quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Mapa prepara medidas para importar milho dos Estados Unidos

Objetivo é garantir a oferta do grão no mercado interno
O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, se reuniu nesta terça-feira (2) com técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para detalhar e alinhar todas as medidas necessárias à importação de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos.

O ministro Blairo Maggi está empenhado em atender o pedido dos industriais e quer garantir o abastecimento do grão no país, exclusivamente para ração animal usadas pelos criadores de aves e suínos e produtores de leite, até dezembro de 2017.
O Mapa vai encaminhar o pedido para avaliação e aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e garantirá toda segurança e fiscalização necessária para que a importação do produto atenda às necessidades do setor.

Aumento do feijão e dos produtos de origem animal encarecem preços agropecuários em junho, conclui IEA




A alta no preço do feijão nos últimos meses e dos produtos de origem animal contribuíram para elevar em 5,12% a variação de preços dos produtos agropecuários em junho, conforme apurou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do seu Instituto de Economia Agrícola (IEA). Dos itens pesquisados para o cálculo do Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), 16 registraram alta de preços, sendo 11 produtos de origem vegetal e cinco de origem animal.
No topo do ranking, o preço do feijão apresentou aumento de 102,88% em relação a maio, seguido da banana-nanica (63,67%), da batata (32,63%) e do amendoim (26,18%). A carne suína aparece na quinta colocação, com variação positiva de 23,10% no valor no varejo.
De acordo com o estudo, a variação de preços do feijão deve ser vista com cautela, pois há pouco produto sob posse dos produtores, o que sinaliza que a maioria dos agricultores não tem se beneficiado com os altos preços praticados. ´Isso aconteceu devido à diminuição em 30% da área cultivada com o feijão do período da seca no Estado. Soma-se a isso a menor produção do Paraná e Minas Gerais por causa do clima´, explicaram os pesquisadores responsáveis pelo estudo José Alberto Angelo e Danton Leonel de Camargo Bini.
De forma geral, todos os produtos de origem animal tiveram alta no mês de junho, de 23,10% na carne suína, 11,55% na carne de frango, 11,18% nos ovos e 10,34% no leite. ´Isso pode ser atribuído em parte ao encarecimento das rações para alimentação dos animais (aves e suínos) e em forma de suplemento para as vacas leiteiras, que teve as pastagens prejudicadas pelo clima, num processo de calor e seca em abril e pelo período de final de outono e início do inverno (menor exposição do sol) com ocorrências de geadas. Esses fatores contribuíram para elevação dos preços dessas carnes e do leite´, como explicam os autores da pesquisa.
Por outro lado, o estudo também apontou que a laranja para indústria, o tomate para mesa e a laranja para mesa apresentaram queda nos preços, de 5,42%, 3,18% e 1,27%, respectivamente. O levantamento completo pode ser acessado neste link.
Para o secretário Arnaldo Jardim, o ´acompanhamento mensal dos preços agropecuários realizado pela Secretaria é uma prestação de serviços à sociedade, pois permite que as famílias paulistas possam adequar os gastos com alimentos ao seu orçamento mensal. O governador Geraldo Alckmin sempre nos orienta sobre a importância de aproximar o conhecimento gerado pela pesquisa da sociedade´, ressaltou.

CONVITE DO POLO CENTRAL DA FETARN

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
POLO SINDICAL DA REGIÃO CENTRAL DA FETARN
CONVITE
                      A coordenadora do Pólo Sindical da Região Central da FETARN, a Srª. MARIA GABRIELA EVANGELISTA, Convida todas e todos os companheiros (as) que fazem parte do pólo, para uma REUNIÃO DO POLO CENTRAL, nesta (Terça-feira) DIA 03 DE AGOSTO DO CORRENTE ANO, NA SEDE DO STTR DE CAIÇARA DO RIO DOS VENTOS/RN, AS 09:00, para tratarmos assuntos de interesse da categoria.
        
          Na oportunidade, apresentamos nossos protestos de estima e consideração.
Atenciosamente,
MARIA GABRIELA EVANGELISTA

Coordenadora do Pólo Sindical Central da FETARN

A importância da criação de caprinos e ovinos no nordeste

caprinos no curralCaprinos e ovinos, principalmente, na região nordestina, têm uma grande importância econômica e social para os agricultores. Esses animais são utilizados para o consumo das famílias, podendo ainda serem comercializados com facilidade nos mercados regionais. Além disso, são uma das principais alternativas para produtores do Semi-Árido brasileiro como efetiva ajuda para  a sobrevivência com alimento e melhoria da renda.
São os técnicos da Embrapa Caprinos, em Sobral, no Ceará, que destacam as diversas vantagens da criação de caprinos e ovinos: a pele tem uma maior maleabilidade, sendo usada para a confecção de vestuário; a carne desses animais, principalmente a dos caprinos, apresenta baixa taxa de colesterol; já o leite de cabra apresenta um alto valor biológico e nutricional, sendo indicado para crianças e pessoas com intolerância ao leite de vaca.

Produtores de caprinos, organizados em associações, podem conduzir pequenas agroindústrias de beneficiamento de leite de cabra para a produção de iogurte, doce-de-leite e comercialização do leite pasteurizado. O processamento da carne de caprinos e ovinos, para a produção de embutidos e defumados, é uma boa oportunidade de agregação de valor com uso de tecnologia de baixo custo e pequenos investimentos.

Emater realiza oficina sobre silagem e palma forrageira em Carnaúba dos Dantas


EMATER/Currais Novos
Evento orientou produtores sobre cultivo resistente à Cochonilha do Carmim

No último dia 28 de julho a Emater realizou oficina sobre produção de silagem e plantio de palma forrageira resistente à Cochonilha do Carmim no Sítio Garrotes, zona rural de Carnaúba dos Dantas. A capacitação foi promovida em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Rio Grande do Norte (STTR-RN).
O evento teve como objetivo prestar orientação aos agricultores a respeito da produção de silagem da palma gigante e da variedade irrigada (ou de sequeiro), como forma de conservação da forragem para alimentação animal. O plantio em muitas propriedades do Estado tem sofrido com o ataque da Cochonilha do Carmim, inseto utilizado na produção de corante (carmim) cuja criação escapou do controle e tornou-se prejudicial ao cultivo.
A oficina foi ministrada pelo extensionista rural Nilton Oliveira, da Regional da Emater em Currais Novos, e contou com o apoio da engenheira florestal e assessora regional de convivência com o semiárido, Ana Maria Cordeiro. Na programação, atividades teóricas e práticas sobre plantio, corte das raquetes, espaçamento, solo, irrigação e ensilagem.
Cochonilha do Carmim
A Cochonilha do Carmim (Dactylopius coccus) tem se tornado uma praga importante para a cultura da palma forrageira em alguns municípios da região do Seridó do RN. Em Carnaúba dos Dantas foram localizadas, em alguns sítios (Garrotes, Salitre, Picotes), plantações de palma atacadas pelo inseto.
Essa praga tem grande poder de multiplicação e disseminação e pode causar danos severos e irreversíveis ao plantio de palma forrageira, provocando graves consequências socioeconômicas para os produtores e a região na qual estão inseridos.

Embrapa lança base de dados com informações sobre agropecuária nacional


Como foi a produção de cana-de-açúcar da região de Ribeirão Preto em 2014? Qual foi a evolução do tamanho do rebanho caprino nordestino na última década? Qual a área plantada de soja no Município de Pedro Afonso (TO) nos últimos cinco anos? As respostas para essas e várias outras perguntas sobre a produção agropecuária brasileira agora estão facilmente acessíveis na base de dados  desenvolvida pelo Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa, Agropensa, a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
"Trata-se de uma ampla base de dados coletados desde a década de 1990 fornecida por meio de uma plataforma amigável de painéis interativos (dashboards)", conta o coordenador do Agropensa, o pesquisador Édson Bolfe que considera a ferramenta uma valiosa fonte de informação para pesquisadores, jornalistas, gestores públicos, profissionais da área, empresários, analistas financeiros e interessados em geral. O sistema desenvolvido transforma os dados em tabelas de análises de resultados que podem apresentar o recorte e detalhamento que o usuário escolher.
 
A base acaba de ser disponibilizada na nova página do Agropensa no portal da Embrapa e foi organizada pela Secretaria de Inteligência e Macroestratégia (SIM) em parceria com o Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) da Empresa. "As informações, provenientes do IBGE, são disponibilizadas tradicionalmente em forma de tabelas. Desenvolvemos uma apresentação que pode ser rapidamente acessada ao clicar nos mapas e nos dados de interesse por meio de gráficos, análises comparativas e relatórios", explica Bolfe ressaltando que se trata de uma plataforma inovadora que utiliza business intelligence (BI) e que compõe a arquitetura recém-reformulada da página do Agropensa.
 
Os dados são distribuídos em três grandes grupos: pecuária, produção agrícola e abates. Em pecuária, é possível averiguar a produção das principais criações animais: bovinos, caprinos, ovinos, suínos, bubalinos, equinos e galináceos. O tamanho de cada rebanho pode ser acompanhado a cada ano desde 1990 até 2014, safra mais recente registrada. A pesquisa pode ser feita por região do Brasil, estado, região do estado e município.
 
No mesmo grupo, podem ser observados os principais produtos de origem animal como leite, lã, mel, ovos de galinha e codorna, com números de vacas ordenhadas e ovinos tosquiados por região geográfica. Há até informações sobre produção de casulos de bicho-da-seda.
 
A base apresenta dados importantes sobre a aquicultura nacional a partir de 2013. Com isso, é possível saber, por exemplo, onde são produzidas vinte espécies diferentes de peixes além de outros pescados como ostras e camarões. Dá para saber, por exemplo, que o Brasil produziu 139 mil toneladas de tambaqui na safra de 2014, gerando mais de 750 milhões de reais com esse peixe e que a maior parte da produção veio do Estado do Amazonas, de onde sairam 105 mil toneladas.
 
Além do tamanho e valor da produção, os dados agrícolas da base de dados contam ainda com a extensão da área colhida e o rendimento médio de cada uma das 65 culturas que abrangem as principais do País. Para culturas como o milho, por exemplo, ainda é possível observar dados sobre a primeira e a segunda safra do grão. Na página principal há atalhos para as maiores culturas agrícolas brasileiras: milho, cana-de-açúcar, soja, arroz, feijão, café, algodão e laranja.
 
Em "abate", o usuário tem um grau de detalhamento igualmente considerável. Pode-se escolher um determinado método de curtimento (ao cromo, tanino ou outros) executado em couros produzidos somente em abatedouros municipais de determinado estado ou sub-região. É possível acompanhar a produção de abatedouros federais, estaduais e municipais de bois, frangos, suínos e novilhos, por exemplo.
 
"Esta é uma das bases de dados utilizadas pelo Agropensa é uma prática e moderna ferramenta de trabalho que pode ser aplicada para os mais diferentes fins do planejamento estratégico rural," afirma Bolfe, "nosso objetivo foi facilitar o acesso às informações públicas produzidas pela Embrapa e parceiros". O pesquisador revela que na próxima etapa o sistema será ampliado com dados sobre a exportação de produtos agropecuários e envolverá outras fontes além das bases da própria Embrapa e do IBGE.
 
O Agropensa
 
Coordenado pela Secretaria de Inteligência e Macroestratégia da Embrapa, o Sistema de Inteligência Estratégica Agropensa apoia a formulação de estratégias de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Empresa e parceiros. O Agropensa prospecta tendências e elabora cenários para o setor agropecuário procurando prever oportunidades e desafios para a pesquisa científica se preparar.

Estados Unidos vão comprar carne brasileira


O status sanitário da produção de carne bovina brasileira vai facilitar novos contratos de exportação como o que acaba de ser firmado entre o Brasil e o governo dos Estados Unidos. A partir de agora, os produtores brasileiros poderão vender carne in natura e congelada para o consumidor americano. O acordo foi oficializado em Brasília com a troca de cartas de equivalência dos controles oficiais de carne bovina entre os dois países.
Para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o acordo vai permitir ao Brasil explorar o mercado de outros países. Ele disse também que “a maior vitória para o Brasil, não é apenas o acordo, mas sim o reconhecimento da equivalência do status sanitária brasileiro que hoje é considerado igual ao dos Estados Unidos.

O presidente Michel Temer que também participou da cerimônia de oficialização do acordo, disse que nos 80 dias do novo governo, ou do governo interino, muito já foi feito e entre o que foi feito, destaca-se a concretização de um trabalho que vinha se arrastando há muito tempo. Segundo o governo brasileiro, a expectativa é de que os primeiros embarques da carne comecem nos próximos 90 dias.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Governo libera R$ 790 mi para combate à seca no Nordeste




O presidente interino Michel Temer assinou nessa sexta-feira (29) uma medida provisória (MP) abrindo crédito extraordinário de cerca de R$ 790 milhões para ações e despesas emergenciais de combate à seca em estados do Nordeste.
O montante, no valor total de R$ 789.947.044, foi creditado em favor do Ministério da Integração Nacional e, além das ações de combate à seca, também poderá ser usado em situações de emergência e desastres naturais. O texto deve ser publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (1º).
Antes de editar a MP, Temer chegou a encaminhar uma consulta junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para saber se poderia editar uma medida provisória de relevância e urgência para liberar crédito extraordinário ou se deveria liberar os valores de outra maneira.
O objetivo era evitar uma possível acusação de crime de responsabilidade por editar decreto de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional, argumento utilizado como base do pedido de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Governo do RN lança edital para ocupação da Central de Agricultura Familiar


EMATER/ASSECOM

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, lança nesta segunda-feira (1º), às 10h, o edital de seleção das cooperativas, associações e organizações de agricultores familiares que irão ocupar a Central de Comercialização da Agricultura Familiar em Natal, prevista para entrar em operação nos próximos 30 dias. A solenidade acontece no auditório da Governadoria e contará com a presença do governador Robinson Faria e secretário de Agricultura Guilherme Saldanha.
Os selecionados irão ocupar 32 boxes, uma lanchonete e 50 pedras para comercialização de produtos agropecuários, hortifrutigranjeiros, cereais, pescado, entre outros. “A Central é uma grande conquista para a agricultura familiar do Rio Grande do Norte, pois os produtores terão um lugar próprio para comercializar seus produtos, eliminando a figura do atravessador e garantindo um preço mais acessível ao consumidor final”, destaca Saldanha.
A expectativa é que a Central beneficie em torno de 1.200 agricultores familiares e comercialize uma média de R$ 313 mil por mês, com a venda de 170 toneladas de itens. Ocupando uma área de cinco mil metros quadrados ao lado da Ceasa/RN, o equipamento possui área construída de 2,7 mil metros quadrados e 78 vagas de estacionamento.
As obras estruturais estão passando pelos ajustes finais e, paralelamente a isso, a Emater/RN realiza licitações de equipamentos e móveis. O investimento total na compra dos itens será de R$ 1.570.000,00, sendo R$ 1.413.000,00 provenientes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o restante referente à contrapartida do Governo do Estado. Já a reforma e recuperação da estrutura da Central estão orçadas em pouco mais de R$ 616 mil.
Saiba mais
Fruto de uma parceria do Executivo estadual com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Central foi inaugurada em 2010 sem estar pronta para uso e nunca chegou de fato a funcionar. Em 2015, o Governo do Estado por meio da Sape concluiu a construção de uma caixa d'água, sistema que faltava para que o equipamento conseguisse autorização do Corpo de Bombeiros para operar. No entanto, com o desgaste e a depredação proporcionada pelos vândalos ao longo dos últimos anos, foi necessário reconstruir parte da estrutura, reformar e instalar novamente fiação elétrica e equipamentos hidráulicos.
Informações da SAPE

EMPARN anuncia novo projeto para forragem


ASSECOM/EMPARN

Além do programa da palma forrageira adensada e irrigada, já em execução com a distribuição de raquetes tolerantes à cochonilha do carmim, o presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Alexandre de Medeiros Wandeley, anunciou o lançamento de um novo programa para produção de forragem. O anúncio foi feito na última terça-feira (26), na Estação Experimental Terras Secas, em Pedro Avelino, durante a solenidade de entrega de títulos e distribuição de kits do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
O novo projeto, com a tecnologia de produção de feno, vai reforçar a necessidade de produção de forragem, “para o pequeno agricultor atravessar os períodos de estiagem e continuar produzindo proteínas nobres como o leite e a carne”, disse Alexandre Wanderley. O engenheiro agrônomo acrescentou ainda que “o Rio Grande do Norte pode produzir, com pouca água, a ração animal com a mesma qualidade de qualquer lugar do Brasil”.
Durante a solenidade, o Governador Robinson Faria entregou títulos de propriedade de terra a 400 famílias residentes nos municípios de João Câmara e Jardim de Angicos. A meta é entregar até o fim de 2016 mais 500 títulos. O título de propriedade de terra garante segurança jurídica e acesso, por exemplo, a financiamentos para aquisições de insumos agrícolas ou equipamentos para aumentar a produção.
Também foram distribuídos a associações e cooperativas 31 kits do Programa Compra Direta do Programa de Apoio e Modernização das Centrais de Comercialização do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA-Compra Direta), que irão beneficiar agricultores familiares de 21 municípios. Cada kit é composto por duas balanças de 30 kg e 300 kg, um computador com impressora, freezer, pallets e um carro tipo Saveiro. Também esteve presente no evento o Secretário Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno.

Estiagem no Sul da Bahia


 A seca no nordeste é uma realidade conhecida, principalmente em áreas de sertão, mas no último ano ela se agravou em lugares que historicamente não passam por estiagens tão severas, como o sul e o sudoeste da bahia.
Os impactos da falta de chuva na agricultura e na pecuária dessas regiões deixou a situação dramática em alguns lugares.
O sudoeste e o sul da bahia não são regiões acostumadas a enfrentar períodos tão longos com pouca chuva. Agora, vivem uma estiagem de nível extremo, com a mesma intensidade do sertão e deixa pecuaristas e agricultores preocupados com as mortes de gados e lavouras perdidas.


A estiagem atingiu até mesmo o litoral sul, lugar de mata atlântica, onde normalmente chove por ano 2 mil milímetros bem distribuídos. Porém, no primeiro semestre de 2016 só choveu 500 mil milímetros.
Produção de cacau afetada
Na região de Ilhéus, a maior produtora de cacau do país, houve prejuízo nas lavouras. Por causa da falta d'água, as plantações estão secas e os frutos não se desenvolveram, vários ficaram murchos, pretos e caíram do pé impossibilitando que algo fosse aproveitado na safra.
"Na safra que seria colhida até agosto, vai haver uma perda de mais de 50% de safra. Algumas propriedades não vão colher nem 10% do que colheram no ano anterior", disse o agrônomo Silvino Kruschesvky.
Com os problemas nas lavouras, alguns fazendeiros estão dispensando funcionários: "A gente trabalha aqui de 20 a 24 funcionários, nesse momento são 15 e vai baixar para 12 e até o fim do ano vão ser só 8... Boa parte deles mora aqui com as famílias e não tem como mantê-los com produtividade tão baixa", explica o proprietário Arthur Slaibi.
Lavouras de café sofrem
A produção de café conilon também foi afetada e a produção deve cair pela metade. O desenvolvimento dos grãos demorou tanto que em algumas lavouras a colheita só começou três meses depois do normal. O grão que sai pequeno da lavoura fica menor ainda depois de seco e descascado e causa prejuízos.
"O produtor perde duas vezes: na lavoura e depois do beneficiamento porque ele vai precisar de mais café para encher uma saca de 60 kg", explica o produtor Edimar Margotto Junior.
Pecuaristas perdem gado e produção de leite
O gado é o mais afetado pela seca. Na região de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, onde está 40% do rebanho do estado, mais de 30 mil cabeças de gado morreram em 14 municípios da região, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do estado.
Nos últimos 11 meses, só choveu forte em duas semanas de janeiro. Nos outros meses, os índices ficaram muito abaixo da média. Para o diretor do sindicato rural da região de Itapetinga, Marcelo Ferraz, os prejuízos vão além da perda do rebanho. A recuperação de pastagens é o que mais vai exigir do criador, pego de surpresa com a seca prolongada.
"É uma seca inusitada, tanto que chegou numa situação como essa porque não acreditava-se que fosse chegar a esse ponto. Então é um ano de prejuízo total. Se tiver financiamentos, escalonameto das dívidas, e chuva- se chover- vão ser três, quatro anos, no mínimo, pra recuperar", disse ele.
Sem capim para pastagem, os pecuaristas tentam diminuir os prejuízos com ração, mas nem sempre é suficiente. Alguns fazendeiros levam os animais que conseguem ganhar um pouco de peso com a ração para áreas alugadas de pastagens em outros municípios. Além disso, alguns tentam conter os gastos com ração retirando pastagem de regiões que não estão totalmente secas.
A seca também afetou a produção de leite e a queda na região é de 60%. Uma fábrica de iogurte e queijos passou a operar dia sim e dia não e 25% dos funcionários foram dispensados. O presidente, Antônio Rodrigues, explica que os ajustes foram necessários: "Nós não podemos é pensar em fechar a cooperativa porque fazemos a captação de leite de pequenos produtores. E nessa época eles foram os que sofreram mais".
Com as mortes e a retirada de gado, a redução no rebanho em 14 municípios da região de Itapetinga chega a 15%. Mais de oito mil produtores foram atingidos, segundo a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia. O período normal de estiagem na região começa agora então agricultores e pecuarista devem se preparar para pelo menos mais três meses sem chuva.

Uma hortas caseira pode significar mais saúde para a família

horta-caseira23-cursos-cptAs hortaliças possuem alto valor nutritivo e podem ser consumidas cruas ou cozidas. Elas também são industrializadas e vendidas congeladas, enlatadas ou pré-preparadas. Hortaliças é a denominação comum dada a um grupo de mais de 100 espécies de plantas, popularmente conhecidas como verduras e legumes, das quais diferentes partes são utilizadas na alimentação.

Ter uma horta em casa pode ser a saída para ter uma vida mais saudável, pois as hortaliças desempenham um papel importantíssimo na manutenção da saúde humana. Elas são alimentos ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e outras substâncias que ajudam a prevenir doenças. Uma dieta rica em hortaliças e frutas tem ação comprovada na prevenção de doenças do coração, diabetes e alguns tipos de câncer.