quinta-feira, 3 de janeiro de 2019


Terra indígena

Ministério da Agricultura fica responsável por demarcar terra indígena

Até então, o processo ficava a cargo da Fundação Nacional do Índio, a Funai
     
Em medida provisória divulgada na noite desta terça-feira (1º), em edição extra do Diário Oficial da União, o governo de Jair Bolsonaro estabelece que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passará a fazer a identificação, a delimitação e a demarcação de terras indígenas. Até então, o processo ficava a cargo da Fundação Nacional do Índio (Funai). 

A publicação também transfere do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a pasta a responsabilidade pela regularização de terras quilombolas. A medida provisória se restringe a indicar qual órgão ficará encarregado da tarefa, sem informar como funcionará o processo de demarcação. 

No caso de terras quilombolas, o processo, atualmente, envolve sete etapas, começando pela abertura de um processo no Incra. Na sequência, estudos e relatórios sobre a área reclamada são elaborados, até que um decreto presidencial oficialize a concessão do título de propriedade, se o entendimento for de que a região pertence, de fato, a descendentes de escravos. 

A Agência Brasil procurou a Funai, o ministério e a Fundação Cultural Palmares, que faz levantamentos sobre as comunidades quilombolas, e aguarda retorno.

A importância do fósforo para os solos na agricultura

fásforo no soloO fósforo é elemento vital para a saúde e o vigor das plantas. Alguns fatores de crescimento associados ao fósforo são melhoria na qualidade da plantação, maior resistência a doenças e suporte ao desenvolvimento da planta por todo ciclo de vida. Além disso, ele está presente de modo intensivo na agricultura, na utilização do NPK, sendo um dos três nutrientes principais para as plantas, ao lado do nitrogênio e do potássio, na composição dos fertilizantes.
O grande problema, atualmente, é que existe uma escassez do recurso, explica Vinícius Benites, pesquisador da Embrapa Solos: “Importamos metade do fósforo que utilizamos. Existem reservas de fosfato no Brasil, mas elas são compostas por minerais de menor qualidade, o que aumenta o custo da produção. Por essa razão, torna-se mais barato importá-lo. Ele é um elemento limitado. As grandes minas estão localizadas no norte da África, muitas em regiões de conflitos geopolíticos. Ainda existe fósforo suficiente para abastecer a agricultura por algum tempo. Porém, em breve, ele vai se tornar uma preocupação quando pensarmos na segurança alimentar no mundo”.
A perspectiva de escassez leva os pesquisadores a alertar para a necessidade de se pensar em sistemas de produção que racionalizem o uso desse insumo. Uma alternativa é o uso do fósforo secundário, presente nos dejetos da produção animal ou nos resíduos do processamento da cana-de-açúcar, por exemplo. Esse material já é utilizado na Austrália. Estimativas indicam que o fósforo secundário pode suprir até 20% da demanda brasileira de grãos por volta de 2050, com investimento em tecnologias de recuperação do nutriente.
O diretor do IPNI acredita que o aproveitamento do fósforo secundário é uma possibilidade concreta. “Porém, ainda precisamos evoluir muito em tecnologia e em distribuição dessas fontes. A reciclagem de fósforo será fundamental em um futuro próximo e a viabilidade técnica será estabelecida, bem como existirão forças econômicas para que essas fontes possam ser utilizadas. É necessário que o País se preocupe e pesquise esse assunto.
O uso correto do fósforo na agricultura volta ao centro dos debates científicos entre os dias 20 e 22 de agosto, no VI Encontro Sustentável do Fósforo (SPS2018), fórum mundial para discussão do tema. A Embrapa é uma das organizadoras do evento, que acontecerá em Brasília, Distrito Federal.



AssessoNutri - Orientação para Nutrição de Caprinos e Ovinos

Produtores de caprinos e ovinos do semiárido brasileiro têm à sua disposição um serviço de assessoria para orientar alimentação de seus rebanhos de forma mais precisa. Com o Serviço de Assessoria Nutricional Remota para Pequenos Ruminantes (AssessoNutri), desenvolvido pela Embrapa, é possível reduzir custos de produção, com recomendações nutricionais para os criadores de forma ágil e de menor custo que as análises convencionais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Feliz Ano Novo

Vamos começar juntos, trabalhar juntos e ser feliz juntos. Feliz Ano Novo, meu amigo internauta.

Saiba como cadastrar animais para exploração pecuária

Ministério da Agricultura estabelece que todas as fazendas tenham registro oficial


campo-agro-agronegócio-fazenda-lavoura-interior-propriedade-rural (Foto: Ernesto de Souza/ Ed. Globo)


O Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estabelece a obrigatoriedade de cadastro de todas as propriedades e produtores rurais. Deve ser realizado por meio das unidades locais de atendimento dos Serviços Veterinários Estaduais (SVE). Tanto a propriedade quanto o produtor rural recebem um código numérico único, segundo orientações disponibilizadas na seguinte página eletrônica do Mapa: www.agricultura.gov.br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/transito-animal/arquivos-transito-internacional/ManualdePadronizao18.0.pdf.
Em seguida, a cada produtor é associada uma exploração pecuária, que é o grupamento de uma ou mais espécies de animais sob sua responsabilidade dentro de um estabelecimento rural, organizada por sexo e faixa etária. É obrigatório manter atualizada a quantidade de animais que possui. A marca a fogo é um instrumento de rastreabilidade da cadeia produtiva das carnes de bovinos e búfalos também obrigatório, e disciplinado pela Lei nº 12.097, de 24 de novembro de 2009. Em substituição à marca a fogo, é prevista a aplicação de tatuagem ou outra forma permanente de marcação dos animais, para identificação do estabelecimento proprietário. Uso de dispositivo eletrônico é mais uma alternativa.

ESTATÍSTICA

Oferta de leite em recuperação em 2019

“Com relação a demanda no Brasil, o consumo de leite e derivados em 2018 ficou abaixo das expectativas
     
A oferta da produção leiteira do País deve melhorar em 2019 depois de um período de preços baixos e custos elevados, motivados pela paralisação dos caminhoneiros que acabou fazendo com que o preço das rações aumentasse. De acordo com o relatório de expectativas do agronegócio brasileiro para no ano que vem, a recuperação é notável. 

“Com relação a demanda no Brasil, o consumo de leite e derivados em 2018 ficou abaixo das expectativas. O ano de 2018 iniciou com perspectivas positivas para o crescimento econômico e consequente recuperação da demanda do consumidor final. Porém, eventos como a greve dos caminhoneiros e as incertezas eleitorais, atrasaram a retomada da atividade econômica em 2018, o que prejudicou a demanda das famílias por alimentos e em especial produtos de maior valor agregado dentro da cadeia láctea”, diz o texto. 

Além disso, o relatório informa que os preços internacionais menores devem levar a uma recuperação das importações brasileiras ao longo de 2019. “O ano de 2018 encerra com uma balança comercial mais equilibrada no Brasil, mas com a provável queda moderada das cotações internacionais, melhora da demanda local e o nosso cenário base para USD/BRL atingindo 4 no final do ano parece difícil esperar uma nova queda no déficit comercial lácteo em 2019”. 

“Para 2019, espera-se uma recuperação moderada na oferta no Brasil. O ano de 2019 deve começar melhor para o produtor brasileiro em relação a 2018. Preços ao produtor 20% mais elevados e custo de ração levemente menor (principalmente por conta do milho) devem  ajudar a produção brasileira de leite a manter uma inercia positiva no começo de 2019”, conclui. 

Agro

Perspectiva 2019: Variação cambial preocupa o Campo

Plantio das lavouras gaúchas ocorreu com taxa de câmbio acima de R$ 4,00
     
A expectativa para 2019 é de que o desempenho das lavouras seja mais favorável, após um ano em que plantações foram castigadas pela falta de chuva − especialmente na Metade Sul. Por outro lado, há o desafio da rentabilidade do produtor, já que os preços dos grãos podem oscilar para baixo conforme a variação cambial, o que hoje é uma incógnita. Culturas como leite e arroz passam por momento delicado, por conta da queda nos preços e redução de área cultivada.

O fator cambial é uma das maiores preocupações para a safra 2018/2019. Isso porque o plantio foi realizado com uma taxa de câmbio bem elevada, acima dos R$ 4,00, e o cenário é de incerteza com relação ao patamar da moeda no momento em que a comercialização for iniciada. Soma-se a isso o fato de que a safra 2018/2019 é considerada pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) a “mais cara da história”, devido à elevação nos custos de produção.

Segundo o economista-chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz, a situação do arroz é vista de maneira preocupante, já que será a segunda safra consecutiva com redução de área. Há ainda o endividamento no campo e o problema relacionado à oferta de crédito rural. Por outro lado, o setor vê com otimismo a possibilidade de uma mudança na economia brasileira, que possa representar a adoção de medidas estruturantes, que tragam estabilidade. “Isso pode trazer uma melhora na economia e, por consequência, um reaquecimento no mercado interno”, avalia o economista.

Plantio das lavouras gaúchas ocorreu com taxa de câmbio acima de R$ 4,00 
O cenário macroeconômico faz com que as cooperativas agropecuárias vislumbrem um ano de preços menores, tanto de insumos quanto de grãos. A estimativa é de que o faturamento do setor fique abaixo do obtido em 2018, mas o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, está otimista. Segundo ele, trata-se de um período de ajustes. “Há uma consciência praticamente nacional de que precisamos prestigiar quem produz”, afirma. Na avaliação do dirigente, as cooperativas gaúchas estão conscientes de que o cenário exige redução de custos para obter competitividade e ganho de escala. “Não há margem para desperdício”, confirma.

Uma prova desta linha de raciocínio é a parceria firmada entre as cooperativas na busca por viabilizar investimentos. As questões relacionadas ao futuro da Previdência e à renda do produtor são as maiores preocupações da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag). A entidade espera que o governo Bolsonaro mantenha o mesmo entendimento da atual gestão, de que a aposentadoria dos trabalhadores rurais não deve ser alterada. Por enquanto, o posicionamento é uma incógnita. 

Com relação à renda, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, afirma que, tirando a soja e, em determinados momentos, o milho, as demais atividades enfrentam problemas de preços. A lista inclui suinocultura, uva, arroz e leite, produção presente em boa parte das propriedades da agricultura familiar. O preço do litro registrou queda nos últimos meses e já é vendido a R$ 0,80 em algumas regiões. Para reverter este cenário, a entidade pede que o governo lance mão de compras governamentais e suspenda as importações de leite em pó do Mercosul.  

ÁRVORES

Análise explica intolerância à seca

"Queríamos documentar a trajetória da sensibilidade ao estresse hídrico em resposta ao aumento progressivo dos déficits de incêndios"
     
Pesquisas recentes mostram que os anéis de árvores contam a história do que está acontecendo fisiologicamente, já que a supressão de incêndios torna as florestas mais densas e menos tolerantes à seca, às pragas e aos incêndios florestais. Nesse cenário, cientistas da Universidade do Estado de Oregon e Utah State University estudaram 2.800 hectares de florestas de coníferas mistas em Oregon central. 

Os resultados, publicados na revista  Global Change Biology  , indicam que à medida que os grupos de árvores se tornaram mais espessos durante o século passado, as árvores foram forçadas a usar isótopos de carbono progressivamente mais estáveis para a fotossíntese, que indica um aumento no estresse devido à seca, uma vez que restringiu a passagem de gases em suas folhas. A pesquisa também sugere que o aumento nos níveis de dióxido de carbono, o CO2 atmosférico aumentou em 40% desde o início da era industrial, não pode ajudar as árvores a superar os efeitos das florestas que se tornaram mais denso sem incêndios. 

"Queríamos documentar a trajetória da sensibilidade ao estresse hídrico em resposta ao aumento progressivo dos déficits de incêndios, e o nível limiar de ocupação do estande, onde a resistência ao estresse hídrico, os besouros da casca e os incêndios florestais foram estabelecidos. Este foi um cruzamento de ecologia de fogo e ecologia fisiológica, duas áreas que não se encontram com a frequência que deveriam”, disseram os autores da pesquisa. 

O futuro trabalho deste grupo de pesquisa irá expandir análise de isótopos de anéis de árvores em diferentes áreas do Oregon e em outros lugares no oeste dos Estados Unidos para avaliar o efeito do aumento da concorrência de incêndios em florestas de coníferas onde poderia ser mais seco e mais quente, e, portanto, oferecer informações mais completas. 


BOLSONARO PRESIDENTE: O QUE MUDA PARA O AGRO?

Cenário é o preferido por grande parte dos produtores rurais do País
     
A eleição de Jair Messias Bolsonaro (PSL) para o cargo de presidente da República deve resultar em mudanças significativas para o agronegócio brasileiro. Essa é a opinião do economista Gustavo Grisa, sócio da empresa de impact business Agência Futuro, voltada à inovação pública e responsabilidade empresarial. Segundo ele, esse cenário é o preferido por grande parte dos produtores rurais do País.

“Mesmo que Bolsonaro não fosse o candidato de preferência única dos maiores grupos empresariais ou do complexo agro/financeiro/industrial no primeiro turno, ele sempre foi muito forte entre os produtores, individualmente e associativamente, e conseguiu uma adesão em massa no meio agrícola e rural que vários candidatos tentaram, mas não conseguiram. No segundo turno, com Haddad como adversário, a adesão do setor foi quase unânime”, afirma.
No entanto, o especialista afirma que, mesmo com um clima favorável dentro do agronegócio, será necessário um período de transição para que as lideranças do setor e a equipe do presidente recém-eleito consigam entrar em um consenso sobre as necessidades do agronegócio. Nesse cenário, ele alerta para uma possível decepção que pode haver caso Bolsonaro não consiga pôr em prática todas as suas promessas de campanha, e para a necessidade de escolher uma boa equipe de gestão.

“Porém há um grande espaço de avanços represados e que no novo arranjo político podem avançar: a modernização do sistema regulatório e de apoio, avanços na questão de legislação ambiental e a conciliação entre sustentabilidade e produção, e o apoio logístico ao agronegócio, desentravando projetos de infraestrutura importantes em várias regiões”, comenta.
Para Grisa, o maior ganho do setor com a vitória de Bolsonaro e a nova configuração do Congresso é o aumento do peso político e de influência, do agronegócio nos rumos do País. “Agora caberá às lideranças setoriais e empresariais construir com o governo Bolsonaro uma agenda que realmente atenda aos interesses de competitividade do setor e a um projeto equilibrado de retomada econômica do País”, finaliza. 


Mercado de suco de laranja deve se equilibrar em 2019

“Após uma boa florada e chuvas entre os meses de setembro a novembro, a produção deve se recuperar em comparação com 2018/19"
     
A tendência é de que o mercado de suco de laranja esteja mais equilibrado no ano de 2019, depois de um 2018 que permitiu repor estoques e aumentar a produção de FCOJ e NFC. De acordo com o relatório de expectativas do agronegócio para 2019, realizado pelo Rabobank, a cadeia citrícola brasileira obteve bons resultados ao longo de 2018 com exportações em alta e preços em patamares elevados.  

“Porém, o custo da fruta também foi elevado e limitou a rentabilidade para alguns processadores, já os produtores, conseguiram bons retornos. A confirmação de uma safra de apenas 275 milhões de caixas em São Paulo no ciclo 2018/19, ajudou a manter as cotações do FCOJ e NFC em níveis elevados ao longo de 2018, apesar de recuperação moderada na Flórida e demanda em queda para o suco concentrado nos principais mercados”, diz o texto. 

Além disso, o banco indicou que as expectativas iniciais para a safra 2019/20 em São Paulo são positivas. “Após uma boa florada e chuvas entre os meses de setembro a novembro, a produção deve se recuperar em comparação com 2018/19. Apesar de muito cedo para se ter uma estimativa de safra confiável para 2019/20, parece razoável esperar uma produção acima de 300 milhões de caixas. As árvores estão em boas condições e a florada indica que a produtividade por árvore pode ser melhor em relação ao último ciclo”. 

“No final de 2018/19, os estoques globais de suco de laranja devem representar aproximadamente 14% do consumo anual, enquanto que no final de 2019/20, após o superávit esperado, o Rabobank projeta que a relação estoque-consumo deve aumentar para 18%”, conclui. 

A denuncia de prejuízos com o uso da cama de galinha como adubo faz a Adagro reagir afirmando que fiscaliza

fiscalização cama de galinhaA polêmica sobre o uso da cama-de-galinha como adubo para as plantações de inhame, no interior de Pernambuco vem provocando reações de produtores rurais e de autoridades sanitárias do Estado, bem como a indignação de muitos moradores dos municípios de Gravatá, Cortês, Barra de Guabiraba, Bonito, Amaraji, Chã Grande e Sairé. Para o produtor e ex-secretário de Agricultura de Pernambuco, Ricardo Rodrigues, o problema é sério e prejudica o meio ambiente e as populações de todos esses municípios do agreste de Pernambuco, porque a proliferação das moscas dos estábulos é tão grande que provoca prejuízos, inclusive, para os criadores de gado.
Para mostrar que não está indiferente ao problema, a Adagro apresenta relatório afirmando que promoveu algumas reuniões, juntamente com outros órgãos como prefeitura municipal, ministério público e CPRH, para tentar mitigar o problema do aumento populacional da mosca-de-estábulos em algumas regiões do nosso Estado, especificamente nos municípios de Cortês, Barra de Guabiraba, Bonito, Gravatá, Amaraji, Chã Grande e Sairé.
O instrumento de regulação do controle, diz a Adagro, veio através de uma portaria que além de tornar obrigatória a fiscalização nas granjas que produzem e comercializam a “cama de aviário”, também determina que o transporte deste material deve ser acompanhado obrigatoriamente do CIS-E, documento emitido pelo RT (responsável técnico) da granja ou habilitado pelo SVO (serviço veterinário oficial), ou ainda na impossibilidade de emissão pelo RT, o fiscal estadual agropecuário poderá emitir.
O CIS-E é um documento federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por isso, em setembro deste ano foi solicitado ao Superintendente Federal de Agricultura no Estado de Pernambuco, que todos os médicos veterinários habilitados para a emissão de GTA de aves sejam compulsoriamente habilitados para a emissão do CIS-E em estabelecimentos avícolas produtores de cama de aviário. Também foi solicitado que os mesmos sejam alertados sobre o preenchimento da observação, onde deve ser descrito o tipo de tratamento utilizado capaz de eliminar a presença de agentes causadores de doenças naqueles subprodutos. E é o Ministério o órgão responsável pela fiscalização deste documento.
Outra ação desenvolvida pelos técnicos da Adagro é o registro de granjas que fornecem esse produto no Estado. Atualmente, 1.529 produtores solicitaram o registro. A Adagro já visitou 282 estabelecimentos e apenas 22 estão registrados, pois 260 apresentaram algum tipo de inadequação e receberão nova vistoria. Lembrando que só pode ser visitada uma granja por dia, de acordo com a legislação federal.
Este ano foram realizadas 13 fiscalizações em propriedades de inhame com relação a mosca-de-estábulo e foram realizadas barreiras volantes com acompanhamento da polícia para verificar o trânsito de cama de aviário na região. Nessas fiscalizações três cargas com cama de aviário foram rechaçadas e voltaram para a propriedade por inadequação.
Para comprovar a atuação dos fiscais, a Adagro apresentou ao Ministério Público de Gravatá – 2ª Promotoria de Justiça de Gravatá, um Relatório de Visita Técnica com o seguinte relatos dos fiscais Eduardo Pimentel Brum, médico veterinário e Paulo Cefas Lopes de Barros, Fiscal Estadual Agropecuário:
“A referida visita técnica teve como primeiro destino a Fazenda Várzea Alegre, de propriedade do Sr Celso Muniz de Araújo, considerando a instauração do Inquérito Civil nº 004/2017; propriedade esta situada no Km 38 da PE 085, município de Barra de Guabiraba. No dia 01 de novembro deste ano a ADAGRO se fez presente na fazenda através do Fiscal Estadual Agropecuário Eduardo Pimentel Brum, quando foram passadas instruções de manejo e cedidas seis armadilhas para o controle populacional da mosca dos estábulos ao Sr João José Firmino de Paula, gerente da fazenda. O gerente foi orientado quanto à montagem das armadilhas e coleta de moscas capturadas para posterior análise do material.
Em entrevista com o gerente no dia 07/12/2017, fomos informados que a população de moscas dos estábulos diminuiu bastante e que os animais da propriedade não mais estão sendo espoliados, não só pelos trabalhos desenvolvidos, mas também devido à sazonalidade, refletindo no ciclo biológico da mosca. Outro fator relevante é a fase de cultivo do inhame, quando nessa época não mais se tem excesso de substrato para que a reprodução da mosca ocorra em desequilíbrio. Sr João nos entregou o material biológico a ser analisado ciente de que a fase crítica com relação ao aumento da população da mosca passou.
Em inspeção nas propriedades noticiadas em documento anexo ao Ofício 413/2017- 2ª PJ não foi constatado o manejo incorreto da cama de aviário e que os agricultores estão usando esterco bovino consorciado com a cama de aviário, prática que minimiza tal problemática. Os plantadores de inhame do Caranguejo argumentaram que se a questão da mosca persiste não se deve ao trabalho deles, pois desde a visita técnica da ADAGRO no dia 30/11/2016 e após participarem de duas reuniões no Ministério Público dos municípios de Gravatá e Bonito, tomaram consciência de sua responsabilidade e passaram a prontamente cobrir a cama de aviário após seu uso.
Durante a visita técnica, conforme ia sendo percorrido o trajeto foi observado o comportamento das boiadas nas pastagens e não foram constatados sinais de superpopulação da mosca dos estábulos. As boiadas manifestavam comportamento normal, tranqüilo, pastando, bezerros mamando; nada que se assemelha a quadros de espoliação do gado vistos no passado”.
Os fiscais finalizam o relatório dizendo que os agricultores foram novamente conscientizados quanto à importância de um correto manejo das práticas agrícolas na cultura do inhame, tanto no cultivo como no transporte e armazenamento e que por isso, não foi necessário fazer uso da NOTIFICAÇÃO MINISTERIAL para as propriedades visitadas.

A infestação da mosca-dos-estábulos entra, neste período, em fase de regressão porque os agricultores diminuem o uso da cama de galinha no campo. Agora, segundo eles, é preciso esperar o próximo ciclo de cultivo para conferir se houve uma redução do ataque das moscas e se tem surtido o efeito desejado, as ações que a Adagro, diz estarem sendo desenvolvidas na região.

Estrutura e composição químicobromatológica do cultivar BRS Massai sob épocas de vedação e idades de utilização.


Autoria: POMPEU, R. C. F. F.; FONTENELE, R. G.; CÃNDIDO, M. J. D.; SANTOS, F. G. R. dos; SOUZA, H. A. de; GUEDES, F. L.; CAVALCANTE, A. C. R.; ROGERIO, M. C. P.; TONUCCI, R. G.; MARANHÃO, S. R.; SANTOS NETO, C. F. dos
Resumo: Avaliar a influência da época do diferimento e da idade de utilização sob a estrutura, biomassa de forragem e composição químico-bromatológica do capim-massai nas condições edafoclimáticas do Nordeste brasileiro.
Ano de publicação: 2018
Tipo de publicação: Folhetos