Uma semente de gergelim que não ramifica e melhora a colheita mecanizada
Por ser pouco exigente em água o gergelim é uma cultura ideal para segunda safra ou safrinha no Centro-Oeste, onde os Estados de Goiás e Mato Grosso e apresentam as maiores áreas de cultivo. Para a pesquisadora da Embrapa Algodão Nair Arriel, “Em condições normais de água e solo e manejo adequado a BRS Anahí tem potencial para produzir 1.600 quilos por hectare”, acrescenta.
A cultivar tem ciclo precoce (90 dias). É tolerante às principais doenças da cultura como a murcha-de-macrophomina, mancha-angular e cercosporiose. Tem mostrando ainda eficiência manejo de nematoides, um problema que tem acarretado perdas de produtividade pelos produtores do cerrado. Pesquisas em andamento no Oeste da Bahia tem demonstrado comportamento de resistência ao nematoide-das-galhas (Meloydogyne incognita), principal e mais agressivo nematoide do algodoeiro na atualidade.
A BRS Anahí tem potencial para suprir o mercado interno e oportunidade de exportação. É uma cultivar com características capazes de atender ao consumo de mesa, com sementes esbanquiçadas e alto teor de óleo (52%), também atende à indústria de óleo, com excelentes rendimentos e aumento de produtividade com relação à cultivares com menor teor de óleo nas sementes.
É recomendada para cultivo em regiões com precipitação (chuva) variando entre 300 mm e 800 mm anuais bem distribuídos, temperatura entre 23 ºC e 30 ºC e altitude máxima de 1.250 m acima do nível do mar, o bom desempenho da cultivar depende também de boas condições de solo e manejo adequado.
EMBRAPA
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