quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Mapa lança AgroNordeste, plano para alavancar desenvolvimento da agropecuária na região

Nordeste

O programa será implantado em 2019 e 2020 em 12 territórios, que contemplam todos os estados nordestinos e parte de Minas Gerais


O AgroNordeste – plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região – será lançado nesta terça-feira (1º) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em cerimônia no Palácio do Planalto com previsão de participação do presidente Jair Bolsonaro. O programa será implantado no biênio 2019/2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.
O plano se junta a outras ações já executadas pelo ministério na região, como Programa de Aquisição de Alimentos, regularização fundiária, Selo Arte, promoção da irrigação, indicação geográfica, equivalência de sistemas de inspeção de produtos de origem animal (Sisbi) e combate a doenças e pragas (febre aftosa, peste suína clássica e mosca das frutas).  
O AgroNordeste é voltado para pequenos e médios produtores que já comercializam parte da produção, mas ainda encontram dificuldades para expandir o negócio e gerar mais renda e emprego na região onde vivem. Entre os objetivos do plano estão aumentar a cobertura da assistência técnica, ampliar o acesso e diversificar mercados, promover e fortalecer a organização dos produtores, garantir segurança hídrica e desenvolver produtos com qualidade e valor agregado.
Liderado pelo Mapa, o AgroNordeste será desenvolvido em parceria com órgãos vinculados à pasta e instituições como Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar),  o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco do Brasil.
O programa foi elaborado a partir do estudo das cadeias produtivas que têm relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região, identificando os entraves para o seu desenvolvimento e as soluções possíveis. Os territórios foram definidos com base nessas cadeias produtivas e no nível de vulnerabilidade da área. Até 2021, o programa deverá chegar a 30 territórios.
A escolha dos territórios levou em conta clima, solo, recursos naturais, situação agrária, agropecuária, de infraestrutura e socioeconômica das localidades. Os municípios têm população de até 1% do estado. Também foram considerados os resultados de ações anteriores ou em curso do Ministério da Agricultura ou dos parceiros e o potencial de resposta dos produtores rurais às intervenções.
Os 12 territórios abrangem 410 mil estabelecimentos. Foram identificadas cadeias produtivas com potencial de crescimento, entre elas arroz, leite, mel, frutas, ovinos, crustáceos, caprinos, mandioca, feijão, tomate, cebola e cachaça.
A meta do programa é incrementar a renda dos produtores entre 20% e 50% no médio prazo. Cada território terá pelo menos um município-polo, que será definido em função do melhor local para execução do projeto. No polo será implantado o Escritório Local de Operações (ELO), que reunirá representantes do Ministério da Agricultura e das entidades parceiras na execução do AgroNordeste.
Os 12 territórios da etapa 2019/2020 são: Médio Mearim (MA), Alto Médio Canindé (PI), Sertões do Crateús e Inhamuns (CE), Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu (RN), Cariri Paraíba (PB) e Moxotó (PE), Araripina (PE), Batalha (AL), Sergipana do São Francisco (SE), Irecê e Jacobina (BA), Januária (MG) e Salinas (MG).
As ações concentradas do AgroNordeste tiveram início de forma experimental há dois meses, no território do Cariri Paraibano e Moxotó Pernambucano, que abrange 39 municípios nos dois estados. A principal atividade produtiva da região é a ovinocaprinocultura.
Nesse período, a equipe técnica de todos os parceiros conversou com criadores para saber quais eram os principais desafios a serem enfrentados para alavancar a produção local e gerar mais renda.
O diagnóstico apontou para dificuldade de acesso a crédito (em razão da falta de titulação da terra, Cadastro Ambiental Rural e Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), déficit de assistência técnica, dependência de programas governamentais para venda da produção e dificuldades na comercialização (em decorrência da ausência de regularidade, qualidade e certificação dos produtos).
Criação em Cariri (PB) e Moxotó (PE), um dos 12 territórios mapeados pelo AgroNordeste - Divulgação/Mapa
Os técnicos também identificaram que o leite de cabra é o principal produto comercializado, enquanto o queijo de cabra, que tem maior valor agregado (gera mais renda), representa em torno de 5% das vendas.
A partir das informações, os produtores, junto com as cooperativas, técnicos e demais parceiros, já apontaram pelo menos três projetos prioritários para a região: qualificação de um curtume, instalação de um frigorífico e regularização das cooperativas locais de produção de leite de cabra. Essa é uma das características do plano: os projetos serão elaborados pelos produtores e parceiros.
O trabalho no Cariri e Moxotó foi importante para mostrar como será o fluxo de operação das ações concentradas nos demais territórios.

Governo assina MP com medidas econômicas para ajudar produtores rurais

Medida Provisória

Presidente Jair Bolsonaro assinou o documento durante lançamento do Plano AgroNordeste

 
Uma medida provisória assinada nesta terça-feira (1º) pelo presidente Jair Bolsonaro traz novidades de interesse para o agronegócio. De acordo com o subsecretário de Política Agrícola do Ministério da Economia, Rogério Boueri, a MP vai possibilitar a alocação de R$ 5 bilhões a mais de crédito rural para o setor. A MP complementa medidas previstas no Plano Safra 2019/2020, anunciado em junho.
A chamada de MP do Agro tem ações divididas em três grupos: o primeiro tem medidas voltadas para criação de condições visando a redução das taxas de juros por meio da ampliação e melhoria das garantias oferecidas em operações de créditos rural. O segundo grupo expande o financiamento do agronegócio com recursos livres por meio do mercado de capitais. Neste grupo estão medidas que modernizam a CPR, os títulos do agronegócio e outros títulos bancários.
O terceiro grupo busca melhorar a competição no crédito rural . Estão nesse grupo a equalização de taxas juros para todos os agentes financeiros que operam crédito rural e a possibilidade de subvenção econômica para construção de armazéns pelos cerealistas
Entre as ações estão a criação do Fundo de Aval Fraterno (FAF), que dará aos produtores garantia solidária para renegociação de dívidas rurais. A MP também trata do patrimônio de afetação de propriedades rurais, da Cédula Imobiliária Rural (CIR), de títulos de crédito do agronegócio e de subvenção econômica para empresas cerealistas em operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da equalização de taxas de juros para instituições financeiras privadas.
Segundo Boueri, o FAF, a constituição do regime de afetação do imóvel rural e a instituição da CIR visam "criar condições para reduzir taxa de juros por meio da ampliação das garantias oferecidas em operações de crédito rural".
O Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, considerou a medida provisória um passo muito importante para incrementar o crédito privado para o agronegócio brasileiro. “A possibilidade de emissão do título em moeda estrangeira, associada a melhorias nas garantias e na transparência da CPR, devem carrear mais recursos externos para financiar as atividades dos agricultores e pecuaristas. Esperamos aumentar a oferta de financiamento privado a custos compatíveis para a atividade rural”, disse.
Segundo Sampaio, o crédito rural oficial "está ficando muito pequeno para a agricultura brasileira". "Precisamos do mercado de crédito privado para atender às necessidades do setor”, completou.
Fundo de Aval Fraterno
O principal objetivo do Fundo de Aval Fraterno é ampliar o acesso ao crédito rural. Com a criação do FAF, os produtores rurais terão acesso a garantias adicionais para quitar dívidas do crédito agrícola e reestruturar seus negócios. Para operacionalização do FAF, os produtores devem formar associações. O aval coletivo será dado pelos produtores associados, por integrantes da cadeia produtiva, como fornecedores de insumos e beneficiadores de produtos agropecuários, e pelas instituições financeiras.
Patrimônio de Afetação
A medida provisória permite que o produtor rural desmembre sua propriedade para dar como garantia em operações de crédito. Atualmente, o produtor precisa oferecer todo o imóvel como garantia, que, por vezes, vale mais que o valor do financiamento. O chamado patrimônio de afetação dará maior segurança ao sistema financeiro na concessão de crédito aos produtores rurais, ampliando o acesso aos recursos financeiros e permitindo melhor negociação do financiamento. São preservados os direitos de terceiros, a pequena propriedade rural, as áreas inferiores ao módulo rural e os bens de família.
Cédula Imobiliária Rural
Como desdobramento do patrimônio de afetação, é criada a Cédula Imobiliária Rural (CIR), que será emitida por proprietários de imóveis rurais e que poderá ser negociada no mercado de títulos e valores mobiliários.  A CIR será registrada em entidade autorizada pelo Banco Central.
Cerealistas
A medida permite que empresas cerealistas tenham acesso a financiamentos para construção ou expansão de silos e armazéns por meio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Os recursos podem ser usados para financiar obras e comprar máquinas e equipamentos para construção. As operações serão feitas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até 30 de junho de 2020, com taxas de juros subvencionadas pelo Tesouro Nacional. Até junho do ano que vem, serão disponibilizados R$ 200 milhões para financiamentos.
Equalização de taxas de juros
A MP abre a possibilidade de equalização de taxas de juros por todas as instituições financeiras que operam com crédito rural. Antes, era autorizada a bancos públicos federais, bancos cooperativos e confederações de cooperativas de crédito. A ideia é estimular a competitividade entre os agentes financeiros, redução de custos e taxas mais acessíveis para o produtor rural e melhor alocação dos recursos públicos.
CPR e títulos do agronegócio em moeda estrangeira
Por meio da medida provisória, a Cédula do Produto Rural (CPR) e os títulos do agronegócio poderão ser emitidos com cláusula prevendo que eles sejam referenciados em moeda estrangeira, como o dólar. O objetivo da mudança é aprimorar o mercado de crédito para melhor atender o produtor rural, dando mais flexibilidade de contratação, transparência e segurança jurídica.
Assinatura da MP do Fundo de Aval Fraterno


LEITE

Com baixa liquidez, preços do leite permanecem em queda

De 23 a 27 de setembro, o preço médio do leite UHT foi de R$ 2,4051/litro, queda de 1,77% frente à semana anterior
     
O mercado de lácteos permaneceu em queda na última semana de setembro. Segundo pesquisas do Cepea, as negociações entre laticínios e atacados estiveram enfraquecidas. Alguns laticínios, com estoques baixos, produziram de acordo com suas negociações, enquanto os atacados permanecem abastecidos.

De 23 a 27 de setembro, o preço médio do leite UHT foi de R$ 2,4051/litro, queda de 1,77% frente à semana anterior. O queijo muçarela, por sua vez, teve baixa de 0,58%, com cotação média de R$ 16,7953/kg, no mesmo período. Participe da pesquisa do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas.  

Liquidação de operações de crédito rural (Norte e Nordeste)


A lei n. 13340/2016 (regulamentada pelo Decreto n. 9905/2019) permitiu a liquidação, com descontos, até 30 de dezembro do ano de 2019, de débitos relativos a operações de crédito rural contratadas até 31 de dezembro de 2011 com bancos oficiais federais (Banco do Brasil, Bando do Nordeste, Banco da Amazônia, etc.).

Não estão incluídas as operações contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais.
Os desconto são para as operações cujos empreendimentos estejam localizados na área de abrangência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE, que pode ser conferido em www.sudene.gov.br, e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM, que pode ser conferido em www.sudam.gov.br.

Os descontos chegam à 95%, dependendo da época de contratação, do valor do saldo originalmente contratado e do local de aplicação dos recursos.
As dívidas enquadradas nestas condições (art. 3º da Lei n. 13340/2016) não poderiam ser encaminhadas para inscrição em dívida ativa até 31 de outubro de 2018 e os referidos benefícios não podem ser aplicados para operações inscritas em dívida ativa da União.

Os descontos somente poderão ser aplicados para o beneficiário cuja soma dos valores originalmente contratados não ultrapasse duzentos mil reais.
Há uma série de critérios e metodologia de cálculos a serem observados para a apuração do saldo devedor e aplicação dos descontos previstos em lei para cada situação específica.
Inclusive, devem ser observada disposições específicas para operações renegociadas no programa de Securitização (Lei n. 9138/95)
Assim, havendo dúvidas quanto à eventual enquadramento, o produtor deve procurar a instituição credora e solicitar a análise sobre eventual benefício.
Todo e qualquer pedido deve ser realizado por meio de Cartório de Registro de Títulos e Documentos a fim de assegurar todos os benefícios assegurados em lei.
Verificado o enquadramento, é possível a elaboração de cálculos particulares a fim de que sejam confrontados os valores de atualização do débito e dos respectivos descontos, de forma que não haja cobrança indevida.
Assim, em sendo constado o direito ao benefício de descontos, conforme estabelecido em lei, e havendo negativa de implementação por parte da instituição credora, ou, ainda, sendo apurados os cálculos de forma equivocada para parte do banco, é possível a propositura de uma ação para que o judiciário determine a aplicação correta da lei em favor do produtor rural. 

APODÍ-RN EM CHAMAS



MUITO FOGO NA CHAPADA DO APODI-RN Durante toda tarde de ontem, (01), registro de incêndio de grandes proporções na chapada do Apodi, mas especificamente na região do Góis. O calor, a secura e muito vento espalhou o fogo com grande velocidade que continua a queimar a caatinga seca da região. Na cidade do Apodi, a cerca de 33 km de distância do foco, dava para ver grande coluna de fumaça. Não há qualquer informação como o incêndio teria começado. Informações que o corpo de bombeiro está no local. No entanto, cuidando do lado dos poços de petróleos da Petrobrás. Informações preliminares ainda que o fogo está destruindo tudo que encontra pela frente com grande furor, velocidade e destruindo diversas propriedades. Vamos ficar na torcida que logo seja controlado. 

Posteriormente publicaremos maus notícias.

Equinócio da Primavera

Equinócio

Equinócio
Na astronomia, o equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente, cruza o equador celeste. No referencial da Terra, o Sol se move ao longo do ano sobre a Eclíptica, que se estende sobre as treze constelações que formam o Zodíaco incluindo a constelação de Ofiúco. Entre o plano eclíptico e o plano equatorial celeste há um ângulo esférico de 23,5 graus, aproximadamente, e estes planos interceptam-se definindo uma reta. Esta reta intercepta a esfera celeste em dois pontos. Em definição equivalente, o equinócio corresponde ao momento em que o Sol, em sua trajetória ao longo do Zodíaco, encontra-se sobre um dos pontos definidos pela interseção entre o plano eclíptico, o plano equatorial terrestre e a esfera celeste.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mapa cria regulamento para sucos e polpas de frutas artesanais

Bebidas

Para não fugir do caráter artesanal, a produção máxima anual foi fixada em 80 mil quilos para polpas de frutas e em 80 mil litros para o suco de fruta

A produção de polpa e suco de frutas artesanais em estabelecimento familiar rural agora tem regulamento específico. Estes são os primeiros produtos da área de vinhos e bebidas regulamentados na condição de artesanais, que considera os costumes, hábitos e conhecimentos tradicionais, para valorização da diversidade alimentar e do multiculturalismo dos povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Esses produtos deverão atender aos mesmos padrões de identidade e qualidade estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para polpas e sucos de frutas não artesanais. A regulamentação está no Decreto 10.026, publicado na última quarta-feira (25).
“Esta é uma grande conquista para os agricultores familiares ou empreendedores familiares rurais que podem fazer esta distinção do seu produto no rótulo”, diz o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério, Glauco Bertoldo. Precisam ser registrados no Ministério os estabelecimentos e os produtos familiares rurais, tanto no caso polpa como no suco de fruta artesanais.  A produção máxima anual de polpas de frutas foi fixada em 80 mil quilos e de 80 mil litros para o suco de fruta, para não fugir do caráter artesanal.
Conforme o diretor, a responsabilidade técnica pelo estabelecimento poderá ser exercida por técnico habilitado do órgão de extensão rural credenciado na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Com isso, o serviço será prestado pelo governo e o estabelecimento familiar rural não arcará com o custo da contratação desse profissional.
Fiscalização
A fiscalização será, prioritariamente, orientadora. Será feita a dupla visita para correções. Mas a autuação será imediata com lavratura do auto de infração, nas hipóteses de reincidência ou infração por alteração proposital, adulteração, falsificação, fraude, embaraço ou impedimento à fiscalização.
O Decreto também estabeleceu um valor máximo para aplicação de multa de R$ 6 mil, no caso de infrações, que pode ser multiplicado pela quantidade de Declarações de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAPs) ou documentos correlatos inscritos nos casos de consórcio, associação, agrupamento ou cooperativa de produtores.
Informações
As informações sobre registro de estabelecimento e de produtos estão disponíveis no site do Mapa
Outras informações podem ser obtidas nos serviços de inspeção vegetal das Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SFA) no seu Estado.

Reflexões sobre a “Tristeza Parasitária Bovina” uma doença que promove muito prejuízo na pecuária


Artigo do Méd. Vet. Gustavo Máximo Martins
tristeza parasitária
Dentre as enfermidades dos bovinos, a Tristeza Parasitária Bovina (TPB) é a doença transmitida por carrapatos de maior importância econômica, acarretando grandes prejuízos à pecuária nacional.
Dá-se o nome de TPB ao complexo de doenças causado por um ou mais dos seguintes agentes infecciosos: os protozoários Babesia bovis e B. bigemina e a riquétsia Anaplasma marginale, sendo o carrapato do boi, Rhipicephalus (Boophilus) microplus, o principal vetor.
As babesioses e a anaplasmose são tratadas dentro do mesmo complexo de doenças por terem em comum diversas características, como todos os agentes etiológicos sendo parasitas intracelulares obrigatórios e infectando hemácias. Devido a destruição destas células, os sintomas das infecções pelos três agentes são similares.
A ocorrência de babesiose está limitada a áreas onde o carrapato é encontrado, já a anaplasmose pode ocorrer em áreas livres de carrapatos, pois também pode ser transmitida por moscas hematófagas (vetores mecânicos), por fômites contaminados (agulhas hipodérmicas, materiais cirúrgicos utilizados, por exemplo, em castrações e descornas), além transfusões sanguíneas.
A TPB, além de poder causar a morte dos animais, traz grandes prejuízos, como a redução na produção de carne e leite, infertilidade e gastos com tratamentos.
Em bovinos, os principais sintomas clínicos de anaplasmose são: debilidade acentuada, emaciação, anemia e icterícia. Já, animais que apresentam babesiose apresentam um aparecimento repentino de febre alta (41º C), anorexia, depressão, fraqueza, parada de ruminação, queda na produção de leite, grave anemia, icterícia acentuada, urina vermelho escura a marrom, aborto em animais gestantes. Apesar de ser possível determinar qual o parasita presente, o tratamento normalmente é feito contra todos os agentes causadores, devendo contar sempre com a prescrição do médico veterinário.
Para um efetivo controle da TPB é necessário o controle do carrapato do boi, não a sua erradicação, devendo-se achar um ponto de equilíbrio. Assim, espera-se que a inoculação de Babesia sp ou A. marginale não seja excessiva, a ponto de os animais desenvolverem a doença clínica. Este controle do vetor leva ao desenvolvimento e a manutenção da imunidade devido a inoculação mais ou menos constante dos agentes causadores da doença.

O tratamento estratégico contra os carrapatos em várias regiões do Brasil inicia-se na primavera, com a chegada das chuvas, mas o ideal é a consulta a um médico veterinário para que se considere caso a caso, cada propriedade isoladamente pois a presença de carrapatos nos animais está condicionada tanto a condições metereológicas (temperatura e umidade) quanto ao microambiente ( animais criados soltos na pastagem ou estabulados, raças criadas, tipo de forragem e altura desta, entre outros fatores). Uma importante ferramenta ao controle do carrapato é o biocarrapaticidograma, um teste que indica quais os produtos comerciais e quais os princípios ativos mais eficazes em cada propriedade.

Nota do Blog: Aqui pra nós essa doença chama-se "mal triste". E muito comum no semiárido nordestino.

Ministério da Agricultura lança AgroNordeste nesta terça-feira (1º)


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lança nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, às 17 horas, o AgroNordeste – plano de ação para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural da região. O plano será anunciado pela ministra Tereza Cristina em cerimônia com previsão de participação do presidente Jair Bolsonaro.
O programa será implantado em 2019 e 2020 em 230 municípios dos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais, divididos em 12 territórios, com uma população rural de 1,7 milhão de pessoas.
O evento acontecerá no Salão Nobre do Palácio do Planalto.
Serviço:
Lançamento do AgroNordeste
Data: Terça-feira (1º)Horário : 17 horasLocal: Salão Nobre do Palácio do Planalto

Inovações marcam a realização do Congresso Brasileiro de Fruticultura

A demonstração do uso de drones para aplicação de película que protege as plantas do estresse provocado pelo sol será uma das inovações apresentadas durante o XXVI Congresso Brasileiro de Fruticultura, que começou ontem, dia 30 de setembro, e vai até 04 de outubro, no Complexo Multieventos da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro (BA).
O equipamento em ação poderá ser conferido no terceiro dia do evento (02/10). A película é uma espécie de protetor solar, que faz “baixar a temperatura das folhas e aumentar o conforto térmico da planta”, explica o professor Italo Hebert Lucena Cavalcanti, 10 Vice-Presidente da comissão organizadora do evento.
Na fruticultura tropical, em especial, na praticada nas áreas irrigadas do semiárido, o emprego de insumos que amenizam o estresse vegetal em culturas como manga e uva durante o ciclo produtivo amplia a produtividade dos pomares e melhora a qualidade das safras colhidas, afirma o professor.
Sinergia -  Novidades como essa serão a marca da 26a edição do CBF. A presença dos principais especialistas do Brasil e do exterior (África do Sul, EUA, União Europeia, Austrália) durante a programação de conferências, mesas redondas, palestras, minicursos e visitas técnicas dará ao evento uma dinâmica de “arena de debates” com a exposição de um “pool de tecnologias e de informações muito relevantes”, revela Cavalcanti.
Esta situação põe em evidência um movimento de sinergia entre o setor privado e as instituições de Ciência &Tecnologia, que associa rigor científico e resultados práticos para as cadeias produtivas. Por isso que, o XXVI CBF está resgatando a qualidade de ser um “evento técnico e prático”, com os atores que atuam diretamente com a produção e que fazem a cadeira de frutas no país:  produtores, empresas privadas, pesquisadores, professores, estudantes, os empreendimentos que comercializam insumos, além do setor público.
O evento vai expressar “os estudos em execução por pesquisadores, professores e estudantes que vislumbram a aplicabilidade e incorporação de conhecimentos que façam avançar o uso das inovações tecnológicas no campo e ao longo das cadeias produtivas da fruticultura”. As instituições de C&T e empresas provadas vão apresentar “bastante” tecnologia, básica e aplicada, e que pode ser incorporada aos sistemas produtivos em curto e médio prazo.
Este modo de organização do CBF refletiu na quantidade de profissionais inscritos. “Depois de várias edições, estamos assistindo o retorno do interesse do profissional pelo congresso, o que é muito positivo e não poderia acontecer num lugar melhor do que Petrolina e Juazeiro, uma região onde a técnica aplicada à fruticultura é inegavelmente umas das mais avançadas do mundo”, enfatiza Ítalo.
Vínculo -  O presidente do XXVI CBF, Paulo Roberto Coelho Lopes, destaca os vínculos constituídos nos estudos científicos com o setor produtivo e a sociedade. Para ele, organizações como a Sociedade Brasileira de Fruticultura, a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Embrapa dão passos importantes para modernizar as técnicas de produção que levem ao uso racional dos insumos e de água para irrigação, desenvolvimento de novas variedades, manejo fitossanitário e pós-colheita.
A fruticultura, praticada em 2,4 milhões de hectares do território brasileiro, emprega diretamente 6 milhões de pessoas ou 27% do total gerado pela produção agrícola nacional. De acordo com Paulo Roberto, esses números refletem a parceria entre os setores público e privado e está indo no caminho de “ampliar a sustentabilidade técnica, social e econômica da fruticultura nacional com impactos na geração de empregos e na elevação da competitividade da agricultura brasileira”, completa.

Outras informações estão disponíveis em www.fruticultura2019.com.br.
Local do Evento:
Complexo Multieventos da Univasf - Rua do Paraíso - Juazeiro - BA

STTR DE FERNANDO PEDROZA PARTICIPA DO SETEMBRO AMARELO EM VELHO TOMAZ

Sttr de Fernando Pedroza participa do setembro amarelo e o local foi exatamente na comunidade velho tomaz do presidente Kleverlan Felix, festa e ações para os trabalhadores rurais.
Isso é ótimo pois movimento a área rural.
Nota do Blog: Ações como estas era pra acontecerem pelo menos uma vez por mês nas demais comunidades rurais. De parabéns o STTR de Fernando Pedroza pelo evento. 

Técnica facilita inseminação artificial em caprinos

Uma turma de onze pessoas, entre profissionais, técnicos, produtores rurais e estudantes de diferentes estados nordestinos participou, entre os dias 24 e 26 de setembro, do II Curso de Inseminação Artificial Transcervical em Caprinos, promovido pela Embrapa Caprinos e Ovinos na sua sede em Sobral (CE). É a segunda capacitação voltada para a disseminação da técnica desenvolvida e aplicada pela Embrapa desde 2011, que busca um método mais eficiente de inseminar cabras, reduzindo o estresse e o risco de lesões nos animais, em comparação aos métodos tradicionais.
A Técnica Embrapa de Inseminação Artificial Transcervical em Caprinos traz como diferenciais a posição do animal durante o processo e a fixação, com pinça apropriada, que facilita o processo da passagem da pipeta de inseminação até o útero. Com a cabra sobre as quatro patas, uma posição semelhante à da monta natural, a tendência é que haja melhor bem-estar e menor risco de lesões, em comparação à técnica tradicional, em que o animal fica de ponta-cabeça.
“É uma técnica menos estressante, com menor risco de acidentes e que tem elevado grau de deposição de sêmen no útero e possibilidade de fertilização da fêmea”, explica o médico veterinário Alexandre Monteiro, analista da Embrapa Caprinos e Ovinos, que ministrou o curso. Outra vantagem apontada é a redução do esforço do manejador, que pode otimizar o tempo para inseminar mais animais.
A possibilidade de uso da técnica para ações de melhoramento genético, foi um dos principais atrativos para o curso, segundo os participantes. “É importante conhecer a Técnica e ver que posso lá na propriedade, com sêmen melhorado e ter uma produção boa”, afirmou Rafael Ubirajara, produtor rural e estudante de Medicina Veterinária de Sobral (CE). “Após este curso, quero praticar nas propriedades de pessoas conhecidas e na da minha família. A intenção é continuar fazendo melhoramento e aumentando a criação”, disse o técnico agropecuário João Evaristo, também de Sobral (CE).
Outros participantes apontaram a necessidade de disseminar a Técnica para outros rebanhos e regiões do Nordeste brasileiro, como forma de impulsionar a caprinocultura. “Para o Nordeste, é uma técnica que pode levar à melhoria da qualidade genética, baratear custo da operação e beneficiar propriedades”, destacou Glayde Veras, médica veterinária e professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA). “A inseminação em caprinos ainda não é muito comum no Maranhão, mas tem possibilidade de crescer”, reforçou Louis Silva, zootecnista do grupo Montagro, em Bacabal (MA).
Para Alexandre Monteiro, a expectativa é de que a capacitação de pessoas na Técnica Embrapa de Inseminação Artificial Transcervical (no primeiro curso, realizado em 2018, foram 8 pessoas) facilite, ao longo do tempo, a propagação de material genético de alta qualidade entre rebanhos de caprinos no Nordeste e outras regiões do país.

Embrapa Caprinos e Ovinos