domingo, 2 de junho de 2013

Ambientalistas acusam eólicas de secar lagoas, fechar praias e aterrar dunas no CE e RN

- Publicado por Robson Pires usina eolicaConsiderada ambientalmente limpa, por não emitir gases-estufa em sua produção, a energia eólica virou alvo de protestos de moradores de pequenas comunidades, sobretudo no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. Eles acusam as novas usinas de usar a alegação de produzir energia ecologicamente correta como pretexto para aterrar dunas, derrubar matas, fechar praias, secar lagoas. Os empregos prometidos, segundo eles, até hoje não apareceram. E, como anfitriões das usinas, os moradores dizem nunca ter recebido compensações significativas e compatíveis com os danos que elas causam ao seu redor.
As torres de eólicas tomaram conta da paisagem do litoral nordestino. É assim, por exemplo, na RDS Ponta do Tubarão, uma zona de exploração sustentável criada em 2003 após quase uma década de mobilização de ativistas e moradores – inicialmente, contra uma tentativa de estabelecer um resort, depois contra a criação de camarões em cativeiro em manguezais. Quem avança pelo Rio Tubarão vê as torres girando dos dois lados.

Comissão examina proposta de anistia para dívidas de agricultores do Nordeste

seca UOLA Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pode votar, em decisão terminativa, na próxima terça-feira (4), às 10h, projeto de lei que autoriza o perdão de dívidas de crédito rural de até R$ 35 mil (no valor original), contratadas na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) por agricultores familiares ou de mini, pequeno e médio portes, bem como por suas cooperativas ou associações.
A proposição (PLS 688/2011) veda a inclusão de multas, mora ou juros cobrados por inadimplência no limite original de R$ 35 mil e também determina a suspensão de execuções judiciárias relativas a operações que se enquadram no projeto.
Em relatório favorável a aprovação da matéria, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) chama a atenção para a grave estiagem que tem atingido a região do semiárido nordestino nos últimos meses e critica a ineficiência das medidas oficiais adotadas em relação ao crédito rural destinado à região.

Produção de derivados do leite de cabra é pouco explorada

- Publicado por Robson Pires
imagem.kmfApontada como alternativa viável diante dos longos períodos de estiagem que atingem o semiárido nordestino, a criação de caprinos do Rio Grande do Norte ainda apresenta possibilidades pouco exploradas. Na Região Oeste do estado, onde se concentra mais da metade dos cerca de 1 milhão de cabeças do rebanho estadual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2011, a produção de derivados do leite de cabra se configura como um mercado praticamente inexplorado. Praticamente 100% da produção média diária de 12 mil litros de leite caprino potiguar é destinada ao Programa do Leite do Governo do Estado.
Para estimular criadores e pequenas cooperativas na produção de produtos derivados, o tema “Laticínios de leite de cabra” será abordado durante debate no dia 8 de junho, dentro da programação do XI Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (Enel), realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte. O evento, que possui vasta programação direcionada à cadeia produtiva da caprinovinocultura, acontecerá entre os dias 5 e 8 de junho, no Parque de Exposição Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Temos a maior safra, e daí?



Notícia maravilhosa: o Brasil está colhendo a maior safra da sua História. Serão 185 milhões de toneladas de grãos e oleaginosas, 11% mais do que na safra anterior. O Brasil, agora, é o primeiro produtor (84 milhões de toneladas) e exportador (41 milhões) mundial de soja. Os Estados Unidos ficaram para trás em soja e milho. O Brasil responde com incrível facilidade: aumentou 3,0 milhões de hectares plantados em apenas um ano. Se há lucro, o brasileiro planta.
Plantar cabe ao produtor e ele faz sua tarefa. Exportar cabe ao Governo e ele anda de muletas, percorrendo até 2.300 km para chegar aos navios. Boa parte da safra será perdida. Hoje o Brasil está sufocado por transportes ineficientes, caminhões velhos, portos velhos, navios pequenos. Quando se soma aos grãos o açúcar e as importações os portos brasileiros entram em colapso. O Brasil está proibido de crescer. Caminhões esperam até 45 dias para descarregar a soja nos navios.
Para complicar, o Governo baixou a Lei 12.619, restringindo a jornada dos caminhoneiros, retirando 500.000 carretas das estradas, aumentando o frete entre 25% e 50% em 2013. Uma insanidade!
A capacidade de estocagem é de 72% da safra, enquanto países sérios como os Estados Unidos têm 133%. 60% dos grãos concentram-se nos Cerrados, mas apenas 14% é escoada pelos portos do Norte e Nordeste. Faltam ferrovias e estradas.
Produzir é fácil. O Governo pode comemorar, mas apenas sobre o esforço do homem do campo. O Brasil, então, continua sendo o país produtor, de um lado, e o país esbanjador, ou perdulário, pelo outro. E pior: um país que tenta proibir a produção. Outro bom exemplo é o Nordeste.

A cabra e a Seca - Assim como o Centro-Oeste mostra a pujança da soja, milho, algodão e outros grãos, o Nordeste poderia mostrar a pujança do Semiárido, não apenas com a pecuária rústica (gado, ovinos e caprinos), mas com outras atividades específicas.
Não tem mais sentido manter a população do Semiárido algemada a um destino horroroso. Acabou-se o tempo em que os coronéis (políticos) mandavam nos votos de cada povoado. É preciso acabar com os coronéis modernos que distribuem esmolas aos sertanejos para mandar nos votos. Os coronéis sempre viveram encastelados nos Governos, nos Palácios e chegou a hora de caçá-los, pois não é tolerável ver a sucessão de desmandos nas coisas públicas.
A Seca não é problema, é apenas uma característica, indicativo de um bioma. Como resolver o problema da Seca? Muito fácil: basta estocar alimentos e água para o gado, pois este - o gado - tira bom proveito do clima seco e quente. É uma insanidade “combater” a Seca, pois o clima é benéfico e, então, não precisa ser combatida.
Estocar alimentos e água não é possível no microfúndio asfixiante, que reduz o Homem a um pária, um ser primitivo de antes dos tempos bíblicos. O Nordeste precisa de uma Reforma Agrária com uso da razão, conforme foi pregado por Celso Furtado e tantos pensadores. Uma Reforma Fundiária feita por cientistas, sobre o mapa geológico da região, reordenando as propriedades dentro de módulos que realmente possam produzir. Ou seja, o inverso das diabólicas Reformas Agrárias sovietizantes. Afinal, o povo não come terra, o povo come alimentos. Por isso, o correto é distribuir alimentos, e não terra. É preciso acabar com a mistificação e demagogia que já causou tanto atraso para os nordestinos.
As propriedades teriam que ter a mínima condição ecológica suficiente para produção de alimentos e estocagem para os períodos secos de 2 ou 3 anos. Ninguém pode barrar a chegada de futuras secas, mas elas podem ser aguardadas com o uso da razão.

Novo tempo - Ademais, o mundo caminha para ter 9,2 bilhões de pessoas e toda terra disponível precisa entrar em produção. O Nordeste é maravilhoso para produção pecuária, desde que haja alimentação e água estocadas. Pode gerar fabulosa riqueza.
A cabra, a ovelha, o gado rústico são de extrema importância para o Sertão nordestino, não só pelo leite e carne, mas também pelo couro que recebe 3.000 horas de sol, resultando no melhor produto do mundo. É uma formidável riqueza que jamais mereceu atenção das autoridades algemadas por Brasília.
Além disso, as 3.000 horas de sol poderiam transformar o Nordeste num formidável polo cinematográfico. Hoje, o maior está em Holywood (semiárido); o segundo está na Índia; o terceiro está na Nigéria (semiárido) - para aproveitar o máximo de horas de sol. Muitos países gostariam de realizar seus filmes no Nordeste, se a região tivesse a infra-estrutura e técnicos competentes. Também os polos de informática dirigem-se para o clima seco, por ser mais limpo e estável. Ou seja, os Semiáridos de outros países geram riqueza invejável; no Brasil o Semiárido gera imagens dramáticas de pessoas morrendo. Um enorme atraso promovido e perpetuado pelos governos que usufruem dessa dantesca situação.
Enfim, as chances do Sertão nordestino são enormes. É um crime manter o povo sertanejo algemado a uma triste sina de flagelado, para angariar votos. É um crime implantar obras inúteis como a transposição do rio São Francisco só para eleger um sucessor no trono. E tantos outros “desatinos” praticados pelos políticos.
Seria mais moderno, mais elogiável, propor medidas corretas, decentes, de interesse do bem-estar social de todos. O Nordeste já sofreu demais nas mãos dos maus políticos, politiqueiros e politizados.
Seria bom ver alguém colocar o valor correto na Cabra & Ovelha, na Vaca sertaneja, no leite e queijos especiais, no sol benfazejo, no povo trabalhador que está sendo convertido num bando de esmoleres. A imagem de Nordeste como “asilo de pobres” não tem mais sustentação e vai chegando o momento de algum herói nordestino exigir, num Tribunal Internacional, a atenção sobre a região, para acabar com a discriminação, o uso político e o genocídio contra seu povo. A bandeira “Brasil versus Nordeste” é uma causa que precisa ser enfrentada, de verdade, para garantir a integridade da nação.

A Bolsa Bicho, sim senhor!



Se todos os professores brasileiros ensinassem esta lição na sala de aula, o país seria outro, mas como fazer para que eles possam ensinar? 

Um professor de economia, numa universidade do Texas, disse:
- Eu nunca havia reprovado um só aluno antes, em minha vida...
Todos ficaram admirados e o professor continuou:
- ... mas, uma vez, eu reprovei uma classe inteira. Eu não queria, mas tive que reprovar.
Os alunos pediram mais explicações e o professor continuou:
- Os alunos tinham insistido que o socialismo realmente funcionava. Para eles ninguém deveria ser pobre e ninguém deveria ser rico, tudo deveria ser igualitário e justo. Eu dizia que não, que isto não dava certo, mas os alunos ameaçaram entrar em greve e, então, desafiei a classe para fazer uma experiência socialista. Em vez de dinheiro, utilizaríamos as notas nas provas. Todo mundo topou e eu tive que, no final, reprovar a classe inteira, onde havia bons e maus alunos. Foi uma pena.
Socialismo escolar
O professor contou o caso, como aconteceu.
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam justas. Socialismo é isso: igualdade para todos. Ou seja, todos receberiam a mesma nota, o que significava que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer - claro! - que ninguém receberia a nota máxima “5”, pois sempre haveria alunos com notas muito ruins e que rebaixariam o valor do “10”. Assim, não adiantaria tirar nota “2”.
1 - Primeira prova - Começou o teste. As notas variaram entre “1” e “10” e todos receberam “6”, na média da primeira prova. Foi um bom resultado, bem comemorado pela maioria. O socialismo estava dando certo.
Os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado, mas quem estudou com dedicação ficou indignado, pois queria ter tirado “9 ou 10”.
2 - Segunda prova - Quando veio a segunda prova, os preguiçosos estudaram ainda menos, pois esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do “trem da alegria” das notas e estudaram menos. As notas variaram de “1” a “8”, mas a média ficou em “4”. Muita gente não gostou, pois esperava, de novo, um “6”. Houve um “pioramento” da classe.
3 - Terceira prova - Dessa vez ninguém era otário para ficar estudando para favorecer os vagabundos. Mais valia ser preguiçoso e festivo, como a maioria. As notas variaram entre 1 e 6, com média geral em “3”, para desgosto geral. A classe estava se nivelando por baixo. Não havia mais notas grandiosas, nem alunos aplicados.
4 - Quarta prova - Esta era a última prova e as notas variaram entre “zero” e “5”, um desastre! Começaram, então, as desavenças entre os alunos, para culpar os responsáveis que não estavam mais tirando boas notas, para ajudar os “coitadinhos desprovidos de cultura”.
O recinto virou lugar de palavrões, xingamentos, de sujeira e pichação, um beco da escória. Os mais indignados, que clamavam por “justiça” eram justamente os que sempre tiravam as piores notas e que queriam o socialismo, pois só enxergavam vantagens. Agora, com o socialismo nas mãos, queriam crucificar os mais esforçados pelo rebaixamento geral da classe. Não admitiam ser culpados de nada, pois eram pregadores da justiça para todos, da igualdade para todos. Bons pregadores e instigadores.
Resultado: chegou o final do ano - tristeza! - todos os alunos repetiram, levaram “bomba”, com notas baixas. Antes, muitos passavam (nota”7” e “8”) e alguns eram excelentes (nota “10”). Agora, a classe inteira tinha levado bomba por ter se tornado adepta do socialismo.
Esse foi o estrago do socialismo em um único ano! Depois, o professor explicou que aconteceu o mesmo na Rússia, quando Stalin mandou fuzilar todos os camponeses trabalhadores, para prestigiar os vagabundos e houve a maior fome já vista. Também aconteceu na China, onde Mao Tse Tung fuzilou os bons produtores rurais e houve uma notável tragédia. Na Rússia morreram 35 milhões de pessoas, na China ninguém conseguiu contar (alguns afirmam ter sido mais de 60 milhões).
Na sociedade ocidental acontece o mesmo. O socialismo consegue se disfarçar de mil maneiras, levando muitos anos para deteriorar as famílias e a sociedade, pois - no início - ele parece ser muito bom para os pobres. Com o passar dos anos, as pessoas abandonam famílias, tornam-se selvagens, sem religião, sem moral, sem ética, vivem penduradas em expedientes condenáveis, praticam crimes de toda sorte, acobertadas pelo socialismo. Assim, vencem a escuridão, o medo e a violência. Os mais ladinos são apontados como heróis; os que roubam dos cofres públicos viram heróis; mensaleiros viram heróis; presidentes da república viram milionários do dia para noite; etc. Enfim, o socialismo é muito bom para quem está no Poder, no trono, bastando manter os pobres na pobreza, alimentados com “bolsa-esmola”.
 
A cana-de-açúcar é um alimento importante para os animais.
A boa e a má Bolsa
Esse é o mal do socialismo: “todos são iguais”, mas contam com o esforço dos mais destacados para sobreviver. Então, é um jogo desleal, em que apenas os mais trabalhadores são punidos, sofrendo a extorsão em forma de impostos. Antes, no regime democrático, cada um colheria seus frutos: os mais destacados seriam aprovados e os mais relaxados seriam reprovados. No socialismo, tudo é nivelado por baixo (menos para os que estão no Poder).
Quando o Governo tira as recompensas dos que trabalham (pesado) para distribuí-las entre os que pouco trabalham, terá um fracasso pela frente. A moeda da felicidade social seria a recompensa justa pelo trabalho. Ao dar “bolsas”, o Governo comete um crime de lesa-pátria. O correto não seria “dar bolsas”, mas estimular o crescimento social (inclusão social) por meio da educação profissional, etc. Assim como o bom aluno gostaria de ter uma “Bolsa” para estudar cada vez mais, também o cidadão gostaria de ter uma “Bolsa” para poder trabalhar mais e sustentar sua família. Estas seriam boas “Bolsas”.
As “Bolsas” que reduzem a população à preguiça, levando-a a recusar os tradicionais serviços, correspondem a uma injeção de droga: um vício que destrói a economia regional. É o que se vê no Sertão nordestino e em muitos outros lugares, onde todos se recusam a trabalhar, para não perder a “Bolsa”. Isso é um crime contra a nação que quer e precisa trabalhar.
 
Quem tem bagaço de cana consegue escapar das Secas. 
Pobreza para todos
É impossível levar o pobre à prosperidade simplesmente começando a punir os ricos pela sua prosperidade. Ao fazer “doações” aos pobres, retirando dos ricos, o Governo faz com estes parem de trabalhar e de se dedicar aos negócios. Rapidamente surgirá o caos e todos estarão reduzidos à pobreza.
Para cada pessoa que recebe “esmolas” sem trabalhar, outras estarão sendo obrigadas a trabalhar, sem receber nada em troca. O Governo sabe que não pode tirar de um lado para colocar em outro, mas faz de conta que não enxerga. O Governo somente dá para outro algo que tirou de alguém. Para o recebedor da “Bolsa” é muito bom, pois o povo acha que o Governo foi o “salvador”, o distribuidor de presentes, mas isso é falso e não pode durar, pois o poço vai secar. O Governo não dá nada, apenas distribui o que extorquiu de outro.
No Brasil, o Governo chama de “imposto”, mas é pura extorsão. Imposto é o dinheiro que o Governo arrecada para construir obras que interessam a todos, sejam pobres ou ricos. Extorsão é o dinheiro que o Governo arrecada para construir obras para prestigiar uma pessoa (rei, governante, parente, político, etc.), uma classe, uma casta, uma empreiteira, um partido político, etc.
Nos maus governos a maioria das obras públicas tem apenas um objetivo: o dividendo eleitoreiro e não o bem-estar das pessoas. Geram “caixa” para os partidos políticos, a ser distribuído pela imensa rede espalhada em Estados e municípios que, por sua vez, garantem resultados nas próximas eleições.
Uma das ferramentas eleitoreiras, então, é “redistribuir” a riqueza, fazendo doações, ou esmolas, para certas fatias mais simplórias da sociedade. Estas pessoas são tão pobres e necessitadas que não se preocupam com a origem da “Bolsa”. Para manter o Poder, então, basta manter as pessoas sempre bem pobres e necessitadas, sustentadas por “Bolsas”. Isso é um crime contra a humanidade. Todo governante doador de “Bolsas” deveria ser julgado pela História!
As nações ricas e sérias distribuem o superávit do PIB entre os mais pobres. Não dão “Bolsas”, mas distribuem o saldo da riqueza. Isso é um bom governo. Distribuir o superávit está na Constituição, é seguido por todos os presidentes e não apenas um ou outro.
Como chegar ao fim de uma Nação? Muito simples: quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la e - ao mesmo tempo - quando a outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade. Nesse ponto, de fato, acabou-se a Nação, ou seja, a consciência de Pátria. Essa região, depois disso, estará pronta para uma guerra civil, que é o maior crime contra a humanidade que pode existir, ao colocar irmão contra irmão.
Riqueza para todos
Quem teria coragem de punir o Governo que pratica extorsão, que tem o domínio da imprensa, tem o exército e tem os juízes do país a seu dispor? É muito difícil, pois o Governo estará praticando uma “ditadura silenciosa”, algemando todos os organismos públicos a seu dispor. Governo que distribui “Bolsas” está com um pé na ditadura, pois a “redistribuição dos lucros da Pátria (do superávit) deveria estar escrito na Constituição”, para o bem de todos, e não permanecer como ferramenta manipulável pelo governante do momento.
Ou seja, antes de distribuir “Bolsas”, caberia ao homem público registrar essa iniciativa na Constituição. Depois, sim, não somente um governo, mas todos, pelo futuro afora, teriam que seguir a Constituição, para felicidade das pessoas. As “Bolsas” não seriam mais “esmolas”, mas ferramentas capazes de garantir o crescimento das famílias, exatamente como já fazem as nações mais avançadas do planeta, como Dinamarca, Suécia, Finlândia, etc. O cidadão não é “feudo” de um ou outro governante (ditadura), mas é o dono da Pátria (democracia).
Bolsa Bicho
A “Bolsa” para as pessoas é emergencial, para momentos de crise. Já a “Bolsa Bicho” é a maneira de manter as atividades econômicas, de manter os empregos. Diz o Dr. Manelito (Berro-163): “Não existe Bolsa Família para os bichos do Semiárido e os rebanhos estão sendo dizimados, embora a solução seja evidente, exatamente como fazem outros países. (...) A prioridade do uso do bagaço de cana do litoral chuvoso, num ano de seca “braba”, é socorrer os rebanhos das terras secas. Deveria ser. Estes são convertidos na única hipótese de sobrevivência, sem migração do seu povo, produzindo leite para destinações importantes. Constatação tão simples, grandiloquente, mas ainda invisível para a burocracia”. Continua: “A usina queima boa parte do bagaço gerado em suas próprias caldeiras. O restante daria para encher todas as cocheiras da zona seca, hidrolisadas com cal, e acudir todos os gados, já que os rebanhos foram reduzidos nas últimas décadas, por falta de apoio institucional capaz e consistente”.
Resumo: As Bolsas deveriam manter as atividades econômicas, antes de tudo, para garantir a dignidade dos cidadãos. A esmola vicia o cidadão (Luiz Gonzaga), enquanto o emprego enobrece.
Texto base: Adrian Rogers, 1931.

A ovelha do segredo



O novo professor, Leôncio, era moderno, musculoso, bem feito, bigode sempre nos trinques, roupa engomada, sapato brilhando, fala mansa, gentil, religioso, moralista. Era o homem que toda mulher queria ter. Por onde passava, suspiros voavam. Não negava conversa com nenhuma mulher, sendo elogiado pela maneira delicada com que atendia a todas, com um sorriso enorme.
Quincas, dono da bodega, era o felizardo do povoado, com a mulher mais vistosa. Todos perguntavam: “Como é que um homem feio e desajeitado desses consegue manter uma mulherzona daquelas?
A resposta era sempre a mesma, com um sorriso:
- Cabresto curto. Muito curto.

 

Numa segunda feira, Leôncio chegou à bodega, levando uma ovelha, deixando todo mundo admirado. Foi logo pedindo:
- Seu Quincas, daria para o amigo guardar essa carneirinha por meia hora? Já está com cabresto.
- Claro! A meia hora vai virar uma hora, ou não?
- Meia hora é meia hora, seu Quincas, sem atraso.
O bodegueiro amarrou a carneirinha no quintal, enquanto o homem ia embora assobiando. Fez o que tinha que fazer, voltou, pegou o animal e foi-se embora.
Na semana seguinte, segunda-feira, voltou Leôncio, com outra ovelha:
- Seu Quincas, por gentileza, poderia guardar essa marrãzinha por duas horas?
- Claro! Duas horas que viram três, ou não?
- Não, seu Quincas, duas horas são duas horas, na certeza.
O bodegueiro amarrou a marrãzinha no quintal, enquanto Leôncio saiu assobiando para fazer o seu negócio na praça..
Na outra semana, segunda-feira, Leôncio aparece de novo:
- Seu Quincas, por acaso o nobre amigo ainda tem paciência e poderia guardar essa ovelhinha por duas horas e meia?
- Mas, claro que sim! Duas e meia que vão virar três?
- Não, seu Quincas, vão ser duas e meia, no duro.
O bodegueiro amarrou a ovelhinha no quintal enquanto Leôncio saía assobiando em direção à Igreja central.
Na próxima semana, segunda-feira, Leôncio reapareceu:
- Seu Quincas, se bem lhe conviesse, o amigo não ficaria preocupado em guardar a marrãzinha por um tempinho, três horas?
- Claro! Três horas que vão virar quatro?
- Não, seu Quincas, fique tranquilo que serão três, mesmo.
Dessa vez, Quincas ficou curioso. Onde será que o homem ia? Pagar contas? Rezar na igreja? Visitar algum doente? Visitar algum preso? Dar aula para algum aluno atrasado? Não bebia, não fumava, era educado e gentil, gente fina. Mas tinha, com certeza, um segredo em toda segunda-feira. E por que essa ovelha, toda segunda-feira?
Matutou, matutou, não entendeu, mas resolveu passar a limpo, no próximo encontro.
Não demorou, pois na segunda-feira, eis o Leôncio surgindo, com uma bela marrã na corda:
- Seu Quincas, com as bênçãos de Deus, o amigo poderia guardar essa ovelha, por três horas?
- Claro, professor, pode deixar e já sei que o amigo é pontual, mesmo.
Amarrou a ovelha no fundo do quintal, enquanto o professor ia caminhando em direção à praça. Quincas chamou, depressa, o ajudante:
- Pegue esse pacote de linguiças que é para a Da. Lurdinha. Mas antes de entregar, você vai seguir o professor Leôncio. Quero saber onde ele vai.
Assim foi feito; o ajudante voltou e ficou amuado, trabalhando, meio se escondendo.
À tarde, Quincas lembrou-se do caso e perguntou ao ajudante:
- E então, você seguiu o professor?
- Sim.
- Viu em qual lugar foi?
- Sim.
- Era a Igreja, Fórum, Cadeia, Sindicato, Escola, onde foi?
O ajudante não quis responder, olhava para os cantos, engolia em seco, sem jeito.
- Pois diga, homem, aonde foi o professor?
- Xii - balbuciou bem baixinho - ele entrou na sua casa, patrão!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PARA PENSAR:

"Se perder um amor... não se perca! Se o achar... segure-o! Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais... é nada”

Fernando Pessoa

 


PARA REFLETIR:

"Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos”

Marquês de Maricá

O sertanejo e a seca

Autor: Roosevelt Garcia - 24/05/2013

O Governo Federal pratica discriminação contra os nordestinos, mas isso fica acobertado pela visão tétrica dos flagelados das secas, crise após crise, alimentando aqueles que vivem desses miseráveis episódios humanos que teimam em não sair do dia-a-dia do grande país.
 
O escritor Woden Madruga me pede para escrever sobre a Seca, um assunto que ninguém gosta de falar. Fico  acuado pensando como esse assunto ficou pequeno diante das Agendas do Congresso Nacional, das Assembleias dos Estados nordestinos e do discurso dos candidatos a prefeito na última e recente eleição. Nenhum falou sobre a Seca que castigava e castiga ainda seus eleitores.
O Semiárido e seus bichos, suas plantas e sua gente amargam o esquecimento institucional e ficaram pequenos a partir da extinção do Conselho Deliberativo da Sudene, onde governadores como Aluízio Alves, Miguel Arrais, ACM e tantos outros gritavam para o país inteiro ouvir as dores dos seus povos bem governados. Acabou, esse tempo se foi. O Nordeste seco perdeu a voz, creio, para sempre.
Se quiser, pensando nos rebanhos de vacas magras e prenhes que após o parto o bezerro cai e fica no chão, só e abandonado, deixo algumas lágrimas caírem na solidariedade muda aos sertanejos que vivem da criação desses lendários animais. Pois é, cabe perguntar, quem cuida de nós, produtores rurais do Semiárido?
- O Governo Federal criou o Programa da Agricultura Familiar e nele botou miniprodutores, apoiando-os com Bolsa Família, Bolsa Estiagem, Seguro Safra e crédito rural bom e barato. E foi por essa via que os ex-futuros flagelados foram absolvidos e resguardados. São agricultores de lavoura de subsistência – milho, feijão, mandioca e jerimum. Dependem da chuva anual. Quando a Seca traz pra eles o roçado vazio são as Bolsas que os protegem.
- E, agora, eu pergunto qual o nome que deve ser dado aos outros, milhares de produtores rurais e suas famílias, que vivem nas mesmas terras secas desses sertões do Nordeste?
O Semiárido pode ser muito rico, como em outros países. 
Era preciso que uma verdade milenar fosse estabelecida: todos os produtores rurais, mini, pequenos, médios e grandes são iguais perante a Seca. Quando ela se instala, sob a luz do sol abrasador, todas as fronteiras desaparecem entre Estados, municípios e fazendas cobrindo regiões imensas e suas populações. A Seca não tem endereço, está no sertão de todos nós.
As políticas públicas para o Semiárido podem diferenciar os seus beneficiários, mas não podem excluir usuários do mesmo chão. Excluir é discriminar. Esta distorção conceitual deve ser removida dos Planos de Safra pelos formuladores da política agrícola do país.
Fico imaginando um palco enorme, do tamanho do Sertão, onde entrariam em cena Dona Seca e o Doutor Governo Federal. No meio do palco, onde ocorrerá a batalha, estariam nós, os produtores e seus rebanhos. Pois bem, abre-se a cortina e começa a luta dessas duas grandes forças. Passado o primeiro ano quem ganhou e quem perdeu patrimônios do seu modo de produzir e viver? Dona Seca ganhou, encurralando o pobre e amofinado Governo Federal.
Dona Seca quando chega demora-se a ir embora, dura um ano, dois e, às vezes, três anos. Não se assemelha às enchentes, aos furacões destruidores e passageiros. Pois bem, nesse 2012 e começo de 2013, Dona Seca já ganhou do Governo Federal.
A bem da verdade é uma derrota que se repete ao longo da nossa história. Cabe perguntar: será que o Nordeste brasileiro é a única região Semiárida do planeta? Claro que não. Existem regiões produtivas nas terras secas dos EEUU, Argentina, Austrália, Espanha, partes da Ásia e África. O México tem na sua bandeira um pé de palma, símbolo da fertilidade do seu Semiárido.
Há, portanto, um conhecimento disponível, uma “fonte de saber”, construída ao longo de séculos de convivência com as suas secas. Aqui no Rio Grande do Norte criamos uma ação inovadora – o Programa do Leite. Deixado à míngua, foi salvo, na última hora, pelas mãos do atual Governo do Estado.
Termino esta carta com a cara pra cima, procurando chuva no céu, sem nuvens, sem luz para clarear a inteligência das instituições que cuidam do nosso Sertão.
Só pra ilustrar: a Barragem de Poço Branco está com uma comporta quebrada, esvaindo a sua água para o mar! Faz é tempo, viu DNOCS?
 Roosevelt Garcia - é pecuarista,
ex-Secretário de Estado, escritor.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Integração libera mais R$ 20 milhões vítimas da seca no Ceará

- Publicado por Robson Pires O Ministério da Integração Nacional autorizou a transferência de R$ 20 milhões adicionais ao estado do Ceará. Os recursos destinam-se a ações de socorro e assistência às vítimas da seca, a pior a atingir a região do Semiárido, ou caatinga, nos últimos 50 anos.
Segundo a Portaria 206, publicada no Diário Oficial da União de hoje (24), o dinheiro será repassado ao governo estadual em uma única parcela, para aplicação em obras cujo prazo de execução não ultrapasse 365 dias, a contar da liberação dos recursos.

NOTA DO BLOG:
Pense num estado sem prestigio, este RN. Todos os estados do NE estão sendo beneficiados com recursos em pról da estiagem.O meu, o seu, o nosso RN, nada. Pelo menos é o que se comenta. Amém...
PARA PENSAR:

"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade”

Confucio

 


PARA REFLETIR:

"Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são”

William Shakespeare

Governo define parâmetros para contratos de opção de milho

Volume de recursos disponível para as operações é de R$ 580 milhões
Os preços para Contratos de Opção de Venda público (COV) para a saca de 60kg de milho em grãos foram definidos em R$ 15,12 no Mato Grosso e Rondônia e de R$ 19,74 nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (exceto Mato Grosso). A portaria, assinada pelos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, e da Fazenda, Guido Mantega, foi publicada nesta quinta-feira, 23 de maio, no Diário Oficial da União (DOU).
Nessa modalidade de contrato futuro, o vendedor tem a opção de vender o produto para o Governo ou no mercado. O volume de recursos disponível para as operações é de R$ 580 milhões. Os contratos serão firmados em múltiplos de 27 toneladas, que é a quantidade calculada por caminhão de transporte.
Caso haja decisão pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para a antecipação do contrato, será deduzido para cada mês de adiantamento R$ 0,46/60kg para os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, exceto Mato Grosso, e de R$ 0,42/60kg para Mato Grosso e Rondônia.
O Governo também lançará contratos “a termo” para aquisição de um milhão de toneladas de milho. Nessa modalidade, o produtor é obrigado a entregar o milho nos armazéns da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
“Esses instrumentos são fundamentais para a recomposição dos estoques públicos do Governo. Além disso, vão viabilizar uma alternativa de comercialização do cereal aos produtores”, explica o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller.

Governo Federal anuncia conjunto de políticas públicas para o campo


Governo Federal anuncia conjunto de políticas públicas para o campo

Foto: Rômulo Serpa/MDA

O Governo Federal apresentou na tarde, desta quarta-feira (22), um conjunto de políticas públicas interministeriais específicas para o campo. O anúncio atende a pauta de reivindicações do 19º Grito da Terra Brasil, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A divulgação das medidas foi feita pelos ministros do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, durante reunião no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com representantes do movimento.
A apresentação do ministro Pepe Vargas incluiu ações destinadas à convivência com o Semiárido; ao crédito fundiário e renegociação de dívidas; ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego no Campo (Pronatec Campo); à Política de Desenvolvimento Territorial; e às novas diretrizes para a reforma agrária. “Nossa meta para os próximos 12 meses é vistoriar um milhão de hectares. Já temos 534 áreas vistoriadas, com trabalho pronto. Dessas, 234 estão trancadas em algum processo na justiça.” O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, explicou como o processo será iniciado. “Vamos começar com 150 imóveis, desses 90 foram indicados pela Contag.”
“Tivemos um processo autônomo e democrático. Reconhecemos o esforço que o Governo Federal tem feito para debater a pauta do campo com 15 ministros de estados diferentes, que responderam a pauta do Grito da Terra, uma pauta muito extensa com mais de 200 itens. Saímos com a garantia da reforma agrária contínua, da política de Ater e da ampliação de créditos para custeio e investimento. Agora, vamos fazer um trabalho de verificação detalhada”, contou o presidente da Contag, Alberto Broch.
Na avaliação do ministro Pepe Vargas, as questões abordadas resultam em um processo de fortalecimento nacional para agricultura familiar. “Estamos discutindo muito além de uma proposta de políticas agrícola, estamos debatendo um grande Plano Nacional de Desenvolvimento Rural e Sustentável que, nas palavras da própria presidenta, ‘constrói um país mais democrático e mais igual’”, definiu.
Ainda na reunião, Pepe Vargas adiantou alguns avanços que serão contempladas pelo Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, com anúncio oficial previsto para o dia 6 de junho. “Os valores precisos serão anunciados pela presidenta Dilma Rousseff, mas podemos dizer, com toda certeza, que o volume de recursos disponíveis para as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) serão maiores que R$ 18 bilhões. As linhas do programa terão limites maiores de enquadramento e será divulgado também o aumento dos limites do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que significa na prática mais comercialização dos agricultores familiares. Mas a grande novidade que é a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural. Mais que ampliar, vamos melhorar a qualidade dos serviços de Ater oferecida, com processo de formação continuada. Vamos levar tecnologias que estão nas prateleiras da Embrapa, das agências de pesquisa, para os agricultores”, detalhou.
Os ministros da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, e do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, também divulgaram ações que atendem a pauta do 19º Grito da Terra Brasil. Todas as medidas foram consolidadas em um documento entregue aos representantes da Contag. “Temos a determinação de manter sempre um canal de diálogo aberto, que se traduza em ações”, sintetizou o ministro Gilberto Carvalho.