A pecuária leiteira na economia brasileira
O Rio Grande do Sul é referência na produção agropecuária que, associada à integração lavoura-pecuária, garante a produção de carne e leite junto com lavouras de soja, milho e cereais de inverno. A bacia leiteira cresceu 75% no período de 1990 a 2009 no estado, e a base da alimentação dos animais são forragens cultivadas que impactam diretamente nos custos de produção. A profissionalização da atividade trocou as pastagens nativas por forragem de melhor valor nutricional, dependendo cada vez menos do uso de grãos que encarecem a produção quatro vezes mais do que a produção de leite a pasto.
Em várias regiões do Brasil, a dificuldade do produtor é manter a oferta de forragem ao longo do ano, principalmente garantir pasto no período do final do verão até meados do outono, fase crítica para a produção conhecida como “vazio outonal”. Para suprir esta carência a pesquisa propõe como alternativas a utilização de forrageiras anuais de verão e de inverno. A solução apresentada parte da estratégia conjunta de transferência de tecnologias estabelecida entre a Emater/RS, a Embrapa Trigo e a Embrapa Milho e Sorgo.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, Jane Machado, “a alimentação animal baseada em pastagens é forma mais econômica para produção de leite, já que os gastos com a nutrição das vacas representam de 40 a 60% do custo do leite”.
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