quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Combate ao Aedes é incorporado às Boas Práticas Agropecuárias

Gustavo Porpino - Tanques para irrigação podem ser povoados com peixes para evitar o surgimento de larvas do mosquito.
Tanques para irrigação podem ser povoados com peixes para evitar o surgimento de larvas do mosquito.
Garantir a qualidade da água sempre foi um princípio das Boas Práticas Agropecuárias, mas dada a necessidade de evitar a proliferação do Aedes aegypti também em áreas rurais as novas recomendações enfatizam a organização e limpeza da propriedade rural. O Programa de Boas Práticas Agrícolas da Emater-DF, por exemplo, está orientando os produtores a evitar deixar em locais descobertos qualquer utensílio que possa acumular água.
Manter embalagens de insumos, latas e qualquer outro vasilhame ao relento possibilita o acúmulo de água, um ambiente propício para o surgimento de focos do mosquito transmissor de dengue, febre chikungunya e zika. Além de descartar todo o entulho sem uso da propriedade rural, o produtor deve inspecionar as áreas agrícolas e evitar deixar ao relento até mesmo cocos secos e tampas de embalagens.
"Há certa resistência dos produtores em entregar o entulho, mesmo aqueles utensílios que a gente sabe que não tem mais uso", comenta a economista doméstica Eleuteria Mendes, da Emater-DF, que tem participado da força-tarefa criada para combater o Aedes aegypti no Distrito Federal.
Os mutirões realizados nas áreas rurais do DF têm encontrado focos do mosquito, principalmente, em bebedouros de animais e em reservatórios de água destampados. Os extensionistas orientam sobre a necessidade de utilizar telas de proteção nas caixas d'água e tanques. "Alguns acampamentos são abastecidos por caminhão pipa, e nestes locais é comum armazenar água em tanques sem a devida cobertura", comenta Eleuteria.
Quando os técnicos encontram larvas de mosquito em tanques ou bebedouros, por exemplo, o problema é reportado aos agentes de saúde, que também têm visitado as comunidades rurais. Para Petrônio Lopes, gerente de controle de endemias do Distrito Federal, a orientação prioritária é manter limpos os cochos e bebedouros de animais. "O tratamento mecânico é o mais simples e recomendável", salienta. Se o produtor "emborcar, proteger ou eliminar os recipientes propícios para focos", não há necessidade do tratamento com uso de inseticidas. "O tratamento químico se dá quando não há condições de fazer o controle mecânico", destaca Lopes.
O pesquisador Francisco Schmidt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, salienta que bioinseticidas compostos pela bactéria Bacillus thuringiensis var. israelensis (Bti) não intoxicam os animais se colocados em bebedouros. "Os cuidados recomendados para a zona urbana, como evitar o acúmulo de água, aplicam-se também às áreas rurais. O produtor pode integrar as técnicas possíveis de controle", salienta Schmidt. Além de inspecionar a propriedade rural, o produtor pode recorrer aos bioinseticidas como precaução contra as larvas do mosquito.
Tanques maiores devem ter peixes - Os tonéis utilizados para armazenar água devem sempre estar tampados e os tanques maiores que coletam água para irrigação podem ser povoados com peixes para evitar o surgimento de larvas do mosquito. A Emater recomenda utilizar alevinos de lambari ou tilápia para evitar o surgimento de larvas do mosquito na água parada. Foi o que fez o produtor de hortaliças Francisco Albuquerque, do Núcleo Rural Sobradinho, no Distrito Federal.
"Temos tilápias no tanque maior e fui orientado a guardar em local coberto e seco as embalagens de defensivos vazias. Também estamos recolhendo pneus e outras vasilhas que ficavam espalhados na propriedade", comenta Francisco.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Enfraquecimento do El Niño dita novas regras para o milho segunda safra

Frio chega mais cedo a Mato Grosso do Sul e Paraná


Enfraquecimento do El Niño dita novas regras para o milho segunda safra

O fenômeno El Niño, que atua desde meados de 2015, entrou em processo gradual de enfraquecimento em fevereiro. A área com águas superficiais aquecidas diminuiu sobre o oceano Pacífico equatorial, principalmente na parte leste, próximo da costa do Equador e do Peru. Isso confirma prognósticos anteriores e representa muitas mudanças no clima para 2016, que, em resumo, deve ter um comportamento bem diferente do observado no ano passado.
Mesmo com sinais de enfraquecimento, o fenômeno ainda influencia os padrões da atmosfera no final deste verão e pelo menos em parte do outono. As evidências e sinais do enfraquecimento do El Niño devem ser sentidos já no decorrer do outono do Hemisfério Sul. As lavouras de inverno terão condições climáticas bem diferentes das enfrentadas no ano passado
Para o milho de segunda safra de Mato Grosso e Goiás e também do Sudeste do Brasil, o principal problema está relacionado ao atraso no plantio da primeira safra, que foi mais tardio por causa da falta de chuva. Outro agravante é que as precipitações não devem se estender muito.
Por outro lado, o enfraquecimento do El Niño favorece a ocorrência de alguns episódios isolados de chuvas associadas à propagação de frentes frias sobre o Sudeste do Brasil. Os episódios de chuvas entre maio e início de junho, mesmo que não garantam condições ideais de produção das lavouras, são fundamentais para as fases de floração e enchimento de grão.
Já para as lavouras de milho de segunda safra do Paraná e de Mato Grosso do Sul, o principal risco deste ano está associado à ocorrência de geadas no final de maio e início de junho, cujo nível do risco vai depender da data de plantio. A presença do El Niño no verão garantiu boas condições de umidade para o período do plantio. Porém o enfraquecimento do fenômeno coincidindo com o outono contribui para que algumas ondas de frio neste ano cheguem mais cedo.
“O risco de episódios de geadas aumenta para o decorrer de maio e principalmente em junho”, alerta o climatologista da Somar Paulo Etchichury.

Clima colabora para o atraso no plantio do algodão

O ataque de pragas no início da safra pode comprometer mais a produtividade do que a falta de chuva

  Redação - Canal Rural

Algodão

As chuvas que vêm ocorrendo sobre todas as regiões produtoras de algodão do Centro-Oeste e Sudeste estão possibilitando excelentes condições para o desenvolvimento das lavouras.

Os altos volumes de chuvas que foram registrados em janeiro prejudicaram um pouco o andamento do plantio que posteriormente seguiu de forma mais rápida.

Até a semana passada, haviam sidos semeados 94% das áreas de algodão em Mato Grosso, 97% na Bahia e 93% em Mato Grosso do Sul.

No Matopiba, o ano começou com muita chuva, mas existem produtores do oeste da Bahia que já reclamam da falta da umidade em fevereiro. Para esta região, só há previsão de volumes mais significativos em meados de março.

Especialistas da Somar Meteorologia acreditam que, mesmo com o atraso no plantio em algumas microrregiões, a produção geral não será afetada.

Em boa parte de Mato Grosso, o atraso no plantio da soja mudou o calendário agrícola para o plantio do algodão. O ideal é instalar o algodão em janeiro, mas existem produtores que vão estender o plantio até a segunda quinzena de fevereiro.

Nas demais áreas produtoras de São Paulo e de Minas Gerais, o plantio está praticamente encerrado, restando menos de 1% das áreas para serem semeadas.

Como as lavouras estão em fase inicial de desenvolvimento, essa alternância de períodos mais chuvosos com períodos de sol permitem que as plantas tenham plenas condições para o seu desenvolvimento.

A atenção dos produtores deve ficar voltada para o ataque de pragas neste começo de safra. “Os produtores vão ter que intervir mais vezes em suas plantações e isto representa mais custos”, alerta o meteorologista da Somar Celso Oliveira.

As pancadas de chuva vão continuar bem irregulares nas próximas duas semanas, a exceção fica para parte do Sudeste, onde os volumes de chuva vão ser mais elevados por conta da presença de uma frente fria.

“As condições tanto para a finalização do plantio quanto ao desenvolvimento das lavouras irão se manter favoráveis”, afirma Oliveira.

Segundo ele, não há previsão de nenhuma anomalia que possa causar perdas significativas à produtividade potencial das lavouras.

Novos certificados agilizam exportação de material de multiplicação animal

Modelo adotado pelo Mapa simplifica negociação e deve contribuir para abertura de mercados
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou este mês dois novos modelos genéricos de Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) para exportação de material de multiplicação animal. Um deles é para material genético avícola, e o outro, para sêmen bovino.
O modelo de CZI Genérico, também chamado CZI Padrão e que serve para qualquer país, vai simplificar os trâmites burocráticos de negociação de certificados sanitários de exportação, que podem levar até quatro meses, além de contribuir na abertura de novos mercados.
“O empresário que quiser exportar material genético avícola ou sêmen bovino para países que ainda não têm acordo com o Brasil já pode apresentar esses modelos diretamente ao serviço veterinário oficial do país importador”, diz a coordenadora de Trânsito e Quarentena Animal do Mapa, Valéria Martins. “Caso o país aceite as garantias sanitárias do CZI genérico, deverá informar oficialmente. Dessa forma, a exportação é viável em tempo reduzido.”
O Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) é o documento emitido ou chancelado pelo serviço veterinário oficial do país de origem ou procedência dos animais, para garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino.
Os principais países importadores de material de genético avícola do Brasil são a Venezuela, Peru e Emirados Árabes. Já a Colômbia, Paraguai e Argentina lideram a importação de sêmen bovino.
Com o modelo genérico, assinala Valéria Martins, os exportadores que quiserem comercializar com países que ainda não importam do Brasil terão mais oportunidades. Isso porque, assinala, o CZI genérico permite agilidade nas negociações, facilitando a abertura de mercados, além de apresentar garantias sanitárias que são facilmente operacionalizadas pela empresa exportadora.
Os CZIs genéricos são o resultado de debates entre o Mapa e  representantes do setor produtivo, como a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira de Proteína Animal  (ABPA).
O próximo passo, de acordo com a coordenadora, será a elaboração de modelo genérico de CZI para embriões in vitro e para animais vivos como bovinos.
Para obter o certificado, basta entrar em contato com a Superintendência Federal de Agricultura (SFA) do seu estado.

Araruta é opção saudável e sem glúten para o dia a dia




Presença constante em muitas receitas infantis e confeitos, a araruta cai bem em diversas combinações de pratos. E facilitar a digestão é apenas um de seus benefícios para a saúde. Abaixo, confira mais sobre essa planta e como inserir mais uma opção sem glúten no seu cardápio.
Conhecida como Maranta arundinaceae, a araruta é cultivada desde 5000 aC e foi originalmente conhecida como aru-arue. Embora seja nativa da América do Sul, ela foi utilizada pela primeira vez pelos povos já extintos das ilhas do Caribe, que descobriram suas várias propriedades e aplicações.
Atualmente a planta é usada mais comumente como um espessante em alimentos. Ela serve como uma alternativa livre de glúten. É mais saudável do que o amido de milho – que já é um dos amidos mais fáceis para o corpo digerir –, porque a araruta em pó é colhida a partir dos tubérculos sem utilização de produtos químicos ou calor elevado.
Uma xícara da raiz da planta in natura possui cerca de 78 calorias. Ela tem ainda muitos nutrientes que podem ser altamente benéficos para à saúde. Por exemplo, em uma única porção é possível encontrar niacina, riboflavina, tiamina, vitaminas A e C, potássio, cálcio, cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo, selênio, zinco e betacaroteno.
Geralmente ela é vendida e usada na forma de farinha. Porém, nada impede de comer a raiz da planta de várias formas – crua, assada ou cozida, tudo sem perder a potência de seus nutrientes.
Benefícios da araruta para a saúde
Há muitos benefícios para a saúde atribuídos ao consumo dessa planta, seja in natura ou através da farinha. Conheça alguns deles:
Auxilia a digestão: seu alto teor de amido atua como um laxante suave para aqueles que sofrem com síndrome do intestino irritável, de acordo com um estudo de 2000 publicado nos Arquivos de Gastroenterologia. A fécula também é considerada um remédio eficaz para a diarreia e várias outras doenças gastrointestinais.
Problemas de circulação: ela é capaz de ajudar na prevenção da anemia, que causa fraqueza, fadiga e distúrbios cognitivos. Seus nutrientes também auxiliar a melhorar a circulação do sangue, aumentando seus níveis de energia.
Antídoto para envenenamento: a planta é frequentemente utilizada como um antídoto para certos tipos de veneno vegetal em algumas regiões. Os rizomas costumam ser aplicados sobre feridas e picadas de insetos.
Benéfico na gravidez: as raízes frescas são uma boa fonte de folatos, que são vitais durante a gestação. Para se ter uma ideia, uma porção de 100 gramas de araruta fornece cerca de 338mg ou 84% dos níveis diários exigidos de folato. Isso é bastante útil na prevenção de defeitos do tubo neural e outras malformações congênitas do feto.
Saúde do coração: por ser uma excelente fonte de potássio, ela é um importante componente de fluidos corporais de células. Pode ajudar a regular a taxa cardíaca e a pressão arterial.
Problemas de pele: como possui grandes qualidades curativas, fazer um cataplasma da planta e aplicá-lo topicamente pode ajudar no tratamento de úlceras e feridas na pele. Na África, ela também é usada como uma fonte de nutrição e tratamento de queimaduras solares. (Doutíssima)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Meteorologistas preveem chuvas abaixo do normal no Nordeste








As chuvas na região Nordeste devem ficar abaixo do normal no período de março a maio de 2016. Essa é a conclusão da II Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste Brasileiro que terminou nesta sexta-feira (19) em Natal.
De acordo com os especialistas, a constatação foi feita “diante de um quadro onde persiste o Fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e um Oceano Atlântico indefinido, além dos modelos de previsão climática apontarem para chuvas abaixo do normal”.
Para Gilmar Bristot, meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), as chuvas de janeiro - que foram acima do previsto - criaram uma expectativa positiva nos sertanejos, mas a previsão é de chuvas abaixo do normal. "Nós temos expectativa de chuva, mas abaixo do nromal. No interior do Rio Grande do Norte, por exemplo, chove em média 700 mm, e a previsão é de chuvas abaixo dessa média", explicou.
De acordo com a Emparn, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o principal Sistema Meteorológico responsável pela ocorrência de chuvas no Nordeste. Ela é influenciada pelas variáveis climáticas ligadas aos oceanos Pacífico e Atlântico. Para os meteorologistas, "variáveis como a temperatura superficial, vento e pressão atmosférica sobre os oceanos tem forte correlação com as chuvas que ocorrem durante os meses de março a maio sobre a região Norte do Nordeste e, o seu monitoramento possibilita a elaboração de prognósticos mais confiáveis em relação a ocorrência de chuvas, tanto na questão da distribuição temporal como espacial”. A próxima Reunião de Análise e Previsão Climática será realizada em Recife.
No Rio Grande do Norte, por causa da estiagem, 19 cidades estão em colapso de abastecimento, quando a água só é fornecida por carminhões-pipa. Outras 72 cidades estão em rodízio, ou seja, recebem água em dias alternados.
fonte do blog de angicos news

Conab prevê crescimento na produção de mamona e amendoim

Os dois produtos fazem parte de um grupo de culturas menores que tem contribuído para as safras recordes nos últimos anos


Cultivo de mamona no país deve crescer 52% nesta safra (Saulo Coelho/Embrapa)

A mamona – uma das matérias-primas do biodiesel e do óleo de rícino – tem boas expectativas para a safra 2015/2016. De acordo com o quinto levantamento do atual ciclo agrícola, divulgado no início deste mês pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é que sejam plantados 125 mil hectares de mamona em todo o país, o que representa um aumento de 52% em relação à temporada anterior. A colheita é projetada em 97 mil toneladas, com acréscimo de 107% no comparativo com o período anterior. A oleaginosa faz parte de um grupo de culturas que tem contribuído para o Brasil alcançar colheitas recordes nos últimos anos, embora elas não tenham o destaque de commodities como a soja e o milho.
Maior produtor nacional da cultura, a Bahia deve ter o aumento de área mais expressivo, atribuído principalmente à cotação do mercado. A previsão é que o produto seja cultivado em 116 mil hectares, com incremento de 65% sobre a temporada anterior. A safra prevista é de 95 mil toneladas, com elevação de 116% em relação ao ciclo 2014/2015.
Outra cultura que está em expansão é o amendoim, principalmente em São Paulo. Segundo pesquisa da Conab, o estado – maior produtor brasileiro do grão – destinará 109 mil hectares para o plantio. Os dados totais relativos ao amendoim, cultivado em dois períodos, devem ser confirmados entre maio e junho. No país, a área total deve ser de 120,7 mil hectares.
O Brasil espera colher na atual temporada 414 mil toneladas de amendoim – 386 mil toneladas em São Paulo –, com um incremento de 24%. O amendoim tem grande importância econômica, principalmente na indústria alimentar.
Girassol e triticale
O girassol também faz parte desse grupo de culturas “menores”. Ele é cultivado em algumas regiões como opção de segunda safra em substituição à soja. Nos próximos levantamentos poderão ser confirmadas as 177 mil toneladas do grão, principalmente em Mato Grosso, maior produtor nacional, com 139 mil toneladas, em 86 mil hectares.


Semente de girassol é usada para extrair óleo (Daniel Medeiros/Embrapa)

A semente de girassol é usada na fabricação de óleo de cozinha e na alimentação de pássaros. A semente também tem sido usada no Brasil para a produção de biodiesel. Além disso, é uma alternativa à alimentação de gado, em substituição a outros grãos. Já a flor é vendida para ornamentação.
O triticale – uma cultura de inverno – é outro grão que aparece no grupo.  A perspectiva é que a produção chegue a 57 mil toneladas. O cultivo compreende uma área de 22 mil hectares na região Sul e em São Paulo.
Os grãos de triticale são utilizados para a alimentação animal e, em menor quantidade, na alimentação humana. Como cultura de cobertura, contribui para a manutenção do sistema agrícola, principalmente na semeadura direta na palha.

Equipamentos que facilitam o manejo de áreas verdes para a pecuária

equipamentos agrícolasO Brasil é considerado o maior exportador global de carne bovina e, em 2016, o país deve se fortalecer ainda mais nesse segmento. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), o país deverá exportar 1,76 milhão de toneladas de carne bovina neste ano, número que representa um crescimento de 25% no ano.
Além disso, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) destaca que a exportação de carne bovina in natura e processada cresceu 1% em janeiro em comparação ao mesmo período de 2015.

Diante da grandiosidade da pecuária de corte no Brasil, a empresa Husqvarna, apresenta equipamentos que podem ser utilizados em atividades como abertura de novas pastagens, processamento de madeira e produção de lenha para caldeiras, aplicação de herbicidas e lançamento de calcário, adubos ou semeio de pastagens.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Globo Rural

  A questão da sucessão de terras em grandes e pequenas propriedades é um dos temas tratados neste domingo (21), no 'Globo Rural'.
 

Nas produções familiares de Santa Catarina, antigamente o filho caçula herdava a propriedade da família, enquanto os outros filhos ganhavam terras para cultivar. No entanto, agora a migração das novas gerações do campo para a cidade prejudica no processo de sucessão de terras. Já em grandes propriedades, como o funcionamento se assemelha ao de uma empresa, a dificuldade é escolher um herdeiro para ocupar o cargo dos pais.
A reportagem de César Dassie abrange também a melhor qualificação dos filhos que assumem as produções rurais, associando o conhecimento à produção, seja familiar ou de grande porte, e aumentando o rendimento da propriedade.
Ainda neste domingo, as repórteres Cristina Vieira e Ana Dalla Pria mostram as riquezas culturais e as tradições em mais um episódio sobre a Serra da Mantiqueira. Cristina descobre o costume da colaboração entre vizinhos nos pequenos bairros da região, além de conhecer detalhes de manifestações musicais como o congado e a moda de viola. Enquanto isso, Ana conta a história de dois ícones do local: o escritor Monteiro Lobato e o aviador Santos Dumont.

O 'Globo Rural' vai ao ar aos domingos depois de 'Pequenas Empresas & Grandes Negócios'.

Carne Suína

  O volume das exportações brasileiras de carne suína, considerando os produtos in natura e processados, cresceu 63% em janeiro deste ano em comparação com igual mês de 2015.

Em 2014, Santa Catarina exportou 159 mil toneladas de carne suína (Foto: Reprodução/RBS TV)
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totalizaram 47,1 mil toneladas, ante 28,9 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. As receitas em dólar e em real também registraram alta na mesma base de comparação para US$ 79,7 milhões (+8,7%) e R$ 323 milhões (+67,2%), respectivamente.
A alta foi impulsionada principalmente pelas compras da Rússia, que foram 55% superiores em comparação com janeiro de 2015, para 16,3 mil toneladas no mês passado. Acelerando os negócios com o Brasil, Hong Kong comprou 13,8 mil toneladas (+88%).
Com a habilitação de novas plantas nos últimos dois meses, a China assumiu o sexto lugar dentre os maiores destinos da carne suína do Brasil, importando no primeiro mês deste ano 1,6 mil toneladas, segundo a ABPA.
"Além destes, em praticamente todos os mercados houve crescimento nas exportações, como é o caso de Cingapura, Argentina e Uruguai", detalhou, em nota, o vice-presidente do setor de suínos na ABPA, Rui Eduardo Saldanha Vargas.
   

OIE aprova pedido de zona livre da peste suína clássica para 14 estados e o DF

Status vai garantir e ampliar novos mercados para a carne brasileira
Quatorze estados e o Distrito Federal estão um passo de receber o certificado de zona livre da peste suína clássica. A comissão científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aceitou o pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para ampliar o status de zona livre da doença para o DF, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Também estão nessa lista os municípios de Guajará, Boca do Acre, sul do município de Canutama e sudoeste do município de Lábrea, no Amazonas.
“Esta conquista é resultado de um grande esforço da defesa agropecuária e um reconhecimento da competência técnica brasileira”, comemora o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luis Rangel.
Atualmente, apenas dois estados já têm o certificado de zona livre da peste suína clássica: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O status foi conquistado em maio do ano passado, durante a 83ª Sessão-Geral da OIE, em Paris.
A doença, causada por um vírus, é altamente contagiosa e tem notificação compulsória para a OIE. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal. Os últimos casos foram registrados no Brasil em agosto de 2009, no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.


Agora, com o referendo da OIE para os 14 estados e o DF, os 180 países-membros da organização terão 60 dias para se manifestar tecnicamente sobre o assunto. “Caso haja algum questionamento, o ministério vai manter uma equipe de prontidão para esclarecimentos”, diz o chefe do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques. Superada essa etapa, o pedido vai para a assembleia da OIE para votação final (22 a 27 de maio, em Paris) e posterior entrega do certificado ao Brasil.
Segundo o secretário, o reconhecimento será uma garantia de manutenção dos mercados internacionais para a carne suína brasileira. “Nós, do Brasil, nos manteremos no topo das condições sanitárias, evitando retaliações de outros países e ocupando espaço de mercados que, porventura, não tenham status de zona livre da doença”, avalia Marques.
A ministra Kátia Abreu lembra que 99% das indústrias processadoras de carne suína estão nos dois estados que já são livres da peste suína clássica e nos outros que agora devem obter o certificado da OIE. “O desafio daqui para frente é fazermos com que todos os estados brasileiros tenham o mesmo status”, projeta a ministra.

Lançado um manual prático para controle e acompanhamento ginecológico dos bovinos

manual geneco bovinoOs profissionais e estudantes que trabalham diretamente com os sistemas de produção de bovinos de todo o Brasil ganham um novo aliado. A Embrapa Rondônia, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina, lança o livro Ginecologia e ultrassonografia reprodutiva em bovinos. Trata-se de um manual prático, de consulta rápida e de fácil leitura, que pode auxiliar na condução adequada da avaliação reprodutiva.
De acordo com um dos autores da obra, o pesquisador da Embrapa Rondônia Luiz Pfeifer, o livro apresenta uma visão prática, baseada em ampla pesquisa nas obras básicas e na experiência dos autores, sobre a execução de exames de ginecologia e ultrassonografia reprodutiva em bovinos, apresentando ao leitor também os principais achados que podem ser detectados nos exames de rotina.

Os três primeiros capítulos tratam basicamente sobre o entendimento anatomofisiológico do ciclo estral e da gestação. Para os autores, este conhecimento é fundamental para que o técnico execute um bom trabalho. “O profissional necessita entender detalhadamente o funcionamento dinâmico das estruturas envolvidas nos processos biológicos responsáveis pela formação da vida. Assim, ele terá subsídios para desenvolver soluções aos desafios encontrados nos procedimentos ginecológico e obstétrico”, explica Pfeifer. Aos que desejam ir diretamente para a prática, a partir do capítulo 4 encontram informações relevantes para a execução de um bom exame ginecológico e ultrassonográfico do trato reprodutivo.