 803/2017 transformada na Lei Federal 13630/2018
  • 30 de abril/2018 –prazo atual de adesão ao PRR 


Taxa da China sobre soja dos EUA pode favorecer Brasil

Para a consultoria INTL FCStone, prêmios sobre cotações internacionais poderiam ser ainda maiores para o grão exportado pelo Brasil


colheita-de-soja-graos-agricultura (Foto: United Soybean Board/CCommons)
A taxa de 25% anunciada pela China em relação à soja dos Estados Unidos pode refletir nos valores pagos pela soja brasileira, acredita a consultoria INTL FC Stone. Com a guerra comercial entre chineses e americanos e a quebra da safra na Argentina, existe a possibilidade de um direcionamento de demanda para o grão produzido no Brasil, deslocando outros compradores.
No entanto, os analistas consideram que, mesmo se toda a soja brasileira para exportação fosse direcionada ao mercado chinês, ainda não seria suficiente para atendê-lo. A consultoria estima os embarques do Brasil 69,5 milhões de toneladas neste ano. Faltariam ainda 30 milhões de toneladas para satisfazer a demanda do país asiático.
“Dessa forma, não teria como deixar de importar soja dos EUA”, explica a Analista de Mercado, Ana Luiza Lodi, no comunicado divulgado pela consultoria.
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De todo modo, os prêmios a serem pagos pela soja brasileira sobre as cotações internacionais tenderiam a subir com a demanda maior. Em relação à soja norte-americana, a tendência é contrária, ainda que os asiáticos tenham que comprar o produto do país em menos escala.
“No geral, os prêmios no Brasil tenderiam subir até o limite comparável de se comprar dos EUA, já considerando o imposto de 25%”, resume Ana Luiza, no comunicado.
A analista considera a possibilidade do Brasil direcionar uma parcela ainda maior de soja para a exportação. Pondera, no entanto, que isso teria reflexo no esmagamento interno do grão, que também vive um momento favorável em função do aumento da mistura de biodiesel no diesel de petróleo.