quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Nova tecnologia destaca consórcio cana-de-açúcar com milho Nordeste Rural

Nova tecnologia destaca consórcio cana-de-açúcar com milho Nordeste Rural A tecnologia inovadora será lançada hoje e foi desenvolvida pela Embrapa, que conjuga rentabilidade e preservação ambiental. Trata-se do consórcio de cana-de-açúcar com milho (Canamilho). O evento de lançamento será on-line e transmitido pelo canal da Embrapa no Youtube. A tecnologia Canamilho modifica a logística de plantio da cana, já que sugere a antecipação do plantio da cultura para o início do período chuvoso. Isso amplia a janela de plantio e desafoga a implantação do canavial que é mais concentrada no mês de março. Segundo os especialistas, a cana consorciada, considerada como cana de ano, apresenta rendimentos compatíveis com a cana de ano e meio. De acordo com os resultados obtidos pelos pesquisadores, a renovação do canavial por meio do plantio da cana consorciada com milho é promissora e economicamente viável. A palestra técnica do evento ficará a cargo do pesquisador João de Deus dos Santos Junior, da Embrapa Cerrados, líder do projeto “Consórcio cana-de-açúcar e milho para intensificação sustentável da produção de açúcar e etanol no Cerrado”. Serviço: Lançamento Web da tecnologia Canamilho Data: 14 de outubro Horário: 14h Local: canal da Embrapa no Youtube – https://www.youtube.com/watch?v=WRNutypCA6o

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Reaproveitamento de água para criação de peixes e produção de plantas ornamentais Nordeste Rural Pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) desenvolveram uma miniestação para tratamento de efluentes de viveiros escavados e que ainda produz flores. Chamada de Jardim Aquícola, ela trata esses efluentes que definem excrementos de peixe, restos de ração não consumida, algas e micro-organismos, e reaproveita os nutrientes na água para a produção comercial de plantas ornamentais, como os copos-de-leite ( Zantedeschia etiopica ). Originário da África do Sul, o copo-de-leite é a segunda planta ornamental mais exportada pelo Brasil e conta com uma demanda mundial crescente, sendo capaz de contribuir para a sustentabilidade econômica da tecnologia. O Jardim Aquícola se destaca dos métodos convencionais por apresentar custo de construção e operações relativamente baixos, fácil manutenção, baixo consumo de energia, além de dispensar a necessidade de produtos químicos e reduzir a matéria orgânica dissolvida e em suspensão. A água tratada pode ser reutilizada para diversas atividades. A tecnologia ainda reduz a pegada hídrica da piscicultura, que é o volume total de água-doce aproveitado no ciclo completo de produção. Se o manejo não for adequado, a água descartada do tanque escavado, sem tratamento, pode ser um problema da produção de peixes, porque é rica em matéria orgânica que, ao ser lançada em um rio, pode reduzir a disponibilidade de oxigênio da água e levar à redução das taxas de crescimento ou à mortalidade de peixes nativos daquele corpo d’água. Além disso, à medida que se descarta água rica em matéria orgânica e sem o tratamento, mais pressão é gerada nas fontes de abastecimento. A miniestação faz uma “combinação de processos físicos e biológicos que compõe o sistema de tratamento possibilita uma melhoria acentuada na qualidade da água a ser tratada, sem a utilização de produtos químicos. Possibilita ainda o reuso da água tratada nos tanques próprios de produção, auxiliando o uso racional do recurso natural ”, detalha o pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva , à frente do projeto. O estudo contou com a participação de estudantes da Universidade Federal de São Carlos ( UFSCar ). Em sistemas de aquicultura intensiva, os tanques de produção são povoados com grandes quantidades de peixes que são alimentados com ração. Se o manejo e o arraçoamento dos peixes não principais realizados de maneira correta, pode resultar em problemas ambientais, como o aumento de resíduos sólidos e eutrofização. Esse fenômeno ocorre devido ao aumento de nutrientes, em especial fósforo e nitrogênio, que estimula a produção primária do ambiente, pela multiplicação de micro-organismos como algas e cianobactérias no ambiente aquático. A proposta do Jardim Aquícola vai ao encontro das recomendações preconizadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura ( FAO ), de que a adoção de boas práticas na criação de peixes evita impactos ambientais. O reúso da água é uma delas.
Decreto estabelece novas regras para o registro e pesquisa de agrotóxicos Medida traz mais segurança para aplicadores e incentivos à pesquisa científica O governo federal publicou nesta sexta-feira (8) o Decreto Nº 10.833, que altera as regras sobre produção, pesquisa, registro, utilização, importação e exportação de agrotóxicos no país. Os principais objetivos são reformular o processo de análise de registros, facilitar a pesquisa com agrotóxicos para viabilizar inovações tecnológicas e implementar ações para proteger os aplicadores de agrotóxicos. O decreto publicado hoje altera o Decreto 4.074, de 2002, que regulamenta a Lei 7.802, de 1989. As mudanças foram necessárias para atualizar dispositivos da legislação que já estavam ultrapassados, em função de avanços práticos e tecnológicos e na ciência ocorridos no setor. O próprio decreto anterior já tem sido alterado ao longo dos anos para se adequar às novas realidades e demandas do setor agropecuário do Brasil. Em um dos principais avanços, o novo texto determina a criação de registros de aplicadores, com a obrigatoriedade de treinamento para os profissionais aplicadores em campo. A medida será importante para aumentar a conscientização sobre riscos, bem como orientar a aplicação adequada visando à proteção do meio ambiente, à segurança alimentar e às melhores práticas para a saúde humana. O decreto também permite a inclusão de recomendação para agricultura orgânica em produtos já registrados, desde que sejam aprovados e avaliados como adequados para este fim. Além disso, os produtos fitossanitários com uso aprovado na agricultura orgânica também podem ser produzidos para uso próprio na agricultura convencional sem a necessidade de registro. Saiba mais: Esclarecimentos sobre Registros de Defensivos Agrícolas Ainda foram estabelecidas regras para a priorização de registro de novos produtos e prazos mais longos para a análise de cada tipo de registro, compatíveis com a complexidade específica de cada pleito, prevendo celeridade nos casos de processos prioritários. O objetivo é aumentar a concorrência no mercado de agrotóxicos, possibilitando o registro de produtos mais modernos e menos tóxicos, e também a redução de custos para o produtor. O novo texto elimina a duplicidade de análises documentais entre os órgãos responsáveis pelo controle e regulamentação de agrotóxicos no país (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), mantendo o rigor técnico para avaliação desses produtos. Também prevê a permissão do uso de marcas diferentes para o mesmo número de registro, o que reduzirá o número de solicitações de registro de produtos com as mesmas especificações por parte de um mesmo solicitante. O critério de registro de produtos genéricos também será modificado, reduzindo a necessidade de entrega de estudos unicamente relacionados à comprovação de eficiência agronômica quando se tratar de produto que contenha ingrediente ativo já registrado. Importante esclarecer que a isenção não se aplica aos estudos ambientais e toxicológicos. As novas regras facilitam as atividades de pesquisa e experimentação com ingredientes ativos já registrados realizadas por empresa ou entidade de ensino, extensão e pesquisa ou por entidade credenciada. Não será mais exigido o Registro Especial Temporário (RET) para essas atividades, mas a exigência será mantida no caso de projetos de pesquisa que envolvam o uso em ambientes hídricos ou em florestas nativas. O registro de agrotóxicos destinados exclusivamente à exportação – e que, portanto, não serão comercializados e utilizados no país – foi simplificado. Agora, não será mais necessário que esses produtos estejam registrados para uso no Brasil quando sua finalidade for a produção exclusiva para exportação, mas ainda mantendo a necessidade de que o ingrediente ativo e demais componentes estejam aprovados para uso no Brasil. Isso aumentará a atratividade de investimentos em plantas industriais de produção para exportação. O texto também traz mudanças em relação à aplicação de multas por descumprimento da legislação do setor. No texto anterior do Decreto, a multa somente poderia ser aplicada se a empresa infratora tivesse sido notificada anteriormente e se, num segundo momento, fosse constatado que as irregularidades não haviam sido sanadas. O texto atual permite a autuação independente de aviso anterior e não exime a aplicação de multas caso a empresa venha a sanar as irregularidades. Essa medida garante a possibilidade de punição e aplicação de penalidades aos infratores, aumentando consequentemente a obediência às normativas e diretrizes. O novo decreto inclui a definição do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), para fins de classificação toxicológica e comunicação do perigo à saúde na rotulagem. O GHS, já incorporado pela Anvisa desde 2019, é um sistema acordado internacionalmente e criado pelas Nações Unidas (ONU), desenhado para harmonizar critérios de classificações e padrões de rotulagens usados em diferentes países, pelo uso de parâmetros consistentes em um nível global. Também permite a implementação da avaliação de risco pela Anvisa, em alinhamento a compromissos assumidos internacionalmente. A mudança trará aos usuários, principalmente produtores rurais, maior conhecimento sobre os produtos utilizados. Perguntas e respostas sobre o novo Decreto para os agrotóxicos Por que é importante atualizar as normas sobre agrotóxicos? O Decreto 4.074, de 2002, vem sofrendo alterações ao longo dos anos para se adequar às novas realidades de demandas do setor agropecuário brasileiro e a necessidade de harmonização com os avanços da ciência adotados internacionalmente. A última atualização foi em 2009. A manutenção do decreto em vigor traz um alto custo de controle pelo governo em atividades que não apresentam risco justificável, enquanto outras atividades de maior risco poderiam ser melhor desempenhadas. Também existe a preocupação em reduzir as pragas resistentes aos ingredientes ativos disponíveis no mercado, por meio da disponibilização de novas tecnologias que permitirão um adequado manejo das pragas. Entre os objetivos do novo decreto estão aumentar a concorrência no mercado de agrotóxicos e afins, melhorar a segurança de aplicadores e estimular a pesquisa sobre agrotóxicos de uso já autorizado no país. O que muda no processo de análise dos registros de agrotóxicos? O decreto reformula o processo de análise de registros, estabelecendo divisão de rotinas administrativas, para evitar o retrabalho entre três órgãos responsáveis pela análise de registros de agrotóxicos: Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa, mantendo o rigor técnico para avaliação desses produtos. O objetivo é diminuir as redundâncias de entregas documentais e a repetição de esforços administrativos entre os três diferentes órgãos. Espera-se dessa maneira, que servidores ligados às atividades de registro possam ser liberados para atuar na fiscalização e nas importantes atividades de reavaliação de agrotóxicos. O prazo para análise dos registros de produtos, que hoje é fixo em 120 dias, será definido de acordo com critérios de complexidade técnica e as priorizações estabelecidas pelos órgãos técnicos, podendo variar de 12 meses a 36 meses. Em alguns casos prioritários, definidos pelo Mapa, o prazo poderá ser de seis meses. A mudança tem como objetivo tornar os prazos mais factíveis e compatíveis com a complexidade de cada tipo de pleito e, ao mesmo tempo, dá celeridade nos casos de processos prioritários. Com o decreto, será permitido que haja mais de uma marca diferente para o mesmo número de registro. A mudança deverá reduzir o número de solicitações de registro de produtos com as mesmas informações. O decreto aumenta a segurança para a saúde dos trabalhadores do campo? Sim. O decreto cria a exigência de um registro de aplicadores de agrotóxicos, para facilitar a implantação de programas de saúde e educação sobre o uso correto desses produtos. O Mapa irá definir as diretrizes mínimas dos cursos de capacitação para a aprovação do registro de aplicador de agrotóxicos, incluindo requisitos técnico-operacionais para a segurança na aplicação. A medida é importante para aumentar a conscientização sobre os riscos e instruir sobre a importância do uso correto e adequado dos agrotóxicos. Como o decreto afeta as pequenas culturas? O novo texto permite que o governo altere, por iniciativa própria, recomendações de uso em produtos já registrados, com base em recomendações oficiais previamente aprovadas pelos órgãos de agricultura, saúde e meio ambiente. Atualmente, essas recomendações só podem ser feitas pelas empresas detentoras dos registros. O objetivo é harmonizar os registros existentes, além de oferecer soluções para culturas com baixa atratividade para as indústrias de agrotóxicos, conhecidas como “minor crops”. Haverá mais rigor para quem descumprir as regras? Sim. O texto também traz mudanças em relação à aplicação de multas por descumprimento da legislação do setor. Agora, a multa poderá ser aplicada independentemente de notificação prévia e de medidas de saneamento das irregularidades efetuadas pelo infrator. O novo texto é mais rigoroso garantindo a punição e aplicação de penalidades aos infratores. Além disso, quando houver alguma alteração não autorizada, o registro do produto poderá ser cancelado. O decreto muda a forma de classificação dos agrotóxicos? O decreto inclui a definição do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS), para fins de classificação toxicológica e comunicação do perigo à saúde na rotulagem dos agrotóxicos. Também permite a implementação da avaliação de risco pela Anvisa, em alinhamento a compromissos assumidos internacionalmente. O que muda para atividades de pesquisa? O novo decreto dispensa a apresentação do Registro Especial Temporário (RET) para as atividades de pesquisa e experimentação com ingredientes ativos já registrados realizadas por empresa ou entidade de ensino, extensão e pesquisa ou por entidade credenciada. A medida desburocratizante tem o objetivo de diminuir a emissão de RETs para a condução de pesquisas com ingredientes ativos já registrados e que são conduzidas dentro de ambientes regulados e controlados. A exigência será mantida no caso de projetos de pesquisa que envolvam o uso em ambientes hídricos ou em florestas nativas. O que muda para o registro de produtos para a agricultura orgânica? O decreto permite a inclusão de recomendação para agricultura orgânica em produtos que já estejam registrados, desde que sejam aprovados e avaliados como adequados para este fim. Dessa forma, diversos produtos biológicos e microbiológicos poderão ser avaliados e, se considerados adequados, passarão a receber denominação de uso para a agricultura orgânica. O texto também deixa claro que os produtos fitossanitários com uso aprovado na agricultura orgânica também podem ser produzidos para uso próprio na agricultura convencional sem a necessidade de registro. Anteriormente, a legislação não tinha essa autorização explícita, o que causava dúvidas aos produtores. O objetivo é estimular o uso desses produtos de base biológica e orgânica tanto por parte de produtores rurais certificados como orgânicos como para aqueles que praticam agricultura convencional. Quanto mais produtores rurais utilizarem produtos fitossanitários autorizados para agricultura orgânica, maior será a tendência a adesão a boas práticas de produção e uso de métodos e tecnologias de controle biológicos, o que consequentemente aumentará ainda mais o grau de sustentabilidade da agricultura nacional. O que muda para o registro de produtos que serão exportados? Para a concessão de registro de produtos fabricados exclusivamente para a exportação, não será mais necessário que o produto esteja registrado para uso no Brasil. A mudança tem como objetivo estimular investimentos em novas plantas industriais de produção de defensivos para a exportação no Brasil estimulando a economia e geração de empregos. Por outro lado, o decreto passa a exigir maior quantidade de documentos para a concessão do registro de exportação de modo a garantir que os órgãos tenham conhecimento a respeito do produto fabricado em território nacional. Os registros de agrotóxicos continuarão sendo divulgados? A publicidade dos registros de agrotóxicos continua sendo obrigatória, mas poderá ser feita pelo Sistema de Informações Sobre Agrotóxicos (SIA), em vez de pelo Diário Oficial da União. A ideia é que o sistema seja uma ferramenta de transparência ativa para a divulgação dos registros, sendo mais eficaz e amigável para os cidadãos.

Outra vez sem água

Caern: Vazamento em adutora provoca falta de água em municípios da região Sertão Central Oito municípios e comunidades da região Sertão Central ficarão sem abastecimento de água nesta próxima quarta-feira (13). A parada no fornecimento será necessária para que a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) faça o conserto de um vazamento na Adutora Sertão Central Cabugi, próximo ao riacho Sombra, situado no município de Angicos.Serão afetados os municípios de Angicos, Fernando Pedrosa, Pedro Avelino, Lajes, Pedra Preta, Caiçara do Rio dos Ventos, Jardim de Angicos, Riachuelo; comunidades Cachoeira do Sapo, Mulungu; e, outras atendidas pelo mesmo sistema adutor. A previsão é que o conserto seja concluído no mesmo dia, às 15h, com o retorno do funcionamento do sistema de distribuição de água. No entanto, para que o abastecimento esteja completamente normalizado, é necessário aguardar um prazo de até 48 horas, esclarece nota da assessoria de imprensa da Caern. Postado por Leonardo Ribeiro Nota do Blog: Quase todas as semanas a Adutora Sertão Central Cabugí, deixa os municípios sem água.
PECUÁRIA Cepea: Carne suína ganha competitividade A carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo esteve R$ 10,04/kg abaixo do valor da carcaça casada bovina Por: Agrolink A carne suína registrou aumento de competitividade em relação às proteínas bovina e de frango em setembro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Essa informação foi divulgada pela CarneTec Brasil, nesta manhã de terça-feira. Nesse cenário, a carcaça suína teve queda de 1% no preço em setembro, ante agosto, enquanto a carne bovina caiu 0,2% e a de frango subiu 3,2%. “Esse movimento elevou a competitividade da carne suína no último mês, tendo em vista que os valores da proteína se distanciaram dos da carne de boi, mas se aproximaram das cotações do produto avícola”, disse o Cepea no Boletim do Suíno de setembro. Sendo assim, a carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo esteve R$ 10,04/kg abaixo do valor da carcaça casada bovina em setembro, uma diferença de preços 0,7% maior que a observada em agosto e duas vezes a registrada em setembro do ano passado. “A diferença de preço da carcaça suína em relação ao frango foi de R$ 1,74/kg, a menor desde abril de 2019, 17,1% abaixo do preço em agosto e 71,3% menor que o registrado em setembro do ano passado. Apesar da melhora na competitividade, o consumo interno de carne suína continuou enfraquecido, segundo o Cepea”, completa a CarneTec. “A carcaça especial suína foi negociada a R$ 9,97/kg na Grande São Paulo, queda de 1% ante agosto e de 14,7% em relação ao mesmo período do ano passado, em termos nominais. A carcaça casada bovina fechou setembro com média de R$ 20,01/kg, 0,2% abaixo de agosto, mas 21,5% acima do verificado um ano antes. A cotação do frango resfriado teve alta de 3,2% em setembro, ante agosto, a R$ 8,23/kg, e de 45,9% ante o observado em setembro do ano passado”, conclui.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Pesquisa identifica vantagens do sistema de integração lavoura-pecuária para o desenvolvimento das novilhas nelore Nordeste Rural A conclusão de uma pesquisa realizada em Sinop, no Mato Grosso, pela Embrapa Agrossilvipastoril, traz contribuições importantes para pecuaristas que trabalham com sistema de cria. É importante destacar que nesse trabalho ficou identificado que os sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) podem acelerar a precocidade sexual de novilhas nelore. De acordo com o estudo, coordenado pelo pesquisador Luciano Lopes, nos sistemas ILPF, as melhores condições térmicas geradas pela sombra das árvores influenciaram a concentração sérica do fator de crescimento IGF-I nas novilhas. Já os sistemas ILP, com pastagem precedida por dois anos de lavouras de soja, resultaram em maior ganho de peso e influenciaram na espessura da gordura da garupa. Todas essas características são indicadores de precocidade sexual em bovinos. “Quanto mais rápido o animal entrar em produção melhor. É interessante a novilha parir o quanto antes e manter um parto por ano após a maturidade. Quanto mais cedo inicia esse ciclo, mais bezerros ela pode gerar. A precocidade depende de alguns fatores genéticos, da raça, mas o ambiente e a pastagem também podem contribuir para acelerar isso”, explica Lopes. A pesquisa foi realizada em um experimento de longa duração instalado na Embrapa Agrossilvipastoril e contou com parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que financiou parte das despesas de custeio e de mão-de-obra, e com a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), que viabilizou os animais. Os dados coletados fizeram parte da dissertação de mestrado de médica veterinária Kássila Fernanda Bertogna, da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Sinop (UFMT). Outro levantamento feito na pesquisa foi o peso dos bezerros no nascimento. De acordo com os dados coletados, os bezerros nascidos das vacas dos sistemas silvipastoris e da integração lavoura-pecuária tiveram peso médio sem diferença estatística, entre 34,5 e 35,8kg. Já os bezerros das vacas que ficaram na pastagem em sistema exclusivo, nasceram menores, com peso médio de 25,4kg.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

REUNIÃO NA APASA - EDITAL PUBLICADO

Nota do Blog: A Comissão solicita a presença de todos os Associados.
Vaquejada de Fernando Pedroza traz de volta a tradição cultural e aquecerá economia da cidade Gilberto Rocha As vaquejadas mostram a riqueza da cultura do nordeste rural com esse esporte que é uma das principais manifestações da tradição regional e que hoje se encontra espalhado por todo o país. No próximo dia, 16 de outubro, será realizada a I Vaquejada do Parque Nossa Senhora das Vitórias, na Fazenda Riacho Grande, do empresário Mário Miranda, no município de Fernando Pedroza/RN. A vaquejada promete aquecer a economia da cidade com vendas de bebidas e alimentação em bares e restaurantes, salões de beleza, vestuário e hospedagem. A vaquejada tem origem histórica na região Nordeste do Brasil e, ao longo de décadas, transformou-se em atividade desportiva e cultural reconhecida em todo o território brasileiro. Para o vereador Mateus Miranda a importância desse esporte para Fernando Pedroza e região também está na geração de empregos e renda. Na foto ao lado do vereador Mateus e do empresário Mário Miranda “Além do vaqueiro, tem o treinador, o motorista, técnico, veterinário, locutor, zelador, comerciantes, cuidador de animais, tratador, vendedores de feno, de medicamentos, cozinheiros, operadores de som, juízes, produção, equipes de apoio, são muitos profissionais que vinham sofrendo o impacto da pandemia e que a partir de agora com o avanço da vacinação estão tendo acalento com a volta da prática esportiva”, pontuou Mateus. O esporte e a festa mais tradicional dos nordestinos está de volta a Fernando Pedroza após longos anos sem realização de vaquejada. O empresário Mario Miranda apresentará um grande projeto com uma bela estrutura do Parque Nossa Senhora das Vitórias para o bom gosto e acomodação da vaqueirama. A animação da vaquejada ficará por conta de atrações regionais já conhecidas pelo público pedrozense e da Região Central, confira: • Arnaldinho Neto • NA PEGADA DO COYOTE • Wallas Avok A organização da Vaquejada de Fernando Pedroza é do Grupo Lili Braga de Santana do Matos (RN) e terá R$ 13 mil em prêmios, informações com Alan Braga (84) 9.8161-8537 e com Marília Barbara (84) 9.9653-2295.
Exportações de carne suína batem recorde histórico em setembro Nordeste Rural As exportações brasileiras de carne suína (incluindo todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 112,2 mil toneladas em setembro, recorde histórico nas exportações mensais do setor. A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 29,7% maior que o embarcado no mesmo período de 2020, com 86,5 mil toneladas, e supera a antiga marca mensal histórica alcançada pelo setor em março deste ano, de 109,2 mil toneladas. Em receita, as vendas de setembro geraram saldo de US$ 255,8 milhões, número 35,6% maior que o resultado alcançado no nono mês de 2020, com US$ 188,5 milhões. No acumulado do ano (janeiro a setembro), as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 868,8 mil toneladas, volume 13,58% superior às 764,9 mil toneladas embarcadas em 2020. No mesmo período, as exportações de carne suína geraram receita de US$ 2,061 bilhões, desempenho 22,9% maior em relação ao US$ 1,677 bilhão registrado no ano passado. “O desempenho mensal histórico nas exportações de carne suína reforça as projeções da ABPA de um ano com recordes acumulados em volume e receita cambial para a suinocultura do Brasil. O quadro de demanda internacional segue favorável, reduzindo a pressão enfrentada pelo setor produtivo com custos de produção elevados”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA. A China continua como principal destino das exportações da carne suína do Brasil, com 53,4 mil toneladas em setembro, volume 22% superior ao registrado no mesmo período de 2020. Em seguida estão Hong Kong, com 15,7 mil toneladas (+60,9%) e Chile, com 4,8 mil toneladas (+24,5%).
George Soares apresenta projeto para tornar Serra do Mel a Capital da Castanha O deputado estadual George Soares(PL) apresentou na Assembleia Legislativa do RN um projeto de lei, essa semana, para tornar Serra do Mel, a capital da Castanha no RN. Responsável por grande parte da produção de Castanha de Caju no estado, segundo o parlamentar "a cidade merece esse reconhecimento e, após recebermos essa sugestão através das nossas redes sociais, resolvemos aproveitar essa oportunidade e apresentar projeto de lei com esse título aos serramelenses, por toda a cadeia produtiva envolvida na Castanha do Caju no município!" O projeto de George valoriza os produtos da terra e inclue valor agregado a Castanha da Serra do Mel. Postado por Aluizio Lacerda
Assentados são semifinalistas de prêmio nacional de ciência e tecnologia Estudantes assentados de Goiás são semifinalistas de prêmio nacional de ciência e tecnologia Caroline Alves, Eliane Andrade e Marciano Marques, jovens assentados de 15 anos, estão entre os 20 semifinalistas da oitava edição nacional do Prêmio Respostas para o Amanhã. Foto: Incra: Ascom Incra/GO Caroline Alves, Eliane Andrade e Marciano Marques, jovens assentados de 15 anos, estão entre os 20 semifinalistas da oitava edição nacional do Prêmio Respostas para o Amanhã. Eles concorrem com o projeto de produção de um tijolo ecológico que ganhou o nome de Eco Tijolo V4. Os três são os únicos representantes de Goiás no concurso que teve 1.843 projetos inscritos neste ano. Além dos jovens, dois professores, George Fontenelle e Juliana Ramos, são os responsáveis pelo desenvolvimento do projeto. Fontenelle integra o programa de mediação tecnológica da Secretaria Estadual de Educação, o GoiásTec. Juliana está na sala de aula da extensão rural da escola Estadual Josino Silva, no município de Amaralina, norte do estado, onde os jovens cursam o primeiro ano do ensino médio. A decisão do grupo de desenvolver o eco tijolo se deve à necessidade de melhorar moradias nos assentamentos onde os jovens vivem, Água Fria e Plínio de Arruda Sampaio. Como projeto piloto, os três estudantes e os dois professores abriram uma vaquinha virtual com meta de arrecadar R$ 25 mil para construir a residência de uma idosa no assentamento Água Fria. Caroline, Eliane e Marciano estão felizes de estar entre os 20 projetos semifinalistas do Respostas para o Amanhã. Estão orgulhosos de todo o conhecimento que adquiriram nesta jornada. Mas o que deixa os três mais alegres é saber que podem modificar a vida da comunidade onde vivem. “Isto é muito gratificante”, ressaltou Marciano. Eco tijolo A equipe trabalha no projeto do eco tijolo desde maio. Eles lembram que a trajetória exige estudo, pesquisa e muitas horas de dedicação. “Para continuar, é preciso acreditar no projeto e nas nossas capacidades”, ressaltou Juliana. A professora disse que alguns estudantes desistiram porque achavam impossível diante da concorrência. Para fazer o Eco Tijolo V4, eles usam 10% de cimento (percentual mínimo exigido em lei para ser eco tijolo), água, terra, cascalho, fibra de coco e bucha vegetal. Outra vantagem do eco tijolo é não necessitar de ir ao forno para queima, reduzindo custo e a poluição. Além da massa base do tijolo, os professores e os jovens desenvolveram uma prensa para dar forma ao produto. “Estamos na quarta versão da prensa, daí veio a ideia do nome do tijolo”, recorda Fontenelle. Segundo o professor, o equipamento tem custo médio de R$ 800,00, cerca de 35% mais barato que os modelos encontrados no mercado. Na semana passada, jovens e professores reuniram-se no laboratório da empresa Contech, em Goiânia. Eles vieram realizar testes de controle tecnológico do protótipo do tijolo. A Contech cedeu espaço e equipamentos para este trabalho. Respostas para o Amanhã É uma iniciativa global da Samsung que estimula estudantes do Ensino Médio de escolas públicas a identificar problemas reais e desenvolver soluções baseadas em ciência e tecnologia. No dia 8 de outubro sai a decisão dos 10 finalistas do prêmio. Assessoria de Comunicação Social do Incra

domingo, 10 de outubro de 2021

Pesquisa identifica vantagens do sistema de integração lavoura-pecuária para o desenvolvimento das novilhas nelore Nordeste Rural A conclusão de uma pesquisa realizada em Sinop, no Mato Grosso, pela Embrapa Agrossilvipastoril, traz contribuições importantes para pecuaristas que trabalham com sistema de cria. É importante destacar que nesse trabalho ficou identificado que os sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) podem acelerar a precocidade sexual de novilhas nelore. De acordo com o estudo, coordenado pelo pesquisador Luciano Lopes, nos sistemas ILPF, as melhores condições térmicas geradas pela sombra das árvores influenciaram a concentração sérica do fator de crescimento IGF-I nas novilhas. Já os sistemas ILP, com pastagem precedida por dois anos de lavouras de soja, resultaram em maior ganho de peso e influenciaram na espessura da gordura da garupa. Todas essas características são indicadores de precocidade sexual em bovinos. “Quanto mais rápido o animal entrar em produção melhor. É interessante a novilha parir o quanto antes e manter um parto por ano após a maturidade. Quanto mais cedo inicia esse ciclo, mais bezerros ela pode gerar. A precocidade depende de alguns fatores genéticos, da raça, mas o ambiente e a pastagem também podem contribuir para acelerar isso”, explica Lopes. A pesquisa foi realizada em um experimento de longa duração instalado na Embrapa Agrossilvipastoril e contou com parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que financiou parte das despesas de custeio e de mão-de-obra, e com a Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), que viabilizou os animais. Os dados coletados fizeram parte da dissertação de mestrado de médica veterinária Kássila Fernanda Bertogna, da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Sinop (UFMT). Outro levantamento feito na pesquisa foi o peso dos bezerros no nascimento. De acordo com os dados coletados, os bezerros nascidos das vacas dos sistemas silvipastoris e da integração lavoura-pecuária tiveram peso médio sem diferença estatística, entre 34,5 e 35,8kg. Já os bezerros das vacas que ficaram na pastagem em sistema exclusivo, nasceram menores, com peso médio de 25,4kg.