quinta-feira, 3 de março de 2016

Impulsionado pela ciência, a produção de frango supera a crise

pintos no chãoO sucesso da produção brasileira de frango de corte, que tem crescido mesmo num momento em que a economia nacional enfrenta uma crise, deve-se também ao apoio da pesquisa científica e tecnológica. O setor se consolidou a partir dos anos 70 ao combinar inovação tecnológica constante com empreendedorismo.
Um estudo feito pelo pesquisador Dirceu Talamini, da Embrapa Suínos e Aves, em parceria com o cientista Antônio Pinheiro, da Universidade Évora, Portugal, mostrou que entre 1982 e 2010 a pesquisa científica foi responsável por 20,8% do progresso técnico do setor.
Para entender como a inovação científica sustentou a consolidação da avicultura de corte, basta observar a relação entre consumo de ração, tempo da ave dentro do aviário e o peso na hora do abate. Esses itens foram base para a análise feita pelos pesquisadores Talamini e Pinheiro na hora de definir a contribuição das instituições de ciência e tecnologia na evolução da avicultura. Nos anos 70, um frango consumia 2,2 kg de ração durante 54 dias para atingir 1,8 kg no abate. Em 2013, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em média, cada frango abatido no Brasil consumiu 1,8 kg de ração durante 43 dias para atingir 2,5 kg.
A evolução da conversão alimentar foi possível devido os avanços em diversas áreas. A Embrapa, por exemplo, liderou nos anos 90 estudos sobre granulometria, que permitiram moer o milho e a soja na medida certa para melhorar o aproveitamento de nutrientes no intestino das aves. As contribuições para a garantia da sanidade dos rebanhos também foram importantes. A Embrapa adaptou métodos de diagnóstico de doenças para o País e também auxiliou no desenvolvimento de planos de proteção aos rebanhos nacionais diante de novas ameaças, como foi o caso do primeiro ciclo em escala global da gripe aviária, em 2006.
Além disso, a empresa desenvolveu produtos que são importantes para nichos de mercado. A poedeira colonial 051, por exemplo, fechou o ano passado com 5% do mercado nacional de poedeiras de ovos vermelhos. A ave da Embrapa atende principalmente pequenos produtores de todo o País.

Manter a associação entre avicultura de corte e ciência não tem apenas um viés empresarial, como explica o pesquisador Jonas Irineu dos Santos Filho: “A avicultura é muito importante pelo lado social também. Fiz um estudo em que relaciono Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e produção de frangos. Os dados mostram que onde a cadeia do frango tem representatividade, o IDH é alto”. Os dados da ABPA ampliam essa percepção. Segundo a associação, o setor reúne mais de 3,5 milhões de trabalhadores. Só no campo, a avicultura representa o sustento de 130 mil famílias.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Mudanças Climáticas tem novo comando


Paulo de Araújo/MMA
Miguez assume a SMCQ
Engenheiro José Miguez é nomeado secretário da área. A pesquisadora Thelma Krug assume a diretoria de Combate ao Desmatamento.

Por: Lucas Tolentino - Edição: Alethea Muniz
A área do Ministério do Meio Ambiente (MMA) focada em combater o aquecimento global terá nova chefia. Foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (01/03) a nomeação do engenheiro eletrônico José Miguez para o posto de secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA. Além disso, a doutora em estatística espacial Thelma Krug comandará a Diretoria de Políticas para o Combate ao Desmatamento.

Graduado em engenharia eletrônica pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e em ciências econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, José Miguez é mestre em pesquisa operacional pelo IME. Atuou como engenheiro da Petrobrás e também ocupou cargos de chefia nos ministérios de Minas e Energia (MME) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Integra a equipe de negociadores brasileiros nas conferências internacionais sobre mudanças climáticas.

CIÊNCIA

Já a pesquisadora Thelma Krug é vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês), braço científico das Nações Unidas que embasa as metas e acordos para redução de emissões de gases de efeito estufa. Desde 2002, a nova diretora de Políticas para o Combate ao Desmatamento do MMA atua no IPCC em áreas como a força-tarefa sobre inventários nacionais de gases de efeito estufa.

Doutora em estatística espacial pela Universidade de Sheffield (Reino Unido) e especialista mudança do uso da terra e florestas, Thelma Krug já ocupou o cargo de secretária de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). No Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desenvolveu pesquisas sobre emissões em diversas áreas. Entre as áreas de atuação, estão recursos florestais e engenharia florestal e geociências.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 
FCVSA realiza reunião ampliada de avaliação e planejamento e lança campanha de cuidados com a cisterna

Encontro fez avaliação de 2015 e propôs atuação para 2016 | Fotos: Fram Paulo
O Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA) realizou nos dias 18 e 19 de fevereiro, em Mundaú, na região Vales do Curu e Aracatiaçu, primeira Reunião Ampliada de 2016. Desta vez para avaliar os processos e gestão realizados durante o ano de 2015, bem como traçar perspectivas para 2016. Uma campanha de cuidados com a cisterna foi lançada durante o evento, marcando a luta contínua por qualidade de vida de famílias agricultoras neste espaço do Fórum.
Farinhada representou simbolicamente a vida no campo.
No primeiro momento as delegações representativas das nove microrregiões do Estado se apresentaram e simbolicamente peneiraram farinha na mística de abertura, trazendo na memória a prática de agricultores e agricultoras durante as farinhadas. Posteriormente se reuniram em grupos para avaliar os eixos: Mobilização e Articulação Politica do FCVSA; parcerias em 2015 e perspectivas para 2016; Estudos e Pesquisas sobre a Qualidade e Efeitos das Tecnologias Sociais; Estrutura de Gestão e Processo de Comunicação da Rede ASA, olhando suas fragilidades, potencialidades e desafios.
Como perspectivas para 2016 foram apontados alguns desafios a serem superados, entre eles: consolidar processos de formação política na base de forma que garanta o empoderamento dos/as sujeitos para protagonizar sua história; integrar e articular os Fóruns Microrregionais em torno dos grandes projetos e temas; aprimorar a comunicação para mobilização social; fazer-se presente e participante nas Conferências Territoriais para elaboração do Plano/Política do Ceará Agroecológico; ampliar o debate sobre as Sementes Crioulas de modo que a base incorpore esse debate e ganhe espaço; firmar parcerias com Universidades e Institutos de Pesquisa; se apropriar da Pesquisa no INSA/ASA e usá-la como meio de discursão com os parceiros; identificar e participar dos espaços de representação política; animar reflexão sobre Educação Contextualizada como estratégia de convivência com o Semiárido.
Ao final da reunião, foi lançada a campanha Cuidados com a Cisterna. A perspectiva é de que essa campanha incentive as famílias agricultoras, beneficiadas a renovarem os cuidados com a tecnologia.
O Encontro serviu também para apresentar Campanha. 
Lavar bem a cisterna; pintar com cal; manter a tampa da cisterna fechada e trancada com o cadeado; instalar tela de proteção nas aberturas da cisterna; limpar calhas e canos sempre que necessário e evitar o acúmulo de água são recomendações para garantir uma água de qualidade.
Fazem parte da campanha dois instrumentais de trabalho, um calendário e um spot, que serão distribuídos nas microrregiões e municípios. A ideia é renovar junto aos agricultores e agricultoras os princípios básicos de cuidados com a tecnologia para garantir água de qualidade.

Recuperação do volume de Sobradinho não garante segurança hídrica no Vale do São Francisco em 2016

Apesar do aumento do volume, é preciso atenção (Foto: Por Comunicação - IRPAA)
Apesar do aumento do volume do Lago Sobradinho, é preciso atenção (Foto: Por Comunicação – IRPAA)
As fortes chuvas que caíram no Vale do São Francisco em janeiro deste ano animaram as/os ribeirinhos. O Lago de Sobradinho, que no mês de novembro de 2015 quase chegou ao seu volume morto, agora já ultrapassa 26% do seu volume útil, segundo Boletim da ANA – Agência Nacional de Águas. Isso se deve à elevada vazão de afluência de 5,5 mil m3/s, 14% superior à média histórica do período 1931-2014 e 295% superior à média dos últimos dois anos para o mês de fevereiro. Porém, é preciso atentar que este dado não representa segurança no tocante aos diversos usos da água do São Francisco, se considerar que a vazão de defluência do lago é regulada conforme os interesses dos grandes empreendedores, de modo que em meados de 2014 o volume do lago foi reduzido num ritmo de 6% ao mês e em 2015 em 1,5% ao mês, chegando ao final do ano com menos de 2% do volume útil. Isto significa que ao final deste ano o cenário do ano anterior pode se repetir.
Esta preocupação parte da análise de que a recuperação do volume do lago, período em que a afluência supera a defluência, ocorre apenas em cerca de quatro meses por ano e têm sido raros os anos em que se ultrapassou os 60% do volume útil. Desse modo é provável que a recarga esteja reduzida a partir de março, ao passo que a defluência continua significativa, podendo ocorrer nova crise a depender do regime de chuva do próximo ano.

É importante destacar que em situação de crise os setores com menor poder econômico sofrem mais diretamente. André Rocha, coordenador do Eixo Clima e Água do Irpaa, lembra que em outubro e novembro de 2015 o abastecimento humano de algumas cidades da borda do lago ficou comprometido, no entanto os grandes perímetros irrigados continuaram usando a água regularmente, contrariando a Lei 9.433/97 que estabelece priorizar o abastecimento humano e a dessedentação animal em momentos de escassez.

Caravaneiros conhecem barragem que levará água do São Francisco para o Rio Grande do Norte

Bispos e demais caravaneiros, na parede da barragem Engenheiro Ávidos/Boqueirão (Foto: José Bezerra)
Bispos e demais caravaneiros, na parede da barragem Engenheiro Ávidos/Boqueirão (Foto: José Bezerra)
A primeira parada da Caravana Socioambiental da CNBB Regional Nordeste que percorre o Eixo Norte do Projeto de Integração de Bacias do Rio São Francisco, neste primeiro de março de 2016, foi na barragem Engenheiro Ávidos / Boqueirão, no município de São José das Piranhas-PB. É uma obra construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), em 1932, com capacidade para armazenar mais de 100 milhões de metros cúbicos e que está com apenas 6% da capacidade. O Boqueirão, como é popularmente conhecido, é uma das barragens que receberão água do projeto de interligação de bacias do rio São Francisco.
Os caravaneiros ouviram explicações sobre o Boqueirão e como ela será utilizada para a interligação das bacias. “Ele está inserido no processo da revitalização dos 24 reservatórios que receberão água do São Francisco. Aqui deve chegar aproximadamente 6 metros cúbicos por segundo, no final de linha. Uma parte ficará para uso do Estado da Paraíba e outra parte seguira para o Rio Grande do Norte”, explicou Osvaldo Garcia, Secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional.
Osvaldo Garcia, Secretário de Recursos Hídricos do Ministério da Integração, explicando a função da barragem no projeto de interligação de bacias (Foto: José Bezerra)
Osvaldo Garcia, Secretário de Recursos Hídricos do Ministério da Integração, explicando a função da barragem no projeto de interligação de bacias (Foto: José Bezerra)

O Secretário informou que a obra que conduzirá água à Barragem Boqueirão deverá ser concluída até dezembro deste ano. “A previsão é que a água chegue à barragem até o final do primeiro semestre de 2017”, esclareceu Osvaldo Garcia. Ele acrescentou que, inicialmente, dos 6 metros cúbicos por segundo que o Boqueirão receberá, 3 metros cúbicos por segundo seguirão para o Rio Grande do Norte. As águas seguirão pela Bacia Hidrográfica Piancó-Piranhas-Assu, na qual estão as barragens Oiticica (em Barra de Santana, Jucurutu-RN) em fase de construção, e a Armando Ribeiro Gonçalves, já visitadas pela caravana Socioambiental.

 Seguro da Agricultura Familiar – SEAF


O Seguro da Agricultura Familiar – SEAF, instituído no âmbito do PROAGRO com a denominação PROAGRO-Mais, é destinado aos agricultores familiares que acessam o financiamento de custeio agrícola vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).

O SEAF foi criado pelo Governo Federal para que o produtor possa desenvolver sua lavoura com segurança, atendendo uma antiga reivindicação da agricultura familiar por um seguro com garantia de renda.

Para viabilizar e dar sustentabilidade a essa conquista, o SEAF promove o uso de tecnologia adequada, cuidados com o manejo, recursos naturais e medidas preventivas contra adversidades agroclimáticas. O agricultor precisa estar menos exposto a riscos e ter melhores condições para plantar e colher. Essa é a base para uma agricultura familiar mais forte.

O SEAF tem passado por reformulações que visam cada vez mais atender a verdadeira necessidade do agricultor familiar no que tange a segurança da produção, contemplando os sistemas produtivos sustentáveis, como a agroecologia, os cultivos orgânicos, os sistemas agroflorestais, entre outros.
Também foi criada no SEAF uma cobertura adicional para apoiar o agricultor no pagamento de prestações de investimento do Pronaf e do Crédito Fundiário.

CULTIVARES CRIOULAS NO SEAF

As lavouras plantadas com cultivares locais, tradicionais ou crioulas podem ser seguradas no SEAF. O agricultor que utiliza sementes dessas cultivares pode contratar o seguro, observando que a cultura esteja indicada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático para plantio no município e a cultivar esteja cadastrada na Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário – SAF/MDA.



 Barragem de Oiticica deve ficar pronta em julho de 2017, diz governo




A barragem de Oiticica, localizada no município de Jucurutu, deve ficar pronta em julho de 2017.
A nova previsão foi repassada pelo titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Mairton França. Segundo ele, a data de conclusão da obra pode ser alterada se os valores repassados mensalmente pelo Ministério da Integração forem reajustados. Atualmente o ministério repassa R$ 6 milhões por mês para o estado tocar a obra.


"Desse valor R$ 2 milhões são destinados ao pagamento de indenizações das famílias desapropriadas. Os outros R$ 4 milhões são para a execução das obras. O repasse é menor do que a obra necessita para manter o ritmo adequado. Se o Ministério da Integração conseguir aumentar o valor do repasse mensal a gente consegue manter essa data de conclusão, mas se esses repasses permanecerem teremos que rever o prazo", explicou Mairton. 

terça-feira, 1 de março de 2016

Destinos das exportações do RN - 2015
Pesquisa do CIN-FIERN (Fonte: Aliceweb-MDIC/SECEX)
Bloco
Econômico/País
2014 US$
FOB (1 mil)
2015 US$
FOB (1 mil) Principais produtos exportados (2015)
Δ%
% p/
destino
UN. EUROPÉIA 110.636 110.887 0,2 34,9
Holanda 42.091 45.328 Frutas, tungstênio, tecidos de algodão, castanhas de caju. 7,7 14,3
Espanha 27.227 25.497 Frutas, peixes. -6,4 8,0
Reino Unido 21.668 23.132 Frutas, castanha de caju, outros. 6,8 7,3
Itália 6.861 4.609 Frutas, granitos, chifres ou cascos. -32,8 1,4
Alemanha 4.054 2.624 Mamões, prod. animais impróp. p/alim. humana. -35,3 0,8
Portugal 1.853 2.561 Mamões, consumo de bordo. 38,2 0,8
França 2.921 2.303 Castanhas de caju, peixes, mamões, mica. -21,2 0,7
Outros UE 3.961 4.833 22,0 1,5
NAFTA 56.393 67.811 20,2 21,3
Estados Unidos 45.220 58.971 Sal, balas, peixes, lagostas, prod. animais imp. p/alim.
humana, sal, castanhas de caju, mangas. 30,4 18,5
México 6.273 5.203 Tecidos de algodão, chapas plásticas, castanhas de caju. -17,1 1,64
Canadá 4.517 2.853 Castanhas de caju, granitos, melões, tungstênio. -36,8 0,9
MERCOSUL 19.475 17.800 -8,6 5,6
Argentina 11.527 11.402 Chapas plásticas, tecidos de algodão, bananas, castanhas
de caju. -1,1 3,6
Paraguai 2.306 3.184 Tecido de algodão, de malha. 38,1 1,0
Uruguai 1.804 1.779 Tecidos de algodão, outras frutas de casca rija, melões. -1,4 0,6
Venezuela 3.836 1.435 Chapas plásticas, tecidos de algodão. -62,6 0,5
Demais países
Antilhas
Holandesas 0 66.090 Fuel oil
/ 20,8
Nigéria 8.866 8.618 Sal marinho. -2,8 2,7
Peru 6.994 7.470 Tecidos de algodão, ovas de peixe. 6,8 2,3
Colômbia 6.707 5.911 Chapas plásticas, tecidos de algodão. -11,9 1,9
Equador 3.823 3.452 Tecidos de algodão. -9,7 1,1
China 11.396 3.434 Granitos, desperdícios/resíduos de cobre e alumínio. -69,9 1,1
Sri Lanka 159 2.641 Tecidos de algodão. 1561,0 0,8
Coreia do Sul 45 2.488 Desperdícios/resíduos de cobre. 5428,9 0,8
Chile 2.634 2.396 Tecidos de algodão, castanhas de caju. -9,0 0,8
Taiwan 648 1.493 Ovas de peixes, granitos. 130,4 0,5
Honduras 1.004 1.378 Tecidos de algodão. 37,3 0,4
Camarões 2.390 1.225 Sal marinho. -48,7 0,4
Outros 8.898 5.705 Provisões de navios e aeronaves -35,9 1,8
Total Geral 251.357 318.040 26,5 100,0

Saiu a lista de classificados para o Curso Técnico em Agronegócio do Senar


Senar classificadosO resultado final da seleção para seu Curso Técnico em Agronegócio do SENAR já foi divulgado e os classificados podem se matricular mediante apresentação dos documentos exigidos. O prazo das matrículas vai até o dia 05/03. Depois disso, quem não se apresentar perde o direito à vaga.
Para fazer a matrícula, o aluno deve procurar a secretaria do polo de apoio presencial que prestou o exame. Os documentos exigidos são originais, ou fotocópias autenticadas em cartório, do certificado de conclusão do Ensino Médio; histórico escolar do Ensino Médio; cédula de identidade; cpf; certidão de nascimento ou casamento (se houver alteração no nome); título de eleitor e comprovantes de votação da última eleição, para quem tem mais de 18 anos; uma foto recente 3×4; comprovante de endereço; e, nos casos de desempate na classificação, os documentos necessários, previstos no edital da seleção.

Gratuito e semipresencial, com oitenta por cento das aulas à distância, o Curso Técnico em Agronegócio é oferecido em parceria pelo SENAR e o Ministério da Educação (MEC), por meio da Rede e-Tec Brasil. Lançado no início de 2015, este já é seu terceiro processo seletivo e, mesmo levando-se em conta a ampliação da rede no período, foi o mais concorrido. Um total de 14.016 candidatos disputaram as 2.603 vagas oferecidas em 58 polos de apoio da rede espalhados por 19 estados do País. A relação dos aprovados pode ser conferida no portal da Rede e-Tec no SENAR Brasil.

 Produção de açúcar do Norte/Norteste cai 15% no acumulado da safra


A produção de açúcar do Norte/Norteste do Brasil atingiu 2,41 milhões de toneladas no acumulado da safra 2015/16 até a metade de fevereiro, queda de 15 por cento ante mesmo
período do ano anterior, informou hoje (29) a associação de produtores Sindaçúcar. A moagem de cana do Norte/Nordeste, que representa cerca de 10 por cento do processamento nacional, somou 45,3 milhões de toneladas até a primeira quinzena de fevereiro, queda de 8,5 por cento ante o mesmo período do ano anterior. Já a produção de etanol atingiu 1,9 bilhão de litros, alta de 2 por cento na mesma comparação.

País alerta para conservação da vida selvagem


Listas brasileiras de espécies ameaçadas de extinção mostram que 1.173 espécies da fauna e 2.113 da flora correm o risco de desaparecer.


No dia 3 de março (quinta-feira) é comemorado o Dia Mundial da Vida Selvagem. Esse dia serve para promover o debate sobre a relação do homem com a biodiversidade e a sua conservação. No Brasil, as Listas Nacionais Oficiais de Espécies Ameaçadas de Extinção mostram que 1.173 espécies da fauna e 2.113 da flora correm o risco de desaparecer.
Dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) apontam que 475 milhões de animais silvestres morrem, por ano, atropelados nas rodovias do País, o equivalente a mais de 15 animais por segundo.
Os animais que mais morrem nas estradas são os pequenos vertebrados, como sapos, cobras e aves de menor porte. Eles respondem por 90% dos atropelamentos. O restante se divide em animais de médio porte, como macacos e gambás, com 40 milhões, e de grande porte, como antas, lobos e onças, com 5 milhões.
A partir de hoje, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publica uma série de matérias especiais que reafirmam o valor intrínseco da vida selvagem. Durante toda a semana, você vai conhecer o trabalho de voluntários em vários parques nacionais. No Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), por exemplo, a estudante de biologia Sirleide Rocha passou 39 dias acompanhando a desova das tartarugas e a chegada dos turistas à ilha. A matéria especial vai mostrar que os programas de voluntariados são uma forma para a sociedade conhecer, aprender a amar e proteger a vida selvagem.
Também vai descobrir que existem cerca de 18 onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu (PR) e que, desde 2008, o parque desenvolve um projeto de pesquisa com felinos. A onça-pintada e a jacutinga, entre outras espécies, encontram no parque um dos últimos refúgios no estado, onde podem se abrigar, alimentar e reproduzir, com relativa segurança, fora do alcance das pressões exercidas pelo homem.
Conhecerá ainda Sinvaldo e Sandovaldo. Dois irmãos que, há anos, desenvolvem projeto educativo na unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis no Piauí (Ibama-PI). O projeto utiliza a educação ambiental como ferramenta para combate ao tráfico de animais silvestres.
Ainda sobre o tema educação ambiental, você vai conhecer outras iniciativas desenvolvidas em alguns parques nacionais brasileiros, que são unidades de conservação vinculadas ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Parque Nacional de Brasília, por exemplo, tem um programa de educação ambiental voltado para quem comete pequenos delitos, como pichação.
Vai saber ainda que metade das espécies ameaçadas de extinção já tem Plano Nacional de Ação (PAN), visando garantir a sua proteção. Os PANs são políticas públicas, pactuadas com a sociedade, que identificam e orientam as ações prioritárias para combater as ameaças que põem em risco populações de espécies e os ambientes naturais e, dessa forma, protegê-los.
Nesta semana, você vai saber ainda o que Parque Nacional de Anavilhanas (AM) fez para proteger os botos vermelhos. O turismo de interação com os botos cresceu sem contar com nenhuma orientação e se transformou em uma atividade com muitos pontos negativos para os animais. Mas, em 2010 o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do parque, implantou um projeto inovador para ordenar o turismo com botos no local.
Dia 3 de março é um dia para cada um de nós celebrar a beleza e a diversidade de plantas e animais selvagens; refletir sobre a relação entre vida selvagem e as pessoas; e mostrar seu respeito, amor e comprometimento com a vida selvagem.
A primeira matéria especial sobre o Dia Mundial da Vida Selvagem conta como foi feita a foto da onça na área do Parque Nacional de Brasília, que teve mais de 100 mil visualizações em dois dias, e qual a relação do servidor do parque Ari Araújo com a estratégia que o local usou para que os macacos parassem de buscar restos de alimentos nas lixeiras. O local vai inaugurar, no dia 3 de março (quinta-feira), uma trilha para ciclistas, com duchas especiais ao final do percurso. A matéria especial traz todos os detalhes da programação do evento que será realizado no Parque Nacional de Brasília.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)

Vantagens do desmame racional no desenvolvimento dos bezerros

desmame racionalOs bezerros de corte, com cerca de oito meses de idade, são separados da vaca apenas por um corredor, em pastos diferentes, nos quais a mãe e o filho mantêm contato visual, auditivo e olfativo. Essa forma de desmama, chamada de racional, diminui o estresse causado pela separação e melhora o bem-estar. Segundo a pesquisadora Cíntia Marcondes, o novo manejo está sendo usado desde 2014 em animais cruzados e, em 2015, em Canchim.
De acordo com o veterinário Raul Mascarenhas, existem diversos métodos de desmama. No tradicional, o bezerro é apartado da mãe e levado a locais distantes, para que não haja nenhum tipo de contato. Para minimizar o estresse, é comum o pecuarista colocar algumas vacas junto aos bezerros para servirem de “madrinhas”. Nesse método, nenhuma das fêmeas é mãe do animal desmamado e os problemas causados pela separação continuam.
Mascarenhas conta que os animais da Fazenda Canchim, sede da Embrapa Pecuária Sudeste, adaptaram-se bem e demonstram um grau menor de estresse, comparando-se ao manejo em que ficavam distantes das mães. Não ocorreram mais fugas e houve redução de rompimento de cercas e lesões nos animais.
Na desmama tradicional é comum que tanto as vacas como os bezerros permaneçam vocalizando durante dias. Muitos animais, ao ouvirem o berro dos filhos, arrebentam cercas para irem ao seu encontro. Nesse percurso, há grande chance de sofrerem acidentes. Além disso, passam mais tempo caminhando e estressados. Com isso, deixam de se alimentar, ruminar e descansar, causando prejuízos econômicos ao produtor. O estresse reduz o ganho de peso do bezerro e afeta sua imunidade, deixando-o mais vulnerável a doenças.
Para confirmar os benefícios da desmama racional, foi realizada avaliação de temperamento em dois grupos de bovinos da raça Canchim da Embrapa Pecuária Sudeste. Foram comparados 236 animais da desmama tradicional e 227 da racional. No teste analisaram-se informações de reatividade animal em ambiente de contenção móvel, como na balança de pesagem, local onde são contidos para realizar a medida de reatividade.
No experimento foi utilizada uma nova tecnologia. O Reatest, desenvolvido pela zootecnista Walsiara Maffei, durante seu doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, é uma metodologia usada para medir o temperamento por meio da reatividade. Um dispositivo eletrônico quantifica a frequência e a intensidade dos movimentos do bovino no processo de pesagem, numa escala de 1 a 9.999 pontos. Durante 20 segundos, o equipamento capta a reatividade e os dados ficam armazenados em um software específico. As maiores pontuações indicam animais mais reativos, ou seja, que apresentam maior estresse quando contidos na balança.

Nas análises, a pesquisadora Patrícia Tholon observou que animais submetidos a desmama racional foram menos reativos que o grupo da tradicional. Outra constatação é que entre machos e fêmeas, o manejo racional mostrou-se mais efetivo em fêmeas. Já em machos, a diferença não foi tão significativa. “Os maiores valores de reatividade foram apresentados pelas fêmeas, mostrando que o sexo influencia consideravelmente a expressão dessa característica”, explica Patrícia.