quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Embrapa e município sertanejo articulam parceria para ensino profissionalizante 

Foto: Saulo Coelho
Embrapa e município sertanejo articulam parceria para ensino profissionalizante
O campo experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) no município de Nossa Senhora das Dores poderá abrigar uma escola de ensino agrícola profissionalizante. A parceria foi discutida nessa terça-feira (7/01), entre o chefe-geral da Unidade, Manoel Moacir Macedo (dir.) e o prefeito da cidade do Médio Sertão Sergipano, Fernando Lima Costa (esq.).

A prefeitura tem perspectiva de aporte de recursos, ainda este ano, do Ministério da Educação e do Pró-Investe, programa federal de estímulo ao investimento em infraestrutura, e a intenção é que a Embrapa ceda, em forma de comodato, 2 hectares dos 152 que constituem o campo, que fica na divisa entra as zonas urbana e rural de Nossa Senhora das Dores, para a construção da escola.

A reunião no gabinete do prefeito teve a participação, também, do chefe-adjunto de Administração da Embrapa, Edgard Sarmento, e do supervisor de Engenharia, Orlando Prado. Fernando Lima foi assessorado pelos secretários de Agricultura, Carlos Augusto Barreto Lima, de Planejamento, Gilberto Luiz de Araújo Santana, e do chefe de Gabinete, José Cardoso de Oliveira Neto.


No encontro, foi discutido o local mais adequado dentro do campo para instalação da escola, além de questões técnicas e jurídicas, como as contrapartidas do município, que deverão ser amadurecidas em novas reuniões entre os setores da prefeitura e da Embrapa.

O prefeito se mostrou otimista e enalteceu o fato da Embrapa abrir suas portas à comunidade do município. “Sonhamos com essa escola há muitos anos. Será uma obra de impactos sociais sem precedentes na história do município”, declarou.

Para Manoel Moacir, é preciso ter foco na missão da Embrapa, que é uma empresa de ciência e que tem na sua missão uma grande responsabilidade social. “Com uma escola desse tipo em Dores, os avanços sociais na comunidade do entorno do campo e em todo o município serão significativos, com oportunidades de estudo e capacitação, pesquisa, bolsas e cooperação técnica da Embrapa”, afirmou.

Extrativistas terão R$ 120 mi para subvenção nos próximos anos

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai dispor, para os próximos três anos, de mais recursos para pagar a subvenção a extrativistas de produtos da sociobiodiversidade, aqueles extraídos das florestas. O grupo gestor da Política PGPM-Bio, formado pelos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Fazenda, Planejamento e a Conab, aprovou R$ 30 milhões para 2014, R$ 40 milhões para 2015 e R$ 50 milhões para o de 2016, totalizando R$ 120 milhões.
Com isto, famílias que vivem da extração de produtos das matas da Amazônia, do Cerrado e de áreas do Nordeste, por exemplo, como as quebradeiras de coco, catadores de açaí, mangaba e outros receberão mais recursos para garantir suas rendas e manter o bioma natural.
Outras pessoas poderão também se beneficiar do programa. Está prevista a participação de novos produtos, como bacuri, buriti, erva-mate, fava d'antas, licuri, macaúba, maracujá do mato, murici, murumuru, pinhão e pirarucu de manejo, encontradas nessas e outras regiões brasileiras.
Em 2013, foram pagos em subvenções mais de R$ 4,5 milhões a 9.508 famílias de extrativistas de muitos estados. A coleta chegou a 9.247 toneladas de produtos como açaí, babaçu, borracha natural, castanha-do-brasil, pequi e piaçava. Já de 2009, início do programa, até hoje, foram pagos R$ 15,1 milhões a 46.082 extrativistas e adquiridas 26.465 toneladas de produtos.  (Raimundo Estevam/Conab)

Carnes brasileiras ganham mais espaço em 2014

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio das secretarias de Relações Internacionais (SRI) e de Defesa Agropecuária (SDA), negocia a abertura de novos mercados para as exportações de carnes brasileiras.
Uma das mais aguardadas este ano é uma possível conquista do acesso da carne brasileira aos Estados Unidos, pleito que está em negociação desde 1999. O país norte-americano é o maior importador mundial de carne bovina e é referência para diversos outros mercados quanto a questões sanitárias.
As negociações com a China também têm sido intensas. O Brasil possui 24 plantas aprovadas para exportar para o país e o objetivo é ampliar e diversificar as empresas exportadoras. Para a carne suína, cinco plantas estão habilitadas e o maior interesse das empresas brasileiras é na exportação de miúdos. Em relação à carne bovina, a expectativa para 2014 é a reabertura do mercado chinês, fechado desde a notificação pelo Brasil do episódio de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípica em 2012. Atualmente, oito unidades estão habilitadas a exportar e, revogado o embargo, espera-se que mais nove estabelecimentos também sejam.
A Arábia Saudita é outro mercado importante. O país é tradicional importador, mas suspendeu as compras desde a notificação do episódio de EEB. O Mapa espera uma missão saudita em fevereiro para suspender o embargo e habilitar estabelecimentos.
Ainda há a expectativa de abertura de mercado da Coréia do Sul para a carne suína de Santa Catarina. Trata-se do 5º maior mercado importador do produto e é considerado estratégico para a diversificação das exportações brasileiras. Ainda em relação aos produtos suínos, podem ser retomados os embarques nacionais este ano para a África do Sul, suspensos desde 2005. Em outubro do ano passado, o ministro Antônio Andrade esteve reunido com a colega de pasta sul- africana, Tina Joemat-Pettersson, e as negociações avançaram.
O México também é um possível destino da carne de frango brasileira este ano. Em 2012, o país habilitou cinco plantas que puderam acessar o mercado por meio de uma cota tarifária. O Mapa espera atingir 40 unidades habilitadas em 2014.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Colostro Artificial

Crias de caprinos podem ser alimentadas com colostro artificial
Ao nascer, os caprinos e ovinos não têm anticorpos no sangue. A imunidade depende da disponibilidade do colostro, secreção que se acumula na glândula mamária ou úbere das femeas, nas últimas semanas de gestação. De cor branco-amarelada, rica em proteínas, anticorpos, minerais e vitaminas, o colostro possui efeitos nutritivos, antitóxico e laxativo. Apresenta uma gordura que é bem absorvida, sendo importante fonte de energia, exercendo papel fundamental na saúde e bom desenvolvimento das crias.
No entanto, existem situações em que o produtor é levado a alimentar artificialmente as crias usando o colostro artificial: quando a mãe morre e não tem outro animal para se obter o colostro; em caso de doenças que podem ser transmitidas pela ingestão do leite; partos múltiplos e quando o colostro é insuficiente.
Para a médica-veterinária Maria Dalva Bezerra de Alcântara, da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), o colostro artificial pode substituir perfeitamente o colostro natural. É feito pelo produtor com o  leite de  cabra ou de vaca “in natura” e ovo de galinha. Deve ser oferecido às crias em mamadeiras e pode ainda ser armazenado em congelador por um período de até 30 dias.
Para fazer o colostro artificial são necessários 700 mililitros de leite de vaca e um ovo sem casca, que deverão ser batidos bem no liquidificador. Em seguida, deve-se colocar o produto na mamadeira e oferecer às crias. “É importante que esse colostro seja dado às crias a partir das primeiras horas do nascimento, de três a quatro vezes por dia, em uma quntidade de 100 a 150 mls, durante 2 a 3 dias”, destaca Dalva. Ela lembrar, no entanto, que só se deve interferir na alimentação das crias se houver necessidade.

Melancia Crioula

Polinização manual recupera a qualidade da melancia crioula no semiárido
O plantio de melancia é uma tradição das pequenas propriedades rurais no semiárido brasileiro. São as chamadas melancias crioulas, que são próprias para o consumo das famílias dos agricultores. O problema com esse plantio começou a surgir quando houve um crescimento do cultivo de melancia forrageira, usada para compor a base de alimentação dos rebanhos na época da seca.
O que acontece, é que a atividade polinizadora de insetos como as abelhas nas flores dos dois cultivos acabam levando genes dominantes das forrageiras para as crioulas. O resultado é a geração de frutos híbridos com características próprias das melancias destinadas ao consumo dos animais: de casca amarelada, polpas mais amargas e duras.
Uma maneira encontrada pelos pesquisadores para proteger a melancia crioula da contaminação por variedades forrageiras segundo a pesquisadora Rita de Cássia Souza Dias, da Embrapa Semiárido, em Petrolina, no sertão de Pernambuco, é um manejo simples, barato e acessível a todos os agricultores.
A pesquisadora da Embrapa recomenda que seja feita a polinização manual. Segundo Rita de Cássia, o sistema produtivo agroecológico pode ser aplicado com um método simples: o agricultor fixa a uma pequena estaca uma garrafa pet cortada ao meio e com pequenos furos no fundo. Com esse objeto, cobre as flores masculinas e femininas das melancias crioulas. Esse procedimento deve ser realizado um dia antes da abertura delas, o que acontece até 32 dias depois do plantio.
No dia seguinte, quando as flores se abrem, o agricultor retira com as mãos a flor que fornece o pólen e encosta levemente nas pétalas femininas. Após isso, torna a cobrir por mais dois dias a flor geradora do fruto, cuja base é mais arredondada.
Rita de Cássia explica que o agricultor pode aplicar esse mecanismo em até dez pares de flores. Assim, no próximo plantio, terá sementes livres da influência de genes forrageiros. “Se métodos como esse não forem aplicados, corre-se o risco das famílias se obrigarem a recorrer às variedades comerciais das melancias de mesa, mais exigentes de adubos e insumos químicos que encarecem a produção”, observa a pesquisadora.

Agricultores familiares poderão sanar suas dívidas

segunda-feira, Dezembro 30, 2013 - 19:15
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O Governo Federal autorizou, nesta segunda-feira (30), por meio do decreto nº 8.178, de 27 de dezembro de 2013, a concessão de rebate de até 65% sobre as dívidas das operações de crédito rural de investimento e custeio que estavam em situação de inadimplência até o dia 22 de novembro de 2011. Essas operações fazem parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural Familiar (Proger Rural Familiar).
A regra valerá para as operações do Pronaf contratadas até 30 de junho de 2008 e do Proger Rural Familiar contratadas entre 26 de junho de 2003 e 28 de junho de 2004, cujo saldo devedor atualizado é de até R$ 10 mil em 30 de dezembro de 2013. O rebate será de até 65%, limitado a R$ 1.750 por operação.
As operações do Pronaf são as de custeio e de investimento, bem como as operações do Grupo B - linhas de investimento para Sistemas Agroflorestais (Pronaf Floresta), convivência com o semiárido (Pronaf Semiárido), Mulheres (Pronaf Mulher) e Jovens (Pronaf Jovem).
O prazo para quitação das operações beneficiadas vai até 31 de dezembro de 2014. O saldo devedor deve ser recalculado até a data do pagamento, sem a incidência do bônus de adimplência contratual, sem multa ou quaisquer outros encargos.
O valor médio das operações inadimplentes, contratadas desde o início do Programa até 30 de junho de 2008, é de R$ 2.804,68, o que reforça a afirmação de que os agricultores de menor renda é que não conseguiram honrar seus compromissos.
O número de operações de crédito contratadas até 30 de junho de 2008, de até R$ 10 mil de valor contratado e que não quitaram seus contratos nas datas marcadas, é de 472.749. Deste total, 247.334 são do Grupo B, o que representa 52,2%.
Com a medida, o Governo Federal reabre a oportunidade para que até 263 mil unidades familiares de produção de baixa renda voltem a contratar financiamentos do Pronaf.
Crédito do Pronaf
O crédito rural do Pronaf foi instituído em 1995. O número de contratos e de agricultores familiares que acessam os financiamentos cresce a cada ano. Há, atualmente, mais de 3,5 milhões de contratos, para mais de 2,5 milhões unidades familiares de produção que usam financiamentos rurais. O crédito do Pronaf é utilizado por agricultores de mais de 96% dos municípios brasileiros e se constitui na política mais abrangente de apoio aos agricultores familiares, atendendo unidades familiares de produção de todos os níveis de renda.
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sábado, 4 de janeiro de 2014

Milho é um dos destaques nas operações da Conab em 2013

Graças às operações de Venda em Balcão para o milho, realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em atendimento aos estados pertencentes à Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), até novembro de 2013 foram vendidas mais de 590 mil toneladas do produto, a preços subsidiados, para cerca de 200 mil criadores. O milho tem sido a mais importante fonte suplementar de alimento para os animais da região Nordeste e do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, afetados pela maior seca dos últimos 50 anos.
Também ao longo de 2013, a Conab realizou leilões de Contrato de Opção Venda de milho, ofertando 2.500 t, dos quais 2.080 t foram negociadas, garantindo boa remuneração aos produtores. Por meio desta ferramenta, o produtor rural ou sua cooperativa tem o direito de vender seu produto para o governo, em uma data futura, a um valor fixado anteriormente, evitando o risco de ter prejuízos financeiros em razão de queda nos preços no mercado. A baixa nos preços do milho aconteceu principalmente porque os Estados Unidos voltaram a produzir o grão dentro da sua normalidade.
Outra operação que teve destaque em 2013, em relação ao milho, refere-se ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), principalmente para o Estado de Mato Grosso. Entre julho a novembro foram lançados leilões para 9.750 t, sendo negociadas 8.861,7  t. O Pepro é uma subvenção econômica onde o produtor rural, ao arrematar o prêmio em leilão, se compromete a vender o volume adquirido pela diferença entre o Preço Mínimo estabelecido pelo governo federal e o valor adquirido. Isso assegura que a venda ocorra a um preço justo para o produtor.
Mato Grosso também foi destaque na realização de Aquisições do Governo Federal (AGF), com a compra de 636.808,29 t de milho. Por meio de AGF, a Conab beneficia o agricultor ao adquirir sua produção quando o preço de mercado estiver abaixo do preço mínimo estabelecido para a safra vigente. Isso vale para qualquer produto que faça parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). (Assessoria de Imprensa/Conab)

NOTA DO BLOG:
Precisa a CONAB ficar de bem com a vida aqui no semiárido nordestino. O milho comercializado aqui no RN(região central) é insuficiente para o nosso produtor rural. Não estamos recebendo ultimamente, nem a metade da cota estipulada pela CONAB. E não vamos culpar os transportes. Por favor, esse assunto é ultrapassado. Com dizia meu pai, é conversa para boi dormir.

CORDEL INUSITADO (VEJA)

A ANATOMIA NORDESTINA

A linguagem nordestina
É muito discriminada
Pelo povo brasileiro
Mas isso não tá com nada
Pois ela é só diferente
Precisa ser respeitada.

          Por isso, neste cordel
          Vou defender a linguagem
          Nordestina e popular
          Embarque nessa viagem
          Pois toda língua varia
          Criticar isso é bobagem.

O paulistano falando
É bastante divergente
Do baiano, do gaúcho
Tem um sotaque decente
Por isso, meu bom amigo
Respeite o que é diferente.

          Agora eu vou narrar
          Com bastante honraria
          Como o nordestino faz
          Na fala do dia a dia
          Pra dá nome a seus membros
          No cordel da anatomia.

O nariz é o PAU DA VENTA
A garganta é a GUELA
A nossa caixa torácica
São OS PEITO ou a TITELA
A tíbia, osso da perna
Chama CAMBITO ou CANELA.

          A vagina, no Nordeste
          Tem um nome esquisito
          Alguns chamam de XIBIU
          Outros chamam de PRIQUITO
          Pode também ser XERECA
          Mas isso não é bonito.

Axila é SUVACO
Tornozelo é MOCOTÓ
O pescoço é o CANGOTE
Cordas vocais é GOGÓ
Os lábios se chamam BEIÇO
O pênis é o CIPÓ.

         O pênis se diz CHIBATA
         Também se chama de PÊIA
         O pulso é a MUNHECA
         Orelha se diz ZURÊA
         A coluna é ISPINHAÇO
         Artéria chama-se VEIA.

A cabeça é o QUENGO
Também se chama MULÊRA
Uma lesão entre os dedos
Aqui se chama FRIÊRA
Barriga é BUCHO ou ISTAMBO
Os quadris são as CADÊRA.

          Na cabeça, fica os ZÓI
          O queixo se diz QUEXADA
          O bíceps chama-se MUQUE
          A bunda é a RABADA
          Nos dedos ficam as ZUNHA
          Eita! Língua invocada!

A barriga é o PÉ DO BUCHO
Costela se diz TITELA
A BOLACHA DO JUELHO
É a rótula ou a patela
Os pulmões chamam-se BOFES
Veja que linguagem bela.
Carlinhos Cordel

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


BNB lança edital para ações de combate à desertificação


O Banco apoiará os projetos de pesquisa e difusão de tecnologias voltados à situação no semiárido nordestino

Iguatu. Qual a sua ideia para a convivência e controle à desertificação na região Nordestina? No período de 27 de janeiro a 25 de abril, o Banco do Nordeste (BNB) lançará edital de apoio a projetos de pesquisa e difusão de tecnologias de combate à desertificação no semiárido. Serão disponibilizados R$ 3 milhões, a fundo perdido. Os recursos são oriundos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci).

Os projetos devem ser aplicáveis à região semiárida da área do BNB (Região Nordeste, e norte dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo) FOTO: CID BARBOSA
O Fundo é gerido pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão vinculado ao BNB. É uma iniciativa pioneira no fomento à pesquisa e à difusão de tecnologias direcionadas às atividades produtivas. Dessa forma procura contribuir para a superação de gargalos do setor produtivo e para a diminuição do risco operacional do Banco.

O gerente de Ambiente de Programas Especiais e de Fundos de Pesquisa do BNB, Antonio Roberto Albuquerque Silva, destacou a importância da pesquisa. "Contribui para o desenvolvimento do semiárido brasileiro e para a mitigação de riscos de operações de crédito realizadas nessa região, que é prioritária para as aplicações do Banco"

Os projetos devem ser aplicáveis à região semiárida da área de atuação do BNB (Região Nordeste, e norte dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo). Segundo o edital, as linhas de pesquisa referem-se à conservação, recuperação, monitoramento e mitigação da desertificação e convivência com o semiárido.

Investimento

O valor de cada projeto aprovado não pode ser inferior a R$ 50 mil nem superar o teto de R$ 300 mil, assegurando-se pelo menos 40% dos recursos para projetos de difusão.

O objetivo do Banco em apoiar projetos de pesquisa e difusão de tecnologias de combate à desertificação no semiárido é o desenvolvimento, a validação e a difusão de tecnologias compatíveis com as peculiaridades regionais, em particular dos aspectos econômicos, sociais e culturais do setor produtivo.

As propostas deverão ser apresentadas, exclusivamente via Internet. Para isso, deve-se utilizar o sistema de gerenciamento de convênios, localizado no endereço http://www.bnb.gov.br/fundeci. A divulgação do resultado da pré-seleção está prevista para 30 de junho de 2014.

Assistência

O governo do Estado vai liberar R$ 22 milhões para serem aplicados no desenvolvimento de ações da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Estado (Ematerce). A decisão foi anunciada na mais recente reunião do Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários.

Serão liberados R$ 11 milhões para pagar os agentes do programa Agente Rural e outro montante de igual valor para o pagamento dos 681 agentes rurais de nível médio e superior do Programa do Pacto Federativo, convênio entre o Estado e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que visa também inaugurar escritórios da Ematerce e equipá-los.

O secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado, Nelson Martins, observou que os investimentos feitos nos programas vão assegurar a ampliação das práticas de assistência técnica rural. "Isso vai nos permitir até o meio do ano, inaugurar mais 24 escritórios da Ematerce. Vamos universalizar a assistência técnica rural em todos os municípios do Estado".

Ele acrescentou ainda que o apoio do MDA e das prefeituras é substancial nesse novo modelo de escritórios segundo o pacto federativo. Os municípios cedem a estrutura física, fazem a manutenção e o MDA fornece os carros, as motos, os computadores e a mobília dos escritórios.

Em 2013, foram inauguradas 58 unidades. O programa foi implantado em 2010. As unidades implantadas por meio do Pacto Federativo ocorrem somente nos municípios abrangidos pelos Territórios da Cidadania.

Martins frisou a parceria entre as Prefeituras e o governo Federal. "Quando se trabalha em parceria os objetivos são alcançados mais facilmente", observou o titular da SDA.

Ausência

Na região Centro-Sul, enquadrada no Território Rural, não é atendida pelo Pacto Federativo. Três municípios cearenses ainda não dispõem de escritórios da Ematerce: Catarina, Orós e Quixelô. Apesar do governo do Estado ampliar a assistência técnica por meio de contratação de agentes rurais como bolsistas, o modelo é alvo de críticas.

"Esses técnicos são inexperientes, ficam apenas três anos e quando adquirem conhecimentos são substituídos por novos bolsistas. Na prática, a assistência técnica rural é muito aquém da necessidade", avaliou o produtor rural, Carlos Vieira.

HONÓRIO BARBOSAREPÓRTER

ACB dissemina novo tipo de cisterna
Crato. nova tecnologia de cisternas implementada no Cariri, a Chapéu de Padre Cícero, será alvo de projeto voltado para a capacitação de jovens de quatro municípios da região, no intuito de promover a permanência do jovem no campo e minimizar o êxodo rural de pessoas nessa faixa etária. O projeto Jovens Famílias Produtivas no Cariri, com apoio da Petrobras, será lançado esse mês na região, com execução da Associação Cristã de Base (ACB). O projeto é pioneiro na região.

Denominada “Chapéu de Padre Cícero”, o reservatório é uma tecnologia de convivência com a região semiárida foto: Elizângela Santos
A ACB é a responsável pelo desenvolvimento do novo método de cisternas, recentemente adotado como tecnologia social pelo Banco do Brasil, que passou a financiar o equipamento. Desde 2010 que a cisterna Padre Cícero vem sendo experimentada na região, iniciando pelo município de Nova Olinda, em comunidades produtivas. A ideia é poder aproveitar os pequenos espaços de terra dos agricultores, com áreas de menor cobertura de cimento, como acontece com a cisterna calçadão mais ampliada, e poder possibilitar uma área maior de cultivo no entorno, com as hortaliças, por exemplo. O formado de cone da cisterna possibilita a captação da água no seu entorno.

Conforme a diretora executiva da ACB, Socorro Silva, esse é um novo desafio para a entidade, que envolverá vários técnicos. Segundo ela, a iniciativa tem o objetivo de capacitar os jovens, não apenas do ponto de vista técnico, para a implementação das cisternas, mas dar condições necessárias, por meio de várias capacitações, de promover o protagonismo juvenil nas comunidades mapeadas pelo projeto.

Serão atendidas as cidades de Crato, Santana do Cariri, Nova Olinda e Milagres, com 77 famílias beneficiadas. Estarão inseridos cerca de 170 jovens, além de 154 adultos e mais de 50 idosos com mais de 60 anos, mas mantendo o foco principalmente para jovens de 18 a 29 anos. A finalidade é atender em dois anos, 374 pessoas, em 26 comunidades.

O projeto, conforme a diretora executiva, foi desenvolvido em 2012, a partir de uma preocupação dos técnicos da entidade, com a evasão dos jovens do campo, e sua participação em entidades das comunidades, como os sindicatos de agricultores as associações comunitárias. Essa evasão no campo nasce a partir da falta de perspectiva que os jovens estão tendo, segundo Socorro Silva. Ela afirma que o projeto tem a finalidade de proporcionar mais produção e renda, por meio da sensibilização dos jovens e seus familiares.

Outro aspecto que será trabalhado é o turismo rural, na comunidade de Chico Gomes, em Crato. Além disso, está proposto no projeto a criação de uma feira voltada para a comercialização dos produtos a serem cultivados pelos jovens, que insere desde a cultura de hortifrutigranjeiros, à extração de mel de abelha, com orientação produtiva da entidade, e também criação de pequenos animais, como a galinha de caipira. O projeto, que estará sendo executado por dois anos, permite o acompanhamento, desde o diagnóstico, com a inserção de jovens com potencial produtivo, capacitações com orientações técnicas e fornecimento de material, para a produção das cisternas. A etapa seguinte trará condições de como armazenar e aproveitar melhor a água disponível nas cisternas para a produção.


RESERVATÓRIOS DAS USINAS HIDRELÉTRICAS DO NORDESTE ESTÃO COM NÍVEL ABAIXO DE 35%
Rio de Janeiro – Um atraso no início do período de chuvas tem deixado os reservatórios das usinas hidrelétricas do país em nível baixo, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na Região Nordeste, o nível está em 34,88%. Já no Sudeste/Centro-Oeste, os reservatórios estão com 43,34% de sua capacidade.
De acordo com a assessoria de imprensa do ONS, normalmente o chamado “período molhado” começa em outubro, mas, em 2013, começou apenas em dezembro. A falta de chuvas provoca a redução do nível dos rios e, consequentemente, dos reservatórios das hidrelétricas.
É a água acumulada nos reservatórios que movimenta as turbinas geradoras de energia elétrica da usina. Por isso, quanto menos água, menos energia pode ser produzida. De acordo com o ONS, para compensar o baixo nível dos reservatórios, as usinas termelétricas da Região Nordeste, que produzem uma energia mais cara, estão ligadas.
Com o início das chuvas, a assessoria de imprensa do ONS informou que os reservatórios devem, aos poucos, se recuperar. As chuvas que atingiram o Sudeste nas últimas semanas, além de ajudar a encher os reservatórios na própria região, têm beneficiado as hidrelétricas do Rio São Francisco, que responde por quase 97% da capacidade instalada no Nordeste, já que a nascente fica em Minas Gerais.
No Norte, o nível dos reservatórios está em 48,6% e, no Sul, em 57,56%.

Produção de milho chega a 80 milhões de toneladas em 2013


A safra de milho chegou aos 80 milhões de toneladas em 2013, mas a rentabilidade ficou abaixo do esperado. A recuperação da safra americana e os problemas climáticos foram os principais vilões. Especialistas acreditam que a área plantada deve reduzir cerca de 14 milhões de hectares e ficar 6% menor em 2014.
O ano 2013 começou bem para a cultura do milho. Os produtores que apostaram no grão, e conseguiram colher nos primeiros meses do ano, aproveitaram o espaço deixado pela quebra da safra americana, provocada pela seca nos Estados Unidos.
Animados com os resultados de 2012, os produtores brasileiros investiram ainda mais na cultura. Capitalizados, aumentaram a área e apostaram na alta produtividade. Porém, o cenário se inverteu: os Estados Unidos conseguiram recuperar a produção e os preços caíram, gerando prejuízos.
No Brasil, a produção bateu recorde e, junto com a dificuldade de escoamento provocada pelos caos logístico, os produtores não estavam preparados para armazenar a produção. Em Mato Grosso, os grãos ficaram a céu aberto.
O clima também atrapalhou os planos dos produtores e algumas regiões ficaram até 60 dias sem receber chuvas. Os problemas climáticos somaram com a grande oferta de produto no mercado e os preços caíram a patamares que não cobrem os custos de produção. O lucro que os produtores esperavam da safrinha não veio.
O governo entrou para ajudar os produtores, com a realização de leilões, na tentativa de equalizar os preços. Oito milhões de toneladas de milho foram subsídiadas e as cotações do grão pararam de despencar. O Brasil exportou mais de 20 milhões de toneladas, com capacidade para enviar ainda mais ainda. Foi a safra dos Estados Unidos que desacelerou os embarques brasileiros.
Depois de um ano com tantas oscilações, os produtores já se preparam para enfrentar mais problemas em 2014. Segundo o analista da FC Stones, Glauco Monte, a área plantada deve reduzir cerca de 14 milhões de hectares, dando espaço para a soja.

EMBRAPA EM FOCO

Hortaliças na Web trata de dieta saudável e de sua relação com o consumo de hortaliças 
Um espaço dedicado aos consumidores. Assim é o site Hortaliças na Web, criado pela Embrapa Hortaliças (Brasília, DF), uma das Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa. Com temática voltada a temas como dicas sobre compra e conservação, além de receitas, o local mostra como o consumo desses alimentos pode contribuir para a manutenção da saúde.

É o que aborda a seção “Quem quer saúde vai à feira”, que procura esclarecer e informar a respeito de questões que relacionam determinados temas ligados a doenças crônicas, como diabetes, colesterol alto e hipertensão, com o consumo de hortaliças.

Após tratar de temas como “Quanto de hortaliça comer por dia”, “Hortaliças e gordura no sangue”, “ Hortaliças e hipertensão” “Hortaliças e diabetes”, o site inaugurou em dezembro informações detalhadas sobre a relação entre “Hortaliças, sobrepeso e obesidade”, última das subseções referentes a essas doenças. “Quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes, por exemplo, normalmente é destacada a importância de uma dieta saudável para o controle da doença em questão, então dentro desse quadro qual seria o papel das hortaliças e é em cima desse papel que desenvolvemos os textos”, explica a pesquisadora Milza Lana, responsável pelo site Hortaliças na Web, construído em parceria com a nutricionista Raquel Franz, do Ministério da Saúde (MS).

Ao atuar na área de Promoção da Saúde do Trabalhador no MS, a nutricionista interage com grupos de gestantes ou de reeducação alimentar em ações de prevenção da saúde e, segundo ela, seja qual for a categoria em questão, as hortaliças mostram uma relação direta com as dietas saudáveis. “Nesse contexto, procuramos aliar as informações sobre a maneira de consumir hortaliças, já que não possuem os mesmos teores de nutrientes e calorias igualmente, ante a doença instalada”, registra.

Para a pesquisadora, a parceria com o ministério tem possibilitado que as informações colocadas sejam respaldadas por um órgão que promove ações públicas de saúde, e o trabalho conjunto com uma nutricionista termina por balizar essas informações. “Temos o cuidado de somente publicar informações já consolidadas e que fazem parte das diretrizes oficiais relacionadas a dieta e saúde”, anota Milza, acrescentando que todo o trabalho desenvolvido tem como base o Guia Alimentar para a População Brasileira, editado pelo MS e no qual as hortaliças fazem parte das diretrizes.

Anelise Macedo – jornalista (MTB 2749/Df) 
Embrapa Hortaliças
E-mail: anelise.campos@embrapa.br
Tel.: (61) 3385-9109