domingo, 9 de janeiro de 2022

 

La Niña deve sustentar as cotações do milho elevadas

Fato deve diminuir a produção, especialmente na Região Sul
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A confirmação da formação de La Niña, em 2022, deverá sustentar as cotações do milho elevadas, apesar dos poucos negócios realizados no período de final de ano. O fenômeno climático provoca uma menor disponibilidade hídrica, no primeiro semestre do ano, na Região Sul do país, fato que deverá afetar negativamente a produtividade do milho de primeira safra.

Dessa maneira, o menor estoque de milho, causado pelas perdas em 2021, deverá se manter baixo no primeiro semestre de 2022, apesar da colheita da primeira safra, e sustentar os preços elevados. As cotações de milho Futuro, para entrega em janeiro de 2022, seguem em queda apesar dos problemas climáticos reportados. Por outro lado, contratos com vencimento de março seguem em valoração.

A expectativa é de produção de 117,2 milhões de toneladas, em 2021/22 mas é aguardada uma redução, conforme a nova revisão da Conab. O estoque de passagem foi ajustado nesta safra  para 8,8 milhões de toneladas após alteração da expectativa de exportação de milho para 19,2 milhões de toneladas.

Foi registrada elevação das importações em novembro, devido à menor disponibilidade de milho para abastecer a indústria alimentícia. As 2,4 milhões de toneladas de milho exportadas em novembro foram menores, em 29%, à média de cinco anos para o mês. Esse fato, é reflexo da menor disponibilidade de milho devido à quebra de safra provocada pela menor disponibilidade hídrica em 2021. Além disso, a redução dos estoques de etanol de milho nos EUA e a confirmação de problemas climáticos na América do Sul, ao fim de 2021, sustentaram as cotações internacionais elevadas no mês.

sábado, 8 de janeiro de 2022

 

A incrível comunicação das plantas para usar micróbios do bem contra as pragas

   

Plantas de trigo se “comunicam” com microorganismos benéficos que envolvem suas raízes para terem acesso a mais nutrientes do solo e obterem maior proteção contra doenças fúngicas. É o que comprovaram pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e da Esalq/USP, em experimentos conduzidos ao longo de 2021 com o apoio da Fapesp. Em busca de um manejo mais sustentável, agora os pesquisadores querem, com novos experimentos, entender os padrões e relações que se estabelecem entre esse microbioma, o solo e bactérias benéficas eventualmente inoculadas.

Sabendo que o microbioma da rizosfera fornece serviços ecológicos ao hospedeiro, incluindo nutrição e proteção contra doenças, cientistas buscaram descobrir se plantas de trigo mudariam o padrão da exsudação da raiz, para acessar os recursos fornecidos por esses microrganismos antagônicos, ante a infecção por um patógeno transmitido pelo solo, o fungo Bipolaris sorokiniana.

Para isso, testaram o impacto de três bactérias benéficas – Streptomyces, Paenibacillus e Pseudomonas -, antagônicas ao patógeno, no início da doença, para entender como a planta hospedeira e os micróbios benéficos se comunicam para afastar o patógeno da rizosfera.

“Testamos a inoculação independente dos três isolados bacterianos em mudas de trigo inoculadas ou não com o fungo patógeno. O índice de severidade foi o mais alto (93%) em plantas inoculadas exclusivamente com o patógeno (tratamento controle). Em plantas inoculadas com a bactéria antagonista e com o patógeno, o índice de severidade variou de 50 a 62%, mostrando uma diminuição significativa na incidência da doença em comparação com o controle tratamento”, explica Helio Quevedo, da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

A inoculação com Pseudomonas resultou em maior altura de planta e massa seca de raiz, principalmente em tratamentos com o solo natural para a altura, mostrando o potencial de promoção do crescimento deste inoculante. Este inoculante também promoveu a proteção da planta nos tratamentos onde o patógeno foi introduzido.

Rodrigo Mendes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, explica que o microbioma da rizosfera oferece à planta hospedeira funções benéficas, incluindo absorção de nutrientes, tolerância ao estresse abiótico e defesa contra doenças transmitidas pelo solo. Por exemplo, durante uma invasão de patógeno fúngico do sistema radicular, famílias bacterianas específicas e com certas funções são enriquecidas na rizosfera e ajudam a prevenir a infecção das plantas pelo patógeno.

Chuvas na Paraíba

Chuvas Na Paraíba: Açude de São Gonçalo em Sousa se encontra com 35,28% de sua capacidade, e Coremas com 40,40%; Confira

 

AESA – Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba atualizou (03) os volumes dos espelhos d'água dos açudes, e barragens do Estado.

No Sertão, os mananciais vêm recebendo significativo quantidade de água, o que vem animando os sertanejos.




 

 

Preços mínimos de produtos da biodiversidade da safra de 2022 são atualizados

Os novos valores estão em vigor desde segunda-feira (3)

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Os produtos extrativos da sociobiodiversidade estão com novos preços mínimos. Os valores referentes à safra de 2022 foram atualizados e estão em vigor desde segunda-feira (3). A portaria, com as cotações retificadas, foi assinada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e publicada no Diário Oficial da União no final do ano passado.

Os preços mínimos são fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a partir de proposta enviada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o Mapa. O cálculo para a composição dos valores leva em consideração principalmente os custos de produção do agricultor. Outros fatores como a conjuntura do mercado interno e externo, a oferta e demanda nacional e mundial, a evolução dos preços, além da paridade de importação e exportação, entre outros, podem ser considerados em cadeias produtivas específicas.

A medida altera os preços mínimos dos 17 produtos que integram a Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), chegando a alguns produtos com percentuais acima, como é caso do murumuru e da castanha-do-brasil, extraídos na Região Norte, e também da mangaba, que é extraída tanto no Nordeste quanto no Centro-Oeste e Sudeste do país.

A PGPM-Bio oferece ao extrativista uma subvenção quando é comprovada a venda no mercado por um valor inferior ao preço mínimo estipulado pelo Governo Federal. Os produtores podem acessar a política individualmente ou organizados em associações ou cooperativas. Além de gerar renda para as famílias que vivem do extrativismo, a política contribui para a preservação dos recursos naturais e a manutenção da floresta.

>> Clique aqui e acesse a portaria completa para saber os novos valores de todos os produtos

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

 

Alerta sobre celeridade em obra de açude em Ipanguaçu

 

As chuvas que têm caído no Rio Grande do Norte nestes primeiros dias de 2022 começam a causar preocupação entre os moradores de Ipanguaçu, região do Vale do Açu. Segundo relatos, a parede do Açude Pataxó corre risco de romper a qualquer momento, o que causaria a inundação de boa parte da cidade. 

Diante disso, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), espera celeridade do Governo do Estado na busca por uma solução para o problema, assim como que sejam adotadas medidas como forma de prevenir uma tragédia que acabe colocando a vida de potiguares em risco. O deputado faz um apelo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) para discutir a situação. 

"É urgente a necessidade de adoção de iniciativas para que algo pior não aconteça. Esta barragem é de grande importância para a região e a precariedade do local já estava sendo apontada há algum tempo pelos seus representantes. Agora é trabalhar para evitar qualquer problema", alertou Ezequiel Ferreira.

Com a possibilidade do rompimento da barrragem, um grupo de populares está se mobilizando para cobrar do Governo do RN a reforma do Açude Pataxó. Já existe um projeto de recuperação na Semarh, que estaria se arrastando há mais de dois anos.

A barragem pública do Pataxó tem capacidade para 15 milhões de metros cúbicos de água e foi construída pelo DNOCS em 1953. O projeto de recuperação da barragem foi elaborado em 2014.

Nota do Blog: Existem vários reservatórios no Estado do RN, necessitando de obras de revitalização. O Açude de Pataxó, a anos necessita de obras na sua estrutura e o governo do RN vem empurrando com a barriga.

Presença de Abelhas Impulsiona Produção de Frutas em 20%

 

Estudo confirma que a presença de abelhas impulsiona produção de frutas em 20%

   

A presença de abelhas em lavouras de maçãs, melancia, amêndoas, melão, manga, abacate, framboesa e blueberries (mirtilo) pode levar a um ganho de produtividade superior a 20%, indicam testes feitos pela multinacional ISCA Tecnologias em pelo menos dez países. Fundada por brasileiros de Ijuí, interior do Rio Grande do Sul, a empresa, com sede no Brasil e Estados Unidos, conseguiu desenvolver um produto à base de semioquímicos, que atrai as abelhas para os pomares e estimula a polinização. O semioquímico é uma formulação desenvolvida em laboratório, biodegradável, que simula o feromônio, odor emitido pelos insetos para se comunicar.

“Algumas culturas são muito dependentes das abelhas para atingir ganhos de produtividade, o que leva os produtores do sul do Brasil, por exemplo, a ter caixas com abelhas espalhadas pela propriedade”, afirma Leandro Mafra, presidente da ISCA Latam. “Mas nem sempre isso funciona, porque as abelhas podem migrar para outras áreas próximas, em busca de plantas que entreguem mais pólen e néctar, comprometendo a produção do agricultor”.

Mafra explica que quando a abelha encontra essas plantas ricas em pólen e néctar, marca o local com um odor característico identificado por insetos da mesma espécie. Foi considerando este comportamento que a empresa criou o produto que simula o odor da abelha.

“A idéia foi aplicar o semioquímico sobre as árvores da plantação e, desta forma, induzir as abelhas a ficarem mais tempo nos pomares comerciais”, conta Mafra. “Além disso, o semioquímicos ajudam os insetos a fazerem uma visitação mais homogênea, melhor distribuída na propriedade”.

Os estudos e testes de Apis Bloom, o produto em questão, levaram quatro anos e foram realizados nos  Estados Unidos, Brasil, México, Austrália, Portugal, além da Argentina, Chile, Peru e de países da América Central (Porto Rico e Guatemala).  O investimento total no desenvolvimento do produto, que é biodegradável e não oferece riscos às abelhas, foi de cerca de R$ 3 milhões.

No Brasil, os testes estão sendo feitos em propriedades que cultivam soja, maçã, café, manga, abacate, melão e melância, mas o produto poderá ser útil em mais de 80% das culturas que, segundo a empresa, dependem da polinização. “Os resultados obtidos até agora no Brasil são bastante promissores, o que reforça a importância dos semioquímicos como nova geração de defensivos agrícolas”, antecipa Mafra.

 

Bolsonaro defende agronegócio e consumo de carne "de segunda a domingo"

Presidente Jair Bolsonaro fez uma defesa enfática do consumo de carne no país

O presidente Jair Bolsonaro fez uma defesa enfática do consumo de carne no país ao dizer que o agronegócio é um "bom negócio" e que o consumo da proteína animal deveria ocorrer de segunda a domingo para quem tem condições financeiras.

"Investir no agronegócio é um bom negócio e, para mim, carne fica de segunda a domingo, desde que tenha à disposição para a gente comprar, obviamente, e recurso para tal", disse Bolsonaro em sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais.

"A gente nunca vai fazer uma campanha contra o agro porque o agro, aí entra agricultura, pecuária, são as locomotivas do nosso Brasil", reforçou, em sua primeira live do ano.

LEIA TAMBÉM: Churrasco em frente ao Bradesco: pecuaristas reagem a vídeo publicado pelo banco

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto 07/12/2021  (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto 07/12/2021

Bolsonaro afirmou que nas viagens internacionais, quando se fala sobre agronegócio, leva a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e que haveria um "carinho muito especial" -- depois se corrigiu para "interesse".

Na live, o presidente também rebateu alegações de que ele não teria uma boa política comercial com a China, principal importador do Brasil.

"Alguns falam, por exemplo, que eu tenho uma horrível política comercial com a China. A China nunca vai deixar de importar nada nosso, eles precisam. Se eles pudessem comprar de outro país mais barato, eles comprariam. Essa é uma realidade", disse.

Bolsonaro afirmou que o país vai colocar produtos ainda mais baratos no mercado ao citar que está havendo um ressurgimento do modal ferroviário no Brasil. Essa é uma das apostas do governo e de produtores para baratear o custo do frete.

ETANOL

Na transmissão, o presidente defendeu ainda a sanção recente da lei que autoriza postos de combustível a comprarem etanol diretamente de produtores ou importadores.

Para Bolsonaro, o gasto com o transporte de etanol "deixa de existir agora", e a medida tem tudo para baixar o preço do combustível.

"Se não baixar, não venham reclamar de mim", disse ele, após novamente se queixar do que considera de cobrança acima do normal dos governadores do ICMS sobre combustíveis.

Lei define o acesso de pequenos criadores de animais ao milho comercializado pela Conab

A Conab irá comercializar o produtor por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB)

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Nesta quarta-feira (5), o Governo Federal publicou a Lei nº 14.293/2022, que institui o Programa de Venda em Balcão (ProVB), com o objetivo de promover o acesso do pequeno criador de animais aos estoques públicos de milho. De acordo com a norma, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) poderá comercializar o produto para o criador que tenha a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP-Pronaf) ativa, ou outro documento que venha a substituí-la.

“O programa antes era operacionalizado pela Conab por meio de portarias, que tinham que ser editadas anualmente”, explica o diretor de Operações e Abastecimento da Companhia, José Trabulo Júnior. “Com a promulgação da lei, fica assegurada a manutenção do programa e o desenvolvimento de um dos mais representativos segmentos da economia nacional, que é o de produção de proteína animal.”

O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, também destacou a importância da publicação da lei. “O milho a ser adquirido certamente contribuirá para a manutenção do pequeno criador na sua atividade, assegurando consequentemente renda e empregos”, afirmou.

A norma instituída também prevê a inclusão dos aquicultores entre o público beneficiado pelo Programa. “Para garantir esse acesso, a Conab também procederá um estudo sobre o consumo per capita para atendimento dos plantéis e o método para fiscalização dessas criações ”, pondera a superintendente de Abastecimento Social da Companhia, Diracy Lacerda.

Aquisição do milho 

Com a sanção da lei, pelo presidente Jair Bolsonaro, a Conab ganha uma nova ferramenta para adquirir milho com objetivo de abastecer o Programa de Venda em Balcão, além da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A operação de compra será estabelecida anualmente por Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Economia, não podendo exceder 200 mil toneladas. Em situações excepcionais, esse limite poderá ser alterado. A medida visa assegurar o suprimento de insumos de maneira regular a inúmeras propriedades rurais, especialmente após a quebra de safra do milho.

Vale ressaltar que a PGPM é uma importante ferramenta para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e assegurar uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta de alimentos, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional. De acordo com esta norma, o Governo Federal pode adquirir quaisquer produtos contemplados pela Política, desde que os preços pagos aos produtores estejam abaixo do mínimo estabelecido.

Programa de Venda em Balcão 

O ProVB tem como objetivo promover o acesso do pequeno criador de animais ao estoque público de milho. Serão beneficiários do programa os pequenos criadores de animais, inclusive os aquicultores, caracterizados de acordo com a política nacional de agricultura familiar. O volume permitido para a compra por produtor é avaliado de acordo com o tamanho do plantel, não podendo superar o limite máximo de 27 toneladas mensais.

Para ter acesso ao Programa, o interessado deverá estar cadastrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais, Público do PAA, Cooperativas, Associações e demais Agentes (Sican), da Conab, além de estar em situação regular junto ao Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes (Sircoi), da Conab, entre outras exigências.

 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

 

Como produzir mais mudas de mandioca usando as folhas para produzir as manivas

EMBRAPA MANDIOCA

Uma nova técnica de multiplicação de mudas de mandioca a partir de gemas foliares – formações iniciais de um ramo da planta – é uma inovação desenvolvida pela Embrapa para ajudar os produtores no enfrentamento de um dos mais antigos e comuns problemas relacionados a esse cultivo: a escassez de manivas (pedaços de 20 cores do caule usados ​​como mudas). A substituição do caule pela folha na produção de mudas pode aumentar em dez vezes a produção em comparação aos sistemas tradicionais de cultivo.

O melhorista da  Embrapa Mandioca e Fruticultura  (BA)  Eder Oliveira , responsável pelo desenvolvimento da nova técnica, explica: “Cada folha tem uma gema imatura com potencial para gerar uma nova planta e cada pressa entre 30 e 40 gemas. Como podem acontecer quatro ciclos por ano, uma única pressa pode produzir cerca de 160 mudas. Comparando com os sistemas tradicionais, em que a reprodução é na proporção de 1/5 ou 1/10, dependendo da região e do manejo, a produção com a técnica de gemas foliares pode chegar a praticamente 1/100, ou seja, dez vezes mais que o sistema convencional ”.

A inovação apresenta ainda como benefícios à produção de mandioca: possibilidade de vários ciclos anuais; baixo custo de produção, com o uso de insumos e infraestrutura simples; e a multiplicação de novos clones de forma precoce. Com isso, contribui para resolver um dos problemas relacionados ao plantio comercial, que é a multiplicação lenta e em taxas reduzidas. Outras questões que podem ser favorecidas com a nova técnica são a baixa adoção, por parte dos produtores, de variedades melhoradas pela pesquisa; e a pouca qualidade fitossanitária do material de plantio, que é frequentemente atacado por doenças que afetam a produtividade da lavoura.

 

Obras na Barragem Oiticica

 

Em mais um passo para conclusão das obras físicas do complexo Oiticica, a governadora Fátima Bezerra assinou nesta quarta-feira (5) a ordem de serviço para instalação dos equipamentos hidromecânicos das comportas que vão controlar o volume do reservatório e a vazão de água que será liberada para a barragem Armando Ribeiro Gonçalves.  Os serviços serão realizados pela Hydrostec, empresa que já fez trabalhos em outras obras do projeto de transposição de água do São Francisco. O contrato é de R$ 14,5 milhões e o prazo para conclusão é de 180 dias.

 

"Depois da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, esse é o maior investimento realizado em infraestrutura hídrica no Estado. Sem o projeto de integração de bacias do São Francisco, Oiticica não existiria. Sinto-me à vontade para falar sobre isso porque participei do processo desde o início, como parlamentar, no governo da presidenta Dilma Rousseff", disse a governadora, ressaltando o papel da bancada federal do Rio Grande do Norte, "que sempre foi parceira dessa obra. Independente de questão partidária, todos os anos colocávamos emendas para as obras da barragem."


A previsão da Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) é entregar as obras sociais do complexo Oiticica no primeiro semestre deste ano, ficando a conclusão da barragem para dezembro de 2022. Localizada a 25 quilômetros de Jucurutu, a estrutura para receber os 880 moradores da centenária comunidade Barra de Santana está com 95% da obra concluída, faltando as ligações de água e luz e a construção do acesso rodoviário. Nova Barra de Santana terá 218 moradias. Os proprietários de imóveis rurais situados na área inundável da bacia hidrográfica serão transferidos para agrovilas como a Jucurutu, que está em fase final de conclusão.

 

"Essa peça que será instalada é quem vai medir a vazão de regularização do leito do rio Piranhas, entre as barragens de Oiticica e a Armando Ribeiro Gonçalves. É, como disse o vice-governador Antenor Roberto, o coração da barragem, um instrumento importante de gestão dos recursos hídricos", informou o secretário da Semarh, João Maria Cavalcanti. A barragem, que vai receber as águas da transposição, estava com pouco mais de 2 milhões de metros cúbicos de água. Com as chuvas que caíram desde o início do ano na região, o volume subiu para 5,2 milhões.

 

Com capacidade para 590 milhões de metros cúbicos, Oiticica é a maior obra em curso no Rio Grande do Norte. Vai atender a 43 municípios e uma população estimada em 800 mil habitantes, transformando o Seridó na primeira região do Nordeste com segurança hídrica perto de 100%.



 

Um encontro nacional discute a cultura do sorgo no Brasil

   

É o VI Encontro Nacional da Cultura do Sorgo, que será realizado por meio de plataforma on-line ao vivo nos dias 12 e 13 de janeiro de 2022. O evento é on-line e totalmente gratuito. O  objetivo de debater as últimas inovações, tecnologias e resultados de pesquisa voltadas para a cultura do sorgo.

O sorgo é uma cultura que vem ganhando cada vez mais espaço nas lavouras brasileiras, principalmente devido a sua boa resistência ao estresse hídrico. A cultura vem se tornando destaque também na segunda safra, principalmente em anos de atraso da colheita da soja.

Direcionado a profissionais, produtores e pesquisadores do setor, o Encontro será realizado pelo Grupo de Estudos “Luiz de Queiroz”, associação sem fins lucrativos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). Já em sua sexta edição, o evento tem se consolidado como uma oportunidade de atualização e demonstração de tecnologias voltadas para a cultura do sorgo.

O Encontro abordará em dois dias (12 e 13 de janeiro de 2022) temas como comercialização de sorgo granífero, alimentação animal, controle da mela e antracnose, controle de daninhas e manejo de herbicidas, tecnologias genéticas aplicadas à cultura, além de contar com novidades de mercado.

Quem quiser participar , pode se inscrever e ter mais informações: https://fealq.org.br/eventos/vi-encontro-nacional-da-cultura-do-sorgo/

 

Veja a programação do evento:

Quarta-feira (12/01)

 

18h30: Abertura

Moderador: Evandro Abreu Fernandes (UFU)

18h45: Projeções para a comercialização de sorgo granífero

Jason de Oliveira Duarte (Embrapa Milho e Sorgo)

19h35: Sorgo na alimentação de aves e suínos

Camila Tofoli Tse (Nutricionista animal)

20h45: Sorgo na alimentação de bovinos

Flávio Augusto Portela Santos (Esalq/USP)

21h35: Encerramento

 

Quinta-feira (13/01)

18h30: Abertura

Moderador: Cícero Beserra de Menezes (Embrapa Milho e Sorgo)

18h45: Manejo da mela e antracnose na cultura do sorgo

Dagma Dionísia da Silva (Embrapa Milho e Sorgo)

19h35: Controle de daninhas e manejo de herbicidas

Guilherme Braga Pereira Braz (Universidade de Rio Verde – UniRV)

20h45: Tecnologias genéticas aplicadas ao sorgo

Cícero Beserra de Menezes (Embrapa Milho e Sorgo)

21h35: Encerramento

 

Mapa e estados debatem apoio a produtores afetados pela estiagem

Os produtores estão localizados na Região Sul e no estado de Mato Grosso do Sul

O secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, e o secretário de Política Agrícola (SPA), Guilherme Bastos, reuniram-se nesta segunda-feira (3) com secretários de Agricultura dos estados da Região Sul e de Mato Grosso do Sul, afetados pela estiagem.

No encontro, os secretários estaduais relataram as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais em razão da seca. Diante do cenário, o Mapa avalia a possibilidade de intermediar com as instituições financeiras a prorrogação do pagamento das dívidas dos produtores desses estados, além do estudo de apoio de crédito adicional aos produtores dos municípios em que o estado de emergência foi decretado pelo Governo Federal.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está fazendo levantamento sobre a intensidade e amplitude do impacto na produção agrícola, dimensionando os níveis de perdas.

Estão agendadas também reuniões virtuais da SPA com diversos órgãos e entidades representativas do agronegócio do RS e do PR. Os demais estados afetados também entrarão em programações futuras.

Seguro Rural

Em 2021, a cobertura de seguro rural disponibilizada pelo Mapa foi recorde. O ministério aplicou R$ 1,181 bilhão. Desde 2018, o investimento e a área segurada no país triplicaram.

Levantamento preliminar da Secretaria de Política Agrícola aponta cobertura significativa de seguro rural para médios e pequenos produtores de soja e milho, com Proagro e Seguro Rural, no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Além disso, os produtores enquadrados no Pronaf, que têm financiamento de custeio, por obrigatoriedade legal, têm 100% de contratação de Proagro ou Seguro nos dois estados citados. Esses produtores têm a cobertura do custeio e uma Garantia de Renda Mínima (GRM), que depende de análise das perdas.

Já os médios produtores do Pronamp tiveram de 79% a 95% das operações com cobertura de seguro ou Proagro, dependendo da cultura, estado e instituição financeira. Esse índice cai para 40% a 60% no caso dos demais produtores.

Vale ressaltar que nas operações de custeio de produtores, que não sejam do Pronaf e com valor de até R$ 335 mil, é obrigatória a contratação de garantia via Proagro ou em substituição ao seguro rural.

No crédito rural, os produtores que não têm seguro ou Proagro, nas operações de custeio ou investimento, podem solicitar nas instituições financeiras a prorrogação de dívidas, que são analisadas caso a caso, conforme regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Zarc

Os representantes do Mapa esclareceram que não é possível alterar a data de plantio da soja, estabelecida em 12 de maio de 2021 por meio das portarias que tratam do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), conforme regras previstas na Portaria Nº 412/2020 do Mapa.

Isso porque, a partir da publicação das portarias de Zarc, as seguradoras e o Banco Central precificaram os prêmios e a taxa adicional cobrada dos produtores, não podendo aceitar novos riscos, por questões contratuais, como nova data de plantio diferente da estabelecida em portaria.

Além disso, as datas só podem ser modificadas após elaboração de novos estudos, que demandam quase um ano de duração, entre planejamento, orçamento, execução e publicação da pesquisa.

O Mapa informou que está em desenvolvimento uma nova pesquisa de Zarc para a cultura da soja, que deve ser divulgada em junho de 2022 com vigência para a safra 2022-2023.