quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Bem-estar animal impacta na produtividade de carne e leite

Gisele Rosso - Proporcionar sombra aos animais é uma prática de bem-estar
Proporcionar sombra aos animais é uma prática de bem-estar
Situações de estresse para o animal de produção impactam diretamente no bem-estar e na produtividade, com redução na produção de carne e leite. Avaliar as práticas de manejo em uma fazenda é uma atitude importante para garantir qualidade de vida ao animal e ainda evitar prejuízos.
Segundo o pesquisador Alexandre Rossetto Garcia, da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), o bem-estar é um conceito amplo e depende principalmente do entendimento de estresse. “O que é o estresse? É uma condição em que o animal manifesta alterações biológicas ou comportamentais em função de um estímulo negativo recebido. Pode ser um estímulo do ambiente, por exemplo, o calor, ou do ambiente de produção, como privação à água ou acesso à água de má qualidade, períodos longos de restrição de alimentos ou procedimentos de manejo (transporte, formações de novos lotes ou desmame). São elementos que geram estresse, porque causam privação física ou angústia”, explica Garcia.
Algumas situações estressantes são inevitáveis. No caso da vacinação do gado, por exemplo, é um procedimento necessário para manutenção da saúde do rebanho, além de ser essencial para produção de alimentos seguros e de qualidade.
Práticas mais racionais na rotina além de reduzirem o estresse, melhoram a produtividade. Por outro lado, quando o animal passa por adversidades, ocorre diminuição da produção de leite ou do ganho de peso. “Quanto mais amigável for a relação entre o ser humano e o animal, melhor para os dois”, conta o pesquisador.
Ele recomenda ao pecuarista algumas medidas básicas, com foco no respeito ao animal, como treinamento dos campeiros em manejo racional, planejamento prévio das atividades em currais para diminuir ao máximo o tempo em que os bovinos passam nesse ambiente, oferta de dieta balanceada e em quantidade adequada para cada categoria, disponibilização de água de qualidade em bebedouros, que devem ser periodicamente limpos, oferta de sombra nas pastagens e no entorno dos currais para diminuir o estresse calórico.
Garcia destaca que é fundamental o produtor avaliar as suas práticas. Algumas dependem de investimento, como melhorar a infraestrutura. Outras precisam apenas de treinamento e disponibilidade de tempo. Um exemplo é a vacinação. Geralmente os animais não são contidos individualmente para a aplicação da vacina, atitude que contraria uma boa prática de manejo. Com isso, aumentam-se as chances de acidentes para o operador e o gado, além de maior incidência de reações vacinais indesejáveis. “Aquele pouco tempo que o pecuarista economizou, é perdido depois com afastamento de pessoal, tratamento de abscessos nos bovinos, sem contar os gastos com medicação e rejeição de partes da carcaça no frigorífico”, explica.
O bem-estar também depende de um bom manejo nutricional e sanitário. A falta de qualidade do alimento ou sua restrição causam uma série de problemas. Além da perda de peso, a privação nutricional pode ocasionar irregularidades ou supressão do cio e abortamentos, aumentando o estresse do animal e reduzindo os ganhos do pecuarista. Quando há adoecimentos com frequência é sinal de erros de manejo sanitário. No caso das vacas leiteiras, por exemplo, a higiene precária na ordenha causa mastite, gera acidez e favorece a presença de microrganismos no leite, reduzindo a qualidade do produto e aumentando seu descarte.  
Outra prática que deveria ser abolida na visão do pesquisador é a marcação a fogo. Para ele, atualmente há mecanismos eletrônicos muito eficientes para identificação e controle. “Precisamos usar a tecnologia a nosso favor e para conferir bem-estar ao animal”, enfatiza.
Tendência
Para não induzir o animal a uma condição de estresse, é preciso respeitá-lo.
Globalmente, a tendência é que as pessoas preocupem-se em como o alimento consumido foi produzido. O bem-estar animal e a preservação do meio ambiente cada vez mais aparecem como barreiras mercadológicas, restringindo o mercado para os fornecedores que adotam boas práticas de criação, transporte e abate. Isso exige avanços na implantação de formas sustentáveis de produção e respeito aos animais de produção.
“O que move o mercado é o consumidor. Ele é o grande driver do sistema. A partir do momento em que esse consumidor exige mais da empresa, a empresa exige mais do produtor”, fala Garcia.
O conceito de bem-estar deve estar presente no dia a dia dos sistemas de produção pecuários. De acordo com a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), o bem-estar refere-se ao estado de um animal nas tentativas de se ajustar às condições em que vive. Ele está em bom estado, como indicado por evidências científicas, se  está saudável, confortável, bem nutrido, seguro, é capaz de expressar seus comportamentos inatos e se não está sofrendo com estados desagradáveis, como dor, medo e angústia.

Animais de experimentação
As instituições de ensino e pesquisa que usam animais em suas rotinas necessitam ter uma Comissão de Ética para o Uso de Animais (CEUA). A Embrapa Pecuária Sudeste estruturou a CEUA em 2006.
Para Alexandre Rossetto Garcia, que assumiu a presidência da comissão em julho, além de atender a uma questão regulamentar,“é fundamental utilizar os animais experimentais dentro de critérios técnicos definidos e aceitáveis do ponto de vista ético para que possamos atender princípios básicos de pesquisa e termos resultados com alta acurácia”.
A finalidade da CEUA é avaliar projetos de pesquisa e orientar os pesquisadores sobre como realizar a experimentação científica dentro de princípios éticos e respeitando o bem-estar animal.
Embrapa Pecuária Sudeste

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Atenção especial ao visitante garante sucesso do primeiro dia da Agrinordeste



O público que foi ao pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco, onde está instalado o 27º Agrinordeste fui surpreendido por um ótimo atendimento e fácil orientação para a facilitar a visita por todas as instalações da feira. Ou entrar, o visitante vai ser atendido em vários guichês para receber suas credenciais de acesso.  Existe atendimento para quem só vai visitar a feira e ao lado, atendimento para quem vai participar de um dos 86 seminário e palestras que acontecem durante todos os três dias da feira.  Já de posse do crachá identificado, o visitante também recebe panfletos com mapas que orientam as ruas e espaços onde estão localizados os boxes de serviços e produtos.
No primeiro dia, os lugares mais procurados foram o local do “Sabor do Campo”, onde acontecem as oficinas com os chefs de cozinha, ensinando os diversos pratos regionais e comidas caseiras requintadas. O outro local foi a Arena Agrinordeste onde especialistas dão aulas de como fazer uma doma racional para equinos e como fazer o adestramento de cães. O público gostou muito. Dona Suely Nogueira, veio de Paulista e disse que ficou entusiasmada com as aulas de cozinha, onde aprendeu a fazer alguns tipos de caldinho. Já o produtor rural, Ernesto Santos de Tacaimbó, ficou mais interessado nas orientações de como tratar um cavalo na hora de preparar o animal para uso. Ele disse que nunca tinha visto falar de que se domava cavalo com carinho e respeito pelo animal.
No passeio pelos 9 mil metros quadros da feira, o visitante, mais uma vez vai se surpreender. Encontra de queijos regionais temperados, como o coalho defumado, que se aproxima do sabor do queijo provolone ou barras gigantes de doces com amendoim, ameixa e leite. Mas não fica por aí, também há oferta de cachaças refinadas, cortes especiais de carne de cordeiro, licores e bolos vindos de algumas cidades do interior de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
O Agrinordeste não esqueceu da turma jovem. No espaço “Moda Country o público vai encontrar os novos modelos do estilo e participar de desfiles com as novas tendências do segmento. E o melhor de tudo, todos os produtos, com preços especiais e bem mais baratos porque não passam pelas mãos dos atravessadores. Vão direto do produtor para o consumidor. O queijo de coalho, por exemplo, pode ser encontrado a R$ 15,00 o quilo.
Para o presidente da Faepe, Pio Guerra, que organiza o Agrinordeste pelo vigésimo ano consecutivo, o principal objetivo do evento é “unir os interesses do campo com a cidade, promovendo melhoria de renda para o produtor e mais conforto e qualidade para o consumidor”.
O 27º Agronordeste continua hoje e vai até amanhã, no Centro de Convenções de Pernambuco. Nesta quarta feira, destaque para o Show de Churrasco onde o visitante vai aprender a fazer o melhor churrasco. O Agrinordeste começa às 9 horas da manhã e vai até às 21 horas. E o melhor de tudo, quem quiser participar, não paga nada para entrar

O BRASIL E SEUS RETROCESSOS >> Embrapa perde quase metade do orçamento pode paralisar pesquisas

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Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sofreu corte de quase metade de seu orçamento para o ano que vem, o que pode afetar drasticamente o trabalho a estatal – hoje uma das maiores e mais respeitadas companhias do mundo no ramo e desenvolvimento e inovação tecnológica para o setor.
A proposta orçamentária do governo federal para 2020, enviada ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), prevê redução na verba da Embrapa de R$ 3,6 milhões pra R$ 1,9 milhão. A peça deve ser votada até dezembro.
“Se não tomar cuidado, isso representa o fim de tudo que foi feito pela Embrapa ao longo dos anos”, afirmou o ex-presidente da empresa, Sebastião Barbosa, em entrevista ao programa Globo Rural, da TV Globo.
A maior parte do orçamento da Embrapa é usado para remuneração de pessoal e para manutenção dos 43 centros de pesquisas que operam em todo o país.
São quase 2,5 mil pesquisadores, 84% deles com doutorado ou pós-doutorado. Eles atuam em rede com o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, que envolve instituições públicas federais, estaduais, universidades, empresas privadas e fundações.
Criada em dezembro de 1972, a Embrapa tornou-se com o tempo referência mundial em pesquisas de ponta para a pecuária e a agricultura. São 34 “Portfólios” de pesquisa, desenvolvimento e inovação, reunindo temas como biotecnologia, automação, biomassa, inovação social, gestão, manejo, mudanças climáticas e nanotecnologia, entre outros.
As pesquisas têm permitido o desenvolvimento de variedades agrícolas que levam em conta sustentabilidade e os impactos mínimos sobre o meio ambiente, como as experiências realizadas com o café do Cerrado.
Por sua eficiência e reconhecimento, a Embrapa mantém programas de cooperação técnica e científica com diversos países, entre eles Estados Unidos, França, Inglaterra, Países Baixos e Coreia do Sul. Nas últimas décadas, expandiu sua atuação na América Latina e na África.
Brasil de Fato

Ministra encerra viagem ao Oriente Médio com abertura de mercado para produtos brasileiros

Oriente Médio

Comitiva liderada pela ministra viajou para quatro países árabes: Egito, Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos
Exibir carrossel de imagensTereza Cristina reuniu-se com ministro da Agricultura do Egito, Ezz el-Din Abu Steit
Tereza Cristina reuniu-se com ministro da Agricultura do Egito, Ezz el-Din Abu Steit
Entre os dias 11 e 23 de setembro, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) liderou missão ao Oriente Médio. A comitiva passou por quatro países: Egito, Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos. 
Nesse período, a ministra reuniu-se com autoridades de governo e empresários. Foram anunciadas novas importações de produtos brasileiros, como lácteos, frutas, mel e castanhas. Tereza Cristina encontrou-se ainda com investidores para discutir oportunidades de negócios em obras de logística no Brasil, que visam tornar o agronegócio mais competitivo. 
Em 2018, as exportações agropecuárias para 55 países árabes somaram US$ 16,13 bilhões, o que representa 19% do total das vendas externas do agro brasileiro. O comércio pode crescer ainda mais com investimentos e negócios em toda a cadeia produtiva, como maquinário, estocagem, tecnologia e inovação.
Veja abaixo balanço da viagem ao Oriente Médio:

Egito

No Egito, a ministra Tereza Cristina anunciou a abertura do mercado para produtos lácteos brasileiros. Aguardada desde 2016, a entrada dos produtos do Brasil poderá atingir um mercado de 100 milhões de consumidores. 
Também foi anunciado o início do processo de importação de uva e alho egípcios pelo Brasil. Outros temas do encontro foram a importação de laranjas pelo Brasil e o envio de caprinos e ovinos. 
Os países iniciaram as tratativas para um convênio entre a Embrapa e centro de pesquisas do Egito. Nas reuniões, no Cairo, também foram debatidas redução de tarifas de exportação e padronização de certificados sanitários.
Tereza Cristina reuniu-se com ministro da Agricultura do Egito, Ezz el-Din Abu Steit

Arábia Saudita

Na Arábia Saudita, a ministra Tereza Cristina finalizou acordos que ampliam a pauta exportadora de produtos do agronegócio brasileiro ao Reino. Foram autorizadas pela SFDA, autoridade sanitária saudita, as compras de castanhas, derivados de ovos e a ampliação do acesso a frutas brasileiras. Somados, os produtos representam um mercado potencial superior a US$ 2 bilhões.
Em reunião com investidores sauditas, a ministra destacou as oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil, como rodovias e ferrovias, o que ajudará a tornar o agronegócio brasileiro ainda mais competitivo. Os investidores querem mais diálogo com os empresários brasileiros para ampliar a pauta de investimentos e também mencionaram o interesse em levar tecnologia brasileira para a Arábia Saudita.
Tereza Cristina também conversou com autoridades sobre acordo bilateral de cooperação técnica na agropecuária e exportações para o país árabe.
Ministra participa de reunião na Câmara de Comércio e Indústria da Arábia Saudita

Kuwait

O Brasil poderá exportar mel para o Kuwait. Durante a visita da ministra, o governo daquele país anunciou a abertura do mercado para o mel brasileiro, uma autorização que era aguardada desde 2016. Para viabilizar o intercâmbio, o governo do Kuwait concluiu a certificação sanitário do mel.
A emissão de certificados de exportação e cooperação técnica na área de pesca e aquicultura também foram tratadas nas reuniões de trabalho das quais a ministra participou. Segundo Tereza Cristina, a Embrapa pode contribuir nesta missão, pois mantém dois centros de pesquisa e criação de peixes em cativeiro.
As exportações brasileiras para o Kuwait, em 2018, foram de US$ 209,4 milhões, o equivalente a 215.463 toneladas.
Ministra Tereza Cristina,  a diretora do Comitê Supremo da Autoridade Pública para Segurança Alimentar, Reem Al Fulaij, e o diretor-geral da Autoridade Pública para Agricultura e Pesca, xeique Mohammed Al Sabah. Divulgação/Mapa

Emirados Árabes

No último país da missão ao Oriente Médio, a ministra apresentou oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil, visando solucionar gargalos enfrentados pelo agronegócio. Durante reuniões em Abu Dhabi, foram detalhados empreendimentos previstos no Programa de Parcerias de Investimento (PPI).
Entre projetos apresentados estão a Ferrogrão e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, corredores ferroviários que serão importantes para o escoamento da produção de grãos e transporte até os portos. Em março, o Brasil e os Emirados Árabes assinaram um acordo com o objetivo de estimular, simplificar e apoiar investimentos bilaterais.
Em Dubai, a ministra participou do seminário da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Tereza Cristina mostrou as oportunidades de comércio e investimentos no Brasil. Disse que há espaço para que Brasil e Emirados Árabes trabalhem em conjunto.

Governo vai incentivar maior oferta de seguro aquícola em 2020

GESTÃO DE RISCOS

Tema foi debatido em Congresso internacional do setor, em Foz do Iguaçu
Equipe do Mapa participou do International Fish Congress & Fish Expo Brasil
Equipe do Mapa participou do International Fish Congress & Fish Expo Brasil
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) organizou um debate sobre gestão de risco e contribuições para viabilizar o seguro aquícola, durante o International Fish Congress & Fish Expo Brasil, realizado na semana passada em Foz do Iguaçu (PR). A iniciativa foi uma ação conjunta da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) e da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa.
No encontro, o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr, e o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Pedro Loyola, anunciaram  que em 2020 a Secretaria de Política Agrícola vai encaminhar ao Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural a proposta de destinar recurso específico para a subvenção do seguro aquícola. O objetivo é despertar o interesse no mercado para que mais companhias seguradoras ofereçam o seguro aquícola, ampliando canais de distribuição de corretores, cooperativas e instituições financeiras que atendam a cadeia produtiva.
Como encaminhamento, foi acordada a realização de um workshop para um maior refinamento das informações. Governo e o setor produtivo farão uma coleta de dados regionais, por espécies e tipo de sistemas para serem apresentados às seguradoras. As empresas deverão informar quais os dados e documentos que necessitam, e quais os fatores que interferem na precificação do Seguro.
Com o desenvolvimento do seguro rural, pretende-se uma maior estabilidade do fluxo de caixa e da renda dos produtores, além de maior eficiência de produção e de produtividade pela indução ao uso de tecnologias para melhorar a competitividade do setor e contribuir para que o Brasil possa se tornar um grande exportador de pescado de aquicultura.
No encontro com o Mapa, participaram as entidades representativas do setor produtivo como a Associação Brasileira de Piscicultura - PeixeBR e a Associação Brasileira dos Criadores de Camarão-ABCC, e da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) com seis companhias seguradoras, além de técnicos de aquicultura, produtores e cooperativas.
Dados do setor
O Diretor de Aquicultura da SAP, Maurício Pessôa, apresentou dados que retratam a situação do setor. Conforme o censo do IBGE, em 2017 havia 455.541 unidades de estabelecimentos de criação de peixes e camarões, sendo que mais de 95% são pequenos empreendimentos. A cadeia produtiva Aquícola movimenta cifras superiores a R$ 10 bilhões ao ano.
Segundo Pessôa, a FAO estima que o mercado mundial, necessitará 30 milhões de toneladas a mais de pescado nos próximos 10 anos. E o Brasil, por meio da Aquicultura, é um dos países que podem prover de forma competitiva este nobre alimento.
As entidades representativas apresentaram o agronegócio da piscicultura nacional e da carcinicultura (criação de crustáceos) e as oportunidades de desenvolvimento dessa cadeia produtiva. 
O evento teve também a participação de especialistas em seguros internacionais. Martin Tellez, representante da FIRA (Los Fideicomisos Instituidos en Relación con la Agricultura), demonstrou o funcionamento dos fundos mútuos de seguro aquícola no México. O especialista português em aquicultura Rui Gomes Ferreira, da empresa Longline, de Londres, apresentou a experiência internacional com seguro aquícola. 

Feira da Agricultura Familiar

Feira da agricultura familiar foi um sucesso em Fernando Pedroza, através da mobilização dos diretores do STTR de Fernando Pedroza.
E quem ficou a frente de todas as ações e inclusive nas vendas e exposições foi as MULHERES.
O sindicato vem desenvolvendo trabalho diferenciado com ações no campo e na cidade em prol dos trabalhadores rurais do município, vejo que a diretoria que tem como Presidente Kleverlan Felix, juntamente com sua diretoria vem buscando projetos para dentro do sindicato e buscando parcerias como essa da feira do agricultor. Tenho certeza que os agricultores familiares estão orgulhosos pelo trabalho do sindicato em prol dos agricultores familiares.
E digo mais já conversei com a diretoria do sindicato e eles disseram que vem mais novidades para os associados.
Desde já Parabenizo o trabalho de todos os diretores KLEVERLAN, Adriana Silva, LUCIANA e edijane.
A secretária de Mulheres da FETARN, Maria Gabriela esteve prestando o belíssimo evento e parabenizou o trabalho do sindicato.
ALGODÃO

Exportação de algodão da Índia sofre com preço fixado

Menores exportações pelo maior produtor mundial de algodão na temporada 2019/20
23 ACESSOS
 Operadores indianos estão enfrentando dificuldades para assinar contratos de exportação de algodão para a nova temporada, uma vez que os preços locais figuram acima dos valores globais depois de Nova Délhi elevar o preço mínimo de compra para apoiar agricultores, disse um membro do setor.
Menores exportações pelo maior produtor mundial de algodão na temporada 2019/20, que começa em 1º de outubro, podem sustentar os preços globais e ajudar rivais, como Estados Unidos e Brasil, a aumentarem seus embarques para compradores-chave na Ásia, como Vietnã, Bangladesh e Paquistão.
“A oferta indiana não está competitiva devido aos preços mais altos. Compradores estão dando preferência ao Brasil e aos EUA”, disse à Reuters o diretor-gerente da exportadora D.D. Cotton, Arun Sekhsaria.
O algodão indiano está sendo ofertado a cerca de 77 centavos de dólar por libra-peso, incluindo custo e frete (C&F), a compradores em Bangladesh e Vietnã para embarques entre novembro e dezembro, ante os cerca de 70 centavos de dólar cobrados pelo algodão de EUA e Brasil, disseram operadores em uma conferência.
Os operadores normalmente fecham contratos para exportar cerca de 800 mil fardos antes do início da temporada (1º de outubro), mas neste ano eles conseguiram vender apenas cerca de 300 mil fardos, disse um operador de uma comercializadora global em Mumbai.
“Bangladesh, Vietnã e outros compradores asiáticos adquiriram algodão indiano a cerca de 77 centavos de dólar, mas agora até eles estão se voltando para Brasil e EUA”, afirmou.
A Índia elevou o preço mínimo para compra de seu algodão em 38% em dois anos, para 5.500 rúpias por 100 kg, mesmo com as cotações internacionais operando em seus menores níveis em três anos e meio.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

 Esta bebida de mamão e canela limpa o intestino e ajuda a reduzir a gordura do corpo


Bebida de mamão, aveia e canela

Aprenda como limpar o intestino e reduzir a gordura do corpo com uma bebida simples e deliciosa.
Todos nós sabemos que incorporar um estilo de vida saudável aumenta a energia e previne vários problemas de saúde.
Além disso, elimina toxinas acumuladas no corpo que causa
m falência de órgãos e obesidade.
Por isso, é extremamente importante limpar o cólon e desintoxicar o corpo para fortalecer o funcionamento dos órgãos e melhorar a saúde geral.
Mas como conseguir isso?
Neste artigo, vamos ensinar você a fazer uma bebida de mamão, aveia e canela, ideal para manter a saúde em dia.
O mamão é rico em antioxidantes.
Os radicais livres promovem o estresse oxidativo, que, além de acelerar o envelhecimento, pode causar doenças.
Os antioxidantes, incluindo os carotenoides encontrados no mamão, podem neutralizar os radicais livres.
O mamão tem propriedades anticancerígenas: a pesquisa sugere que o licopeno  no mamão pode reduzir o risco de câncer.
Também pode ser benéfico para pessoas em tratamento da doença.
A fruta também melhora a saúde do coração.
Estudos mostram que frutas ricas em licopeno e vitamina C ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.
Além disso, os antioxidantes encontrados no mamão podem proteger o coração e aumentar os efeitos protetores do “bom” colesterol HDL.
Mas não parou aqui.
O mamão reduz a inflamação.
Alimentos não saudáveis ​​e um estilo de vida ruim podem promover inflamação (de maneira geral) no corpo.
Algumas pesquisas mostram que frutas e vegetais ricos em antioxidantes, como mamão, ajudam a reduzir a inflamação crônica.
E o mamão também melhora a digestão.
Ele é considerado uma cura para o intestino preso e outros sintomas da síndrome do intestino irritável (SII).
Em um  estudo, o consumo de uma preparação de mamão por 40 dias mostrou uma melhora significativa na constipação e inchaço.
Além de manter seu corpo saudável, o mamão também pode ajudar a pele a ficar mais tonificada e mais jovem.
A atividade excessiva dos radicais livres é responsável por grande parte das rugas, flacidez da pele e outras lesões que ocorrem com a idade.
Mas os antioxidantes do mamão, como os ácidos, a vitamina C e o licopeno, protegem sua pele e podem ajudar a reduzir os sinais de envelhecimento precoce.
E a aveia?
Ela contém grandes quantidades de betaglucano, um tipo de fibra solúvel que se dissolve parcialmente na água e forma uma solução espessa e gelatinosa no intestino.
Ela tem várias vantagens, como:
Redução dos níveis de LDL e colesterol total.
Redução de açúcar no sangue e resposta à insulina.
Aumento da sensação de saciedade.
Crescimento aumentado de boas bactérias no trato digestivo.
A aveia é excelente para a saúde do coração.
A doença cardíaca é a principal causa de morte no mundo.
O colesterol alto é um importante fator de risco.
Muitos estudos mostraram que a fibra betaglucana na aveia é eficaz na  redução dos  níveis de colesterol total e LDL.
Além disso, protege a pele.
Não é por acaso que a aveia pode ser encontrada em muitos produtos de cuidados da pele.
Ela tem sido usada no tratamento da coceira e  irritação em várias condições da pele.
Tem mais: a aveia reduz o risco de asma em crianças.
Estudo sugere que a introdução precoce de aveia pode evitar o aparecimento de asma em crianças.
O farelo de aveia, a camada externa de fibra rica em grãos, pode ajudar a aliviar a prisão de ventre.
Um estudo mostrou que o bem-estar de 30 pacientes com intestino preso que consumiram uma colher de sopa diária de aveia por 12 semanas melhorou sensivelmente.
E aveia tem outra grande virtude: ela estimula a perda de peso.
O betaglucano da aveia pode aumentar a sensação de saciedade.
Além disso, o betaglucano também pode promover a liberação do peptídeo YY (PYY), um hormônio produzido no intestino em resposta à alimentação.
Isso leva a uma redução na ingestão calórica e diminui o risco de obesidade.
Por fim, a canela é anti-inflamatória, acelera o metabolismo, desintoxicante, estimulante do do corpo e mente e potente desintoxicante natural.
Como preparar a bebida de mamão com aveia e acanela?
Anote:
INGREDIENTES
¼ xícara de mamão
½ xícara de aveia sem glúten
½ xícara de leite de amêndoas, iogurte desnatado ou água
¼ colher de sopa de canela
MODO DE PREPARO
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e misture até obter uma mistura suave.
Opcional: você pode adicionar uma colher de chá de mel para adoçar a bebida.
Beba um copo desta bebida com o estômago vazio todas as manhãs.
Ela vai aumentar seus níveis de energia, queimar gordura da barriga, melhorar o metabolismo, limpar o cólon e proporcionar todos os benefícios do mamão, aveia e canela.