domingo, 16 de janeiro de 2011

O Garantia Safra

  Mais de 550 mil agricultores familiares já aderiram ao Garantia Safra
Mais de 550 mil agricultores familiares já aderiram ao Garantia-Safra

Foto: Tamires Kopp

Mais de 550 mil agricultores familiares já aderiram ao Garantia-Safra
13/01/2011 10:58
A adesão dos  agricultores familiares do Semiárido brasileiro ao Programa Garantia-Safra no ano agrícola 2010/2011 já somam mais de 550 mil adesões. No total, serão disponibilizadas nesta safra cerca de 732 mil cotas.
Para o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence, esses resultados nas adesões dos agricultores mostram a importância do Programa e seu potencial para o combate à pobreza rural.
Em alguns estados que participam do Programa, o período de adesão já encerrou: Minas Gerais, Maranhão e Piauí. Os agricultores familiares do Ceará, Paraíba e Pernambuco (região 1) contam, ainda, com prazos para o pagamento do boleto no valor de R$ 6,40. Ceará e Pernambuco (região 1) têm até 21 de janeiro e Paraíba até 31 de janeiro  de 2011.
Para os estados de Alagoas, Sergipe, Bahia (região 2) e Rio Grande do Norte (região 2) as inscrições estão abertas até fevereiro de 2011.
O Garantia-Safra é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), executada em conjunto com prefeituras e governos estaduais, para atender as famílias agricultoras do Semiárido brasileiro que vivem em municípios que tiveram perda de, pelo menos, 50% da produção agrícola por causa da seca ou do excesso de chuvas.
Trata-se de um seguro de renda mínima, ou seja, no caso de perda comprovada, os agricultores que participam do Programa recebem R$ 640 por agricultor familiar, pagos em quatro parcelas de R$160,00.
Como participar
Para participar do Garantia-Safra é preciso que, tanto agricultores, quanto prefeituras e governos estaduais, se inscrevam no programa. Para os estados é necessária a assinatura de um Termo de Adesão junto à União. Quanto aos municípios, é feita uma assinatura do Termo de Adesão junto aos governos estaduais. Além disso, é preciso estar em dia com o Fundo Garantia-Safra. Já o agricultor precisa procurar as empresas estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) ou os sindicatos de trabalhadores rurais do município e obter orientações.
O primeiro passo para o agricultor participar do Programa é a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), na versão eletrônica. Mesmo aquele que já tenha a DAP eletrônica deve procurar a empresa de Ater ou o sindicato para atualizar as informações, como área e culturas que pretende plantar nesta safra, entre outras.
As informações prestadas pelo agricultor são verificadas por meio do Sistema Garantia-Safra para assegurar que os agricultores inscritos tenham o perfil do Programa. Após essa verificação, é disponibilizada uma lista com os nomes dos agricultores efetivamente inscritos para homologação pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS).
Os agricultores familiares homologados são convocados pela prefeitura para receber o boleto bancário referente à adesão ao Garantia-Safra. Cada estado ou município possui cota anual de agricultores a serem atendidos pelo programa, definida pelo comitê gestor do Garantia-Safra.
O Garantia-Safra
O programa abrange os estados da região Nordeste, do Vale do Jequitinhonha, do Mucuri e do Norte de Minas Gerais, além do Norte do Espírito Santo. Para participar, o agricultor deve cultivar arroz, feijão, milho, algodão ou mandioca, em áreas de, no máximo, dez hectares, e ter renda bruta mensal de até um salário mínimo e meio por família. Para fazer parte do Garantia-Safra, tanto os agricultores beneficiários, quanto estados e municípios, precisam cumprir algumas etapas, definidas pela Lei nº 10.420, de abril de 2002, que instituiu o programa.

Estou de Volta

Após um período ausente das minhas atividades, nossaterra volta ao batente. tchuo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Palma Forrageira

Praga que devastou palma no Cariri Ocidental está de passagem comprada para Barra de Santana

03/01/2011-17h39

A Cochonilha do Carmim(Dactylopius coccus), continua em evidência no Programa Domingo Rural da Rádio Serrana de Araruna em conexão já que tem demonstrado seu vigor e capacidade enquanto devastadora dos palmais no semiárido paraibano e desta vez sinalizando seu próximo ataque aos campos de palma do município de Barra de Santana, Cariri Oriental paraibano.
O tema foi evidenciado no Domingo Rural deste domingo Rural deste domingo(02/01) via Rádio Serrana de Araruna, Rádio Independente de Serra Branca e Rádio Farol FM através de colocações feitas pelo pesquisador da Emepa, Edson Batista Lopes, afirmando que o município de Barra de Santana é bola da vez já que a praga conseguiu infestar-se em mais de 50% dos campos produtivos do município de Caturité que faz divisa com Barra que é uma das mais importantes bacias leiteiras da região. “Caturité a situação está difícil, eu acho que hoje 50% das propriedades já estão infestadas. Tem áreas lá em que três hectares assim de palma de cinco anos a cochonilha deixou toda no chão, é incrível o poder de proliferação dessa cochonilha e o poder de destruição, é violento. Eu nunca vi uma praga tão violenta como essa cochonilha do carmim, tem propriedades que os proprietários já abandonaram porque o controle é muito caro”, explica Batista Lopes ao dialogar com os ouvintes 590 kHz em conexão.
Participante da edição do Domingo Rural deste domingo(02/01), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, Paulo Barreto Medeiros falou sobre as ações que serão implementadas ainda no início desse semestre 2011 a exemplo da utilização das variedades desenvolvidas pela Emepa no sentido de que quando a praga venha a chegar em breve as variedades já estejam implantadas e, desta forma, o município não venha sofrer os prejuízos em conseqüência da temível praga. “O momento é de susto, os produtores de Barra começam a se assustar, ainda não tiveram uma visão ampla do grande problema, mas só em ouvir falar já estão assustados porque Caturité já começa demonstrar a preocupação grande com a perca grande de seus campos de palmas e agora Barra de Santana está começando a se assustar”, explica aquele diretor sindical.
Paulo explicou que os indícios deixam claro que Barra de Santana será mesmo o próximo território a ser atacado pela praga e lamentou que as autoridades locais não tenham manifestado qualquer preocupação com a realidade o que tem feito com que a entidade dos agricultores busques desenvolver atividades que chamem a atenção dos produtores para a realidade perigosa que o município se aproxima já que a palma representa hoje o principal produto alimentício do rebanho bovino. “Os indícios que dá é que Barra de Santana será a bola da vez do grande prejuízo, diante disso, a gente está tendo essa preocupação, o sindicato já dentro do município nós não contamos com uma ampla assistência técnica já que só temos no município um técnico da Emater, nós não contamos com o conselho de desenvolvimento rural sustentável, nós não contamos com uma secretaria de agricultura que passou mais de ano fechada e retoma agora mas não deu sinal ainda pra que veio então o sindicato dentro de sua preocupação já começamos o nosso trabalho com a preocupação de mostrar aos agricultores e nossos produtores que tem que se tomar uma iniciativa e seguir o caminho. E qual é o caminho? É fazer a transformação nas palmas, mudar, fazer as mudanças nos seus plantios”, explica aquele representante rural, lembrando que unidades produtivas e de demonstração estão sendo preparadas com recursos do próprio sindicato e de produtores locais além de folders educativos sobre a praga e as novas alternativas que serão distribuídos em todos os recantos do município.

EMATER - RN

Emater diagnostica frutos de assistência técnica em todo o Baixo Oeste do RN

03/01/2011-16h45

O Governo do Estado através da Unidade Regional de Mossoró da Emater/RN realizou recente levantamento dos indicadores de resultados do trabalho desenvolvido neste ano de 2010 a partir do acompanhamento técnico daquela regional que é composta pelos municípios de Mossoró, Serra do Mel, Areia Branca, Grossos, Tibau, Baraúna, Governador Dix-Sept-Rosado, Felipe Guerra, Upanema, Carnaúbas, Apodi, Severiano Melo, e Rodolfo Fernandes, todos localizados no Baixo Oeste.
A informação é da assessoria daquela empresa estadual, justificando que, segundo o gestor regional Fagner Brito, o trabalho de assistência técnica e extensão rural (Ater) consiste não apenas na transferência de informação técnica quanto ao manejo da produção (plantios de culturas e criação de animais), mas, também as etapas do beneficiamento e comercialização, destacando ainda isso envolve aspectos relacionados à gestão dos empreendimentos rurais, o acesso ao crédito,  conhecimento sobre as inovações tecnológicas ecologicamente corretas e sobre as novas políticas públicas. ”O extensionista destaca ainda os indicadores de resultados da regional de Mossoró apresentando os recursos aplicados e ações desenvolvidas pelos diversos projetos e programas”, explica.
Como exemplo das ações benéficas ao público camponês, aquela assessoria informou que através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foram investidos mais de R$ 1.500.000,00 (Um milhão e quinhentos mil reais) na compra de alimentos da agricultura familiar através das suas três modalidades (Compra Direta, CONAB e PNAE - Compra de 30% da Agricultura Familiar), classificando o PAA-Alimentos como um programa de grande alcance social, pois mobiliza e beneficia diversos segmentos sociais, em ações estruturantes, tanto econômica como socialmente. “Naquela região, em 2010, o Programa envolveu 594 agricultores familiares fornecedores dos produtos, doando alimentos para 379 entidades sociais que atendem 104.300 pessoas”, complementa.
Ao dialogar com Domingo Rural, aquela assessoria informou que os técnicos extensionistas dos treze municípios que compõem a Regional realizaram ainda a distribuição de duas toneladas de sementes de feijão, milho e sorgo; 500 visitas técnicas, muitas delas de atendimento coletivo de pequenos grupos de agricultores familiares.
Entre as ações de qualificação, informa, foram realizadas 132 oficinas voltadas para agricultores familiares sobre cajucultura, fortalecimento do crédito, ovinocaprinocultura, dentre outros, capacitando 3.300 agricultores e agricultoras. Além de Seminários sobre Educação ambiental, Agricultura Orgânica, Associativismo e Cooperativismo, e de piscicultura, este último voltado para Mulheres Marisqueiras. A Emater promoveu ou participou ainda de diversos eventos naquela região como: 14ª Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (Expofruit 2010), realizado de 9 à 11 de junho; dois Torneios Leiteiros, dois Circuitos Tecnológicos, sendo o ultimo em Apodi, e cursos sobre as temáticas de Crédito Rural, Boas práticas de fabricação de alimentos e Beneficiamento de pescado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ministro do MDA

Afonso Florence disse que o governo está elaborando um plano plurianual que vai estabelecer novos procedimentos para garantir que as políticas de reforma agrária e agricultura familiar deem resulta


O petista Afonso Florence afirmou nesta segunda-feira, após assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que o governo da presidente Dilma Rousseff dará continuidade ao diálogo com "todos os segmentos da sociedade civil, do setor empresarial aos movimentos de luta pela terra no campo e na cidade".
"O MDA tem uma experiência profícua de relação com movimentos sociais de luta pela terra e agricultura familiar. Continuaremos a negociar nos períodos de negociação e, no conjunto do ano, a implementar as políticas de reforma agrária e agricultura familiar", disse aos jornalistas, logo após a cerimônia de posse.
O ministro destacou ainda que o governo está elaborando um plano plurianual que vai estabelecer novos procedimentos para garantir que as políticas de reforma agrária e agricultura familiar "deem resultado".
Nesse contexto, também será discutida a revisão dos índices de produtividade, que indicam o grau de aproveitamento e ocupação das áreas rurais e servem de parâmetro para classificar uma propriedade como produtiva ou improdutiva. A revisão é uma cobrança dos movimentos sociais.
"A revisão dos índices de produtividade, assim como um conjunto de novas providências para modernizar o rural brasileiro, é do interesse do País. Terei a oportunidade de discutir no interior do governo e assim que o governo tiver uma posição única, nós vamos torná-la pública", afirmou o ministro, acrescentando que a posição conjunta deverá ser anunciada "num futuro muito próximo".
"O Brasil modernizou a agricultura empresarial e familiar. Para isso, um conjunto de atualizações, de critérios e políticas foi necessário. A presidenta Dilma estabeleceu como objetivo primeiro combater a pobreza implementando conjunto de políticas para o campo e para a cidade, adensando a cadeia produtiva, garantindo crédito, comercialização justa e assistência técnica e dando continuidade e aprofundando a política de reforma agrária", ressaltou.

Novo Ministro do MDA

  Florence destaca integração de políticas públicas.
Florence destaca integração de políticas para combater a pobreza no meio rural

Florence destaca integração de políticas para combater a pobreza no meio rural
03/01/2011 14:34
A principal meta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na gestão da presidenta Dilma Rousseff é a integração das políticas da agricultura familiar às políticas de combate à pobreza e de inclusão social e o diálogo com os movimentos sociais.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, durante solenidade de transmissão do cargo realizada em Brasília. Florence destacou o combate à miséria extrema como foco da próxima gestão. "A presidenta Dilma estabeleceu esse objetivo como primeiro por meio de um conjunto de políticas para o campo e para a cidade; adensando a cadeia produtiva, garantindo crédito, comercialização justa e assistência técnica, além da continuidade e aprofundamento da política de reforma agrária e acesso à terra".
Florence garantiu a continuidade do "programa de mudanças" desenvolvido nos últimos oito anos. "Temos tido a capacidade de implementar políticas que reparam e constroem um horizonte afirmativo para todos os brasileiros. Nosso compromisso é com a continuidade desse processo."
O ministro destacou que o fortalecimento e aprofundamento de todas as políticas do MDA são fundamentais para manter o diálogo com os movimentos sociais. "O MDA tem uma experiência profícua de relação com os movimentos sociais e vamos manter os canais de negociação. O objetivo é único: uma pátria livre, soberana e de todos onde a agricultura familiar permita que tenhamos um país mais generoso."
A transmissão do cargo a Florence foi feita pelo ex-ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel, que fez um balanço dos oito anos do governo Lula. Cassel destacou a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares no período como fator determinante para o sucesso do setor responsável por 70% da produção de alimentos no Brasil.
"Fomos capazes de reinventar o Ministério e fazer chegar políticas que sempre haviam sido negadas aos agricultores familiares”, frisou Cassel, referindo-se ao acesso à terra de 840 mil famílias e ao fortalecimento da comercialização, do crédito e da assistência técnica. "Talvez nosso principal legado seja o fato de que devolvemos para o Brasil uma agricultura familiar que estava escondida e uma reforma agrária que era tida como improdutiva. Devolvemos a autoestima do agricultor familiar."
Perfil
Natural de Salvador (BA), filho de professores da rede pública estadual, Afonso Florence tem 50 anos. É casado, pai de dois filhos e formado em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também fez mestrado na área. Militante histórico do PT, sua trajetória é marcada pelo compromisso com as lutas sociais e do campo.
Eleito em 2010 deputado federal com mais de 143 mil votos, Afonso Florence iniciou a militância política na UFBA, onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes. Ainda na Universidade, foi servidor público; pesquisador e diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO). Também foi professor da Universidade Católica de Salvador (UCSal) e coordenador do Programa de Pós-graduação em História.
No governo Jaques Wagner, Afonso Florence esteve à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano. Sua gestão foi marcada pelo diálogo com os setores sociais e compromisso com a universalização do acesso aos serviços públicos. Coordenou o Programa de Habitação da Bahia - Casa da Gente e teve atuação decisiva na elaboração e execução do Programa Água Para Todos – o maior programa de abastecimento de água do país, que contemplou mais de 2,5 milhões de pessoas com ligações de água e esgotamento sanitário no estado.

domingo, 2 de janeiro de 2011

PARA PENSAR:
“Faz o que for justo. O resto virá por si só”
Goethe

PARA REFLETIR:
“Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos”
Jesus Cristo

Parabéns Governadora

NOSSATERRA parabeniza a Governadora Mossoroense Rosalba Ciarline, por tão importante missão em conduzir os destinos do noso RN.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Parabéns, Presidenta

Nos que fazemos o blog nossaterra, parabenizamos a nova presidenta eleita e impossada Dilma Roussef.

Mensagem de Ano Novo

São os sinseros votos do nossaterra.

Fogão Ecológico

Agricultora explica eficiência de fogão ecológico na agricultura do Pólo Borborema



“O que me chama a atenção é em, primeiro lugar, várias coisas me chamam a atenção, mas uma das coisas que me chamou a atenção como primeira vez é a estrutura que a família tem pra montar e instalar o fogão, porque aqui a gente percebe nesta experiência que a gente está vendo que foi montado agora assim e que a família pode montar esse fogão em qualquer espaço em sua cozinha onde seja melhor, onde seja favorável a família. Outra coisa que me chamou a atenção é a cinza, porque geralmente puxa a cinza com a mão e neste fogão já vem a estruturazinha da gente por a lenha e quando acabar de queimar, a gente puxar a estrutura e pegar a cinza, isso é uma coisa também que chamou a atenção. A outra coisa que chamou a atenção é o tamanho do fogão, ele cozinha duas panelas ao mesmo tempo, diferente do tradicional, a gente cozinha duas panelas, mas a primeira cozinha primeiro a de trás cozinha depois e neste ele vai cozinha da mesma forma igual, a quentura desse fogo ele muito mais quente do que o nosso fogão tradicional, nosso fogão tradicional quando vem esquentar mesmo a panela ele já tem queimado”.
Esse é argumento da agricultora familiar agroecológica, Maria do Céu Batista de Santana, residente na comunidade Videl, município de Solânea, Curimataú paraibano, que ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural deste domingo(26/12) falou sobre os fogões ecológicos, tecnologias patrocinadas pelo Programa Petrobrás Ambiental através do Projeto Agroecologia na Borborema e que estão sendo adotadas pelas famílias agricultores dos municípios do Pólo da Borborema. “Bastante interessante a experiência que está vindo aqui para o Pólo da Borborema pra que as mulheres possam ter mais oportunidade de ter suas refeições feitas com o mínimo de tempo possível e eu acredito que com as experiências que nós estamos tendo aqui hoje nesta reunião para conhecermos com certeza as mulheres vão ter essa vantagem em ter um novo fogão que vem trazer esses benefício”, explica a agricultora.
“O recado que eu deixo, que o Pólo deixa, que os sindicatos deixam é que a partir do momento que a gente faz visita de intercâmbio, faz discussões regionais, faz discussões municipais tanto das experiências dos fogões, mas também de outras experiências como a gente já tem de consórcio de palma para as pequenas criações como também as cisternas que vem favoerece o benefício de água, então tantas outras ações que nós temos, acho que essa é uma das que vem transformar o meio ambiente na redução do desmatamento da tirada da lenha para cozinhar , então para as famílias a gente deixa o recado que elas olhem pra outras famílias e que percebam a importância desse fogão que chega como experiência, então vai reduzir os problemas na questão da saúde como falei no começo, as mulheres que vão  está adquirindo esse fogão, elas vão perceber isso na medida que elas estiverem utilizando do mesmo. Então o recado que a gente dá é que as famílias se organizem, que pensem no meio ambiente de como a gente vai proceder, porque é uma discussão que volta para o arredor de casa, onde é um fogão que chega pra sua cozinha, mas que ela tem toda uma discussão do arredor de casa, do manejo e organização da família ao redor de casa não deixando garrafa peti ao redor de suas casas”, compartilha a agricultora.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Algodão Mocó

Representações de entidades organizam oficina em defesa do algodão mocó para o semiárido



Representações de entidades de agricultores associados a pesquisadores da Embrapa Algodão e Embrapa Transferência de Tecnologias, escritório de Campina Grande estiveram reunidos durante o dia 13 e 14 de dezembro, em Lagoa Seca, numa oficina de argumentação em defesa do algodão mocó como alternativa sustentável para a região semiárida brasileira.
Domingo Rural deste domingo(26/12) evidenciou o trabalho iniciado que objetiva construir, de forma coletiva, um projeto interinstitucional de Pesquisa e Desenvolvimento para o Algodão mocó em consórcios agroecológicos e durante os dois dias os participantes organizaram relatos sobre a cultura em toda a região a exemplo do processo de cultivo na comunidade Salgado de Casserengue, Curimataú paraibano; discussão da estratégia de elaboração do projeto envolvendo todas as parceiras dentre outros temas.
Nair Helena Castro Arriel é pesquisadora da Embrapa Algodão e, durante entrevista, falou sobre o objetivo da reunião e da construção do projeto de resgate do Algodão Mocó. “O objetivo principal dessa oficina aqui é a construção coletiva de um projeto com algodão mocó em sistemas agroecológicos, agora, porque algodão Mocó? Nós pesquisadores, técnicos da Embrapa que estamos trabalhando sempre com agricultores familiares temos observado que o algodão mocó está aí e vai estar sempre tolerando a falta de água, a falta de insumos e está sempre ali e sendo utilizado não só para o consumo em atividades como o pavio, algodão mesmo, alimentação e porque não o algodão mocó”, comenta a pesquisadora em parte de sua entrevista em Domingo Rural.
Wagner dos santos Lima, é licenciado em Ciências Agrárias pela UFPB, é estagiário da AS-PTA em parceria com a Embrapa Tabuleiros Costeiros, reside em Casserengue e, como participante no projeto, falou sobre o trabalho que será desenvolvido a partir de resgate de práticas das famílias de agricultores durante anos em toda a região. “Meu tio Paulo que faleceu a 30 dias atrás ele conservou 150 plantas de algodão mocó, não substituiu suas plantas de algodão mocó por algodão herbáceo e com isso a Embrapa como unidade de validação r transferência de tecnologia na comunidade próxima a essas unidades de algodão mocó deu parecer para a gente eliminar as plantas de algodão mocó pra não fazer contaminação, e o agricultor responsável pelas plantas do algodão mocó não aceitou essa estratégia de podar ou eliminar as plantas e disse a frase: cuide do seu que eu cuido do meu. E aí a gente viu na prática nessa safra 2010, a gente viveu a experiência aqui no território da Borborema onde seu muitos problemas com a falta de chuvas, ou seja, com a seca e o algodão herbáceo não vigorou, não produziu bem em toda a região, e o algodão mocó ao lado esquecido, adormecido principalmente, não no caso dos agricultores, mas no caso das instituições de pesquisas e extensão produzir bem ali com a pouca qualidade de chuva que houve, então foi uma forma de representar e mostrar o seu potencial para a agricultura, para o semiárido como ele já tinha mostrado nas décadas de 70 e 80 e por aí vai”.
João Macedo é agrônomo da AS-PTA, é parte no projeto do algodão Mocó e, em entrevista, garantiu que o projeto tem mesmo a participação da agricultora familiar através de suas representações defensoras de tecnologias que garantam autonomia as famílias agricultoras de toda a região. “Sim, com certeza, porque o algodão mocó a gente vê que é uma cultura que historicamente fez parte da vida do sertanejo, Caririzeiro, do curimatauzeiro, e essa cultura ela é parte de um modo de vida desse povo porque além de ser cultura de rende que dava a camisa, que vestia o agricultura e que ajudava também a comprar os mantimentos pra si preparar melhor pra enfrentar o próximo inverno, ela também tinha uma importância muito grande para a alimentação dos animais e é de muita resistência pra a seca e com isso dura dez, 15 anos dependendo do zelo da capoeira como o agricultor fazia e é uma cultura que não depende de produtos químicos para produzir, nem de adubos, nem de venenos e ta dada aí as condições do semiárido pra resistir”, explica Macedo lembrando não ser cultura de alto-produção e produtividade, mas que associada as diversas outras culturas da agricultura familiar poderá trazer grandes contribuições econômicas, ambientais e econômicas.
Lenildo Dias de Morais é gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias escritório de Campina Grande, diz que é entusiasta da idéia e acredita que o projeto tende a ter avanços participativos que farão com que ministérios do Governo Federal fortaleçam a retomada de uma cultura que tem identidade com os produtores de toda a região. “Nós estamos nessa primeira fase formatando as idéias, são várias idéias, nós não estamos aqui fazer um projeto que já nasça morto, a gente quer construir o projeto, então por isso que neste momento a gente não está nem tratando essa questão do financiamento de projeto obviamente que no futuro terá e precisa ter. Agora nesse momento a idéia nossa é a gente discutir os parâmetros, discutir como nós vamos fazer esse projeto, aonde, quando e como, porque prá nós o fundamental é que a gente entenda a história do mocó, entenda, do ponto de vista político, a sua importância no passado, do ponto de vista da ciência quais os avanços que tiveram, porque que ele praticamente foi extinto hoje, e daí poder entender essa dinâmica para a gente poder elaborar um projeto que seja sustentável em todas as linhas e que ele tenha continuidade pra não ser apenas um desses projetos que a gente escuta por aí que não dura um ano dois anos já morre. Esse não, esse é um projeto que a gente espera que seja duradouro porque está nas mãos de pessoas comprometidas com a sustentabilidade ambiental, social, econômica, política e ética do Estado da Paraíba”.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural